Enquanto o Verão não chega

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 28/07/2018)

mst

Miguel Sousa Tavares

(Este texto do MST está dividido por tópicos, devidamente numerados. Nem todos os tópicos tem a mesmo valia para a Estátua. Assim, como o professor Marcelo, agora Presidente, já não pode dar notas, vou eu pontuar cada tópico de acordo com o meu grau de concordância.

Tópico 1 – Suficiente menos (à volta do 11). Tópico 2 – Um bom pequeno (à volta do 15). Tópico 3 – Um bom grande (16 sem dúvidas). Tópico 4 – Muito bom (Um 18 sem hesitação). Tópico 5 – Suficiente mais (Um 13 um pouco puxado).

Comentário da Estátua, 28/07/2018)


 1

Mário Centeno fez o favor de lembrar a quem anda esquecido que o Orçamento do Estado não é apenas um instrumento para servir os interesses dos funcionários públicos, dos professores ou dos interesses eleitorais do PCP, do BE e dos sectores do PS que não desejam perder o poder, inesperadamente conquistado há três anos. Perante a persistente insistência dos entrevistadores do “Público” (ai, que saudades do defunto “DN”!), Centeno disse esta coisa óbvia: o OE é para todos os portugueses. É para servir todos os portugueses, pois é financiado com o dinheiro de todos os portugueses que pagam impostos e, como todos os bens escassos, para ser administrado com um sentido de justiça e de prioridade que não pode ser determinado pela simples capacidade de influência de grupos de pressão socioprofissionais. A isto Centeno acrescentou outra coisa: que os sacrifícios que tantos pagaram na pele com a falência do Estado merecem o mínimo de memória e de respeito. Ou seja, não podem ter sido em vão e terem de ser repetidos em breve para satisfazer reivindicações sectoriais de grupos organizados. Não é só uma questão de finanças públicas, é uma questão de moralidade nas finanças públicas.


2

 Não é todos os dias que Portugal é manchete de capa do “The New York Times”, como sucedeu esta quarta-feira. Sob o título “A recuperação em Lisboa desafia os credores”, o artigo reflecte o que várias pessoas, eu incluído, escrevemos à época: que a célebre e tão louvada TINA (“There Is No Alternative”), a política de “empobrecimento criativo” imposta pela troika a troco do empréstimo de 78 mil milhões de euros, e tão entusiasticamente seguida pelo Governo de Passos Coelho e Paulo Portas, era um desastre económico e uma crueldade social sem sentido. Tudo resumido, consistiu em fazer a economia pagar a falência do Estado, sem no entanto diminuir um euro ao endividamento deste. Devolvendo dinheiro às pessoas e às empresas, António Costa e Mário Centeno, reactivaram a economia e, com isso, aumentaram a receita fiscal, diminuíram o défice e, sobretudo, trouxeram de volta a confiança aos agentes económicos — o que, como qualquer aluno de Economia sabe, é o factor principal para a retoma. Não era assim tão difícil imaginar, desde que não se tivesse a cabeça formatada por um espírito de credor de mercearia.


3

Foi ontem à praça, tendo sido a entrega adiada, a Herdade da Comporta, a emblemática jóia da coroa do falido império Espírito Santo e talvez a última área na zona costeira portuguesa onde ainda será possível fazer qualquer coisa de qualidade — uma vez que deixar como está não faz parte do nosso ADN. Três concorrentes disputavam o bolo e só um, o princípe-jardineiro francês Louis-Albert de Broglie, apresentou um projecto que, no essencial preservava as características naturais do espaço, ocupando apenas 15% com construção. Se bem que sejam os credores quem tem o direito de decidir conforme a proposta que mais bem lhes pague, atendendo ao que está em causa, custa acreditar que o Estado e o adormecido Ministério do Ambiente não tenham uma palavra a dizer sobre o assunto. Eu atrevo-me a prognosticar, je ne sais pourquoi, que o vencedor será o consórcio formado pelo francês que anda a comprar e a lançar no mercado tudo o que é habitação de luxo em Lisboa e o casal novo-rico da moda, que afirma ter trazido o “conceito de luxury” para Portugal e que ameaça varrer com a classe média e mesmo média-alta da Avenida da Liberdade e do centro de Lisboa, pois aquilo é valioso de mais para eles. Ele, que grava no balcão do seu restaurante o nome dos clientes que mais gastam e que declara que o cúmulo do chique é ver uma mesa de russos acompanhar uns simples pregos no pão com garrafas de champanhe Crystal, a 550 euros a garrafa. Ela, que declara que têm “outros valores e princípios” que os falidos ex-donos da Comporta. A mim, tanto se me dá como se me deu: não gosto do “conceito Comporta”, não gosto do “conceito luxury”, e só há dias, por acaso, provei um golo de champanhe Crystal que me puseram à frente — e não gostei. Definitivamente, prefiro um prego com imperial.


