Mendes, Portas & comandita

(Por Soares Novais, in Blog A Viagem dos Argonautas, 23/05/2021)


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Um Inocente é acusado sem provas e um traidor corrupto safa-se

(Dieter Dellinger, 23/08/2018)

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No próximo dia 21 de Novembro completam-se 4 anos desde a detenção do ex-PM Sócrates no Aeroporto com a Televisão convidada para assistir ao espetáculo.

Depois Sócrates teve 9 meses de prisão em Évora com a magistratura a dizer que tinha provas concretas.

O Ministério Público arranjou mais 27 arguidos para juntar ao processo de Sócrates e elaborou 188 acusações, mas nenhuma tem uma prova evidente de crime. Não há uma confissão, uma delação, uma testemunha de algo irregular.

Ao contrário disso, no caso de Paulo Portas há um tribunal alemão que condenou dois administradores da Ferrostal por terem corrompido o então Ministro da Defesa para fazer a aquisição dos submarinos por um preço muito superior a outros mais avançados adquiridos pela Coreia do Sul e Grécia (também com corrupção), e obrigou a empresa a pagar uma multa de mais de 140 milhões de euros a Portugal se os tribunais portugueses condenarem o ou os corrompidos. Como isso não aconteceu, o prejuízo para o Estado português cifra-se em 174 milhões de euros.

Hoje sabe-se que os 30 milhões vieram do equipamento necessário para fazer a manutenção dos submarinos no Arsenal do Alfeite, pelo que tinham de ir a Kiel na Alemanha para esse efeito, o que custava uma fortuna, tanto na navegação como nos trabalhos..

Parece que o atual Governo adquiriu já esse equipamento por essa verba porque sem a manutenção feita no Alfeite, a operacionalidade dos submarinos seria quase nula.

Paulo Portas traiu a PÁTRIA por 30 milhões e anda por aí todo contente da vida porque a magistratura nem sequer o chamou para ouvir e consta que a PGR se recusa a ler o processo alemão por não saber essa língua e não o mandar traduzir como seria o seu dever.

O processo prescreveu, permitindo a Paulo Portas concretizar um crime perfeito apoiado no grupo de magistrados de extrema direita que dominam a Justiça em Portugal. Parece que são poucos, mas conseguem impor-se a todos os colegas.