Fardo perdido do homem branco

(Viriato Soromenho Marques, in Diário de Notícias, 12/10/2024)

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Quando em 1898, R. Kipling publicou o seu famoso poema – The White Man’s burden – exaltando a anexação colonial das Filipinas pelos EUA, a autoconfiança imperial do Ocidente estava no seu auge. Pelo contrário, a atual deriva de Washington, enredada na perigosa teia de guerras que julgava poder controlar – na Europa e Médio Oriente –, reconduz-nos ao tema, também vetusto, do declínio do Ocidente. Mesmo antes de, após o fim da guerra-fria, a hegemonia unipolar dos EUA ter iniciado o seu errático trajeto de intervencionismo bélico e incompetência estratégica, que nos conduziu à beira do abismo onde nos encontramos hoje, vozes sensatas, como a de Samuel Huntington, denunciavam o perigo da hubris norte-americana e ocidental, dessa arrogância de tentar impor uma cultura unidimensional a um mundo com múltiplas vozes e civilizações. Em 1996, aconselhava Huntington: “Uma postura prudente para o Ocidente seria não tentar suster a deslocação do poder, mas aprender a navegar em baixios, a suportar tormentas, a moderar as apostas e a preservar a sua cultura”. A mensagem não passou. O narcisismo imperial, o apoucamento do Outro, a ilusão de omnipotência, com muitos milhões de mortos e refugiados à mistura, povoaram estes trinta últimos anos. O genocídio praticado por Israel em Gaza, assistido pelo Ocidente, sinaliza um ponto de não retorno.

Será possível inverter esta rota de catástrofe para onde caminhamos? Para escolher o caminho da vida e reconhecer humildemente que o mundo pertence a toda a humanidade, e não só ao Ocidente, é necessária uma desintoxicação dos preconceitos e das opiniões arbitrárias. Sabemos bem que os factos permitem sempre diversas interpretações. Contudo, nos últimos três anos, no Ocidente, as interpretações sem substância escorraçaram toda a matéria de facto.

Contra o império das convicções, gostaria de partilhar com o leitor alguns indicadores essenciais do mundo concreto e mais vasto, além das fronteiras banhadas pelo Atlântico Norte. Faço-o em apoio duma dupla tese: já vivemos num mundo multipolar; o Ocidente já não constitui o principal motor portador de futuro.

Sabemos que a reorganização do sistema internacional se está a efetuar através de uma cooperação de países conhecidos como BRICS, com muitas divergências entre si, mas unidos pela recusa da atual definição das regras do jogo do poder mundial, ditadas pelo Ocidente, reunido no G7. Aliás, o chefe da diplomacia de Nova Deli, S. Jaishankar, acusa esse grupo de ser um clube encerrado sobre o seu umbigo… Recordemos que o G7 é formado pelos EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Japão e Canadá. Por seu turno, os BRICS começaram com 4 países (Brasil, Rússia, Índia e China). Em 2011, a África do Sul foi admitida. No final de outubro, na 16.ª conferência anual da organização, a realizar em Kazan, Rússia, terão entrada oficial mais 5 países: Arábia Saudita, Irão, Emiratos Árabes Unidos, Egipto e Etiópia. É curioso referir que a Rússia durante vários anos pertenceu aos dois “clubes”, pois entre 1998 e 2014 foi também membro do G8, até ser expulsa quando a Crimeia regressou à soberania de Moscovo.

Se compararmos o peso do G7 e dos BRICS no PIB mundial (por paridade do poder de compra) verificamos uma mudança dramática entre 2000 e 2024. Em 2000, o G7 representava 43, 28% do PIB global contra 21, 37% dos BRICS. Em 2018 deu-se a inversão: 31, 84% contra 32, 33%. Estima-se este ano um recuo do G7 para 29,64% contra 35, 43% dos BRICS (dados da empresa alemã, Statista).

