Neste momento, todos os que têm um cérebro funcional – e isso exclui os zombies crânio-cratas EUrocratas mortos – estão cientes de que TUDO o que vem daquela fossa em Kiev é propaganda grosseira.
O objetivo deles é obter mais e mais armas dos EUA que possam vender no mercado negro.
Está agora amplamente provado que 70% dos fornecimentos de armas ocidentais são ROUBADAS – e encontrados a serem vendidas nos Balcãs e em outras zonas obscuras da Ásia Ocidental.
A Ucrânia – ou o que resta dela – é o país mais corrupto do planeta. E ainda por cima é neonazi.
Isto mostra mais uma vez que os EUA nunca se preocuparam verdadeiramente com o nacional-socialismo da Alemanha – desde que não infringisse as diretrizes de equilíbrio de poder dos EUA.
Em 1933, os EUA e os britânicos ajudaram a Alemanha nacional-socialista a desenvolver-se militarmente para se poder equilibrar com a Rússia. Isto baseou-se estritamente na doutrina do Equilíbrio de Poder.
Assim, hoje o “apoio” de Washington ao nacional-socialismo na Ucrânia, regressa à Europa após um hiato de 77 anos.
Ao mesmo tempo, porquê o criminoso de guerra Henry The K., de 99 anos, está agora a passar-se e a dar avisos à navegação? Porque ele já não pode jogar o jogo do Equilíbrio de Poder para dividir a Rússia da China e vice-versa. Só que ele não pode dizer isso em público – seria crucificado pelos seus manipuladores.
No entanto, o que ele vê agora, horrorizado, é como as “elites” do Estupidistão permitiram que uma parceria estratégica abrangente de dois concorrentes da Eurásia se tornasse cada vez mais forte.
Em comparação com a magnitude do desenvolvimento dessa ocorrência, o esquadrão de valentões de Kiev não passa de um monte de lixo explorável e descartável.
O que são “crimes de guerra” — como os que têm sido apontados à Rússia, mas também à Ucrânia — no tempo da guerra técnica, da massificação e mecanização do combate conduzido a uma distância cada vez maior (que as aproximações não anulam) e em que a aniquilação e a destruição se tornaram eminentemente impessoais? A resposta é simples e dolorosa: a actual categorização de “crimes de guerra” não é mais do que um vestígio piedoso de uma ética que os mecanismos gigantescos da guerra actual tornaram completamente anacrónica: a ética guerreira fundada em regras que podiam ser as do ódio pelo inimigo, mas sem que, pelo menos num nível superestrutural, deixasse de haver a afirmação de outros valores.
Não começou agora esta experiência da guerra em que tudo é reduzido à categoria de material, numa guerra de materiais e, num grau crescente, de armas imateriais. A Primeira Guerra Mundial foi muito traumática exactamente porque inaugurou esta nova forma de belicismo. E, num fragmento de Minima Moralia, Adorno sintetiza assim a lição da Segunda Guerra Mundial: “Se a filosofia da história de Hegel tivesse abrangido a nossa época, as bombas-robots que eram os V2 de Hitler teriam o seu lugar entre os factos empíricos que ele [Hegel] considerou que exprimem o estado alcançado pelo Espírito do mundo”. E, ampliando esta ideia de que o “espírito do mundo” pôde ser visto montado nas asas de um foguete sem cabeça, e não num cavalo (como o viu Hegel), Adorno tira a “satânica” conclusão de que o “sujeito” desapareceu — já não há piloto no avião, já não há uma pessoa detentora da arma. Muita energia foi gasta pelos sujeitos “para que já não exista o sujeito”, diz Adorno.
Não há exemplo mais eloquente deste desaparecimento do sujeito (e, sem sujeito, onde está a o crime e o criminoso de guerra?) do que a execução de um inimigo, sem protocolos judiciários e reduzido à condição de simples alvo vulnerável, mesmo que se esconda nos antípodas. Foi o que aconteceu recentemente ao líder da Al-Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, morto por um drone, no Afeganistão.
