Em permanente fuga para a frente

(Major-General Carlos Branco, in Jornal Económico, 22/09/2025)


São sobejamente conhecidos os esforços de Kiev para envolver militarmente a NATO em território ucraniano, para fazer aquilo que a Ucrânia se tem mostrado incapaz. Isto é, recuperar o território ocupado pela Rússia e evitar o descalabro militar.


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A irresponsável histeria a que se tem assistido nas chancelarias europeias decorrente dos 19 drones que aterraram em território polaco, no dia 10 de setembro, apresentada na forma de um ataque russo a território da NATO, merece uma análise informada, para se perceber exatamente o que aconteceu e esvaziar a argumentação de quem anda paranoicamente a empurrar a Europa para uma confrontação militar direta com a Rússia. De assinalar que não é a primeira vez que somos confrontados com este tipo de acontecimentos. Não seria a primeira operação ucraniana de falsa bandeira. Falamos, por exemplo, dos misseis S-300 ucranianos que caíram na Polónia, apresentados inicialmente como sendo um ataque russo.

Indo aos acontecimentos: (1) Os drones que aterraram em território polaco eram da família Gerânio e Gerbera, com um alcance máximo de 700 km e 600 km, respetivamente, e não transportavam carga explosiva; (2) a aterragem ocorreu em locais que distam até 300 km da fronteira oeste da Ucrânia com a Polónia, muito para lá do seu alcance máximo; (3) muitos deles foram reparados recorrendo inclusivamente a fita cola, indicando claramente a sua reutilização; (4) Para amplificar a dimensão da “tragédia” a comunicação social polaca publicou imagens de edifícios destruídos há dois meses por uma tempestade, atribuindo esses danos ao impacto dos drones; (5) Houve uma coincidência temporal entre a aterragem de drones de fabrico russo em território polaco e um ataque russo com drones e misseis à região oeste da Ucrânia.

Passemos então à análise. Medindo 700 km para leste, a partir do local de aterragem desses drones, encontramos território ucraniano controlado apenas por forças ucranianas. As forças russas mais próximas localizam-se a mais de 150 km de distância, para este. Teoricamente seria possível terem sido lançados de território bielorusso, mas isso é altamente improvável. Não aconteceu no passado, não se vislumbra uma razão lógica para ter acontecido agora. Perante este facto, os defensores da autoria russa, para sustentar o alcance superior ao alcance máximo, argumentam, sem o conseguir provar, terem sido adicionados depósitos de combustível suplementares aos aparelhos. Não há imagens de drones com os ditos depósitos. É um argumento de última hora falso a que recorreram à posteriori, para justificar uma “insuficiência” argumentativa que não tinham previsto.

Não foram utilizados “nesta operação” drones russos com carga explosiva porque esses explodem no momento do impacto, não sendo possível aos ucranianos recuperá-los, o mesmo não sucede com os drones de engodo e de reconhecimento, que nalguns casos não se desintegram e, ficando relativamente intactos quando atingem o solo, podem ser recuperados e reutilizados posteriormente.

O facto da Bielorrússia ter alertado as autoridades polacas para drones desgovernados que sobrevoavam o seu espaço aéreo, que poderiam aterrar na Polónia ou na Lituânia tem sido convenientemente desvalorizado. Esse aviso permitiu a Varsóvia responder prontamente e intersetar quatro dos 19 drones. O sempre oportuno e certeiro secretário-geral da NATO Mark Rutte não perdeu a oportunidade para afirmar que “na noite passada [10 de setembro] ficou demonstrado que somos capazes de defender o território da NATO e o seu espaço aéreo.”

A Bielorrússia afirmou ainda ter abatido alguns drones durante essa noite e ter desviado outros da sua rota por ações de guerra eletrónica. Esses drones foram lançados pela Ucrânia contra território russo tendo alguns deles sobrevoado o espaço aéreo bielorrusso. Não são os mesmos que penetraram na Polónia.