4

Suponho que neste momento, em resultado das teses revisionistas em vigor, seja interdito o ensino de grande parte da nossa História nas escolas. Não se pode falar em Descobertas, pois afinal não descobrimos nada: já lá estava alguém antes de lá termos chegado (com excepção de Madeira, Açores, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, se não se importam…). Não se pode falar de colonização porque é sinónimo de exploração dos recursos naturais dos povos indígenas — mesmo quando nos pomos a pensar que, com excepção do pau-brasil, todos os ciclos de prosperidade agroflorestal do Brasil, por exemplo, ficaram a dever-se a plantas que levámos para lá: coqueiros da Índia, cana-de-açúcar da Madeira, algodão, tabaco, café, árvore da borracha. Não podemos falar do que construímos porque foi tudo resultado de trabalho escravo, a começar logo pela Escola de Sagres, que o Infante D. Henrique lançou apenas a pensar nas terras que os portugueses iriam descobrir, perdão encontrar, para povoarem de escravos. Portanto, não se ensina História às criancinhas porque isso seria envolvê-las numa deturpação ideológica para a qual não são chamadas. De caminho, em breve teremos de banir “Os Lusíadas”, essa epopeia poética nacionalista, onde se condensa toda a exaltação desse mal. E agora vêm “Os Maias”, cuja leitura fica ao critério das escolas — onde, aliás, esta e outras leituras, ditas obrigatórias, já eram aprendidas em textos resumidos ao alcance do nível de preguiça instalado na cabeça das criancinhas. “Os Maias”, caramba! O mais fácil, o mais sedutor, o mais actual romance da nossa literatura! Se nem ao Eça chegam, como poderão chegar um dia ao Camilo e descobrir como esta nossa língua, tão mal tratada nas escolas, nas televisões, no Acordo Ortográfico, nas redes sociais, nas novelas, já foi um dia uma língua de uma riqueza deslumbrante?

Nestes tempos do facilitismo irresponsável, pensei durante muito tempo que, pelo menos, haveria uma recompensa para os que fugissem à regra da facilidade e da alarvidade reinante: que o futuro pertenceria, não a quem tivesse mais canudos ou mais dinheiro, mas a quem tivesse mais conhecimentos e mais cultura. Todavia, olhamos para o mundo como ele está, vemos o triunfo dos que hoje mandam no mundo e somos forçados a perceber que já nem isso é uma esperança. Quando a maioria é formada na ignorância e é a maioria que escolhe quem manda, manda a ignorância.


5

Na mesma semana em que João Semedo foi a enterrar, Marcelo resolveu condecorar a título póstumo outro dirigente do BE, Miguel Portas, com a Ordem da Liberdade. Esforçando-me, não consigo recordar que actos tão relevantes deve a causa da liberdade em Portugal a Miguel Portas — pois que quando o Presidente condecora alguém, não o faz apenas em seu nome pessoal, mas em nome de todos os portugueses. Certamente tão afectuoso gesto não se terá ficado a dever ao facto de ele ter sido membro das juventudes comunista e trotskista, depois fundador do BE e depois deputado europeu: um percurso político como outro qualquer, incapaz de justificar a Ordem da Liberdade e, ainda por cima, no seu grau máximo, a Grã-Cruz — deixando-o num pedestal onde estão, por exemplo, Mário Soares e Salgueiro Maia.

