A galinha e o ovo!

(Hugo Dionísio, in CanalFactual, 06/12/2023)

Estas imagens, de um combatente do #Hamas a observar as forças sionistas, bem de perto, têm dado origem a todo um processo de construção de uma teoria, segundo a qual, tudo o que é feito pela resistência palestina acontece porque, os israelitas, deixam fazê-lo.

Não nego que existam oportunismos diversos e até elementos de provocação que tenham contribuído para a “inundação de Al-Aqsa”, um pouco à imagem do que sucedeu com o 11 de Setembro de 2001 em que tudo foi permitido fazer aos “terroristas de #benladen (nunca comprovado) e, logo de seguida, iniciando-se a era do estado de vigilância global, através da publicação do #PatriotAct e o lançamento da “Guerra ao terror”.

Contudo, este tipo de argumentação secundariza duas coisas muito importantes:

1. O ressentimento, rancor e desejo de punição que o povo de #Gaza, muito justamente, sente em relação a um estado que os encerrou definitivamente num campo de concentração a céu aberto, praticando todo o tipo de agressões desumanas a gente absolutamente indefesa, e sem sequer ter a liberdade de se movimentar ou fugir, para depois voltar novamente;

2. A necessária e consequente organização de forças de defesa que, num estado de total opressão, têm tendência a surgir, mesmo nas situações mais apocalípticas e aparentemente inescapáveis; o povo palestino nunca se furtou à resistência e à tentativa de repelir e defender-se da agressão que dura há mais de um século.

O facto é que, não seria de esperar outra coisa! Como não é de esperar que uma campanha de ódio, arrogância, supremacia racial e desumanização das vítimas, adicionada à contenção física, em larga escala dos seus movimentos – e à monitorização electrónica (algorítmica até) de todas as suas vidas -, não produza um sentimento de falsa segurança e de total desconsideração das forças oponentes.

É típico, nestes casos de ódio doente, provocado por décadas de propaganda em massa. Um exemplo paradigmático disto mesmo é o que se passou com a propalada “contraofensiva”, na #Ucrânia, quando as próprias tropas, do regime de #kiev, acreditavam poder chegar à #Crimeia em uma semana. Era comum ler-se nas redes sociais ucranianas – bem como na comunicação social financiada pela CIA e congresso (Kiev Post, Kiev Independent…) – que os russos quando vissem as #wonderwaffe da #NATO, como os Himars, Leopard2 e M777, desertariam em pânico ou render-se-iam em massa! Esta ilusão era tanto mais afastada da realidade, quanto mais #Zelensky recebia visitas de gente como #Marcelo, que chegavam a mentir descaradamente aos seus povos para não queimar o regime #Bandera.  Eram os tempos da saga “a Ucrânia vai ganhar a guerra”. A #Ucrânia não a ganha, mas é a #NATO que a perde! Como se sabia desde o início!

Este sentimento arrogante, próprio de quem se sente com o poder absoluto e, de forma narcisista, despreza o adversário, ao ponto da autodestruição, é imagem típica, não apenas dos apoiantes do regime sionista, mas também de muita gente no nosso Ocidente colectivo. Se quem anda de olhos abertos, sabe não ser possível viver em segurança através da violência; já as massas inconscientes, lideradas por elites narcisistas, egoístas e incompetentes, habituam-se ao discurso de desconsideração das suas vítimas. Já quando a coisa dá errado, a culpa nunca é deles, é sempre dos outros. É sempre das vítimas! essa coisa das vítimas se defenderem e contra-atacarem… Que chatice. “São uns terroristas” estas vítimas, como sempre acusaram as forças imperialistas, colonialistas, sionistas e reaccionárias.

E, neste caso, também se conjuga esse sentimento. Após mais de 100 anos (conto pelo menos a partir da  #balfour declaration  em 1917) de agressão, afinal, no final de tudo, a culpa é do #Hamas . Ou seja, após um século de agressão impune, mantendo sempre, nas suas mãos, o controlo da situação, e, escolhendo a barbárie ao invés da civilização, o todo poderoso decide, assim mesmo, atribuir a culpa à vítima que se defende! E quanto mais desesperadamente se defende, porque é levada, precisamente pelo agressor, a esse estado de desespero, mais culpada se torna, aos seus olhos. É exasperante tanta falácia, tanta desonestidade intelectual.

