A solução para o problema ucraniano

(Major-General Carlos Branco, in Jornal Económico, 25/07/2024)

Apesar do futuro da Ucrânia resultar daquilo que os EUA e a Rússia acordarem, é importante perceber as contradições de Zelensky. A sua ação e a sua vida estão condicionadas.


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Apesar da resistência em o admitir, torna-se cada vez mais óbvia nas chancelarias europeias a necessidade de pôr fim à guerra na Ucrânia através de uma solução política. Vários analistas têm elaborado sobre possíveis soluções. Embora seja comum em todas as propostas a cedência de territórios ucranianos, já a adesão à NATO, a causa primária da intervenção russa, não o é.

Richard Haass, ex-diretor do Council on Foreign Relations veio admitir que a Ucrânia não tem hipótese de recuperar o território perdido e que a nova política de Washington e dos seus aliados tem de ser a proteção daquilo a que chama “núcleo da Ucrânia”.

O desespero causado pelo efeito conjugado de vários acontecimentos, a crescer no círculo próximo de Zelensky, terá levado a que este alterasse o tom do seu discurso sobre a possibilidade de uma solução política para o conflito e a abrir alegadamente a porta a conversações com Moscovo.

Na lista desses acontecimentos podemos incluir os resultados pífios obtidos por Kiev na cimeira da NATO, os sucessos militares da Rússia na frente de batalha, o incumprimento das promessas de ajuda militar dos países amigos, os desenvolvimentos na cena política norte-americana, a incerteza quanto ao futuro apoio dos principais aliados, e a disponibilidade de Trump para dialogar pessoalmente com Putin sobre o futuro da Ucrânia, sem intermediários, se vencer as eleições.

A juntar a isto, um assistente pessoal do candidato republicano à vice-presidência dos Estados Unidos, J.D. Vance, visitou secretamente Londres, onde se encontrou com o ex-CEMGFA ucraniano, general Valerii Zaluzhnyi e atual embaixador ucraniano no Reino Unido, o que sugere a possibilidade de uma vida curta de Zelensky na Bankova, se Trump for o próximo presidente dos EUA.

Mas, o comportamento de Zelensky tem sido errático. Ora diz uma coisa, ora diz outra. Umas vezes fala em conversações, outras no fim de Putin e no prosseguimento dos combates até à recuperação total do território perdido para os russos.

Não são visíveis sinais de uma vontade genuína de Zelensky querer entrar em conversações. Não há, até ao momento, movimentações no Verkhovna Rada para rever a lei que proíbe as negociações com a Rússia, enquanto o presidente Putin se mantiver no poder.

Se é um facto que Zelensky admitiu numa entrevista à BBC, que a Ucrânia não conseguirá conquistar pela força todos os territórios ocupados pela Rússia, “penso que o poder da diplomacia pode ajudar”; também é verdade que voltou à ribalta a possibilidade da Ucrânia lançar uma contraofensiva.

Independentemente de não sabermos com que tropas, com que munições e com que material o faria, uma vez que as suas reservas estratégicas estão a ser destruídas na região de Kharkov, o simples fato de Kiev equacionar essa possibilidade leva-nos a concluir não ter ainda atingido o chamado “impasse doloroso” e, portanto, não se encontrarem maduras, de momento, as condições para conversações.

Zelensky veio propor uma conferência de paz para novembro. Excetuando a possibilidade de convidar a Federação russa a participar com um representante, pouco mais se sabe sobre as suas intenções, para além de ser uma óbvia manobra de relações públicas como já tinha sido a pretérita “conferência de paz” na Suíça.

A Rússia estará eventualmente disponível para discutir um plano de paz que inclua não apenas a situação na Ucrânia, mas também os termos de uma futura arquitetura de segurança na Europa. Qualquer tentativa de congelar a situação tática através de um cessar-fogo, sem o respaldo de um plano de paz, está à partida condenada ao fracasso. O ministro dos negócios estrangeiros russo, Sergey Lavrov, foi bastante explícito sobre esta matéria em várias ocasiões, não perdendo a oportunidade para questionar a legitimidade institucional de Zelensky.

