A vitória de Trump permite um otimismo cauteloso quanto à paz na Ucrânia

(Por S C F, in Resistir, 11/11/2024)

O manifesto “America First” de Trump sugere que é o que ele pretende fazer. Ao encerrar o esquema de guerra conduzido pela administração Biden, o conflito chegará a um fim rápido e muito necessário.


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À medida que a poeira assenta após uma tumultuosa eleição presidencial nos EUA, a magnitude da vitória de Donald Trump torna-se mais clara. A sua vitória decisiva para se tornar o 47º presidente da República Americana é um mandato popular enfático para a mudança.

Isto poderia permitir a Trump pôr fim, de forma pacífica, à desastrosa guerra por procuração liderada pelos EUA na Ucrânia contra a Rússia, como Francis Boyle, um respeitado professor americano de direito internacional, observou esta semana.

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Exautoração

(Joseph Praetorius, in Facebook, 06/11/2024)

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A notícia do dia é a exautoração do jornalismo a soldo, e completamente isento de qualquer verdade.

A exautoração do jornalismo dos serviços de inteligência, espalhando por todo o mundo as mesmas minutas e as mesmas versões, as mesmas pretensas análises, com os – diversos embora – pretensos especialistas a bolçarem, em todas as latitudes, as mesmas pretensas conclusões.

Não há precedentes de tal desprezo pela verdade, nem de tal denegação do direito à informação.

Hoje, foi tudo raso.

E importa notar que a insolvência é uma boa sanção, mas não pode ser a única. (Outra vez se anuncia o encerramento da Visão, entre nós, mas é pouco). Isto são estruturações delituais. E deve caber-lhes o devido processo que as ponha em situação de não poderem repetir.

Hoje, por rebelião popular norte-americana, quem tentou matar Trump foi politicamente morto. A desproporção dos números fez impossível qualquer fraude, que em pequenas margens teria seguramente ocorrido.. Só falta encarcerar, corrido o devido processo – e sem possibilidade de condicional – os Clinton, os Obama, os Biden, entre outros. Que se finem onde devem estar.

Agora Trump fará as contas que sempre fez em política externa. Nada de altissonante. Nada de épico. Indagará simplesmente o que pode lucrar-se com cada posição. Abandonará com alguma segurança as que só traduzem prejuízo. E com alguma verosimilhança, as que não deem lucro.

Isto, por si só, é uma grande vitória do sossego possível.

Claro que na UE reina já o pânico. Os serventuários franceses e alemães da pretensa defesa vão reunir-se de urgência. Eles que reúnam.

Os europeus continuarão presumivelmente com as mesmas incumbências: comprar armas americanas, comprar gás americano, transferir para a América as indústrias de maior prestígio, com os seus técnicos mais relevantes. Quem tenha passado africano deve deixar África, para os americanos poderem disputar diretamente as matérias primas em presença. Nos governos europeus só serão admitidos serventuários aptos a garantir bom serviço a estes objectivos.

Não excluo, evidentemente e infelizmente, a possibilidade de nova tentativa de assassinato do presidente americano eleito, nem o eventual êxito dela. Lidamos realmente com gente crudelíssima. E perigosíssima.

(Queira Deus libertar-nos, ou consentir que nos libertemos de tal corja e das suas multidões de caudatários).

O que eu gostaria de saber

(Carlos Matos Gomes, in Medium.com, 11/11/2024)


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O que eu gostaria de saber é o que leva um ser humano a praticar o mal. Toda a filosofia ocidental está marcada pelo problema da origem do mal. Mas sob a mesma designação de “mal” cabem muitos tipos de mal, o mal físico, o mal psíquico, o mal moral, mas o que eu gostaria de saber era o que leva um ser humano a destruir o outro, o seu semelhante, homem, mulher ou criança. O que leva um ser humano a destruir o seu habitat. E o que leva um ser a ter prazer ao praticar o mal. Não só do masoquismo, mas do prazer do funcionário público que antes de atender o cidadão lhe atira: A senha! E que depois e o ouvir expor a sua pretensão o informa que não é ali que se trata do assunto e que falta um documento, uma certidão, um carimbo e venha qualquer dia por estamos a fechar.