 Existe algo mais ocidental – numa perspectiva dos “valores” da civilização hegemónica liberal – que isto? Existe algo mais narcisista, egoísta, individualista, anti-social e reaccionário que isto? Eu acho que não e, hoje, vivemo-lo na Europa, em que, quem alimentou a barbárie, atira agora as culpas aos migrantes, aqueles que, nunca por acaso, são as primeiras vítimas da barbárie alimentada.

Este estado de ignorância, irresponsabilidade, inconsciência e ilusão, para o qual foram atiradas as massas, é o primeiro responsável, pela desconsideração do adversário, que estas imagens reflectem. A presunção arrogante e a autoconfiança no poderio militar exposto é tão grande, que gera uma falsa sensação de segurança. Um pouco como se comportam, os #EUA e #NATO, com os seus porta-aviões. Mas, depois, nem industria têm para produzir as munições que os seus canhões usam.

A verdade é só uma: aproveitando a condescendência, a presunção e a incompetência que daí resulta, o #Hamas fez o que considerou fazer sentido para voltar a colocar a #Palestina no mapa. Foi injusto para os civis mortos? Claro, mas quem poderá apontar isso ao #Hamas? os sionistas? Os apoiantes do sionismo? Tenham pena de mim!

Foi injusto para os civis sequestrados? Certamente! Mas que moral tem #Israel e o Ocidente para disso falar? Acaso um refém israelita vale mais do que uma criança #palestina? Uma daquelas que estão há anos em prisões, que aí cresceram e aprenderam a odiar o agressor? Tenham dó! E o mais grave, é que o sionismo vive desse ódio, do ódio que o próprio sionismo planta e fomenta. E esse factor também cabe aqui na análise da suposta conspiração, da teoria do “foram eles que fizeram, ou fomos nós que deixámos ou provocámos”!

Trata-se de uma relação dialéctica, estabelecida entre um povo que se defende da agressão e opressão, e um Estado – a entidade sionista – que beneficia das contradições que essa defesa levanta para poder, assim, semear o seu ódio. Se o #Hamas permitiu separar a #OLP e por isso se pode dizer que o sionismo o consentiu, também podemos dizer que, o maior fundamentalismo do #Hamas em relação à #OLP, é também aquilo de que o sionismo se alimenta para poder propagar o seu ódio e assim manipular o seu povo e os seus apoiantes. Daí que, responder á questão suscitada pelas imagens que aqui junto, não seja fácil, mas também não seja essencial.

Centrar a análise nessa resposta equivale a secundarizar todos os processos que, no seu âmago, se desenrolam. O facto é que tudo acontece porque existe um processo de colonização e limpeza étnica em curso há mais de 100 anos. Os restos, dos oportunismos às conspirações, à defesa contingente e desesperada, são filhos da mesma mãe: a violência que se abateu sobre o povo Palestino. Não há que mascará-lo. A susceptibilidade de, na origem de tudo estar a perfídia sionista, só confirma e valida os raciocínios anteriores.

Daí que, seja como for, o #Hamas, mais ou menos manietado ou consciente, fez o que considerou ser necessário para defender o seu povo! Porque não existe um povo palestino de #Gaza sem o #Hamas. O #Hamas é o povo #Palestino. O #Hamas é o instrumento contingente, resultante das condições materiais existentes, que reúne as características (identidade, doutrina, estratégia) que, de um ponto de vista evolutivo, se mostram aptas a responder ao tipo de agressão de que são alvo. Violência gera violência, a resposta é tão mais violenta quanto o for a agressão.

É absolutamente impensável, não é sério, é desonesto, cínico e hipócrita, pensar que um povo sujeito à agressão, a que o povo de #Gaza está sujeito, nunca encontrasse uma forma de se defender, e que essa forma de defesa se contivesse a umas quantas manifestações, resoluções e reuniões com o oponente.

Um pouco como até aqui… Empurrar com a barriga e enganar a vítima, tantas vezes quanto as necessárias até a aniquilar definitivamente.

As massas incultas até podem acreditar nisso, que é possível, indefinidamente oprimir sem que se gere uma resposta do outro lado, mas os responsáveis sionistas e os seus patrocinadores ocidentais, não podem, não devem e é criminoso pensarem desse modo!

O povo palestino, em #Gaza, construiu uma economia de túneis, precisamente para poder fugir à vigilância massiva do regime sionista. E pensar que esta gente falava da vigilância no bloco de leste, quando hoje somos todos vigiados pelos nossos telemóveis, automóveis, televisões, computadores, satélites, câmaras de rua e até frigoríficos e máquinas de lavar, as quais com a sua tecnologia wi-fi, nos roubam os dados pessoais, para que alguém nos possa vender, influenciar e programar a nossa vida.

