Porquê as defesas aéreas de Israel já não conseguem prever os ataques iranianos?

(Por Ignis Rex, in Reseau International, 08/03/2026, Trad. Estátua)


Impossível de bloquear e imparável: a revolução do BeiDou-3 nos céus de Israel


1. Resiliência de sinal aprimorada

Ao contrário dos sinais de GPS civis, que foram desativados em 2025, o sinal B3A de nível militar do BDS-3 é praticamente impossível de ser bloqueado. Ele utiliza saltos de frequência complexos e Autenticação de Mensagem de Navegação (NMA) , o que impede a falsificação de sinais. Os bloqueadores israelitas não conseguem mais enganar os drones fornecendo-lhes coordenadas falsas; o hardware do BDS-3 simplesmente rejeita a interferência, mantendo uma taxa de sucesso de posicionamento de 98%.

2. Precisão cirúrgica

O BDS-3 possui uma arquitetura de três frequências como padrão. Isso permite que os mísseis iranianos eliminem erros ionosféricos em tempo real, atingindo uma probabilidade de erro circular (CEP) inferior a 5 metros . Isso transforma as táticas iranianas de “saturação de área” em capacidades de ataque cirúrgico contra centros de comando israelitas fortificados.

3. O “interruptor de 2000 km”

A característica mais disruptiva é a Comunicação por Mensagens Curtas (SMC) . O BDS-3 não é apenas um transmissor; é uma ligação de dados tático bidirecional. Isso permite que os comandantes iranianos se comuniquem com armas localizadas a 2.000 km de distância durante o voo.

Reatribuição tática: Se os satélites espiões chineses detetarem uma bateria Patriot ou um míssil F-15E direcionado a um alvo, um “pacote de instruções” de 560 bits é enviado via satélite para o drone.

Ativação lógica: o drone ativa instantaneamente uma lógica de desvio pré-programada , alternando de uma trajetória de voo padrão para manobras imprevisíveis de alta aceleração ou perfis de voo rente à superfície do mar.

Combinando os “olhos” chineses (inteligência via satélite) com o “punho” iraniano (poder cinético), Teerão estabeleceu uma cadeia de destruição resiliente e inteligente que ignora completamente a influência da tecnológica ocidental.

Os Estados Unidos e Israel ainda travam uma guerra nos moldes da “Tempestade no Deserto” de 1990, enquanto o Irão trava uma guerra do século XXI com vigilância espacial e capacidades inteligentes incorporadas em todas as suas armas.

Trump terá que enviar tropas terrestres em larga escala para o Irão até a próxima semana e vencer a guerra em duas semanas se quiser se encontrar com o presidente Xi em Pequim, no dia 31 de março, com uma posição de negociação forte! Caso contrário, ele deverá adiar a sua viagem e admitir a derrota.

Fonte aqui

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EUA e Israel: Quem é o senhor e quem é a colónia?

(Raphael Machado in S.C.F. 06/03/2026)


Tel-Aviv instrumentalizará os EUA enquanto isso servir aos seus próprios interesses expansionistas.


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A Coalizão Epstein (EUA e Israel) iniciou no dia 28 de fevereiro uma guerra contra a República Islâmica do Irã. O tiro de partida foi o assassinato de 171 meninas numa escola primária (talvez como sacrifício a Baal, divindade favorita dos epsteinianos?), seguido pelo martírio do Aiatolá Ali Khamenei, em sua própria residência.

Foi o início de uma “operação” que os EUA esperavam ver terminada em algumas horas, depois em 3 dias. Bem, já passam de 6 dias de operação e todos os analistas indicam que a guerra durará, no mínimo, algumas semanas, com perdas significativas em ambos os lados.

O que levou essa operação a ser iniciada? A resposta fácil e previsível é que os EUA querem o petróleo e outros recursos naturais do Irã.

Usualmente, quem raciocina dessa maneira tende, também, a dizer que o Estado de Israel representa um enclave dos EUA ou do “Ocidente coletivo” no Oriente Médio, cuja finalidade seria servir de entreposto para facilitar ou possibilitar a ocupação da região, para garantir a exploração dos seus recursos naturais. É o resultado inevitável, talvez, de olhar para as estatísticas comparadas de ambos países.

