Da derrota à desintegração

(Emmanuel Todd, in Resistir, 08/10/2025)


Aproxima-se um ponto de inflexão além do qual se desenvolverão as consequências definitivas da derrota. A Estátua não resiste a sublinhar a qualidade excecional da análise geopolítica do momento atual que decorre do texto que segue.


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Menos de dois anos após a publicação em francês de A derrota do Ocidente, em janeiro de 2024, as principais previsões do livro se concretizaram. A Rússia resistiu sem grandes problemas ao impacto militar e econômico. A indústria militar americana está exausta. As economias e sociedades europeias estão à beira da implosão. Mesmo antes do colapso do exército ucraniano, alcançou-se a próxima etapa da desintegração do Ocidente.

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Como a ONU poderia agir hoje para impedir o genocídio na Palestina

(Craig Mokhiber, in Resistir, 16/09/2025)


Um mecanismo pouco utilizado da ONU, imune ao veto dos EUA, poderá trazer protecção militar ao povo palestino – se assim o exigirmos.


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Após vinte e dois meses de carnificina sem precedentes, três coisas estão claras: (1) o regime israelense não acabará com o genocídio na Palestina por sua própria vontade,  (2) o governo dos EUA, principal colaborador de Israel, bem como a maioria dos israelenses, e os representantes e lobbies do regime no Ocidente, estão totalmente comprometidos com esse genocídio, e à destruição e apagamento de todos os remanescentes da Palestina, do rio ao mar, e   (3) outros governos ocidentais, como o Reino Unido e a Alemanha, bem como demasiados estados árabes cúmplices na região, estão totalmente dedicados à causa da violência israelense – impunidade.

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Quando o Império sufoca, o Sul respira

(Prince Kapone, in Resistir, 26/08/2025)


O BRICS+ é contraditório, desigual e frágil, mas nas suas frestas o Sul Global abre espaço para a soberania e a luta. A multipolaridade surge da crise, não do consenso.


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A história que nos vendem é que a “ordem” foi construída por homens sensatos em fatos elegantes. A história que vivemos é diferente. A multipolaridade não surgiu de seminários ou cimeiras; é o ressalto de cinco séculos de pilhagem, o recuo das guerras e sanções e a recusa dos colonizados em continuar a pagar pela civilização de outrem. A sua genealogia remonta ao Comunicado de Bandung (1955) — o primeiro grande encontro em que a maioria da humanidade falou em seu próprio nome — passando pelo longo desvio da dívida, do ajustamento estrutural e da contra-insurgência disfarçada de “desenvolvimento”.

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