Também não foi divulgado pela comunicação social europeia o facto de a Polónia ter inclusivamente informado Minsk sobre a aproximação ao seu território de veículos aéreos não identificados provenientes da Ucrânia. Entretanto, Varsóvia recusou o convite de Moscovo para uma averiguação conjunta do incidente que permitisse estabelecer os factos. Antes de se dar o passo seguinte teria feito sentido falar primeiro com os russos para esclarecer a situação. Não se entende a falta de vontade do Governo polaco em clarificar o incidente. Talvez por não ser capaz de apresentar provas conclusivas. O facto de drones russos terem penetrado o espaço aéreo polaco não prova que se encontravam sob controlo direto russo.

Apesar da difícil sustentação da tese da agressão – a Rússia atacou a Polónia com drones sem carga explosiva, sem orientação para alvos específicos, Varsóvia foi notificada pela Bielorrússia da existência de drones desgovernados que podiam aterrar em território polaco – as reações de elevada estridência não se fizeram esperar. O presidente do Partido Popular Europeu, Manfred Weber, disse que “o ataque da Rússia não foi dirigido contra a Polónia, mas contra a UE: O ataque não é apenas contra a Polónia — a Rússia tem como alvo o nosso modo de vida, nomeadamente a liberdade, a democracia e o Estado de direito.” Numa escalada verbal absurda, o ministro dos negócios estrangeiros português vociferou a necessidade de “dar uma resposta dura à Rússia” sem elaborar o que poderia ser essa resposta e quem a iria dar.

O presidente Volodymyr Zelensky considerou a incursão dos drones russos um “ataque deliberado” de Moscovo à Polónia, o primeiro-ministro polaco Donald Tusk classificou-a uma “provocação em larga escala”. Como se isto não bastasse, a Polónia convocou reservistas em modo acelerado e projetou 40 mil soldados para a fronteira com a Bielorrússia, com quem fechou as fronteiras por tempo indeterminado. O presidente polaco Karol Nawrocki assinou uma resolução permitindo a projeção de forças da NATO em solo polaco.

O frenesim e a excitação polaca fizeram com que Varsóvia pedisse uma reunião de emergência do North Atlantic Council, invocando o Art.º 4.º, do Tratado do Atlântico Norte. Não obstante a paranoia instalada invocou-se o Art.º 4 e não o Art.º 5.º. A Aliança deliberou o reforço urgente do seu flanco leste, como se uma invasão russa estivesse iminente, o que se consumou através do lançamento da operação Eastern Sentry. Para além disso, Varsóvia convocou uma reunião do Conselho de Segurança da ONU e propôs à Assembleia-Geral uma declaração conjunta que acabou assinada por apenas 46 dos 193 estados-membros.

São sobejamente conhecidos os esforços de Kiev para envolver militarmente a NATO em território ucraniano, para fazer aquilo que a Ucrânia se tem mostrado incapaz. Isto é, recuperar o território ocupado pela Rússia e evitar o descalabro militar. Na sequência da reunião de Paris (4 de setembro), liderada pelo presidente francês Emmanuel Macron e pelo primeiro-ministro britânico Keir Starmer, essa necessidade tornou-se mais premente devido ao distanciamento de Trump das posições europeias em matéria de garantias de segurança.

Se Zelensky pretendia arrastar os EUA para o confronto militar com a Rússia, então esse objetivo não foi conseguido, pelo menos por agora. Trump não ficou inicialmente convencido: “Pode ter sido um erro”, ripostou o presidente norte-americano, que terá posteriormente alterado o seu entendimento. Por algum motivo, Trump telefonou ao presidente polaco Karol Nawrocki, que se manteve cautelosamente silencioso, argumentando com a ausência de informação, e não ao primeiro-ministro polaco Tusk. Na mesma linha de Trump reagiu o SACEUR, que não achou graça ao empolamento dos acontecimentos feito por Varsóvia. Numa sondagem feita na Polónia, 38% dos inquiridos atribuíram a responsabilidade pelo lançamento dos drones à Ucrânia e apenas 36% à Rússia. A própria população polaca parece não estar muito convencida com a versão ucraniana que o seu governo está a promover.