Das inúmeras propostas que têm sido avançadas – umas mais sérias do que outras – não podemos deixar passar despercebida a de Boris Johnson. Após se deslocar aos EUA para prestar vassalagem a Donald Trump, o principal responsável pelo fracasso das negociações de paz na Turquia (2022) e pelo Brexit, teve o descaramento de dizer que acredita na capacidade de Trump para acabar com a guerra em termos aceitáveis para a Ucrânia e para o Ocidente, entenda-se o acesso da Ucrânia às fronteiras em 24 de fevereiro de 2022 e a possibilidade de aderir à UE e à NATO.

Na sua prova de vida, insistiu na mesma fórmula que conduziu a Ucrânia ao estado em que se encontra, ou seja, aumentar a assistência militar a Kiev, acelerar os fornecimentos de armas e levantar as atuais restrições aos ataques contra a Rússia utilizando armas ocidentais. Hilariante mesmo, foi dizer que “no futuro, um exército ucraniano bem armado poderia substituir o contingente americano na Europa, o que permitiria a Trump poupar dinheiro, trazer os soldados americanos para casa e forçar a Europa a fazer mais pelas suas próprias capacidades de defesa.”

Independentemente do que Trump vier a decidir, se chegar a presidente dos EUA, o Center for American Security, o think tank onde são buriladas as propostas de Trump sobre várias matérias do foro governativo, já explicitou qual o entendimento dos conselheiros mais próximos de Trump sobre o assunto e a que este terá dado o seu acordo: forçar a Ucrânia a assinar a paz com a Rússia, fazer concessões territoriais e renunciar à adesão à NATO.

Dando nota da tensão política crescente em Kiev, o presidente da Câmara da cidade, Wladimir Klitschko, veio juntar-se ao debate defendendo a realização de um referendo sobre o compromisso territorial. “Não creio que ele [Zelensky] possa tomar decisões tão dolorosas sem a legitimação popular. A solução poderia ser a criação de um governo de unidade nacional, como aconteceu em Israel após o ataque do Hamas”. Independentemente de Klitschko não entender o que está a acontecer ao seu redor, é um facto que mais cedo ou mais tarde, Zelensky terá de explicar ao seu povo porque é que a morte de centenas de milhares de ucranianos, algo que podia ter sido evitado, não serviu para nada.

Também os articulistas da “Foreign Affairs” vieram dar as suas opiniões sobre como resolver o conundrum ucraniano. Por exemplo, Mary Sarotte veio explicar o que fazer, garantindo simultaneamente a entrada de Kiev na NATO. Desaconselha a adoção do modelo da DMZ coreana, manifestando preferência por um modelo de duas ‘ucrânias’, semelhante ao das duas ‘alemanhas’, tendo a Ucrânia que decidir qual o território a ceder.

A Ucrânia “ocidental” seria então autorizada a entrar na NATO, com a promessa de reunificação num futuro indeterminado, adotando o modelo norueguês. Ou seja, comprometendo-se a não serem instaladas bases militares de outros países no seu território, a não ser em caso de agressão.

O estado do debate sobre os termos de um previsível acordo de paz é, na maioria dos casos, de uma qualidade confrangedora. A realidade virtual gerada por falsas narrativas em que têm vivido certas chancelarias, em particular as europeias, cria fantasias e ilusões, o que as impede de separar os factos da ficção. Não perceberam ainda que: (1) a solução que se vier a encontrar, nomeadamente em matéria de concessões territoriais, dependerá do que for ditado pela fortuna das operações militares; (2) a Ucrânia nunca será membro da NATO.

Apesar do futuro da Ucrânia resultar daquilo que os EUA e a Rússia acordarem, é importante perceber as contradições de Zelensky. A sua ação e a sua vida estão condicionadas. O chefe do estado-maior da brigada Azov ameaçou matá-lo caso tenha a aleivosia de se envolver em conversações de paz com a Rússia. Afirmando que as questões territoriais não poderão ser deixadas para outras gerações, alertou que teria vida curta quem estivesse disposto a fazer concessões territoriais, mesmo que temporárias.