Um drone, na definição técnica que podemos ler em Théorie du drone, de 2013, um livro essencial para percebermos as características das guerras actuais, da autoria de um investigador em filosofia no Centre National de la Recherce Scientifique chamado Grégoire Chamayou, é uma câmara voadora de alta resolução, telecomandada e equipada com um míssil. Chamayou também o designa como um OVNI, isto é, um objecto violento não identificado que pulveriza completamente as categorias clássicas que definiam a guerra, incluindo as próprias categorias de acção e lugar. O que é um lugar onde decorre a guerra e onde é que uma acção se realiza (a acção de matar, por exemplo) quando essa acção se estende entre pontos tão distantes como uma sede da CIA, em Washington, ou uma base militar no Nevada e uma aldeia do Afeganistão? O drone predador, que substitui a guerra por uma caça ao homem, fica evidentemente fora da equação dos “crimes de guerra”. É a arma da impunidade absoluta: mata sem que se cometa crime e sem que chegue a haver guerra. Do ponto de vista de um tradicional ethos militar, o drone é a arma dos cobardes: não requer bravura nem espírito de sacrifício e erradica totalmente a exposição à violência por parte de quem o comanda. Quem o usa é completamente invulnerável.
O livro de Chamayou encerra com um capítulo que avança com uma hipótese sinistra: a de que os drones passarão a ser telecomandados nos laboratórios de investigação militar por robots. Esta “robótica letal autónoma” não é ficção científica, é o resultado de todo o conhecimento e energia despendidos para que “já não exista o sujeito”, como previu Adorno. Os drones accionados e telecomandados por robots não requerem a presença do humano em nenhum momento da operação, nem acima dela. São as máquinas que tomam a decisão de matar, já não há ninguém a carregar no botão. Uma das vantagens desta robotização que expulsa o humano é que se tira o tapete a quem tem contestado a utilização dos drones. E os mais veementes nessa contestação, diz-nos Chamayou, nem sequer foram os pacifistas, foram os pilotos da aviação militar, os “cavaleiros do céu”, essa casta superior que de repente se viu desapossada da sua nobreza, baseada no ethos guerreiro, isto é, no heroísmo, na gravidade e na virilidade de que ele sempre se serviu.
“Crimes de guerra”? Que conversa tão antiga, tão mole, tão destituída de sentido quando percebemos o que é a guerra actual.
Novelas de fim de semana. Existem dois assuntos importantes e sérios: os incêndios e a guerra na Ucrânia.
Mas os canais de entretenimento não sobrevivem com esses temas.
Este fim de semana surgiram 4 folhetins, alguns vindos de capítulos anteriores. Caso do novo aeroporto. A última sugestão é instalá-lo em Marte. Os passageiros serão poucos, não necessita de grandes terraplanagens, nem de custosas acessibilidades. Oferece boas vistas sobre Lisboa. Seria boa ideia o ministro das infraestruturas propor uma PPP à da Vinci, para ver a cara deles!
A outra novela é do gasoduto dos Estados Unidos para Sines e de Sines, dando novos mundos ao mundo, para Europa com uma fila de navios no porto de águas profundas e diante da estátua de Vasco da Gama maior que a dos acessos à Ponte 25 de Abril ao fim de semana. Com tanto navio em fila, vamos poder ir a pé sobre convés e tanques até Génova, pelo menos.
A terceira novela é a da sempre liberal CAP, dos agrários adeptos do abaixo o Estado e a Reforma agrária a morderem as canelas à ministra da Agricultura que lhes pôs freio às exigências do Estado lhes cobrir os prejuízos (já que os lucros são intocáveis). O gerente da Iniciativa Liberal pede castigo para a ministra que lá vai dizendo que a tesouraria do Estado não é o maná.
Por fim, a contratação de um consultor para o gabinete do ministério das Finanças, que estava falho de alguém que tratasse dos chapéus de sol da Praça do Comércio.
Aqui ficam as fotos da felicidade de um país que tem estes graves problemas. Para compensar há sardinhas e praia. A seca também é um assunto menor, até um excitado vir acusar o governo de ter interferido no ciclone dos Açores. Fica para a próxima.