(Raquel Varela, in Facebook, 21/11/2024)

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Imaginem que um terrorista se esconde na escola dos vossos filhos, e o Governo decide bombardear toda a escola e matar todas as crianças para matar o terrorista.
Nem sequer vou debater quem é o alegado terrorista, o que é a violência colonial e a resistência, o que é o Hamas ou não é, assuma-se que aquele homem escondido na escola será o pior ser humano do mundo, alguém pode alguma vez aceitar que um governo faça explodir 18 mil crianças e deixe dezenas de milhar amputadas, sem pernas, sem braços, destruídas mentalmente para sempre para matar quem quer que seja do Hamas?
Como se pode matar médicos e enfermeiros porque estava aí escondido um membro do Hamas, ou mesmo mísseis? Sim, imaginemos que amanhã os piores criminosos do mundo se barricam no Hospital Santa Maria, que faz o Governo? Bombardeia o hospital? Quem não percebe isto e não toma posição, é cúmplice.
Não há nenhuma comparação entre o que se passa na Ucrânia e em Gaza. A Ucrânia é uma guerra trágica, Gaza é um campo de morte, sem fuga possível.
Há um novo ar do tempo. Os nazis esconderam os campos de concentração e extermínio, e negaram a sua existência; os bombardeamentos de civis eram vistos como intoleráveis. E também negados na II Guerra, até se tornar claro que eram uma opção. Mesmo na guerra do golfo inventaram “dano colateral”.
Israel e os governos cúmplices matam em direto, todos os dias, não negam, não lhe chamam dano colateral, vemos mesmo os líderes políticos e militares salivarem como loucos com a matança.
Sim, é o mais importante combate das nossas vidas. Defender a Palestina. Porque do outro lado está a defesa, para todo o mundo, de que não há qualquer lei na guerra e de que vale tudo. Até o extermínio, caído do céu, em direto.