Zelensky cavalgou a onda e utilizou a oportunidade para pedir mais armas e mais dinheiro e, simultaneamente, exigir que a Europa se envolva mais profundamente no conflito estabelecendo uma zona de interdição aérea a oeste e no centro da Ucrânia, em que a NATO teria a missão de abater aeronaves e misseis russos em território ucraniano. Razão tinha o antigo presidente polaco Andrzej Duda quando reconheceu publicamente que os ucranianos queriam envolver a Polónia numa guerra com a Rússia.

Embora Zelensky não tenha conseguido o que pretendia, é indiscutível que deu um passo significativo nessa direção, dando gás àqueles que de um e do outro lado do Atlântico propagam diariamente o papão da invasão russa, contribuindo para reforçar a posição dos falcões belicistas. Uma ação mais determinada de Washington, como a de Joe Biden aquando da crise dos S-300, mandando calar Zelensky e os polacos, teria evitado alimentar esta expetativa.

Agora que os EUA transferiram para a alçada de Londres o controlo da guerra na Ucrânia, tendo sido criado em Kiev o quartel-general das forças multinacionais da Ucrânia (MNF-U), comandado por um major general britânico, e os britânicos terem assumido a responsabilidade por todas as operações militares de Kiev, tanto dentro da Ucrânia como da Rússia, esta operação muito ao estilo britânico era seguramente do seu conhecimento.

Não deixa de ser bizarra a força que esta narrativa assumiu e o número de aderentes que a abraçaram, sobretudo de quem se exige mais maturidade e experiência, quando não restam dúvidas sobre o que pretende Kiev. Como é possível embarcar-se na tese idiota de que a Rússia iria beneficiar do ataque a um país da NATO e escalar a crise para tirar dividendos políticos?!

Agora, Trump optou por brincar com o fogo. Em vez de condenar veementemente o comportamento de Zelensky e dos europeus eliminando o problema à nascença, como fez o seu antecessor, permitiu a sua continuação: a Roménia (13 de setembro) e a Polónia (15 de setembro) foram alvos de novos ataques. Está para ver quando irão acabar.

O presidente norte-americano optou por tirar partido da situação e chantagear os europeus sugerindo-lhes que deixassem de comprar petróleo russo, passassem a comprar o norte-americano, e aplicassem tarifas de 100% sobre as importações oriundas da China e da Índia, como se esta fosse a resposta adequada à gravidade do momento que se está a viver.

O incidente causado pelos drones russos em território polaco não pode nem deve ser visto isoladamente. Vem na sequência de muitos outros, como a pretensa interferência russa no GPS do avião em que seguia a presidente da Comissão Europeia, numa visita à Bulgária. Não bastava o comentador da Fox Jesse Watters apelar ao “bombardeamento do gasoduto Sibéria 2 [com origem em Yamal, no norte da Rússia, e com destino à China, depois de cruzar a Mongólia] como fizemos [EUA] com o Nordstream,” vem agora o The Nork Times admitir que alguns países europeus não identificados, próximos da Rússia, estão a tomar medidas secretas de retaliação contra a Rússia. Alguns poderão mesmo facilitar ataques ucranianos, como os ataques terroristas a que temos assistido recentemente. Tem havido especulação sobre a origem dos recentes ataques de drones a bases e refinarias russas no extremo norte (Murmansk e S. Petersburgo), suspeitando-se que Ucrânia esteja a utilizar os países bálticos para lançar ataques contra a Rússia.

Aliados com os setores norte-americanos mais belicistas, contra o interesse dos povos que representam, os dirigentes europeus caminham como sonâmbulos para o abismo presos à sua autoilusão, incapazes de perceberem o beco sem saída em que se meteram e para onde nos estão a levar com a obsessão ucraniana. A profundidade do seu envolvimento nesta guerra impede-os de dar uma volta de 180 graus e recuar. Para salvarem a face, preferem fazer uma fuga para a frente, mesmo que isso envolva uma guerra em larga escala.