No plano mais fino da ciência e tecnologia (C&T), os resultados são ainda mais surpreendentes. Em agosto foi publicado um relatório do Australian Strategic Policy Institute, um think-tank ligado ao governo de Camberra, sobre os países que lideram a C&T em 64 áreas críticas para o futuro: a defesa, o espaço, a energia, o ambiente, a inteligência artificial (IA), biotecnologia, robótica, cibernética, computação, materiais avançados e áreas-chave da tecnologia quântica. Estuda-se o período de 2003 a 2023. Também na C&T, o Ocidente regride. Em 2003, os EUA lideravam em 60 das 64 tecnologias. Em 2023, lideram apenas em sete. A China, pelo contrário, passou do lugar da frente em três tecnologias (2003) para 57 das 64 tecnologias em 2023. Se a UE contasse como país, lideraria apenas em duas tecnologias (sensores de força gravitacional e pequenos satélites). Outros países dos BRICS têm lugar destacado: a Índia está entre os cinco primeiros países em 45 das 64 tecnologias, o Irão em oito, a Arábia Saudita em quatro.

E que faz o Ocidente – os EUA e a mimética EU – perante essa explosão de disciplina, criatividade e inteligência de povos que antes, por si foram colonizados e subjugados? Rearma-se, decreta estratégias de contenção, promulga sanções, instaura políticas protecionistas, que no passado não consentia aos outros. Será que o Ocidente desconhece estar a humanidade inteira perante desafios existenciais, que exigem cooperação obrigatória para termos alguma possibilidade de sucesso? Poderemos contar apenas com a nossa comprovada declinante imaginação para dar conta da brutal crise ambiental e climática, das pandemias emergentes, dos riscos de descontrolo tecnológico, como é o caso da IA ou das biotecnologias?

O imperialismo civilizador de Kipling desaguou num niilismo cru e nu, que reprime pela força o direito de todos os povos e indivíduos habitarem a Terra como sua pátria.

Caos sem controlo

(Dmitry Orlov, in SakerLatam, 12/10/2024)


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Foi um desastre que demorou 80 anos para acontecer. No final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos estavam praticamente sozinhos como potência econômica. Respondendo por 50% do PIB global, detinha 80% das reservas mundiais de moeda forte. Avançando para 2024, a participação dos EUA na economia mundial diminuiu para 14,76% (calculado com base nos números fornecidos pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional).

Mas até mesmo esse número é enganoso, pois 20% da economia dos EUA é composta pelo que está sob o acrônimo FIRE: finanças, seguros e imóveis. Esses são parasitas improdutivos da economia produtiva. Outro parasita improdutivo é o sistema de saúde: ridiculamente caro, ele representa quase um quarto de todos os gastos nos EUA. Nem os recursos consumidos pelo FIRE nem os gastos com saúde contribuem muito para a posição dos EUA na economia mundial.

Ajustada a isso, a participação dos EUA na economia mundial diminui para pouco mais de 8%. Embora não seja desprezível, essa participação não é nem de longe suficiente para dar aos EUA algo parecido com um voto majoritário ou poder de veto nos assuntos mundiais. A tragédia da situação é que a mentalidade dos americanos, principalmente daqueles que ocupam cargos de autoridade em Washington, não conseguiu adaptar-se a esse desenvolvimento.

A sua mentalidade parece ter sido fixada para sempre: eles acreditam que ainda podem ditar os termos para o mundo inteiro e percebem que está cada vez mais difícil encobrir o fato de que quase todo o mundo (com algumas exceções notáveis) agora se sente livre para ignorá-los.

