(Hugo Dionísio, 09/10/2023)
O que se passa na Palestina é simplesmente hediondo. Não existem palavras para descrever a sucessão de acontecimentos que todos observamos. E, também muito importante, é o pior que poderia acontecer ao regime de Zelensky. Nestas coisas da guerra, os momentos são todos maus, porque, regra geral, quem sofre é quem não tem responsabilidade alguma. Mas, numa altura, em que o regime de Kiev luta desesperadamente pela sobrevigência, quer militar, quer financeira… Num tempo em que assistimos ao cancelamento da afamada “contra-ofensiva” … O seu patrocinador principal, estar a braços com uma situação explosiva no seu ponta de lança no Médio-Oriente… Não há de a sua dama andar, por Nova Yorque, a comprar jóias que nem uma louca, com o dinheiro roubado aos povos ucraniano, americano, europeu, japonês e australiano.
Se o que se passa na Palestina (como lhe chamou o Prof. Lejeune Mihran, a “guerra na Palestina”), vai fazer balançar as placas tectónicas da credibilidade americana, que já se encontra pelas ruas da amargura… Ver Blinken fazer aquele papel confrangedor, depois de tudo o que disse sobre a Rússia e o seu protegido regime de Kiev… Se o Sul global já não levava nada disto a sério, depois desta tomada de posição…. Qualquer dia estamos mais isolados do que a República Popular da Coreia. E por responsabilidade outra que não seja a própria. Ao contrário da RPDC. E se, até aqui, os EUA, nem com toda a sua máquina de pressão, repressão e coação, conseguiram levar os países que representam 85% da Humanidade a tomar o partido do regime de Kiev, ou seja, a cair na falácia do desgraçadinho e no conto da carochinha… Depois disto… A coisa vai-se agravar muito, prevejo. Os acontecimentos na Síria (retaliação da Turquia em relação a ataque dos EUA a um dos seus drones); no Iraque (proibição do uso do Dólar); e um pouco por todo o lado, vão acelerar e ganhar uma tracção nunca antes concebida.
É que, o Império hegemónico, cuja manta é cada vez mais curta – e o que se vive na Palestina não está disso mesmo dissociado – pode dar-se ao luxo de deixar cair o seu exército por procuração. Menos território, mais território… Para os EUA, estabelecerem as fronteiras na Polónia ou na Ucrânia, não é uma questão de sobrevivência. Embora não melhore as coisas (perdem qualquer possibilidade de conquistarem aos russos o controlo do Mar Negro) …
Agora, o estado sionista… Esse sim. O regime sionista constitui algo de estratégico, e não apenas por questões meramente geopolíticas! A ligação entre a entidade sionista e o poder hegemónico imperialista dos EUA é uma ligação umbilical, profunda, cujo poder das elites se entrelaça e constitui uma só polpa disforme, mas extremamente abrangente. Não é possível, simplesmente, separar a estrutura financeira, económica e social dos EUA e das elites judaicas que apoiam a versão fascista, ortodoxa e extremista do judaísmo, o sionismo.
Por isto também, esta situação não poderia vir em pior hora para o chefe executivo de plantão no território ucraniano. E ninguém se admire por ver Zelensky apoiar o sionismo. E não o faz por ser judeu. Nada disso! O que não faltam são judeus que são a favor da solução de dois Estados e, outros, muitos vivendo nos EUA, contra a existência do próprio Estado de Israel.
O apoio de Zelensky ao estado sionista e ao sionismo, exigindo que trate os muçulmanos como ele diz que os russos tratam os ucranianos – o que não é verdade -, é, em si, extremamente significativo e constitui um exemplo ideal para descrever o tipo de ideologia por que se segue o governante do regime de Kiev. Ambos – judeus sionistas e ucranianos pró Galícia russófobos – professam uma ideologia de total intolerância em relação aos povos a que se dizem opor e os quais dizem ser seus inimigos. Tal como nas redes sociais e nos meios onde proliferam os partidários do regime de Kiev, também nos meios onde convivem os apoiantes do sionismo não falta a utilização de epítetos como “terroristas”, atirados contra os que consideram seus inimigos.
