Em Kiev será derrotado o globalismo ocidental e o seu instrumento nazi-fascista!

(Hugo Dionísio, in Strategic Culture Foundation, 13/08/2024)

A infiltração de nazis, simpatizantes nazis, descendentes ou não de nazis e de colaboracionistas nazis, nos corredores do poder ocidental, não significa uma abertura recém aproveitada para a glorificação e branqueamento de todos os que se encontravam no lado oposto ao russo, soviético ou bolchevique. Este autêntico movimento de reescrita histórica e de reaproveitamento do potencial ideológico instalado representa, sobretudo, o encerramento de um círculo histórico, iniciado pelos sectores mais reacionários e fascizantes da elite ocidental.

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Eleições na Venezuela: tudo o que você precisa saber e a mídia imperialista não conta

(Pascual Serrano, in Diãlogos do Sul, 13/08/2024)

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Desde a vitória de Nicolás Maduro, em 29 de julho, a democracia da Venezuela enfrenta uma ofensiva dentro e fora do país e a conduta de dois pesos e duas medidas da grande mídia.

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Ir ao pote

(Carlos Matos Gomes, in Facebook, 13/08/2024)


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Ir ao pote. O meu reino por um pote. Blair e Passos Coelho são políticos guiados pela mesma luz: ir ao pote. Tony Blair, o rosto da terceira via do socialismo, levou o Partido Trabalhista do Reino Unido ao governo e venceu mais duas eleições com a promessa de continuar a política da liberal Thatcher. A Terceira Via tinha apenas um objetivo: chegar ao governo, que corresponde ao ir ao pote na frase de Passos Coelho na entrevista à RTP de 17 de Fevereiro de 2011, quando desencadeou a crise da recusa à última hora do PEC IV, que o levaria ao governo.

Tony Blair escreveu há dias um dramático artigo no jornal The Guardian, a espojar-se em público, pedindo aos militantes do Labour para não votarem no velho militante da ala esquerda, Jeremy Corbyn, que, ó céus, tem a ousadia de se afirmar defensor do socialismo! O t’arrenego de Blair é nojento, próprio de um verme, mas elucidativo: ” Se Jeremy Corbyn for líder, não será uma derrota como a de 1983 ou de 2015 nas próximas eleições. Isso significará uma enorme derrota, possivelmente a aniquilação. (…) A eleição para a liderança do partido transformou-se em algo muito mais importante do que a escolha do próximo líder. A decisão agora é sobre se o ‘Labour’ continua a ser um partido de Governo”.

Como se vê, para Blair, o caixeiro-viajante de Bush na guerra do Iraque, a questão não é de um partido, neste caso o Partido Trabalhista que ele pôs a “render” em proveito próprio, ter uma proposta política, uma visão do presente e um projeto para o futuro da sociedade, mas sim do grupo dirigente ir ao pote, de ter a possibilidade de continuar a ir ao pote, de ser governo para uns tantos se governarem.

É, em versão local, exatamente o programa de Passos Coelho e do seu grupo do PAF: fazemos tudo, vendemos tudo, prometemos tudo, não temos princípios, mas deixem-nos continuar com a mão no pote, a ser governo por mais quatro anos. É o grau zero da política, mas também da moral, da ética e, para os seus defensores, o grau zero do carácter.

É sobre esta forma de fazer política, de ter um Blair caseiro, que tratam as próximas eleições.