Coisas mesquinhas, mas também gostava de saber o que sentiu o presidente americano Harry Truman ao dar ordem, em 1945, para os seus militares lançarem as bombas atómicas sobre Hiroshima e Nas saqui. Gostaria de saber o que pensa um piloto israelita aos comandos de um moderníssimo caça-bombardeiro quando carrega no botão que vai largar uma bomba sobre uma multidão indefesa em Gaza. E o que pensa um palestiniano quando é expulso à coronhada sua casa onde a sua família vive há séculos, ou quando vê os colonos judeus derrubarem uma oliveira milenar porque ela é um símbolo da posse da ligação á terra e quando, espoliado de tudo, ainda é acusado de terrorista!

Gostaria de saber o que pensa o multimilionário Elon Musk quando entrega os dados da vida privada de milhões de clientes das suas redes X (ex-Twitter) aos serviços secretos dos Estados Unidos, o que permite localizá-los e matá-los à distância, segundo as conveniências. E o que pensam os administradores das grandes farmacêuticas sobre o sistema de patentes e de preços de medicamentos que geram fabulosos lucros aos seus acionistas, vendendo-os aos ricos e deixando morrer os pobres.

Gostaria de saber o que pensam os bispos e cardeais inquisidores, os antigos e os atuais, que estabeleceram verdades absolutas e que condenam à fogueira os hereges que duvidam quando a evidência lhes revela que as verdades absolutas são criminosas e as dúvidas são virtuosas.

Gostaria de saber o que pensa do mal a senhora Lagarde, do BCE, do alto da sua pesporrência quando anuncia quanto vale um euro, depois de receber ordem dos cem acionistas privados da Reserva Federal Americana, o FED e desencadeia os despejos de pessoas das suas casas, as falências de pequenas e médias empresas.

Gostaria de saber o que passava pela cabeça do papa João Paulo II da Igreja Católica Romana quando canonizou José Maria Balaguer, o chefe da Opus Dei, autor de tiradas de ofensa aos seres humanos negando a igualdade: “Não achas que a igualdade, tal como a entendem, é sinónimo de injustiça?” ou, “ “Estejas pronto a desistir da tua honra pela tua alma!” A alma de um católico não integra a sua honra?

Gostaria de saber o que levou Napoleão a incendiar a Europa com a justificação de grandeza, “La Grandeur”, se depois de matar mais de um milhão de soldados e de incontáveis destruições por toda a Europa, a França tinha exatamente o mesmo tamanho de antes de ele se arvorar em imperador!

E o que pensam uns seres da espécie humana que por conta das grandes máquinas de alienação se reúnem em aldeias de macacos de zoos para exporem nos ecrãs de televisão as suas taras, naquilo que é habitualmente designado por Big Brother? Que pensam os seres que aceitam fazer parte daquelas pocilgas e aqueles que se aproveitam do que dela sai?

O que pensa do mal um escravo trazido no século XXI de África ou da Ásia por uma máfia para carregar uma albarda paralelepipédica a dizer Uber, ou Glovo, e a pedalar atrelado a uma bicicleta para distribuir rações fabricadas por uma multinacional a clientes de olhos e polegares fixos nos telemóveis de que não se podem desligar para cozer uma batata ou um ovo?

Gostaria de saber o que pensam do mundo as múmias do Egito, os imperadores romanos, os santos de todas as igrejas eternizados em estátuas e mausoléus, obras imperecíveis espalhadas pelo planeta sobre a obra que ajudaram a construir.

Gostaria de saber o que pensam os seres representados na cidade dos Reis no Egito, na cidade proibida de Pequim, em toda a Roma, incluindo a praça de São Pedro, no Panteão de Paris, no Kremlin de Moscovo, na Casa Branca de Washington. Eu sei o que penso deles.