Os Jogos Olímpicos de Paris 2024 sob o signo do niilismo neoliberal – Parte II: a negação da diferenciação sexual pelo Comité Olímpico InternacionaI

(José Catarino Soares, in A Tertúlia Orwelliana, 22/08/2024) 

    Jogos Olímpicos de Paris 2024. Imagem gerada por IA (inteligência artificial). Concebida por Freepik.

A primeira parte deste artigo, Os Jogos Olímpicos de Paris 2024 sob o signo do niilismo neoliberal (I) [que pode ser lida  aqui, analisou a usurpação do olimpismo pelo Comité Olímpico Internacional (COI) — um processo que se desenvolve há 40 anos.

Em continuação, este artigo analisará outra faceta reveladora do niilismo neoliberal que impregna o modo de actuação do Comité Olímpico Internacional e que impregnou o modo de actuação do Comité de Organização dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 (JOP 2024).

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O Irão já atacou?

(Por José Gabriel, in Facebook, 09/08/2024)


(Voltemos à deprimência da política nacional, e à agenda do (des)governo em funções:

“O atleta da foto, depois de transformar o caos nas maternidades em rali rodoviário, foi a Paris em busca de medalhas para desviar as atenções do fracasso do Governo. Não é o ouro olímpico que esconde o desastre em que o seu cúmplice Marcelo lançou o País.” (Carlos Esperança, in X, 12/08/2024).

Estátua de Sal, 12/08/2024)


O Irão já atacou?

(A direção da CP assiste, perplexa, à intervenção intempestiva do governo no plano – já em curso e fase de concretização – da alta velocidade. Segundo o governo, é preciso cortar no material circulante já previsto para dar oportunidade ao mercado – nomeadamente ao grupo Barraqueiro – à iniciativa privada, sendo que o plano da CP em curso tinha uma forte componente pública. A manobra move muitos milhões)

O Irão já atacou?

(O Tribunal deu razão ao demitido director do INEM na questão dos helicópteros. O acórdão sobre o assunto é uma brutal bofetada política e ética no governo e na ministra da Saúde em particular)

O Irão já atacou?

(Começaram a retórica e ameaças do governo contra aquilo a que chamavam, em tempos, “peste grisalha”. O problema do país são os velhos. Portanto, toca a dar prebendas fiscais aos jovens – a malta do futebol vai gostar dessa coisa do IRS jovem, perante a redução de milhões nos seus impostos –, às grandes empresas, e pôr os mais velhos a pagar até que se desfaçam em fumo.)

O Irão já atacou?

(O governo faz promessas, anuncia medidas que não realiza, desfaz-se em retórica vã, pratica a demagogia impenitentemente, mal escondendo os interesses que serve)

O Irão já atacou?

(A ministra da Saúde faz um discurso repulsivo sobre o alegado caos no SNS, preparando-se, ela sim, para promover esse caos, preparando medidas servis ao sector privado – por um anunciado excesso de convenção -, caminho que, mesmo os países mais ricos da Europa tiveram de abandonar por ser impossível de pagar. Uma via suicidária. E quem vier atrás que feche a porta.)

O Irão já atacou?

(O presidente da República tudo faz para encobrir os disparates e patifarias dos seus meninos, descobrindo soluções que nunca lhe ocorreram no caso de outros governos. É o vale tudo – incluindo batota.)

O Irão já atacou? Não. Mas a direita portuguesa, rasca e medíocre, sim. O resultado vai ser brutal e amargo. Mas a verdade é que tiveram quem neles votasse.

O Irão já atacou? Não, mas enquanto ataca e não ataca, os tolos vão sendo entretidos. E não se metem no que lhes diz respeito.


Os atletas são os soldados de um regimento…

(Carlos Matos Gomes, in Facebook, 09/08/2024)


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Recolhido em casa das animosidades do clima porque o corpo já tem inimigos com que se entreter, entretenho-me a ver o grande circo de Verão – que este ano calhou ser o das Olimpíadas.

Tenho-me lembrado do meu neto na primeira vez que o levei ao circo, a perguntar.me o que faziam os palhaços quando não estavam na pista a realizar habilidades para ele se rir. Também me pergunto o que fazem estas pessoas, os atletas – do grego athletes, com origem no termo aethos, que significa esforço, sendo o atleta aquele que compete com esforço por um prêmio, quando não estão em atuação.

Treinam, claro. E além do treino, porque se esforçam os atletas e porque tem de ser premiado o seu esforço? Eu entendo o negócio que utiliza os atletas e de que os atletas se aproveitam, fazendo-se pagar pelo seu esforço. Mas o que leva centenas de milhares de pessoas, os mais altos dirigentes das nações, os maiores cientistas, as melhores capacidades tecnológicas a dedicarem o melhor das suas capacidades para fazer uma pirueta, um remate com a mão ou o pé numa bola e para a transmitir a todo o mundo em câmara lenta, ou em pormenor e a receberem a bandeira do seu país, ou daquele que lhe paga e os aplausos do hierarca que vem das lonjuras da pátria a Paris para saudar o seu atleta?

Ontem, ao assistir à prova de mergulho com trampolim, confesso que esperei que um dos ditos atletas se atirasse de chapão para a água. Inimaginável, porque aquilo é um assunto sério! Os jovens estavam seriíssimos como robôs. Todos têm de ser muito bem comportados, domesticados. Apenas um cavalo teve a ousadia de cagar a meio da prova! Vivam os animais. Livres!

Os atletas são os soldados de um regimento que marcha disciplinadamente para um pódio. No intervalo, treinam, ordem unida.

Também soube que uma atleta foi expulsa dos jogos porque saiu da aldeia e foi ver a Disneylandia – justo castigo, não se pode sair de um jardim zoológico para ir à concorrência.

Aguardo com expetativa a cerimónia de encerramento dos Jogos. Imagino que seja com o esvaziamento do Sena e a venda da água em garrafinhas com a forma da Torre Eiffel.