Começando logo após a Segunda Guerra Mundial, quando grande parte da indústria mundial estava em ruínas, os EUA conseguiram usar seu poder industrial, apoiado por seu poderio militar, para inclinar o campo de jogo econômico a seu favor. Com o dólar americano sendo usado como a principal moeda no comércio internacional e, principalmente, no comércio de petróleo, os EUA conseguiam manter um controle sobre as finanças e o comércio internacionais, apertando e afrouxando alternadamente o fornecimento de dólares. Embora inicialmente permitisse a troca de dólares por ouro, essa opção foi cancelada em 1971. Em 1986, os EUA passaram de credor líquido (uma posição que mantinham desde 1914) para devedor líquido, tornando sua capacidade de continuamente tomar empréstimos do resto do mundo em sua própria moeda uma questão de sobrevivência. Ao mesmo tempo, a participação cada vez menor dos EUA na economia mundial reduziu a eficácia da guerra financeira dos EUA, mudando inevitavelmente a ênfase para a guerra propriamente dita. A manutenção de sua capacidade de empréstimo irrestrito, juntamente com o valor do dólar americano, foi possível por meios cada vez mais opressivos e violentos, o que rendeu aos EUA o título de império do caos.

Começando com os ataques terroristas encenados de 11 de setembro de 2001, os EUA tentaram liberar seu poderio militar em uma “guerra ao terror” planejada para aterrorizar suficientemente seus adversários e, mais uma vez, inclinar o campo de jogo a seu favor. Essa missão não foi bem-sucedida. Aqui está uma citação do Le Monde Diplomatique, descrevendo alguns de seus “sucessos”.

“Desde o momento da invasão do Afeganistão em outubro de 2001, de fato, tudo o que os militares dos EUA tocaram nesses anos virou pó. Nações em todo o Grande Oriente Médio e na África entraram em colapso sob o peso das intervenções americanas ou de seus aliados, e os movimentos terroristas, cada um mais sombrio que o outro, espalharam-se de forma notavelmente descontrolada. O Afeganistão é hoje uma zona de desastre; o Iêmen, assolado por uma guerra civil, uma brutal campanha aérea saudita apoiada pelos EUA e vários grupos terroristas ascendentes, basicamente não existe mais; o Iraque, na melhor das hipóteses, é uma nação sectária dilacerada; a Síria mal existe; a Líbia também mal é um Estado atualmente; e a Somália é um conjunto de feudos e movimentos terroristas. Em suma, é um recorde e tanto para a maior potência do planeta, que, de uma forma nitidamente não imperial, não conseguiu impor sua vontade militar ou ordem de qualquer tipo a nenhum estado ou mesmo grupo, independentemente de onde tenha decidido agir nesses anos. É difícil pensar em um precedente histórico para isso.”

O que é notável nessa citação é o que ela omite: o fato de os EUA terem fracassado até mesmo na produção do caos. A maioria das nações do Oriente Médio e da África (com exceção de Israel/Palestina e Líbano) está, pelo menos superficialmente, estável; o Afeganistão está muito melhor sob o domínio do Talibã e elaborando grandes planos de desenvolvimento com a China e a Rússia; o Iraque está fraco, mas aliado ao Irã; a Síria não entrou em colapso e, mais uma vez, controla grande parte de seu território. Mas a conclusão é correta e estranha: os EUA fracassaram até mesmo na imposição do caos.

Os fracassos dos EUA em fomentar o caos não se limitaram à esfera militar: suas tentativas de semear o caos político foram igualmente ineficazes. O sindicato da revolução colorida, outrora bem-sucedido no derrube de governos que o establishment da política externa dos EUA considerava não cooperativos, falhou em todo o mundo – na Rússia, Venezuela, Bielorrússia, Geórgia e outros lugares. Em todos os casos, o líder substituto fornecido pelos EUA foi abandonado como um cadáver político: Alexei Navalny (agora um cadáver de fato) na Rússia, Juan Guaidó na Venezuela, Svetlana Tikhanovskaya em Belarus e Mikheil Saakashvili na Geórgia. Mas esses fracassos eram esperados e o nível de caos político resultante era controlável. Isso mudou, a princípio de forma impercetível, com o golpe ucraniano instigado pelos EUA no início de 2014 e, em seguida, de forma abrupta e permanente com o lançamento da Operação Militar Especial da Rússia para desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia no início de 2022. Esse foi um evento que sinalizou para o mundo inteiro: não é mais necessário que ninguém obedeça aos Estados Unidos!

