Para o pão? Nada! Para a guerra? Tudo!

(Carlos Esperança, in Facebook, 08/03/2025)


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Na sexta-feira, 07-03-2025, reuniu em Bruxelas a cimeira da paz para prosseguir a guerra na Ucrânia, agora sem Trump, que prefere a Rússia para enfrentar a China, o único rival à escala global. Pode enganar-se, mas a UE corre para a morte por não saber escolher os amigos.

Trump é mau, mas não é idiota, e os dirigentes da UE, incapazes de se unirem, reúnem-se em retiros espirituais, com proclamações vazias, em estado de negação da derrota da Ucrânia.

E insistem em aceitar o messianismo de Macron e do RU, sem distinguirem a Nato da UE ou definirem a geometria da sua Europa. Aceitaram a guerra que os EUA desejavam para debilitar a Rússia e viram o Reino Unido sair da UE enquanto os EUA conseguiram os seus dois objetivos, debilitar a Rússia e dividir a UE.

Os atuais dirigentes da UE apostam em sacrificar as gerações futuras com empréstimos que vão somar-se a outros e trocam as pensões e os apoios sociais pelo rearmamento, sem definirem quem são os inimigos e sem perguntarem aos eleitores se estão de acordo.

Enquanto excluem as vozes incómodas e fazem juras de apoio a Zelensky, sem garantias de que o herói que saiu da reunião na Sala Oval pela porta grande e já prometeu voltar pela pequena, possa sobreviver na Ucrânia após a derrota pela Rússia e o sacrifício de centenas de milhares de soldados cuja coragem não merecia a derrota.

Ontem, em Bruxelas, até Montenegro prometia enviar soldados para a Ucrânia sem ter perguntado ao país se está de acordo ou a Marcelo, a quem despreza, se na qualidade de Comandante Supremo das Forças Armadas autoriza. Esquece que Sampaio desfeiteou o belicista Barroso, talvez por saber que, tal como no Iraque, o atual PR, será cúmplice.

Já que Montenegro prefere eleições a esclarecer avenças, sem pensar que, como Manuel Pinho, pode transformar o problema político em caso de polícia, é altura de discutir nas eleições o que pensa cada partido sobre os empréstimos para a compra de armas.

Agora que o cronograma do plano eleitoral foi apanhado nas mãos de um imprevidente ministro, já publicado sob o nome de Plano da Pólvora, é altura de Montenegro mostrar que as ligações aos parceiros de golfe não estão na base das avenças que transmitiu aos filhos e na ausência de reuniões de Estado.

Ao país cabe dizer se pretende a continuação de um governo cavaquista com sotaque do Norte, mas ao Primeiro-ministro cabe evitar arrastar a democracia para o pântano com as suspeitas que se recusa a esclarecer para se salvar.

A UE não pode ser mero espetador de um mundo onde Trump, Putin e Xi Jinping são os decisores e Portugal não pode conformar-se com a dupla, ora desavinda, de Montenegro e Marcelo, coveiros da democracia e ladrões do futuro dos portugueses.

Começo a pensar que na UE, António Costa, Ursula von der Leyen e Kaja Kallas são erros de casting, e em Portugal Nuno Melo e Gonçalo da Câmara Pereira são a tenebrosa herança que Marcelo impôs ao País.

Por ora, apenas sabemos que o PM entrou no governo com a SPINUMVIVA nas mãos e acabará por sair, SPINUMMORTO, nas mãos dos filhos sem as propriedades que os pais lhe deixaram.

Esperamos que não nos legue uma avença ao BEI – Banco Europeu de Investimentos por um empréstimo ocultado aos portugueses e que, com as suas avenças e recuos, não transforme uma crise do PSD numa crise do regime.

8 pensamentos sobre “Para o pão? Nada! Para a guerra? Tudo!

  1. Agora parece que e o Captogan, a mesma que dava coragem aos freedom fighters do Estado Islâmico para cometerem ataques terroristas e atrocidades como crucificar gente.
    No caso ucraniano, para dar coragem a outros ucranianos, e até aos desgraçados da África e Médio Oriente arregimentados com a promessa de cidadania nos States ou Inglaterra na gloriosa ofensiva do Verão de 2023, para se lançarem contra os campos minados russos também estavam os bandos nazis que alvejavam quem tentasse voltar para trás ou se rendesse.
    Isto de coragem tem que se lhe diga.
    Mas coragem teve de certeza o velho do Donbass que respondeu ao soldado ucra que o mandou para a Rússia, “e os impostos que paguei uma vida inteira na Ucrânia vão comigo?”.
    Teve sorte que o ucra estava bem disposto ou num resquício de humanidade pensou que o homem tinha idade para ser avô dele.
    Essa coragem sim não merece ser derrotada.
    Agora a coragem nazi, seja o que for que a crie, as drogas ou o fanatismo que existia nas crianças da Juventude Hitleriana, deve ser derrotada, a bem de todos nós.

