A extrema-direita anda por aí e é bom que nos manifestemos contra ela

(Por oxisdaquestão in Blog oxisdaquestao, 27/10/2024, revisão da Estátua)

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A manifestação de milhares TAMBÉM foi contra o fascismo de Ventura, o nosso Bolsonaro de Xabregas. É o que o título não diz e sugere muito mal. A extrema-direita está infiltrada nas forças de segurança e é o chefe do Chega que o mostra quando proclama que os agentes devem disparar a matar, aliás como fazem nos EUA, o que garante milhares de assassinados por ano às mãos dos agentes “da ordem”.

Não basta usar o ódio racial contra as minorias para se afirmar e conquistar votos, os votos pidescos que a nossa sociedade ainda alberga; é um arruaceiro que se assume, tendo as costas quentes de organismos da segurança estrangeiros e muito dinheiro a correr em notas de dólares e sobras da fuga ao fisco de patrões nacionais e, talvez, espanhóis.

A televisão pública deu tempo de antena desmesurado a este energúmeno e ao seu capanga gordo; é o que a comunicação social vem fazendo, usando o seu sensacionalismo no negócio de bosta em que se transformou. Disputa-se a imbecilidade e falta de decoro do homem que é um político artificial e folclórico, mas perigoso, muito perigoso! É que o ódio NUNCA serve para boas realizações por ser primitivo, ignorante e violento. Não faltam golpes de estado nem guerras com origem em sentimentos e comportamentos de ódio.

Mais uma vez o jornal Público faz de detergente. A foto ao lado é de UMA manifestação, que esteve contra a morte de um homem inocente às mãos da polícia, ou seja da violência do Estado. Diz o título “implorou-se que se olhe para os bairros”. Também, talvez.

Mas a manifestação foi de repúdio pela ação da polícia e o assassinato de um cidadão. Contra o perigo da extrema-direita, em geral, e da que está presente nas forças de segurança; contra o partido que promove e beneficia de liberdade para atentar contra a paz e tranquilidade dos cidadãos nas suas palavras e actos.

Mas, então, se “os bairros” são fruto do regime capitalista na pobre colónia que somos, quem é que vai “olhar” para os “bairros” como algo que está mal e deve ser de OUTRA maneira? Há quantas décadas existem “os bairros”, servindo para abrigar trabalhadores pobres, desempregados e excluídos? Certo: há demasiado tempo. É Moedas-Montenegro que vão “olhar” para eles? Algum socialista, tipo Ana Gomes ou Assis, António José Seguro ou o moço atual?

Saudemos o facto de ter havido uma manifestação contra a violência e o ódio que querem instalar na nossa sociedade,  e de que Ventura – e o seu gordo ajudante -, são dois imbecis arautos e fomentadores.

Mentes tu, ou minto eu?

(In Blog Um Jeito Manso, 12/10/2024)


Sobre Montenegro, ele mesmo, e ministros e todos os comentadores virem para as televisões acusar André Ventura de estar a mentir, tenho a dizer que, neste caso em concreto, não estou certa de que o mentiroso seja o presidente do Chega e não o do PSD…


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Ventura refere pormenores, dá datas, horas, locais, diz quem é que pode testemunhar a veracidade do que diz, relata o que Montenegro disse, nomeadamente a forma desagradável como se referia a Pedro Nuno Santos ou a sugestão para que Ventura saísse de S. Bento pela porta das traseiras. 

Por muito questionável que seja o comportamento usual de Ventura, tenho muitas dúvidas que fosse capaz de inventar uma coisa destas, olhos nos olhos, de frente para as câmaras, com tanto pormenor e com informações que, se não forem verdadeiras, facilmente poderiam ser desmentidas (como Ventura refere, tem no seu telemóvel os telefonemas recebidos da parte de Montenegro ou do seu Chefe de Gabinete, e há todo o staff de S. Bento que pode confirmar a presença de Ventura nas datas que ele refere.

E depois há outra coisa: não é Montenegro também useiro e vezeiro a faltar à verdade? E a fazê-lo com o maior descaramento? Não foi ele que veio apregoar um colossal choque fiscal que, afinal, não era nada daquilo? E quantas vezes já o apanhámos a jogar com as palavras para parecer que não disse o que todos dissemos? E não se aproveitou, à socapa e pela calada, os bons resultados da governação socialista? E não permitiu ele que o seu Sarmento Pança viesse dizer mentiras a propósito das contas públicas? 