Os exemplos de desobediência já são muitos e variados. Os EUA pediram ao Irã que não enviasse mísseis balísticos para a Rússia – e o Irã os envia. Os EUA pediram à China que não fornecesse à Rússia produtos manufaturados e tecnologias que permitissem contornar as sanções e conduzir sua Operação Militar Especial – e a China os fornece. Depois que Nicolás Maduro foi reeleito na Venezuela, os EUA solicitaram que esse resultado fosse reconsiderado e o pedido foi negado. Os Houthis no Iêmen não dão atenção aos esforços dos EUA para impedi-los de interferir na navegação do Mar Vermelho. Várias nações africanas estão pedindo a saída das bases militares dos EUA, eles agora preferem negociar com a Rússia e a China. Até mesmo Israel não se preocupa mais em coordenar suas ações com Washington, independentemente de elas prejudicarem ou não os interesses dos EUA.

Gevorg Mirzayan, professor associado de Ciências Políticas da Universidade Financeira de Moscou, apresentou três motivos para essa pandemia de desobediência.

A primeira é a rápida mudança dos governos nacionais para reafirmar sua soberania nacional. Com a globalização de estilo ocidental desacreditada pelas ações dos Estados Unidos, juntamente com um grande enfraquecimento das instituições internacionais (mais uma vez, devido ao fato de terem sido desacreditadas pelos EUA), os governos foram forçados a confiar em seus próprios recursos para atingir seus objetivos. Nesse processo, eles se tornaram muito mais ativos na defesa de seus interesses nacionais, inspirados pelo entendimento de que ninguém mais fará isso por eles.

O segundo motivo foi o fato de terem percebido rapidamente que a defesa de seus interesses nacionais não é tão complicada ou difícil como pareceria no início. Inicialmente, eles temiam os vários métodos de retaliação dos EUA – sanções, intervenções humanitárias, bombardeios, invasões e ostracismo político. Mas a Rússia demonstrou que eles não precisam temer as sanções dos EUA e do Ocidente, apresentando um exemplo de economia desenvolvida e integrada internacionalmente que poderia resistir às mais poderosas sanções ocidentais da história; tudo o que é necessário é vontade política e unidade nacional. Essa unidade, por sua vez, pode ser alcançada por meio da demonstração da correção das decisões políticas multiplicada por sentimentos de orgulho nacional. Observando os resultados da Rússia, outras nações, como a China, que até agora tentou evitar um conflito aberto com os EUA, estão trabalhando para atingir o nível de determinação política necessário para um confronto direto.

E há ainda o terceiro motivo, que é o fato de as figuras políticas dos EUA se terem tornado completamente estúpidas, para dizer de forma educada. A ascensão ao poder de liberais malucos que falam sobre feminismo radical, Teoria Crítica da Raça, absurdos LGBT, catastrofismo climático, políticas de imigração “sem fronteiras”, pesadelos transhumanistas e fantasias globalistas expulsou os candidatos mais bem informados e com mentalidade mais prática. Como resultado, estamos vendo o quinto ciclo eleitoral nos EUA em que nenhum dos candidatos é capaz de controlar os processos globais – incapaz de manter o que vários analistas russos chamaram de caos controlado. O caos controlável que eles tentaram criar, seja na Primavera Árabe, nas revoluções coloridas ou nas tentativas de impedir que a África e a América Latina se afastassem, saiu rapidamente do controle, ou seja, do controle dos EUA, deixando muito espaço para o controle de eventos do ponto de vista de políticos mais ponderados, mais bem informados e com pensamento mais rápido na China, na Rússia, no Irã e assim por diante.

Mas, perder o controlo dos seus adversários é, até certo ponto, algo esperado e não é nem mesmo o pior de tudo. O que é ainda pior é que os Washingtonianos estão perdendo o controlo de seus aliados, de cujos recursos eles dependeram em sua busca, agora frustrada, pelo domínio global.