O controlo dos neonazis sobre o futuro do país continua a ser decisivo e incontornável, ao ponto de, no final de junho de 2024, um dos seus chefes, Bogdan Krotevych, ter “aconselhado” Zelensky a substituir o comandante das Forças Conjuntas das Forças Armadas da Ucrânia, o tenente-general Yuri Sodol, recomendação que ele seguiu diligentemente. Qualquer passo em direção à paz terá de levar em consideração as reticências dos dirigentes do Azov, e lidar com elas. Entretanto, e surpreendentemente, a Administração Biden levantou a interdição da entrega de armamento às forças das unidades nacionalistas, como o Azov.

EUA quebram gelo, Rússia descongela

(Por M. K. Bhadrakumar, in Velho General, 24/10/2022)

O secretário de Defesa do Reino Unido, Ben Wallace, fez uma viagem secreta aos EUA na semana passada em meio a temores de uma grande ofensiva russa na Ucrânia

Em meio a conversas entre os ministros da Defesa da Rússia, Sergey Shoigu, do Reino Unido, Ben Wallace, e o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, além de homólogos da UE, parece começar a surgir a possibilidade de um encontro entre Putin e Biden.


O outono termina e o inverno começa no momento do solstício de dezembro. Mas e se o Equinócio Vernal chegar? Nestes tempos de mudança climática, tudo é possível. Há sinais sutis. Os pássaros no quintal estão cantando, borboletas e abelhas estão retornando. Como alguém pode perder isso?

Está bastante claro agora que foi a guerra na Ucrânia que atraiu o secretário de Defesa britânico Ben Wallace a Washington em uma visita secreta na terça-feira da semana passada. Wallace se encontrou com o conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, seguido de reuniões no Pentágono, no Departamento de Estado e nas agências de espionagem.

Seguiram-se dois comunicados de imprensa da administração Biden – transcrição da reunião Sullivan-Wallace e uma declaração do presidente Biden, fixada na saída de Liz Truss como primeira-ministra do Reino Unido, reafirmando a aliança anglo-americana. A coisa impressionante foi que nenhuma das declarações cuspiu fogo. No entanto, os EUA e a Grã-Bretanha estão no meio de uma guerra que, segundo Biden, está se aproximando do Armagedom.

Ao retornar a Londres, Wallace não perdeu tempo para fazer uma declaração sobre a Ucrânia na Câmara dos Comuns, na quinta-feira. Embora não esteja diretamente relacionada à sua visita a Washington, a declaração de Wallace irradiava de suas consultas com altos funcionários dos EUA.

A declaração aderiu amplamente à narrativa triunfalista ocidental da guerra na Ucrânia no sentido de que “a campanha terrestre da Rússia está sendo revertida. Está ficando sem mísseis modernos de longo alcance e sua hierarquia militar está se debatendo. Está lutando para encontrar oficiais subalternos para liderar as fileiras.”

No entanto, no final, Wallace mudou abruptamente de rumo, expressando apreciação pela forma como o ministro da Defesa russo, Sergey Shoigu, lidou com o “engajamento potencialmente perigoso” em 29 de setembro entre um avião espião da RAF RC-135W Rivet Joint “em patrulha de rotina” sobre o Mar Negro, que “interagiu” com dois caças russos Su-27 armados quando um dos jatos russos lançou um míssil nas proximidades do avião britânico “além do alcance visual”. Wallace mencionou a importância crucial de manter as linhas de comunicação abertas para Moscou (aqui está o registro Hansard).

Significativamente, um dia depois, o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, fez um telefonema para Shoigu, o primeiro contato desse tipo em mais de cinco meses. Aparentemente, Austin e Wallace têm em comum a opinião de que é hora de retomar as conversas com Moscou.

transcrição do Pentágono apenas disse que Austin “enfatizou [para Shoigu] a importância de manter linhas de comunicação em meio à guerra em andamento contra a Ucrânia”.