Afinal, foi o regime sionista que atirou o povo palestino para uma espécie de submundo! Este povo não o fez por vontade sua, foi obrigado a isso. Logo, numa estratégia de defesa, seria impossível uma qualquer força de guerrilha, não utilizar essa vantagem. Por cá também não será muito diferente, pois, no Ocidente, a luta dos povos terá de ser feita também no submundo a que a #vigilância neoliberal não chegue.

O que o #Hamas fez, na minha humilde opinião, foi, de forma dramática, arrastar as forças sionistas, muito superiores em número e em capacidade instalada, para um terreno em que é possível alterar a relação de forças. Um pouco como fez Álvares Pereira em Aljubarrota ao escolher um local em que, segundo as crónicas, os espanhóis não conseguiriam projectar todo o seu poder numérico, nivelando, assim, a relação de forças.

Em #Gaza, e jogando também com a comunicação, o povo Palestino, através do seu instrumento #Hamas, atraiu as forças sionistas para um plano de combate, no qual 40.000 combatentes bem preparados, com o caracter moldado e forjado pelas amarguras da vida miserável que o sionismo lhes proporciona, serão capazes – assim o espero eu – de derrotar 500.000 rapazolas mimados, egoístas, narcisistas e com o caracter mole e maleável de quem se habituou a ter tudo à custa da miséria alheia. O caracter mesquinho e individualista de quem se habituou a viver numa redoma (o Iron Dome) pensando que a insegurança que provoca nos outros nunca se abateria sobre si.

#Israel é dos estados, do mundo, que mais gasta em segurança, mas sente-se permanentemente inseguro. Os #EUA são dos que mais gastam em vigilância, segurança e policiamento do seu próprio povo, não obstante, têm níveis de criminalidade próprios dos países mais subdesenvolvidos.

Esta forma cega de ver a realidade, apontando sempre às consequências e nunca às causas, porque as causas são difíceis de mudar, dão trabalho, exigem luta e consciência e implicam alterações profundas na estrutura, no modo de funcionamento e nos privilégios de quem vive dessas contradições… Será a derrota do sionismo, do neoliberalismo e do imperialismo hegemónico!

#Gaza é apenas uma etapa… Porventura a cidade mártir que iluminará a tomada de consciência da nossa juventude. Como #Cuba é a semente de esperança da luta dos pequenos contra os grandes!

Felizmente, por aqui, no Ocidente, bem como em #Israel, é por entre a juventude que encontramos alguns dos melhores exemplos de iluminação… terão de ser eles a fazer a #paz, porque até aqui, só fomos capazes da #guerra!

O que começa primeiro ou em segundo, não interessa! O que interessa é que existe!

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Os EUA não são mais lucrativos

(Dmitry Orlov, sakerlatam.org, 03/05/2023)

Sou alérgico a qualquer tipo de jogo e não gosto de jogos de azar; não porque eu seja ruim nisso, veja bem, mas simplesmente não é a minha praia. Eu sou o que os corretores de todos os tipos mais odeiam: um investidor que compra e mantém. Eu tenho uma espécie de bola de cristal e olho para ela periodicamente, defino o curso de acordo e o mantenho por décadas. Olhei para ele um pouco antes do ano 2000 e com base no que vi, liquidei todos os fundos mútuos e comprei um monte de ouro. Isso me rendeu apenas cerca de 600% de retorno… 


Ler artigo completo em: Os EUA não são mais lucrativos – Comunidad Saker Latinoamérica


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Tanta verdade junta mereceu publicação – take XII

(Por André Campos Campos, 21/08/2022)


(Este texto resulta de um comentário a um artigo que publicámos de Larry Romanoff ver aqui. Perante tanta verdade junta, resolvi dar-lhe o destaque que, penso, merece.

Estátua de Sal, 21/08/2022)


Os americanos, fazem o resto do mundo pagar em dinheiro pela sua hegemonia, forçando-os a usar a sua moeda falsa. Eles são imperialistas que nos tratam como pessoas colonizadas.
Felizmente, todas estas pessoas estão tão estupefactas com a sua ganância que nem sequer veem que estão a destruir o planeta e que este em breve será inabitável para todos.

Então os muito ricos, aqueles que obedecem a Bilderberg, fechar-se-ão em ilhas paradisíacas artificiais e deixarão morrer todos aqueles a quem enganaram durante dois ou três séculos com as suas tolices de elevador social! É de facto demasiado tarde para evitar o grande colapso.