E porque é que tal sucede? É a caracterização como “terrorista” – tal como o racismo ou a xenofobia – que visa criar o pretexto desumanizador que justifica a agressão indiscriminada. Seja no estado sionista de Israel, em relação aos muçulmanos da Palestina, seja nos territórios ucranianos, ainda controlados pelo regime de Kiev, em relação aos povos russófonos, de origem húngara, romena ou cigana; o ataque à cultura, à língua, aos símbolos, à religião e à identidade desses povos, faz parte do seu dia-a-dia, como faz parte a sua guetização, punição pública, privação de direitos civis e confiscação dos bens pessoais e das suas organizações sociais e políticas.
Tal como a entidade sionista faz a Gaza, cercando o território com muros, empilhando uma vasta massa humana num território minúsculo, sem saneamento básico, saúde pública, no qual prolifera a doença, utilizando o processo que usaram os fascistas argentinos com os negros, ou os nazis de Hitler com judeus, comunistas, eslavos russos ou ciganos, também o regime de Poroshenko, e depois de Zelensky, o tentaram fazer com os povos do Donbass, cercando-os sob a ameaça de um “blitzkrieg”, privando-os de água, electricidade, comunicações, combustível e alimentos. Hoje, a autoridade sionista prepara a solução final, que Hitler também preconizou contra o povo judeu, e Zelensky preconizou – e não alcançou – contra os povos do Donbass. Neste momento, Gaza já está cercada por todos os lados e a sua população privada de água, electricidade e alimentos. E porquê? Porque tiveram o desplante – veja-se só – de tentarem repudiar e rechaçar uma ocupação bárbara e um apartheid tirânico que compete na selvajaria com o apartheid original Sul Africano.
O povo Palestino, de Gaza à Cisjordânia, é punido por tentar-se defender contra o ocupante, o aniquilador, o tirano, o autocrata. O mesmo tentou fazer Zelensky, com os povos russófonos, quando estes perceberam o que estava a acontecer em Kiev e decidiram não querer viver sob um regime que os queria perseguir e matar. Julgo que a russofobia do regime de Kiev e dos seus apoiantes é absolutamente inegável, chegando-se ao ponto de as “tolerantes” redes sociais ocidentais “tolerarem” que alguém diga que “os russos têm de morrer todos” ou que alguém tem de “matar os dirigentes russos”.
O carácter odioso de um e outro regime, que justificam o seu sectarismo, fundamentalismo e extremismo com uma violência de que não são, nem nunca foram alvo, é tão doentio como só pode ser algo que seja artificial. O carácter odioso, aniquilador, solucionador que grassa entre o discurso do sionismo e do neonazismo ucraniano, contra os povos que se lhes opõem, não encontra correspondência do outro lado. E mesmo que, pontualmente, se encontre algo do tipo, tal só é feito em total situação de desespero. Ao contrário, o ódio doentio esgrimido por estes dois regimes é indiscriminado e transmitido a partir de uma posição e conforto e segurança com o poder que se detém. Quem o transmite, quem o emite e quem o propaga, está muito longe de se encontrar numa situação de ruptura: os maiores responsáveis pela transmissão desse ódio vivem no fausto e no luxo da sua degenerada corrupção, beneficiando dos seus milhões roubados ao seu próprio povo. Também nisto, Zelensky e Netanyahu são farinha do mesmo saco: escroques corruptos e vendidos ao maior pagador.
Tal como as forças de Kiev bombardeiam diariamente zonas civis da Crimeia e do Donbass, desde 2014, sem intenção de atingir qualquer alvo militar, apenas com o intuito de não deixar descansar, não deixar criar-se uma aparência de normalidade, para que essas pessoas, aos poucos, ou morram ou fujam; também o poder sionista faz isto na Cisjordânia, em Gaza, no Irão, na Síria, no Líbano, há dezenas de anos, bombardeando o que lhe apetece, quando lhe apetece, para punir e demonstrar arrogantemente a força do seu bárbaro e indiscriminado poder.
Quem condena a reacção russa à situação no Donbass, à nazificação da Ucrânia (hoje absolutamente exposta) e à entrada da NATO no território, são os mesmos que condenam a reacção do povo palestino, como são os mesmos – coincidência das coincidências – que criticam a explosão de violência latente em revoluções sociais progressistas. Curiosamente, tais gentes, são incapazes, ao mesmo tempo, de condenar a violência da ocupação que gera a resposta armada e desesperada, na Palestina; o fascismo, intolerância e ameaça latente que justificou a Operação Especial Militar; ou, a violência da repressão económica, política, social e cultural que o neoliberalismo, o fascismo, impõem aos povos que se revoltam. Uns e outros, são os mesmos! Nominalmente. Sejam os chefes, sejam os servidores.