De fato, Austin também teve o cuidado de informar seu colega ucraniano Oleksii Reznikov sobre sua ligação inicial com Shoigu e “reiterar o compromisso inabalável dos EUA em apoiar a capacidade da Ucrânia de combater a agressão da Rússia.

“O secretário Austin também destacou o apoio contínuo da comunidade internacional na construção da força duradoura da Ucrânia e na salvaguarda da capacidade da Ucrânia de se defender no futuro, conforme demonstrado pelos compromissos de assistência à segurança assumidos por aliados e parceiros na mais recente reunião do Grupo de Contato de Defesa da Ucrânia em 12 de outubro. Os dois líderes se comprometeram a manter contato próximo”, anunciou o Pentágono.

Curiosamente, dois dias depois, no domingo, foi a vez de Shoigu fazer uma ligação para Austin. Mas desta vez, a transcrição do Pentágono esclareceu que “o secretário Austin rejeitou qualquer pretexto para a escalada russa e reafirmou o valor da comunicação contínua em meio à guerra ilegal e injustificada da Rússia contra a Ucrânia”.

E uma hora depois de receber a ligação de Shoigu no domingo, Austin entrou em contato por telefone com Wallace “para reafirmar a relação de defesa EUA-Reino Unido e a importância da cooperação transatlântica. A conversa de hoje foi uma continuação de sua discussão no Pentágono na semana passada, que cobriu uma ampla gama de prioridades compartilhadas de defesa e segurança, incluindo a Ucrânia”.

Presumivelmente, o nevoeiro da guerra está se adensando. Ou, possivelmente, Austin ficou com a pulga atrás da orelha, pois Shoigu no domingo também fez ligações para três outras capitais da OTAN – Paris, Ancara e Londres – onde discutiram a situação na Ucrânia “que está se deteriorando rapidamente” e Shoigu transmitiu “preocupações sobre possíveis provocações da Ucrânia com o uso de uma ‘bomba suja’” (aqui).

É importante ressaltar que a transcrição britânica disse que Wallace reiterou a Shoigu o “desejo do Reino Unido de diminuir esse conflito … e o Reino Unido está pronto para ajudar”.

É perfeitamente concebível que tudo isso possa ser as preliminares de um encontro entre o presidente Biden e o presidente Putin à margem da cúpula do G20 em Bali, na Indonésia, nos dias 15 e 16 de novembro, o que parece cada vez mais provável.

    Mas há também o pano de fundo de uma enorme construção militar russa na região de Kherson, no sul da Ucrânia, na direção de Nikolaev (e, possivelmente, Odessa). Ao contrário dos relatos da mídia ocidental, a imagem real é que no lado ocidental do Dnieper, os russos podem ter estabelecido uma grande presença de tropas, na casa das dezenas de milhares, com apoio logístico que mantém a linha de frente totalmente suprida e as forças de reserva apoiando. A linha de defesa russa está supostamente endurecendo em toda a frente de Kherson com a implantação de armamento, blindados e carros de combate.

    O prefeito de Nikolaev (também conhecida como Mykolayiv) Oleksandr Syenkevych, um oficial ucraniano, ordenou a evacuação da população civil da cidade enquanto o bombardeio russo continua. Ele disse a Christian Amanpour que os tanques russos já estão nas proximidades do aeroporto da cidade (aqui).

    Evidentemente, as coisas estão caminhando para uma grande escalada em meados de novembro. A captura de Nikolaev abre caminho para que as forças russas avancem em direção a Odessa 110 km a sudoeste. O controle de Nikolaev e Odessa significaria o controle da costa do Mar Negro da Ucrânia e a negação do acesso aos navios de guerra da OTAN baseados na Romênia e na Bulgária.

    Evidentemente, apesar da narrativa triunfalista da mídia ocidental, o quadro geral está se voltando contra o eixo EUA-Reino Unido. Wallace e Sullivan teriam ponderado sobre isso, com certeza.

