Escolhidos a dedo

(Maria Manuela, in Facebook, 09/12/2025, Revisão da Estátua)

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Reparem: Estas criaturas apresentam-se como “professores” na área das relações internacionais.

Ora, um Professor, para o ser de facto, TEM de ser um analista isento à semelhança do Professor Tiago André Lopes. Ou seja, tem de relatar as causas profundas, reais e incontornáveis, que levam a determinada situação no panorama político global.

Assim sendo, pergunto:

Alguma vez, uma que seja, ouviram estas criaturas fazer referência às causas profundas, reais e incontornáveis que motivaram a operação militar desencadeada por Putin na Ucrânia?

Causas como, por exemplo, a expansão da NATO para as fronteiras da Federação Russa, algo que os ditos ocidentais haviam prometido nunca acontecer?

Ou ainda a farsa destinada a ganhar tempo para armar a Ucrânia, que foram os acordos de Minsk?

Ou, por último, o genocídio tentado às populações russófilas do Donbass, que culminou com o assassinato de muitos ucranianos russófilos por carbonização?

Pois não.

O que ouvem da boca destas criaturas é uma total e completa limpeza de todas as REAIS causas para a guerra, chegando mesmo, como ainda hoje ouvi da boca da liliputiana Senica, a proclamar uma “invasão russa ilegal e não provocada”.

Infelizmente, os ditos “professores” contorcionistas da verdade por soldo, lugar ou miserável notoriedade, é algo muitíssimo frequente na Academia. Algo que bem conheço e profundamente desprezo.

Costa põe-se em bicos dos pés

(João Gomes, in Facebook, 08/12/2025)


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António Costa, presidente do Conselho Europeu – uma espécie de síndico do condomínio mais barulhento do mundo – decidiu esta semana subir ao palco internacional e, em grande estilo, pôr-se em bicos dos pés. Tudo para dizer aos Estados Unidos que a Europa não aceita sermões. O problema, claro, é que ninguém tinha a certeza se ele estava a dar um sermão de regresso… ou apenas a tentar ver por cima da pilha de problemas acumulados em Bruxelas.

O episódio começou quando Washington, num raro momento de sinceridade geopolítica, publicou um documento a avisar que a Europa está a caminho do “apagamento civilizacional”. Não é todos os dias que uma superpotência diz a “outra” que está com a luz a piscar. Mas Costa não gostou, torceu o nariz e respondeu como quem defende a honra da família: “Os aliados não interferem na vida política uns dos outros.” Uma frase tão moralmente elevada que, por momentos, quase fez esquecer que a UE passa metade do tempo a interferir… na vida política dos próprios europeus.

O problema é que enquanto Costa batia o pé a Washington, lá fora o mundo real continuava a acontecer. Zelenski, Macron, Starmer e Merz reúnem-se para decidir o futuro da Ucrânia – ou, pelo menos, para tirar uma foto de grupo com expressão grave. Bruxelas, fiel ao seu estilo, está mais uma vez a marcar passo na passadeira rolante da geopolítica: quando tenta andar, ela já está a andar ao contrário.

Por isso, este indignado “grito de independência” de Costa soa menos a bravura e mais a um daqueles últimos esturros que uma instituição solta antes de perceber que o resto do mundo já seguiu em frente. A UE fala da sua “autonomia estratégica” com a mesma convicção com que um adolescente garante que não precisa de boleia dos pais… enquanto tenta desesperadamente apanhar rede para chamar um Uber.

Costa levantou-se em bicos dos pés, sim – mas parece que ninguém reparou. Entre documentos incendiários dos EUA, cimeiras improvisadas entre líderes europeus e um continente que se tenta encontrar ao espelho, o gesto perde-se. Talvez por isso o presidente do Conselho Europeu tenha soado tão ofendido: ele quer ser ouvido, mas o ruído do mundo real é mais alto.

Assim segue a Europa: Washington a avisar que as luzes estão a apagar-se, Bruxelas a dizer que está tudo ótimo, e Costa, firme e hirto, lá no fundo, a tentar parecer maior do que é. Mas há que reconhecer: manter o equilíbrio em bicos dos pés, durante tanto tempo, também é uma competência europeia. Quase tão europeia como elaborar relatórios de 33 páginas sobre o fim da civilização.

Boa tarde!

A Europa quer roubar a sua própria dívida

(Dmitry Orlov, in Resistir, 08/12/2025)


 …os investidores internacionais farão o possível para diminuir sua exposição a instrumentos de dívida da UE.


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Em 2022, a União Europeia congelou os fundos soberanos da Rússia. As estimativas variam, mas o total chega a cerca de US$ 300 mil milhões. Grande parte desse dinheiro está depositada no Euroclear, em Bruxelas, na Bélgica. Na situação atual, no final de 2025, os Estados Unidos pararam de financiar o buraco negro financeiro conhecido como Ucrânia. A União Europeia tentou assumir o controle, mas acabou não tendo dinheiro para isso.

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