Poder-se-á dizer que Ventura é um populista compulsivo, que sabe cavalgar a onda do medo tão fácil de instilar nos menos informados, que é capaz de dar o dito por não dito para se manter sob a luz dos holofotes, que parece que tem por intuito rebentar com o regime. 

Mas a ser verdade o que agora diz, se de facto se provar que Montenegro se portou de forma pouco séria, que é um mentiroso descarado, não vem isso reforçar o que já se vem percebendo na conduta do Primeiro-Ministro? E pode ter-se um Primeiro-Ministro em que não se pode confiar? 

Pela parte que me toca, acho muito desagradável.

Talvez o mentiroso, seja ele qual for, esteja bem para o tal outro que tinha reuniões com um jornalista, relatava jantares, confidenciando o que um e outro tinham dito, chegava até ao pormenor de dizer o que se tinha comido, uma bela vichyssoise… e, afinal, era tudo mentira, aquele jantar nem sequer tinha acontecido.

Fonte aqui.


A valsa do centrão, a acalmação e PPC (o tenor careca) no bolso do Venturas

(Por oxisdaquestão in blog oxisdaquestao, 09/04/2024, revisão da Estátua)

Sem grandes dotes para governar sequer, cada qual o seu condomínio, vão amparar-se para que o centrão seja aceite pelos grandes capitalistas do país e pelos oficiais da NATO que zelam pela “estabilidade” da zona. Pedro Nuno Santos vai tentar um acordo para resolver um problema que o anterior governo de maioria do PS não conseguiu resolver, não teve ensejo ou não esteve para lá virado!

 A política de colónia pobre tem destas coisas que não são para se entenderem. Montenegro, para garantir os votos dos funcionários públicos diz que é o seu governo que vai negociar na tentativa de … Dão-se os primeiros passos para a governação em função dos votos, todas as decisões têm os olhos postos na base eleitoral, no seu alargamento, na sua boa disposição.

Dá votos ou não dá votos? Os dois jovens políticos farão os seus números de equilibrismo, a comunicação social jogará com a matéria, Marcelo trará o Conselho de Estado no bolso do casaco, prestará declarações dia sim, dia sim e estará em sintonia com os donos do mundo ocidental. Estamos na acalmação, depois da defenestração dum Primeiro-ministro, com maioria absoluta, que só não fugiu da Ericeira num submarino inglês …

Passos volta a expressar-se como um extremista de direita. E o nosso Milei do Alto do Pina aproveita para dizer que, afinal, não é só ele: há o careca cantor que chegou a Primeiro-ministro porque o BCE assim o exigiu. E havia nós que estavam por dar enquanto Coelho pairava, qual drone, à espreita do momento e local para aterrar.

Passos andava aos caídos, que é como quem diz sem ter onde cair morto, até tudo se encaixar. Se Montenegro e Pedro Nuno fazem uma dupla de reformistas, social-democratas e tudo, Ventura e o tenor careca são a extrema-direita derivada do salazarismo sebento e pidesco que deveria ter acabado, mas pelos vistos, não acabou…

Anima-se a paleta política que não augura nada de bom para os trabalhadores e os reformados. E, se pensarmos que os generais querem o serviço militar obrigatório, alugar quarteis e camaratas, levantar refeitórios de bancos corridos e louça de alumínio amassada, para aumentarem de número e de pré, então valha-nos Deus Nosso Senhor e as suas chagas sempre abertas e a pingar! A história reata-se em Santa Comba depois de um 28 de maio, movimentado em motas pretas pela A1 abaixo, na 1ª manifestação da União Nacional à guisa de motoqueiros de Famel Zundapp a dois tempos.

O mundo produzido pelo capitalismo é para eles. Verdadeiramente para eles. E quem não está bem que se mude, procure um capitalismo melhor, o dos mil e poucos euros. Ou dos quarteis, sim, dos quarteis. Das casernas, da comida roubada, dos sargentos, dos berros, das formaturas e dos exercícios noturnos. Das armas de guerra, instrumentos de morte. Do desperdício de tempo e da acção psicológica a inventar inimigos que não existem. Da vida interrompida sem nenhum propósito que não seja evitar o desemprego dos coronéis, generais e vice-almirantes.

O comissário dos cagalhões. Abre-se o lugar para o homem e no tal dia é empossado por uma Van Der Leyen de merda. O político português é genial, só pode ser genial. Moreira é um deles.


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