Os mesmos que acusam o mártir povo palestino de ser “terrorista”, quando se defende, tornando as vítimas em agressores, são os mesmos que tornam os agressores em vítimas na Ucrânia, e as vítimas em “rebeldes pró-russos” ou invasores. São, também, os mesmos que usam os povos, como o ucraniano, como carne para canhão das suas pretensões hegemónicas. No caso ucraniano, para dominarem e colocarem de joelhos a Europa e se apoderarem do Mar Negro, para poderem controlar a Eurásia e destruir a Rússia como nação, apoderando-se de dezenas de triliões em recursos naturais; no caso sionista, para controlarem a região do planeta com mais recursos petrolíferos, que suportam – ainda – a sua falsa moeda de papel.
Quem suporta o sionismo, são os mesmos que implantaram o nazismo na Ucrânia, a partir da Galícia, recuperando Bandera, cujas tropas são agora condecoradas em parlamentos das suas colónias, como no caso do Canadá. Quem suporta o sionismo e o Banderismo, são os mesmos que, terminados os tribunais de Nuremberga, transportaram para o seu território competentes (na produção e desgraças) quadros nazis e fascistas, com os quais fortaleceram o FBI e formaram organizações como a CIA.
Demonstrando que sionismo, nazismo, banderismo e jihadismo ultrarradicais são todos formas de terrorismo político, de extremismo cultural, plantado no ódio com a força que só a ignorância e o sectarismo podem dar, temos os EUA e a sua NATO a apoiarem e usarem todos estes exércitos apocalípticos – quais 4 cavaleiros do apocalipse – na tentativa de imporem, defender e salvar a sua almejada hegemonia mundial. Afinal, de toda esta salada geopolítica só pode sobrar a questão: quem suporta o sionismo em Israel; quem suporta o banderismo na Ucrânia; quem suportou a Al-Qaeda, a frente Al-Nusra e o ISIS na Síria, Líbia, Iraque e África; quem apoiou a progressão do nazismo e quem aproveitou os seus restos mais tarde? A resposta é óbvia, é só uma e é sempre a mesma! E só mesmo muita cegueira, má vontade ou comprometimento, material, cultural e social com o imperialismo e com o seu aparato de poder, podem justificar que alguém não o veja.
E, assim, não foi preciso esperar muito, para cair em desgraça toda a narrativa ignóbil, estupidificante, imbecil, falaciosa, fundamentalista, sectária, extremista e fascista, com que tivemos de levar, a respeito da “agressão” russa à “indefesa” Ucrânia, presidida pelo novo “Churchill”. Se a rejeição do Sul Global, de 85% da Humanidade, em aceitar a narrativa trabalhada pela CIA, para manipular os povos ocidentais, deveria ter sido, desde logo, um alerta para quem anda nestas coisas da informação… Quem, honestamente, com seriedade e objectividade, quiser abrir os olhos… Agora é a hora! Se não o fizer agora. Nunca mais! Nunca passará de um ser servil – consciente ou não – instrumento dos ilegítimos poderes que vivem da ignorância, da falácia, da torpeza e da mentira, para assim poderem fazer, impunemente, a pilhagem – legal ou ilegal – da riqueza que aos povos tanto custa a produzir. Se não se fizer luz agora, temo que nem com as bombas a caírem-lhe em cima do telhado e os filhos a morrer nas guerras promovidas pelas desconcertadas e desesperadas oligarquias ocidentais, tal sucederá.
Esperar, também, que tal acordo resulte das forças comunicacionais do sistema, não será, certamente, solução. Pois, atentemos às parangonas publicadas pelos supostos “jornais” cá do burgo: o reaccionário CM: “dezenas de israelitas raptados”; o economicamente desesperado JN: “Israel retalia contra Hamas e planeia acção por terra”; o falido e porta-voz daquela agência que todos conhecemos, o Público: “Israel castiga Gaza enquanto tenta recuperar do trauma de uma geração”; do desesperado DN: “milhares de israelitas atacados pelo Hamas”, e “o dilema de Israel: negociar os reféns ou ir buscá-los a Gaza”; o dissimulado Expresso: “Israel garante ter recuperado o controlo em redor de Gaza e declara cerco, sem água e sem electricidade”.
