Não é aceitável que pessoas adultas acreditem em contos de fadas infantis sobre o Irão

(Caitlin Johnstone, 08/03/2026, Trad. Estátua de Sal)

Imagem gerada por IA

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Não é aceitável que pessoas adultas acreditem que os Estados Unidos travam guerras para promover interesses humanitários e levar liberdade e democracia a populações oprimidas.

Não é aceitável que pessoas adultas acreditem que os soldados americanos lutam e morrem para proteger o seu país e os seus cidadãos.

Não é aceitável que pessoas adultas acreditem que o intervencionismo militar dos EUA no Médio Oriente tenha algo a ver com os direitos das mulheres ou com a melhoria da vida delas.

Não é aceitável que pessoas adultas acreditem que coisas boas resultem de ataques militares dos EUA a nações do Médio Oriente e do derrube dos seus governos.

Não é aceitável que pessoas adultas acreditem que o governo dos EUA diz a verdade sobre as  suas guerras e os motivos pelos quais as trava.

Não é aceitável que pessoas adultas acreditem que os EUA são os mocinhos que lutam contra os vilões, como se fossem os heróis de um desenho animado infantil.

Não é aceitável que pessoas adultas acreditem que o governo dos EUA é menos assassino e tirânico do que o governo iraniano.

Não é aceitável que pessoas adultas aceitem a propaganda óbvia, sobre as atrocidades supostamente perpetradas por um governo, alvo dos EUA.

Não é aceitável que pessoas adultas consumam as notícias dos média ocidentais sobre a guerra, sem um ceticismo extremo em relação a todas as informações que lhes são apresentadas.

Não é aceitável que pessoas adultas acreditem que os EUA travam guerras em legítima defesa.

Não é aceitável que pessoas adultas acreditem que um governo, que permite que seus próprios cidadãos morram de pobreza e doenças, se preocupe profundamente com a situação do povo iraniano.

Não é aceitável que pessoas adultas apoiem essa guerra por causa de alguma parvoíce que foi escrita na Bíblia.

Não é aceitável que pessoas adultas acreditem que a vida de um iraniano vale menos do que a vida de um americano.

Não é aceitável que pessoas adultas acreditem que as forças armadas dos EUA são usadas para tornar o mundo um lugar melhor.

Não é aceitável que pessoas adultas acreditem que esta guerra tornará o Irão mais livre e democrático.

Não é aceitável que pessoas adultas acreditem que esta guerra beneficiará alguém, além de Israel e dos oligarcas ocidentais.

Fonte aqui.

Fantasias macabras na ementa variada da desinformação 

(José Catarino Soares, in A Tertúlia Orwelliana, 21/01/2025) 

Major-general João Vieira Borges

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O major-general Vieira Borges não achou necessário indicar quantas foram, até à data, as baixas sofridas pelas tropas ucranianas, para podermos compará-las com as baixas russas e avaliar o sentido do seu comentário sarcástico.

Também não achou necessário indicar (a supor que existem) as fontes dos números que divulgou sobre as baixas russas, para que pudéssemos avaliar a sua idoneidade e verificar a exactidão dos seus dados.

Ler artigo completo aqui.

O rapaz e o General

(Por José Gabriel, in Facebook, 07/09/2024)


Um dia, começou uma guerra na Ucrânia. Não vou incomodá-los com a história e os antecedentes deste facto. Não estaríamos de acordo e não é esse o ponto de hoje.

Todos sabemos o que, numa guerra, é a ação psicológica – agora designada com nomes mais finórios como “elementos não cinéticos da guerra”. No fundo, é simples: a partir da frase atribuída a Tucídides, “numa guerra, a primeira vítima é a verdade”, a maioria – não todos – dos analistas que frequentam as nossas televisões, tomaram há muito a sua causa e defendem-na, sem grande preocupações com os factos, e muito menos com a ética jornalística.

Os entrevistadores, então, chegam a ser hilariantes e, como se esperava, alguns deles submetem os seus “inimigos” a diálogos insuportáveis. Mas, se gostam do comentador de serviço – civil ou militar – as coisas podem tornar-se exóticas, patéticas, disparatadas.

Claro que nesta coisa da ação psicológica – consultem o Manual do Oficial Miliciano, bíblia em assuntos militares – os que tomam partido furiosamente, sabem bem que devem seguir este princípio básico: tudo quanto os “inimigos” e seus alegados simpatizantes falam é mentira; nós – eles-, do lado de cá, falamos verdade. A partir daqui, é um fartar vilanagem.

Hoje levei a paciência – notei a indignação do meu gato – ao ponto de assistir a um dos pares feitos no céu nestas matérias: o rapaz Cláudio e o major general Isidro. Com que entusiasmo eles discorrem e se reforçam mutuamente na construção da sua cena. Pobre Rússia, não sabe que está derrotada. Não ouve o Isidro, é o que é. Aquilo atinge as raias do delírio; pratica a contra informação sem perceber que nós percebemos.

Quem quer estar informado sobre o que se passa na Ucrânia, não espere nada dali. Ali só há sócios do mesmo clube. Não é um programa, é um pagode.

 Quem deve estar receoso com aqueles debates são os russos. Temem, sem dúvida que, um dia, o Cláudio e o Isidro se dirijam à zona do conflito. E, com as suas cortantes análises provoquem baixas nas tropas russas. Que podem morrer de riso.