– A Turquia, uma grande potência da OTAN, está tentando se juntar ao BRICS, está trabalhando com a Rosatom da Rússia para construir sua usina nuclear de Akkuyu e está servindo como um importante ponto de transbordo para as exportações de gás natural russo.

– A Arábia Saudita se recusou a prorrogar seu Acordo de Petrodólares com os EUA, que expirou em 9 de junho de 2024, e agora está negociando petróleo com a China em yuan em vez de dólares, enquanto coopera estreitamente com a Rússia como parte da OPEP+ e também olha na direção do BRICS.

– Israel – o aliado mais próximo dos EUA – essencialmente tomou os EUA como reféns. Sua operação genocida em Gaza causou um sério golpe nas relações dos EUA com todo o mundo muçulmano. E agora o líder israelense Netanyahu está tentando levar os EUA a um conflito militar com o Irã.

– Até mesmo países menores, como a Hungria, a Eslováquia e a Geórgia, estão se recusando a atender a várias exigências dos EUA.

– O pior amotinado de todos, do ponto de vista dos EUA, é a Ucrânia. O regime de Kiev, privado de apoio militar e financeiro suficiente dos EUA e sentindo a fraqueza de Washington ao negociar em um período de grave incerteza política devido à senilidade de Biden, à idiotice manifesta de Harris e à imprevisibilidade e tempestuosidade de Trump, está tentando o mesmo estratagema de Netanyahu – envolver os EUA em um conflito armado, mas não com o Irã e sim com a Rússia, que é militarmente invencível e tem armas nucleares. Assim como acontece com Israel, os Washingtonianos estão demonstrando sua total incapacidade de impedir crimes ucranianos contra a humanidade, provocações nucleares e crimes de guerra.

Considerando esses acontecimentos, o que faria mais sentido para os EUA seria tentar reduzir suas perdas. Deveriam tentar encontrar um compromisso mutuamente aceitável com seus aliados e permitir que seus adversários lidassem com aqueles problemas que estão completamente fora de seu controle. Mas essa administração geopolítica exige uma liderança sóbria, pragmática e bem informada, o que não existe nos EUA.

A alternativa é esperar que o pior cenário, inevitável, se desenrole. Sem o apoio suficiente dos EUA, a Ucrânia e Israel fracassarão. Taiwan voltará a se unir à China. Países de todo o mundo continuarão ignorando os EUA. Enquanto isso, os EUA continuarão a tomar cada vez mais dinheiro emprestado (mais de um trilião a cada três meses) para financiar seu enorme e crescente deficit orçamentário (agora um terço do orçamento federal) e, ao mesmo tempo, rolar sua dívida de prazo mais longo e juros mais baixos para uma dívida de prazo mais curto e juros mais altos. Os dólares recém-gerados, que não representam nada de valor, desaparecerão como água na areia, gerando uma atividade econômica insignificante. Não importa como os Washingtonianos manipulem os números, fingindo que a inflação do dólar está sob controlo (não está) ou que a economia dos EUA ainda está crescendo (não está), o Império Americano está no fim. Durante o jogo final, não serão apenas os adversários e não apenas os aliados, mas também os estados dos EUA que começarão a se fragmentar. Talvez o último lugar onde o caos se tornará incontrolável seja Washington, DC. A idade das trevas americana que se seguirá será um estudo de caso interessante para pesquisas futuras.

Fonte aqui

O esforço de expansão do imperialismo

(Prabhat Patnaik, in Resistir, 13/10/2024)

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O “esforço inevitável do capital financeiro”, escreveu Lenine em Imperialismo, (é) “alargar as suas esferas de influência e mesmo o seu território real”. Ele estava a escrever, é claro, num mundo marcado pela rivalidade inter-imperialista, onde este esforço tomou a forma de uma luta competitiva entre capitais financeiros rivais que rapidamente completou a divisão do mundo, não deixando “espaços vazios”; apenas uma repartição do mundo era, a partir de então, possível, através de guerras entre oligarquias financeiras rivais.

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