Se ontem o invasor era agressor e o invadido era vítima; hoje, a vítima é o invasor e o agressor é o invadido. Eis como funciona a credibilidade dos órgãos de comunicação social corporativa. É só a CIA comandar o algoritmo e agulha muda da noite para o dia. Todos, sem excepção, tratam a questão da seguinte forma: o povo israelita merece toda a consideração e defesa, os outros são terroristas. E assim invertem o pólo e os papéis, consoante as necessidades, sem pudor algum de inverterem, matemática e fisicamente, as equações em jogo. Não interessa a ordem de valores… À casa…. Sai sempre! O dono do casino, nunca perde! O fiel do dono, é sempre vítima! É sempre protegido.
Foi assim que a comunicação social corporativa apresentou a coisa quando os EUA trataram, como trataram os seus escravos, os povos indígenas, os palestinos, os latino-americanos que se defendem, como os povos de Cuba, Venezuela ou Nicarágua. É assim que tratam das coisas quando é o povo da Coreia Popular, é assim que “informaram” quando os EUA destruíram Líbia, Síria, Vietname, Iraque, Iémen… já estou sem fôlego!
Como pode, então, alguém, na posse da sua sanidade mental e posicionando-se seriamente na avaliação que faz dos processos históricos em andamento, considerar que, na Ucrânia, um ataque aos russos é uma “contraofensiva”, e que na Palestina, um ataque de forças palestinas ao território ocupado pelo poder sionista, é um “acto terrorista”? Um ataque das forças do regime de Kiev a território russo é uma “retaliação justa” pela ofensiva que esses fazem no seu território; na Palestina, um ataque das forças palestinas ao território ocupado, passa a ser um “acto terrorista”. Como é que, no Donbass, o controlo e adesão dos territórios à Federação russa, é uma “anexação”, uma “ocupação” e na Palestina, a ocupação de territórios originalmente palestinos, chamam-lhe “estado de Israel”? Na Ucrânia, as intenções russas de ocupação de territórios, para além do Donbass, são vistas como “invasão”, “bárbara ocupação”, “roubo”, “violação da carta da ONU”; na palestina, à anexação de novos territórios, pelo poder sionista, atribuem-lhe o nome de “colonatos”.
Mas a dualidade de critérios não se fica por aqui – apenas fizemos uma análise pela rama! Veja-se bem: no caso da apelidada “ocupação e anexação” russas, em nenhum dos territórios, hoje enquadrados na Federação russa, assistimos a populações deportadas, famílias despejadas das suas casas, para que estas passem a ser habitadas por russos “genuínos”, igrejas conspurcadas, etnias perseguidas, símbolos destruídos e privação das mais básicas condições de vida. Pelo contrário, acabada a “Operação Militar Especial”, os povos do Donbass, não apenas serão respeitados, como passarão a viver muito melhor (hoje já ganham melhores salários, pensões e desfrutam de serviços públicos de maior qualidade). Por outro lado, as cidades destruídas, como Mariupol, estão a ser alvo de uma aceleradíssima acção de reconstrução, cuja velocidade é inversamente proporcional à velocidade com que se constroem TGV’s, Aeroportos e casas de habitação no nosso país. E quem paga são as regiões russas, cada uma responsável por uma parte. No Verão passado, milhares de estudantes de toda a Rússia, colectivamente, passaram as suas férias a ajudar na reconstrução do Donbass. Tudo a ver, não é? Tudo a ver!
Não, não se trata de ocupação, trata-se de incorporação, inclusão, protecção e reunião, como iguais. Nos territórios do Donbass não falta comida, não falta água, médicos, educação, hospitais e tudo o que uma pessoa necessita para viver com dignidade. E os cidadãos, agora russos, que estão contra a “anexação” são respeitados e não são perseguidos. Isto é objectivo, está documentado e, apenas a falta de seriedade, a censura ou as más intenções, podem negar, calar ou descaracterizar esta realidade. Ao contrário, o que é que acontece ao povo palestino, sob ocupação sionista?
Sob ocupação sionista, nenhum palestino pode viver, dormir, comer descansado. A qualquer hora a sua casa pode ser despejada para que um colono aí passe a viver, apropriando-se da sua terra, dos seus bens. Guardados e protegidos pelo exército sionista, as famílias são obrigadas a sair, sob pena de morte imediata! Nos territórios da Palestina, formalmente sob a autoridade palestiniana, como Gaza ou a Cisjordânia, o desemprego é superior a 50% (em Gaza é muito maior, chegará aos 80%), falta tudo, desde alimentos a água potável, serviços públicos a automóveis, estradas a autocarros. Tudo! Todos os territórios que tenham água, terra arável, árvores de fruto e condições geográficas favoráveis, são rapidamente transformados em “colonatos” sendo as pessoas que aí moram atiradas para a rua, para a miséria, despojadas da sua vida.