Não foram os chineses que em tempos se referiram aos EUA como o “Dragão de Papel”? Bem, já lá estamos há muito tempo! O problema é que com a preeminência do dólar como moeda internacional (mais a extraterritorialidade das leis americanas e tudo o que lhe está associado), se alguma vez cair, será a ruína de todos os seus credores! Mas as recentes aquisições gigantescas de ouro pela China e pela Rússia, em particular – ambas detentoras importantes de moedas, títulos do tesouro ou obrigações dos EUA – sugerem que, algures ao longo da linha, este cenário de catástrofe está a ser preparado!
O meu pai sempre disse que os EUA eram o maior embuste de todos os tempos…

Os EUA ou a Europa, não hesita em pagar somas astronómicas para financiar guerras, na sua postura ridícula de “heróis que não desistem do mau da fita”. Mas isto é feito à custa da população.

O sistema é baseado na DISTRIBUIÇÃO da riqueza. A riqueza não é criada, é distribuída; portanto, para que alguém fique mais rico, outros devem ficar sistematicamente mais pobres!
Os ricos são ricos por causa dos pobres, os pobres por causa dos ricos. Se os pobres se recusassem a submeter e a trabalhar para os ricos, as coisas mudavam!

Quando a América não hesita em libertar uma quantidade colossal de dinheiro para financiar a guerra na Ucrânia e noutros lugares, mas o seu povo afunda-se na depressão, se acrescentarmos os afro’s cuja pobreza é endémica em casa por causa do sistema que pesa nas suas cabeças, apercebemo-nos de que o sonho americano não é mais do que um pesadelo .

8% da população está na prisão, mesmo crianças que estão presas para toda a vida, para mim não é uma coincidência que um país rico que não cuida da pobreza, que até a proíbe por vezes com pesadas penas, quando se quer alimentar os pobres nos bairros pobres, há uma correlação entre a miséria e o crime e por isso podemos dizer que o sistema americano é um fracasso.

Com a crise do subprime nos EUA, nada melhorou na maioria dos estados, hoje em dia até os ricos começam a querer fugir de estados muito ricos, devido ao grande número de pessoas pobres.

Não conseguem lidar com a sua própria população e problemas, milhões de trabalhadores pobres . E depois querem exportar os seus “chamados” direitos humanos, tribunais internacionais e igualdade.

E aqueles que não “agradecem”, recebem em troca bombardeamentos para serem democratizados ou sanções internacionais.

O Ocidente não é ateu, cristão ou secular, o Ocidente tem o materialismo e o dinheiro como religião. A história mostra que todos aqueles que tomaram esta religião acabaram por partir os dentes. É apenas uma questão de tempo até que a tirania do dinheiro acabe.

Pensando assim e continuando assim, não há mais empregos para além da Amazon ou McDonald’s para a maioria, e um pequeno punhado enriquece enquanto os outros se multiplicam e de vez em quando aparece um “palhaço” com uma gravata vermelha e empurra-os ainda mais para baixo e tira-lhes o pouco acesso aos cuidados que tinham obtido. E fá-los pensar que está do seu lado (como um tipo que se interessa por pessoas que de outra forma não quereria abordar). Posteriormente, são travadas guerras para recuperar os mercados de petróleo e gás (que estavam a perder ao passarem-se por salvadores)… e a história repete-se… e nós continuamos a comer o planeta até à morte.

Não se preocupem, temos a mesma coisa a subir irresistivelmente no nosso país. Chama-se ultraliberalismo e pode muito bem ser o fim da humanidade….

Os EUA não são um país, tudo é governado pelo egoísmo.
O sistema americano foi concebido para tornar o país bom, desde que seja rico ou tenha o que é preciso para se tornar rico, caso contrário está na merda.

Há cerca de 70 milhões de pessoas pobres nos Estados Unidos que nem sequer têm segurança social ou cuidados de saúde gratuitos, dezenas de milhões das quais são desalojadas.

Nos EUA, se não tiver emprego e seguro de saúde, então não tem direito à segurança social ou a cuidados de saúde, por isso, se tiverem um acidente, doença, ferimentos graves, danos estomacais, cancro, uma dor de dentes insuportável, etc., etc., tem de depender por si próprio.

Claro que, para que uma pessoa fique rica com insolência, outras vinte mil devem tornar-se pobres. Esta é a terra da felicidade para os nossos liberais de pensamento único que nos têm vindo a impor isso como modelo há décadas. A parte mais cómica da história é que mesmo no nosso país, pessoas de meios muito modestos defendem este sistema. Deve ser um subproduto da síndrome de Estocolmo.

