Eleições na Venezuela: tudo o que você precisa saber e a mídia imperialista não conta

(Pascual Serrano, in Diãlogos do Sul, 13/08/2024)

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Desde a vitória de Nicolás Maduro, em 29 de julho, a democracia da Venezuela enfrenta uma ofensiva dentro e fora do país e a conduta de dois pesos e duas medidas da grande mídia.

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Ir ao pote

(Carlos Matos Gomes, in Facebook, 13/08/2024)


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Ir ao pote. O meu reino por um pote. Blair e Passos Coelho são políticos guiados pela mesma luz: ir ao pote. Tony Blair, o rosto da terceira via do socialismo, levou o Partido Trabalhista do Reino Unido ao governo e venceu mais duas eleições com a promessa de continuar a política da liberal Thatcher. A Terceira Via tinha apenas um objetivo: chegar ao governo, que corresponde ao ir ao pote na frase de Passos Coelho na entrevista à RTP de 17 de Fevereiro de 2011, quando desencadeou a crise da recusa à última hora do PEC IV, que o levaria ao governo.

Tony Blair escreveu há dias um dramático artigo no jornal The Guardian, a espojar-se em público, pedindo aos militantes do Labour para não votarem no velho militante da ala esquerda, Jeremy Corbyn, que, ó céus, tem a ousadia de se afirmar defensor do socialismo! O t’arrenego de Blair é nojento, próprio de um verme, mas elucidativo: ” Se Jeremy Corbyn for líder, não será uma derrota como a de 1983 ou de 2015 nas próximas eleições. Isso significará uma enorme derrota, possivelmente a aniquilação. (…) A eleição para a liderança do partido transformou-se em algo muito mais importante do que a escolha do próximo líder. A decisão agora é sobre se o ‘Labour’ continua a ser um partido de Governo”.

Como se vê, para Blair, o caixeiro-viajante de Bush na guerra do Iraque, a questão não é de um partido, neste caso o Partido Trabalhista que ele pôs a “render” em proveito próprio, ter uma proposta política, uma visão do presente e um projeto para o futuro da sociedade, mas sim do grupo dirigente ir ao pote, de ter a possibilidade de continuar a ir ao pote, de ser governo para uns tantos se governarem.

É, em versão local, exatamente o programa de Passos Coelho e do seu grupo do PAF: fazemos tudo, vendemos tudo, prometemos tudo, não temos princípios, mas deixem-nos continuar com a mão no pote, a ser governo por mais quatro anos. É o grau zero da política, mas também da moral, da ética e, para os seus defensores, o grau zero do carácter.

É sobre esta forma de fazer política, de ter um Blair caseiro, que tratam as próximas eleições.

O Irão já atacou?

(Por José Gabriel, in Facebook, 09/08/2024)


(Voltemos à deprimência da política nacional, e à agenda do (des)governo em funções:

“O atleta da foto, depois de transformar o caos nas maternidades em rali rodoviário, foi a Paris em busca de medalhas para desviar as atenções do fracasso do Governo. Não é o ouro olímpico que esconde o desastre em que o seu cúmplice Marcelo lançou o País.” (Carlos Esperança, in X, 12/08/2024).

Estátua de Sal, 12/08/2024)


O Irão já atacou?

(A direção da CP assiste, perplexa, à intervenção intempestiva do governo no plano – já em curso e fase de concretização – da alta velocidade. Segundo o governo, é preciso cortar no material circulante já previsto para dar oportunidade ao mercado – nomeadamente ao grupo Barraqueiro – à iniciativa privada, sendo que o plano da CP em curso tinha uma forte componente pública. A manobra move muitos milhões)

O Irão já atacou?

(O Tribunal deu razão ao demitido director do INEM na questão dos helicópteros. O acórdão sobre o assunto é uma brutal bofetada política e ética no governo e na ministra da Saúde em particular)

O Irão já atacou?

(Começaram a retórica e ameaças do governo contra aquilo a que chamavam, em tempos, “peste grisalha”. O problema do país são os velhos. Portanto, toca a dar prebendas fiscais aos jovens – a malta do futebol vai gostar dessa coisa do IRS jovem, perante a redução de milhões nos seus impostos –, às grandes empresas, e pôr os mais velhos a pagar até que se desfaçam em fumo.)

O Irão já atacou?

(O governo faz promessas, anuncia medidas que não realiza, desfaz-se em retórica vã, pratica a demagogia impenitentemente, mal escondendo os interesses que serve)

O Irão já atacou?

(A ministra da Saúde faz um discurso repulsivo sobre o alegado caos no SNS, preparando-se, ela sim, para promover esse caos, preparando medidas servis ao sector privado – por um anunciado excesso de convenção -, caminho que, mesmo os países mais ricos da Europa tiveram de abandonar por ser impossível de pagar. Uma via suicidária. E quem vier atrás que feche a porta.)

O Irão já atacou?

(O presidente da República tudo faz para encobrir os disparates e patifarias dos seus meninos, descobrindo soluções que nunca lhe ocorreram no caso de outros governos. É o vale tudo – incluindo batota.)

O Irão já atacou? Não. Mas a direita portuguesa, rasca e medíocre, sim. O resultado vai ser brutal e amargo. Mas a verdade é que tiveram quem neles votasse.

O Irão já atacou? Não, mas enquanto ataca e não ataca, os tolos vão sendo entretidos. E não se metem no que lhes diz respeito.