Não contentes com o genocídio a lume brando a que, intencionalmente (não faltam declarações nesse sentido das forças sionistas), sujeitam o povo palestino, a entidade Sionista dividiu o território que estava sob a autoridade palestiniana ao meio, criando um gueto chamado Gaza, de um lado, e a Cisjordânia no outro. Tudo para que inviabilizem qualquer possibilidade de algum dia, um povo que já perdeu quase todo o território que habitava há anos atrás, nunca tenha qualquer possibilidade de um dia ser livre, num país próspero e viável.
Mas não chega, não satisfeito o seu ódio doentio, o poder sionista permitiu e encorajou a invasão dos templos muçulmanos (mesquita de Al-Aqsa), a celebração de rituais judeus nesses locais, a celebração e sacrifícios com animais (que o povo muçulmano, tal como o cristão considera um costume bárbaro – onde andam os amigos do PAN agora?), ameaçando destrui-los e erguer aí as suas sinagogas. Em Jerusalém oriental, o povo muçulmano é enjaulado em guetos fechados, com recolher obrigatório, onde falta tudo, menos miséria e morte. Isto tudo enquanto nos países vizinhos, milhões de palestinos vivem em campos de refugiados, há dezenas de anos, à espera de um dia poderem, voltar às suas casas, ao seu país.
Isto que descrevi não é, nem de longe nem de perto, descritivo do sofrimento diário por que passam milhões de seres humanos como nós, na Palestina. Os únicos a quem é dada a possibilidade de estudarem, seguirem com as suas vidas, é aos judeus que vivam sob protecção das forças fundamentalistas, reaccionárias, sionistas. A todos os outros, ou é a morte lenta e a humilhação, ou o, ainda mais humilhante, colaboracionismo. Em termos muito simples e sem meias palavras, a entidade sionista (não generalizar para “povo judeu”) faz ao povo palestino o que o nazismo tentou fazer ao povo judeu. Nazismo e sionismo, tratam-se de duas faces da mesma moeda, duas formas de governação profundamente reaccionárias, retrógradas, assentes na ignorância, no mais atroz individualismo, de quem se diz livre, convivendo diariamente com a mais ignóbil opressão.
O poder sionista não é mais nem menos desumano que o fascismo ou o nazismo: faz parte da mesma massa, tem a mesma natureza, sendo também uma forma de fascismo e nazismo, nascido do mesmo local de onde nascem todos: do mais chauvinista, retrógrado e desumanizado capitalismo.
Uma vez mais, o problema tem sempre, sempre, o mesmo denominador: a rapina, a pilhagem, a ocupação e a opressão das forças imperialistas ocidentais. Se até à sua intervenção, em pleno império otomano, judeus e muçulmanos viviam em paz (como ainda sucede em alguns países), a reentrada em cena das forças imperialistas europeias, e mais recentemente, as do imperialismo hegemónico estado-unidense (o tal que não existe para os seus servidores de plantão), trouxe consigo o que acompanha sempre as forças da ganância e da cobiça do alheio: a guerra, a repressão, o saque e a divisão que o legitima.
Se os povos ocidentais não abrirem os olhos e perceberem a realidade em que estão integrados, não será apenas o povo palestino a sofrer as amarguras de uma odiosa forma de fascismo…. Seremos nós próprios! E seremos igualmente “terroristas” quando o quisermos rechaçar!
Concluindo, como salta à vista, ninguém pode admirar-se com o apoio de Zelensky à entidade sionista. Este apoio resultado de uma mesma sementeira, nascida de um mesmo saco e colhida pelos mesmos senhores. Já a comparação que este ser mesquinho e sem escrúpulos faz entre a Rússia e o Hamas, não deixa de ser risível. Primeiro, a comparação, nos dias que correm, já não afecta a imagem de ninguém, talvez pelo contrário. Segundo, chamar à Rússia ocupante e comparar um “ocupante” ao Hamas, é só estúpido, como diz o meu filho!
Mas para este tipo, que mandou bombardear o mercado de Konstantinovka, matando dezenas de civis ucranianos, para atirar as culpas para os russos… vale tudo! Já o sabemos!
Depois disto, para muitos, o amanhã não pode ser igual a ontem!
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