Os EUA são maiores, têm um PIB maior, forças armadas mais poderosas e mais numerosas, possuem mais bilionários, enfim, são “superiores” em todos os quesitos possíveis e imagináveis, de modo que só se pode perceber a relação EUA-Israel como uma na qual os EUA mandam e Israel obedece.

De fato, as leituras marxianas e, em geral, materialistas vão nesse sentido. Mas a Guerra do Irã confirma essa avaliação?

Se é Israel a colônia obediente dos EUA, então a decisão de iniciar o conflito teria sido eminentemente dos EUA, com Israel simplesmente obedecendo à determinação de sua “metrópoles”.

Mas aquilo que se percebe das declarações oficiais do Secretário de Estado Marco Rubio e do Secretário de Guerra Pete Hegseth é exatamente o oposto: eles deixaram bastante claro em suas coletivas de imprensa que os EUA se envolveram no conflito apenas porque Israel já havia decidido atacar o Irã, com Washington simplesmente seguindo a determinação sionista.

Usou-se o artifício de alegar um plano de ataque preventivo por parte do Irã, mas o artifício foi rapidamente abandonado após ter sido refutado pelo Pentágono. De fato, o Irã não tinha qualquer plano de atacar seja os EUA, seja Israel.

Em outras palavras, Israel teria feito os EUA atacarem o Irã. Como isso é possível?

A solução para o mistério parece estar no papel da comunidade judaica dos EUA e sua influência sobre os negócios internos do país, tenham seus membros cidadania israelense ou não. Afinal, apesar de compor apenas 2.4% da população dos EUA, 25% dos seus membros possui renda equivalente ao 4% mais ricos entre os não judeus.

E se em muitos países, boa parte da comunidade judaica é crítica ou indiferente a Israel, nos EUA 90% dos membros da comunidade apoiam Israel contra seus inimigos. E esse apoio não é meramente verbal, expressando-se através da organização formal de lóbis que financiam candidatos pró-Israel e prejudicam candidatos anti-Israel, a mais famosa dessas organizações sendo a AIPAC, a qual investiu quase 130 milhões de dólares para eleger seus candidatos em 2024.

Um ativo muito mais importante, porém, é o fato de que, tal como indicado pela renda, muitos membros dessa comunidade ocupam postos de poder e influência na mídia de massa, no sistema bancário e no entretenimento. Mesmo sendo apenas, novamente, 2.4% da população dos EUA, constituem 33% dos CEOs dos principais bancos, 40% dos CEOs dos principais conglomerados midiáticos e 50% dos CEOs das principais empresas da indústria do entretenimento.

E esses são os setores que, basicamente, controlam o fluxo de investimentos, bem como moldam as opiniões e gostos da população do país.

Anos atrás, os geopolitólogos John Mearsheimer e Stephen Walt lançaram um ótimo livro sobre o lóbi sionista nos EUA. O que eles deixam bem claro naquela obra é que o apoio dos EUA a Israel não está vinculado a qualquer interesse estratégico de Washington. O custo de apoiar Israel é imenso, tanto em dinheiro quanto na popularidade internacional dos EUA. De fato, os EUA apenas se prejudicam ao apoiar Israel contra seus inimigos.

Então como se poderia dizer que os EUA controlam Israel?

Voltando à atual administração presidencial, personagens como Hegseth e Lindsay Graham admitem abertamente que o principal objetivo dos EUA é facilitar a reconstrução do Templo de Jerusalém para abrir o caminho para a vinda do Messias dos judeus. Escatologicamente, o problema aí é que, para católicos, ortodoxos e protestantes tradicionais, o Messias dos judeus é o Anticristo.

Por mais que Israel seja dependente da ajuda financeira e militar dos EUA, o sionismo capturou os mecanismos de decisão e formação da opinião pública de maneira tão total que praticamente poderíamos comparar o hegemon unipolar a um golem acéfalo. No lugar de “America First”, é a política do “Israel First”.