Já João Semedo falava tão baixo quanto Miguel Portas falava alto. Conheci-o insuficientemente demais para dele falar com a legitimidade que falaram, e bem, pessoas mais próximas como Marisa Matias, Catarina Martins e Francisco Louçã. Conheci-o apenas o suficiente para perceber que podíamos ter tido o princípio de uma bela amizade, não tivesse a doença vindo interpor-se entre nós. Neste país que já consagrou alguns 5 mil comendadores em pouco mais de 40 anos de democracia, se eu pudesse, dava a João Semedo uma condecoração que não existe: a Grã-Cruz da Ordem da Humildade.


Miguel Sousa Tavares escreve de acordo com a antiga ortografia

Perguntas que não levam a parte nenhuma por causa das respostas

(José Pacheco Pereira, in Público, 15/04/2018)

JPP

Pacheco Pereira

Centeno quer matar a “geringonça”? Quer. A “geringonça” quer matar Centeno? Quer.


Centeno quer matar a “geringonça”? Quer.

A verdade é que alguns dos compromissos do acordo entre PS-BE-PCP não estão a ser cumpridos. Há alguns socialistas mais ingénuos e outros de má-fé que pensam que se o Governo cair o caminho para uma maioria absoluta está garantido. Não está e uma queda do Governo, mesmo por aquilo que alguns podem considerar benéfico com a nova ideologia do défice, é sempre má para o PS ir para eleições, e ainda pior, se depois delas ficar com maioria simples. Não se iludam que o caminho com o PSD é muito mais complicado do que se pode imaginar nestes dias, apesar de tudo, de calmaria antes da tempestade.

A “geringonça” quer matar Centeno? Quer.

PCP e BE, se tivessem a campainha do mandarim, há muito a tinham tocado para pôr Centeno definitivamente em Bruxelas.

Quer o Presidente ver o Governo cair? Já estive mais certo de que não queria…

… e não lhe vão faltar pretextos. É que ele já está a definir casos que servem de pretextos, condições, para preparar o terreno. Não estou inteiramente certo, presumo que nem o Presidente, mas a tentação começa a ser muito visível. E ele é um homem de tentações.

Um dia o turismo diminui ou acaba. O que é que vai sobrar nas cidades de Lisboa e Porto? Imensos estragos.

Eu percebo que enquanto dura se aproveite a benesse. O boom do turismo é positivo em muitos aspectos para as duas cidades em que ele tem tido imenso impacto, Lisboa e Porto. Tem havido alguma remodelação urbana em centros que estavam degradados, e há alguma vida de dia e de noite em cidades que pareciam adormecidas.

Mas se há casos em que a palavra conjuntura é bem aplicada é para o actual boom turístico. Tudo ajudou, a insegurança de muitos destinos, as qualidades do clima português, a facilidade de adaptação de muita gente que rapidamente criou empresas turísticas para responder à pressão, o efeito de “estar na moda” alimentado por operadores e por jornalistas de viagens, os preços baratos, mesmo quando subiram muito, a facilidade de acesso ao país, tudo mesmo. Só que “não há bem que sempre dure”.

Lembram-se do boom das lojas que compravam ouro? Convém lembrar.

Se passarmos os olhos sem qualquer ilusão e auto-engano, nem complacência escapistas, sobre o que realmente está a “mudar”, em particular nas cidades, deveríamos assustar-nos. Estão-se fazer hotéis, hostels, restaurantes a mais e tudo isso vai ficar um dia, que pode não ser muito longínquo, vazio, falido, a estragar-se. Faz-me lembrar um outro boom dos anos da crise, quando abriam lojas de compra de ouro por tudo quanto é esquina. Vejam lá as que sobram.

E pelo caminho, por muito brilhantes que sejam as suas fachadas — e, se virem bem, poucas o são, e percebe-se que para andar depressa os projectos arquitectónicos, as obras de remodelação, os interiores são pouco cuidados e muito estereotipados, feitos para um turismo barato e pouco exigente —, estão a criar problemas na cidade a montante e a jusante que muitas vezes não ligamos directamente ao boom dos hotéis. Por exemplo, o crescente tráfego em ruas pouco preparadas de veículos de serviços e distribuição, que servem a qualquer hora lavandarias, bares, restaurantes, reparações, que a pressão hoteleira fez aumentar consideravelmente. Já para não falar dos tuk-tuk.