A possibilidade de uma confrontação na Europa aumenta diariamente, deixando agora de ser apenas retórica. Entretanto, políticos e comentadores néscios continuam a achar que a Europa vai conseguir vencer militarmente a maior potência nuclear do mundo no seu território. Livrem-nos desta gente, que dos russos livramo-nos nós.

Endoideceram

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 18/09/2025)

O problema é que nem a Europa nem a NATO querem o fim de qualquer das guerras, estão alinhadas de corpo e alma com o lobby israelita e com o lobby das armas.


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Andamos todos entretidos nas nossas vidas, tratando do que temos de tratar e discutindo outras coisas, umas importantes, outras não tanto, e não queremos entender ou rendermo-nos à evidência de que, num mundo à parte, um escol de dirigentes políticos endoidecidos se prepara para nos servir uma guerra mundial ao virar da esquina. Uma guerra cujas razões ou inevitabilidade não enxergamos e cujas consequências nem sequer conseguimos imaginar em todo o seu horror.

Não, em vida da minha geração o mundo nunca esteve tão perto da guerra. Não o mundo cuja forma habitual de vida é a guerra — em África, no Médio Oriente ou em disputas religiosas ou tribais por esses tristes trópicos. Mas sim o mundo inteiro, a Humanidade como a conhecemos. Em 1979, a União Soviética, de Brejnev, e o seu sinistro séquito de personagens resolveram instalar mísseis de longo alcance nos limites dos países da Cortina de Ferro, os SS-20, apontados às principais capitais europeias. A NATO convocou uma cimeira de urgência para o seu quartel-general em Bruxelas e eu estive lá a cobrir a reunião para a televisão portuguesa. Foi a célebre reunião em que milhares de manifestantes, vindos de vários pontos da Europa, gritavam “better red than death”, instando os dirigentes da ­Aliança a não responderem à ameaça soviética. Eu, porém, torcia intimamente para que respondessem, e foi o que fizeram: a instalação recíproca dos Cruises e Pershings II americanos apontados ao Leste não só fez re­cuar a ameaça iminente como, a prazo e em consequência, conduziria à implosão da URSS. Gosto de recordar este episódio porque há quem se esforce para nos convencer de que agora estamos exactamente na mesma situação. Mas é falso: primeiro, já não existe a União Soviética, mas sim a Rússia — que, mesmo que alimente veleidades imperiais, não se move por ideologia, mas por interesse nacional, o que é mais racional. Em segundo lugar, a NATO tem hoje 32 e não 12 membros e deixou há muito de ser uma organização militar estritamente defensiva para passar a ser o longo braço armado do cerco à Rússia. E, finalmente, em 1979 os russos tinham-nos na mira de novos mísseis nucleares de longo alcance, enquanto hoje o que leva o primeiro-ministro polaco a declarar que estamos à beira da Terceira Guerra Mundial foram 19 drones, de um total de 450, que, num ataque à zona ocidental da Ucrânia, ultrapassaram a fronteira e caíram no lado polaco, danificando um telhado de uma casa e um tejadilho de um carro. Um “teste”, uma “provocação” ou, melhor ainda, um “ataque”, como logo o classificaram todos os dirigentes nacionais da NATO, o seu secretário-geral e a imprensa que desde a invasão da Ucrânia os segue acriticamente, e que é quase toda. Obviamente, a explicação de um mero erro de cálculo não podia convencer quem se esforça para nos convencer todos os dias de que estamos à beira da guerra e que, se não nos endividarmos perante as empresas de armamento americanas, Putin passará o próximo Verão, não na Crimeia, como Tchékhov e tantos outros russos célebres, mas na Côte d’Azur ou na Comporta.