Enquanto bases, radares, aviões e pessoal dos EUA é atingido por chuvas de mísseis e drones, e Washington vai perdendo influência e capacidade de projetar poder no Oriente Médio, torna-se inevitável chegar à conclusão de que é Israel quem dá as cartas nessa relação, e que Tel-Aviv instrumentalizará os EUA enquanto isso servir aos seus próprios interesses expansionistas.

Texto em português do Brasil de acordo com a fonte aqui

A invasão do Irão – A Europa, Trump e os partidos portugueses

(Carlos Esperança, in Facebook, 04/03/2026)


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É deprimente ver programas televisivos onde se confronta a opinião dos deputados dos três únicos partidos com acesso regular aos ecrãs e compará-la com a dos principais líderes europeus.

Os países europeus têm posições para todos os gostos, desde a oposição frontal do PM de Espanha à violação do direito internacional à subserviência do chanceler alemão, que causa inveja ao lacaio de Trump, o sr. Mark Rutte. Até o RU, país que alinhou sempre a política externa pela dos EUA, teve um lampejo de dignidade e desagradou a Trump. Macron, apesar da bravata de deslocar ogivas nucleares para outros países europeus, não tem a coragem de De Gaulle ou Mitterrand. Itália, Hungria e Eslováquia são os aliados óbvios e preferidos do presidente americano que pode não acabar o mandato.

O governo português tomou a posição que o PS provavelmente tomaria, nem por isso honrosa, e que mereceria alguma benevolência se não tivesse admitido participar como observador, ao lado dos piores regimes, no Conselho da Paz de Trump, para Gaza, cuja intenção é substituir a ONU e ser aí presidente vitalício.

Apoiar Trump e Netanyahu na invasão do Irão não é ser solidário com os EUA onde a maioria da população se opõe, é apoiar a aventura criminosa que viola grosseiramente o direito internacional. Nem o facto de invocar diariamente motivos diferentes faz vacilar os apoiantes, que esquecem as funestas invasões do Iraque e do Afeganistão, sempre com dramáticas consequências para a Europa.

Nos três partidos referidos, PSD, Chega e PS, é deprimente ver o alinhamento dos dois primeiros contra o PS, acusando-o de estar, em conjunto com o BE e o PCP, ausentes do debate, na defesa de uma teocracia tenebrosa contra duas democracias, EUA e Israel. Do PS só pode lamentar-se a timidez na defesa do direito internacional e a necessidade de afirmar a sua diferença em relação à posição de Espanha.

No fundo, o PSD e o Chega preferem apoiar um criminoso condenado pelo TPI e outro cuja vitória eleitoral o livrou da condenação e sobre o qual pesam as piores suspeitas, a defender a paz e o direito internacional. Nem o trágico bombardeamento de uma escola cujo erro causou centenas de vítimas, entre mortos e feridos, os faz vacilar.

O PSD podia recordar-se do crime em que o seu antigo líder e PM de Portugal, Durão Barroso, enredou o País na invasão do Iraque, mas não se espera de Montenegro ou de Marcelo um módico de coragem para se afastarem de Trump e Netanyahu.

Da União Europeia o mínimo que deve esperar-se é a defesa do PM espanhol contra os humores e o arbítrio de Trump. Veremos se será solidário com um dos seus membros ou com o seu maior inimigo, se defende os valores civilizacionais e o direito internacional ou se pretende continuar vassala do irascível e desequilibrado PR dos EUA.

Quanto à infâmia do regime iraniano e à necessidade de remoção dos ignóbeis clérigos não pode haver duas opiniões diferentes em países civilizados, mas nunca uma ditadura caiu através de uma invasão nem uma democracia nasceu contra o direito internacional.

A coragem e a decência de Pedro Sánchez permanecerão como exemplo de estadista e patriota perante homúnculos, o único com sagacidade para ver em Trump o aventureiro de que o seu próprio país há de envergonhar-se. Merece ser recordado pela História.