E não só, olhem para muitas lojas em pleno centro que substituíram o comércio mais antigo, acabando no centro das cidades, por exemplo, com livrarias, alfarrabistas, e outras indústrias “culturais”, para venderem literalmente pechisbeque e bugigangas para turistas que compram souvenirs, que não são eles mesmos muito qualificados. Alguém tem alguma dúvida que nada daquilo tem qualquer capacidade para sobreviver, nem sequer agora, quanto mais depois. Subam, por exemplo, a Rua 31 de Janeiro no Porto e olhem para as lojas. Ao lado daquilo prefiro mil vezes as mercearias paquistanesas, que são mais úteis e certamente mais sustentáveis.

As cidades vão ficar muito estragadas e não vai ser fácil recuperar. É verdade que já estavam, mas não é a mesma coisa, porque entretanto muita coisa foi destruída pelo caminho.

O que se passa no Sporting é divertido? É.

Porque não é sério. Não dou um átomo de interesse e relevância às cenas absurdas que se passam num clube desportivo, que são tão ridículas que não podem ser tomadas a sério. O que seria, se as tomássemos a sério? Um homem entre o vociferante e o esquisito preside ao clube. Alguém o pós lá, alguém o mantém, e gente da mesma natureza dos dois “alguéns”, nalguns casos os mesmos, vai acabar por o tirar de lá. Mas quem é que quer saber disso? Os sportinguistas, claro. Não têm mesmo mais nada para fazer?

Os jogadores protestam, são suspensos, são readmitidos. Mas quem é que quer saber disso? Os sportinguistas, claro. Não têm mesmo mais nada para fazer?

Há mais duzentas perguntas destas que se podem fazer. Mas não vale a pena. Mas quem é que quer saber disso? Os sportinguistas, claro. Não têm mesmo mais nada para fazer?

O que se passa na comunicação social com histórias como as do Sporting é sério? É.

O país encontra no futebol a sua fábrica de irrelevância e distracção barata, e também uma cultura de violência consentida e sobre a qual há enorme complacência. Não é bom. Mas encontra uma outra coisa mais séria — uma comunicação social em crise que se agarra ao futebol como tábua de salvação, varrendo todos os outros interesses, todas as outras preocupações, todos os outros temas. É bom para o poder, é mau para as pessoas e é péssimo para a comunicação social cuja degradação se acentua à medida que a tabloidização cresce e as notícias e o jornalismo perdem relevância.

Veja-se o caso do cabo. Os canais de cabo era suposto serem canais especializados em notícias e haver uma panóplia de canais dedicados a públicos muito especiais, a quem gosta de “memória”, de filmes e séries, quem gosta de touradas, de vida na natureza, antiguidades, certos desportos, religião, ocultismo, arranjos caseiros, culinária, etc. Estes últimos estão lá, mas são os canais de notícias, os que foram mais importantes no cabo, que estão a passar a ser canais de futebol. Era suposto haver canais específicos para futebol e há, só que todos os outros dedicam horas a jogos e à logomaquia que se lhes segue. E é isso que as farsas como a do Sporting mostram à evidência. Partilham com os crimes, as histórias de mães criminosas e filhos abandonados as luzes da ribalta, porque o nada tem um especial atracção pela televisão.

 

UMA SALOIADA DE NABICES!

(Joaquim Vassalo Abreu, 01/02/2018)

centeno_cachecol

Eu escrevi no meu portal do Facebook que não mais escreveria acerca de casos e casinhos, os tais que têm sido e certamente continuarão a ser o alimento da nossa Direita, à falta de outra alternativa de normal oposição.

Prometi e tudo farei para cumprir essa minha promessa, o que não me impede de falar ou escrever sobre “não casos”, pois sendo “não casos” deixam de ser casos ou casinhos! Como o dos bilhetes para a bola do Centeno.

