(Alfredo Barroso, in Facebook, 28/07/2025, revisão da Estátua)

As marteladas na cabeça doem muito mas depois a sensação de alívio é tão boa que a vítima até pede mais marteladas…
É o que o autor conclui da lamentável satisfação e miserável atuação da Presidente da Comissão Europeia, a Ursula von der Leyen, face ao ogre norte-americano que lhe impôs um «rastejar até mim!»
Em relação ao aço e ao alumínio a Europa continua a ter de pagar 50%, a martelada, perdão, a taxa aduaneira imposta pelos U.S.A. (os Unidos Estados da América); mas é grande o alívio de só ter de pagar uma taxa aduaneira de 15% em relação a quase tudo o que resta, com algumas finíssimas exceções (aeronáutica, medicamentos e, creio eu, bebidas espirituosas).
E é assim grande o alívio porque, como acentuou a Ursula von der Leyen, cheia de uma alegria assaz patética a roçar o servilismo tipo «rastejar até Trump», a previsibilidade das marteladas é porreiríssima para quem leva com elas no toutiço, ou seja: os agentes económicos europeus (os “tugas” incluídos) já ficam a saber da intensidade exata das marteladas, sendo bem verdade que “tristezas não pagam dívidas” (que vão ser altas)…
Por muito que se desaconselhe achar graça às piadas do magiar Viktor Orban, o certo é que o gajo tem razão ao dizer: «Isto não é um acordo… Donald Trump comeu [‘honi soit qui mal y pense‘] a Von Der Leyen ao pequeno almoço»… De facto, o que a União Europeia obteve, à mesa das negociações (se é que foram mesmo negociações!) é bem pior do que obteve o United Kingdom (Unido Reino). Mas o pateta do novo “führer” alemão, Friederich Merz, também está contentinho (como a Ursula alemã) ao sentir-se aliviado por ter de pagar uma taxa de 15% em vez de 27,5%.
O que é uma coisa assim, como eu estar radiante por só levar dois murros na tromba, em vez de quatro murros na tromba. Venham de lá eles…
Para além da taxa de 15% de direitos aduaneiros sobre as importações de produtos europeus, a União Europeia compromete-se a adquirir nada menos do que 750 mil milhões de dólares em energia – em substituição do gás russo, muito mais barato – e a fazer investimentos suplementares nos EUA no montante de 600 mil milhões de dólares.
Isto, claro, tendo como pano de fundo o «rearmamento da Europa» – para impedir os russos e Putin de chegarem à Costa da Caparica (sem esquecer os Casinos de Espinho e do Estoril), ficando toda a Europa submergida em canhões, caças, tanques, submarinos, “Patriots” e bombas ‘do caraças’ (e não propriamente bombas de Carnaval mal cheirosas) …
Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.