    Mais uma vez, as rachaduras estão aumentando no sistema transatlântico, à medida que os países europeus percebem que foram vítimas da grande estratégia de hegemonia dos EUA. Há uma amargura crescente de que as companhias petrolíferas americanas estão obtendo lucros inesperados.

    A próxima visita do chanceler alemão Olaf Scholz à China é uma declaração maciça a favor da globalização, desafiando a estratégia de “dissociação” do governo Biden da China. Isso sinaliza uma mudança sutil e um retorno ao pragmatismo na política da Alemanha para a China. Dados oficiais mostram que o comércio China-UE superou US$ 800 bilhões pela primeira vez em 2021 e o investimento bidirecional ultrapassou US$ 270 bilhões em termos cumulativos. Nos primeiros oito meses de 2022, o comércio bilateral atingiu US$ 575,22 bilhões, um aumento de 8,8% e o investimento da UE na China aumentou 121,5% em relação ao ano anterior, para US$ 7,45 bilhões.

    A fadiga da guerra também está se tornando uma realidade convincente. A UE prometeu 1,5 bilhão de euros para a Ucrânia, mas por quanto tempo ela pode carregar esse fardo anual quando suas próprias economias estão em recessão? A economia do Reino Unido está à beira do colapso.

    Depois, há o fator “X”: sabotagem dos gasodutos Nord Stream. Putin não teria apontado o dedo para os EUA sem evidências corroborativas. O Kremlin disse na sexta-feira que a “verdade” por trás das explosões do mês passado nos gasodutos Nord Stream “certamente surpreenderá muitos nos países europeus se for divulgada”.

    A conclusão é que Austin quebrou o gelo na quinta-feira em consulta com Wallace e com a aprovação de Biden. Em tom conciliatório, a Casa Branca também divulgou uma declaração extraordinária de Sullivan nesta sexta-feira expressando agradecimento pela “votação rápida e unânime em apoio à resolução do Conselho de Segurança proposta pelo México e pelos Estados Unidos, de impor medidas de sanções e responsabilizar os atores que estão minando a estabilidade no Haiti”.

    Na verdade, não é incrível que a Rússia tenha votado a favor de uma resolução dos EUA impondo sanções contra mais um país do Sul Global?

    Com as eleições de meio de mandato logo à frente e a quase certeza da candidatura de Donald Trump ao segundo mandato como presidente, a própria bússola de Biden será redefinida. O discurso de Biden na Sala Roosevelt na sexta-feira sobre redução do déficit projetou a historicidade de sua “visão econômica”.

    Basta dizer que quando Shoigu mencionou a “bomba suja” da Ucrânia a três ministros da OTAN na Europa, ele estava apenas ecoando o que alguns americanos pensativos têm dito ultimamente, a saber, que o interesse vital dos EUA em evitar a guerra com a Rússia com armas nucleares “pode em breve colidir com os objetivos estratégicos de guerra da Ucrânia – ou seja, a recuperação total da Crimeia e do Donbass”, como Patrick Buchanan, o influente ideólogo do Partido Republicano, escreveu na revista American Conservative no fim de semana.

    Com certeza, há uma lufada de aromas frescos e suaves no ar. Ele pressagia um início de primavera? Mas para ser o advogado do diabo, qualquer suspensão da grande ofensiva russa neste momento pode agitar um ninho de vespas em Moscovo. Talvez, isso também faça parte do plano de jogo anglo-americano.


    Publicado no Indian Punchline.


    *M. K. Bhadrakumar foi diplomata de carreira por 30 anos no Serviço de Relações Exteriores da Índia. Serviu na embaixada da Índia em Moscou em diversas funções e atuou na Divisão Irã- Paquistão-Afeganistão e na Unidade da Caxemira do Ministério das Relações Exteriores da Índia. Ocupou cargos nas missões indianas em Bonn, Colombo, Seul, Kuwait e Cabul; foi alto comissário interino adjunto em Islamabad e embaixador na Turquia e no Uzbequistão.


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