E dei por mim a pensar cá para comigo: meu, tu estás tramado, pá! É que se algum dia sonhares, e os sonhos ainda são gratuitos, em ires para um Governo ou seres Ministro, tira o cavalinho da chuva! É que tu (eu), nos últimos tempos, sempre que foste à bola também pediste os tais bilhetinhos e, fino como és, sempre para um camarote, esses lugares onde os bilhetinhos se transformam em convites!

Para a Pedreira em Braga ligas ao teu Amigo lá da coisa! Para o Dragão ligas ao teu Amigo que tem lá camarote e, se ele já não tiver convites disponíveis, porque de convites se trata pois estão já pré-pagos, ligas para outro Amigo que tem Amigos que também lá têm camarote. Que peça tu me saíste, ó meu! Dizia eu para comigo, já desconsolado por ver mais um sonho ir à vida…

Mas eu, que às vezes sou um tipo bem informado, sei que o Centeno tem um filho nas camadas jovens desse clube que dizem possuir uma catedral. Pois que lhes faça bom proveito pois eu prefiro umas “capelinhas” e até frequento algumas! E sei disso pois tenho um familiar em Lisboa que também tem um filho que por lá andou e viu-o lá a acompanhar o filho várias vezes. Eu não lhe gabo os gostos, mas que é devoto, disso não tenho dúvidas. De modo que dois convitezinhos…até eu se fosse devoto!

Mas eu, eu que gosto de “capelinhas” e até, como disse, algumas frequento, mas que não têm nada a ver com futebol, de santuários até que gosto. E gosto, não sendo Portista, particularmente de um: o santuário das Antas! Vejam lá se aquela avenida que vai dar ao Dragão não parece um santuário! E, por isso, é o sítio onde me dá mais prazer ir ver a bola. Catedrais? Nada! Nem a do Alvaláxia que mais parece um centro comercial!

Mas de futebol estamos falados pois é um não caso, a não ser a coisa do “coiso”! Mais a do ”descoiso” e ainda a do “trescoiso”, mas disso eu não falo! É da Justiça e com o Correio da Manhã eu não me meto…fujo!!!

Mas voltemos ao Centeno, extirpando-lhe essa mancha de escarlatina, qual tatuagem, que teima em não “deslargar”. É tudo inveja, é o que é. Dor de cotovelo como se diz na minha terra e na vossa também. O homem tem esse defeito, e depois? Quanto ao resto, quanto ao resto já foi e é um pouco de tudo e de tudo um pouco acusado.

Senão vejamos:

O Daniel Oliveira, aquando daquele caso do Domingues, afirmou e escreveu que ele, o Centeno, era um “nabo” em Política! Eu que nasci e cresci na terra onde mais se criam e cultivam nabos e disso, portanto, sou algo conhecedor, respondi-lhe com contundência, vai fazer daqui a uns dias um ano. Aqui vai o link; https://wp.me/p4c5So-LG. Seria bom que o Daniel, num acto de penitência, relesse o que escreveu! E, já agora, coisa que sei que não fará, e é pena, o que eu lhe respondi!

De “nabos” estamos, portanto, também falados e restam-nos os “saloios”, que até podem estar relacionados com nabos, porque nabos também é coisa de saloios! E, perante tanta nabice e saloiada na apreciação do Centeno, eu pergunto-me se isto não poderá configurar um caso de “Sem Moderação”, programa onde os dois peroram, tamanha é a falta de ponderação com que emitem juízos.

É que o José Eduardo Martins, pessoa que conheço e por quem até nutro amizade, uma amizade de outros Festivais que não os da Política ou do futebol, pois em ambos os casos estamos em campos opostos, li que se saiu com esta tirada: “ O Centeno é um saloio deslumbrado”!

Ó José Eduardo, que é isso? Então você chama saloio a um tipo de Olhão?

É que ele, ao contrário das “nabices” do Daniel e das suas “saloiadas”, até que tem olho para a coisa! Não fosse ele de Olhão que, como dizia o Zeca, é “Vila de Olhão, Terra da Restauração, Madrinha do Povo, Madrasta é que não”!

Vá lá: moderem-se, tá?