Os americanos gastaram 2000 mil milhões de dólares ao longo de vinte anos na ocupação militar do Afeganistão! E quanto custa começar uma guerra no Iraque? Quem beneficiou? Não são muitas pessoas!
Como sempre, enriqueceu principalmente os accionistas das empresas de lobby militar-industrial, mas não houve qualquer benefício para os outros cidadãos, exceto o triplo dos salários dos soldados da força expedicionária que ali lutaram. As autoridades de Washington têm uma pesada responsabilidade no desenvolvimento de uma frature social que está a agravar-se perigosamente para a população americana. A população estava a ficar cada vez mais empobrecida.
Alguns municípios, tais como Cleveland ou Detroit, já não podem pagar aos seus funcionários municipais devido à falta de cidadãos solventes.
No entanto, este país, sempre ansioso por estabelecer a sua hegemonia mundial, quer travar guerras em todo o mundo para impor o seu modo de vida e a sua cultura.
Este país tornou-se o flagelo do mundo, destruindo sempre outros países desde que nada aconteça em casa e sirva os seus interesses.

É de esperar uma guerra civil no seu país, pois as injustiças sociais são tão flagrantes e as autoridades são incapazes de refrear esta inexorável descida para a precariedade…

Grandeza e decadência das nações, a América não tomou o caminho certo, nem política nem social, nem económica e moralmente e insisto neste último “nem”. A arrogância dos ricos leva frequentemente à derrocada dos mais pobres. Dentro de alguns anos não haverá nada mais que vampiros e zombies nas ruas da América, a menos que os “génios” comecem alguns conflitos de baixa intensidade ou uma guerra total com a esperança de lucrar como de costume.

A impressão de dinheiro ou facilidade monetária ou quanta facilidade permite aos EUA terem 800 biliões no orçamento da Defesa. Apenas o custo de operação da sua frota aérea, com 25000$ a hora de voo de um único F35, permite erradicar o flagelo dos sem-abrigo e da pobreza aguda nos Estados Unidos, e eu nem sequer falo se a Casa Branca introduzir um simples imposto de 0. Não estou sequer a falar se a Casa Branca introduzir um simples imposto de 0,5% sobre a especulação intensiva em Wall Street que lhe permitiria financiar um programa social e uma cobertura médica para uma vida em decadência para os seus cidadãos, enquanto os ricos aumentam a sua riqueza e os bancos jogam no casino com o dinheiro dos aforradores mas não se preocupem: o único perdedor é o cliente em caso de falência o banco beneficiará de um programa de salvamento público que o contribuinte pagará através de um imposto, não é uma boa vida… para as elites, não para o povo.

A América é pobre para as pessoas pobres que lá vivem, mas para libertar dinheiro e armas para outros países em guerra, lá eles são os primeiros, apenas para serem vistos pelo mundo inteiro, mas quão simpáticos são estes americanos!

Isto é a América. Mas a próxima grande crise económica global está a caminho. 1929 é um bebé de fraldas comparado com o que está no horizonte… 2008, cuja gestão financeira, da Grécia ,Portugal que serviu como laboratório , dá-nos uma amostra do que está para vir…
Vamos sofrer a mesma vergonha e miséria num curto espaço de tempo.

A dívida abismal que instalámos através do nosso neoliberalismo nunca será reembolsada. O dinheiro virtual e fictício, que não se baseia em nada concreto, só permite uma coisa: enriquecer as GAFAMS (acrónimo que designa a Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft, as cinco maiores companhias na área da internet) e a alta finança das 10 maiores fortunas do mundo que seguram na palma da mão o resto da população mundial.

Aparentemente, no nosso país, isto não faz pensar aqueles que escolheram voluntariamente esta política, o que os conduzirá inexoravelmente a esta mesma estagnação.

Seja como for, a roda do jogo do casino já foi posta em movimento. Está a girar a uma velocidade vertiginosa e não vai parar.

Ezequiel escreveu no capítulo 7, versículo 19:

“Atirarão o seu dinheiro para as ruas, e o seu ouro tornar-se-á uma coisa nojenta”. Nem a sua prata nem o seu ouro serão capazes de os entregar no dia da fúria de Deus. Não satisfarão as suas almas, nem encherão as suas entranhas, pois tornou-se um tropeço, devido à sua iniquidade”. Profecia bíblica.


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