Assim lançados na sua velada de armas, os nossos dirigentes ocidentais mergulharam numa histeria de declarações, sanções, exclusões do espaço aéreo, convocação urgente do Conselho de Segurança da ONU e dos embaixadores russos nas suas capitais para “explicações”— que jamais seriam aceites. O nosso Paulo Rangel saltou logo na dianteira, convocando o embaixador russo em Lisboa para se ir explicar às Necessidades, no que eu imagino que tenha sido uma eloquente conversa: “Sr. embaixador, vocês quiseram atacar a Polónia para quê?”; “Bem, sr. ministro, nós não quisemos nem atacámos a Polónia”…; “Terá sido, sr. embaixador, a preparação para a invasão em grande escala da Europa?”.

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Na véspera, por infeliz coincidência, Israel tinha repetido uma operação inaudita em termos de lei internacional: tinha bombardeado a capital de um país terceiro para matar no seu solo inimigos internos que perseguia. Com a agravante de os alvos serem os mesmíssimos negociadores do Hamas com quem era suposto estar a tentar chegar a um acordo de paz para Gaza e de o país agredido ser o país anfitrião das negociações e a que Netanyahu passou a chamar um país que “alberga terroristas”. Todos os dias, aliás, numa televisão em frente de si, os poucos repórteres de imagem palestinianos que ainda não foram mortos — e os únicos que Israel não pode impedir de lá estarem — mostram aos nossos estimados dirigentes ocidentais torres de habitação a serem destruídas como no 11 de Setembro em Nova Iorque, hospitais e acampamentos a serem bombardeados, crianças esfaimadas a serem mortas a tiro quando querem arranjar comida. Mas, com excepção de Espanha e de Pedro Sánchez, eles não vêem nada, fazem-se de mortos. Pior: nos Estados Unidos da América expulsam-se estudantes, professores, funcionários públicos ou jornalistas de televisão que mostrem alguma espécie de solidariedade para com os palestinianos; em Inglaterra prendem-se centenas de manifestantes contra o genocídio de Gaza; na Alemanha cancelam-se todos os que ousem condenar o maior crime a que estamos a assistir neste século. Assim vão as democracias ocidentais de referência. Assim se comportam, como coniventes com a loucura assassina de Israel, os que nos querem antes arrastar para uma guerra terminal com a Rússia por causa de uns drones que falharam o alvo. Sim, Putin é um assassino, não há qualquer dúvida sobre isso, mas Netanyahu é bem pior, em quantidade e em ostensiva indiferença; sim, a invasão da Ucrânia é ilegítima e intolerável, mas tudo o que se passa na Palestina desde há décadas é bem mais grave e insuportável. E há — eu pelo menos acredito — outra diferença fundamental: querendo, a Europa poderia conseguir o fim da guerra da Ucrânia, mas o fim do genocídio em Gaza duvido. O problema é que nem a Europa nem a NATO querem o fim de qualquer das guerras, estão alinhadas de corpo e alma com o lobby israelita e com o lobby das armas. Mas, descuidando-se, arriscam-se a ver o início de uma guerra nuclear, não por causa da Rússia na Ucrânia, mas por causa de Israel com todos à sua volta.

Miguel Sousa Tavares escreve de acordo com a antiga ortografia

Como a ONU poderia agir hoje para impedir o genocídio na Palestina

(Craig Mokhiber, in Resistir, 16/09/2025)


Um mecanismo pouco utilizado da ONU, imune ao veto dos EUA, poderá trazer protecção militar ao povo palestino – se assim o exigirmos.


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Após vinte e dois meses de carnificina sem precedentes, três coisas estão claras: (1) o regime israelense não acabará com o genocídio na Palestina por sua própria vontade,  (2) o governo dos EUA, principal colaborador de Israel, bem como a maioria dos israelenses, e os representantes e lobbies do regime no Ocidente, estão totalmente comprometidos com esse genocídio, e à destruição e apagamento de todos os remanescentes da Palestina, do rio ao mar, e   (3) outros governos ocidentais, como o Reino Unido e a Alemanha, bem como demasiados estados árabes cúmplices na região, estão totalmente dedicados à causa da violência israelense – impunidade.

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