  2. Os nazis deviam muita da sua coragem e proezas físicas, cuja Blitzkrieg foi um expoente, a doses de Pervitin, uma metra-anfetamina que os fazia imunes ao cansaço e à ansiedade, à fraqueza física e à desmoralização.
    Não sei muitos desses “freedom fighters” na Ucrânia também não usam qualquer droga desse género para os manter sempre a “bombar” no limite. Quando no Azovstal, já cercados pelos russos em Mariupol, se fotografaram e filmaram, muitos pareciam já degradados pelo esforço e o cansaço da guerra. Queriam mostrar-se como os últimos resistentes em Mariupol, mas o que é facto é que com eles estavam muitos civis, que foram utilizados como escudos humanos pelos “freedom fighter”, uma prática muito comum entre eles.
    Para mim, nada bate a coragem dos civis que apenas querem viver em paz, são normalmente as maiores vítimas das guerras. Nada comparado como que se passa em Gaza, onde mulheres, crianças, idosos, doentes morreram às dezenas de milhar, e continuarão a morrer com os bloqueios de alimentos e remédios por parte de Israel.
    Obviamente que tem de haver alguma coragem para pegar em armas e ir para a frente de combate, mas mais coragem é continuar a viver lá sob bombardeamentos sucessivos, como aconteceu às populações no Donbass bem antes de Fevereiro de 2022. Mas esses parece que não existem, em muitas das “narrativas selectas” nos orgãos de comunicação ocidentais.
    Entre a coragem e a loucura, a insanidade, há uma ténue fronteira, por vezes subjectiva. Não misturo “mocas” de anfetaminas com coragem, mas não vou dizer que todos os “freedom fighters” o fazem, ou a maioria deles. Alguns sim. No tempo do Terceiro Reich, era uma prática disseminada e comum.

  3. Um homem foi preso depois de escalar a Torre do Big Ben com uma bandeira da Palestina. Esteve lá durante 15 horas. Essa sim e uma coragem que não merece ser derrotada.

  4. Quanto aos eleitores europeus podem esta cambada de psicopatas estar descansados.
    A propaganda foi eficaz e muito poucos são os que não acham que a Rússia invadira a Europa para roubar Bolas de Berlim na Alemanha e pasta de fígado de pato na França.
    Até o Macron tem subido nas sondagens desde que do alto da sua pequenez lança bravatas contra a Rússia.
    Por isso e aguentar enquanto o nosso dinheiro e gasto num rearmamento sem sentido porque nunca a Rússia aceitara ter um novo Ieltsin ou ter esta cambada de psicopatas a mandar lá alguma coisa.
    Vão preferir a morte a tal sorte e se tentarmos lançar a nossa “armada invencível” isto vai tudo raso.
    Mas a malta prefere acreditar no discurso delirante da Polónia de que a Europa pode ser militarmente superior a Rússia, lutar contra ela e vencer sem sofrer grandes danos.
    E depois tudo será leite e mel com a exploracao dos recursos daqueles barbaros que não merecem ter tanto quando nos temos tão pouco.
    Estamos lixados com f muito grande.

  5. Se a coragem em combate não merecesse a derrota também a Alemanha nazi poderia e deveria ter ganho a guerra.
    Os exemplos de coragem desesperada dos combatentes alemães são muitos e até crianças arregimentadas para o combate destruíram tanques russos com bazucas montadas em quadros de bicicletas.
    Sim, era em bicicleta que os bandalhos mandavam miúdos de 12 anos frente aos tanques russos. Calculasse que um terço tenha morrido.
    A coragem dos combatentes, muitas vezes instilada pelo ódio ao outro, o fanatismo e o racismo não torna a sua causa justa e merecedora da vitória.
    Se a Alemanha nazi tivesse vencido a guerra a população do Leste teria hoje sido totalmente exterminada e o Sul Europeu viveria uma miséria que faria a miséria que nos foi imposta pelos anos da troika parecer uma brincadeira de crianças.
    Provavelmente teriamos eutanásia declarada contra doentes, deficientes e se calhar até contra todos os que atingissem a idade da reforma.
    Também a Ucrânia merece ser derrotada porque se esta gente psicopata que nos governa deixar de ter medo de alguma coisa como tem da Rússia também tudo o que sofremos com as restrições do COVID, algumas simplesmente estúpidas como não poder ir dar banho no mar em pleno Inverno, e as vacinas, parecer uma brincadeira de crianças.
    E nem teremos para onde fugir.
    Há muitas verdades neste artigo mas fica aqui o reparo.
    Não e a coragem palestiniana que torna a sua causa justa mas o facto de viverem sob uma ocupação de crueldade extrema, sujeitos a expulsões, tortura, morte e, neste preciso momento, mais um cerco de fome sobre Gaza.
    Que ocorre enquanto estes bandalhos decidem gastar mais em armas e continuar a financiar a loucura nazista ucraniana a que chamamos coragem.
    A “coragem” ucraniana que faz soldados amputados voltar ao combate merece ser derrotada, a bem de todos nós.

  6. As pessoas não deixavam de se embasbacar com os lapsos momentâneos de Joe Biden, mas nós portugueses também temos que lidar com os longos hiatos cognitivos/comunicativos de Marcelo Rebelo de Sousa, intercalando as suas torrentes opinativos sobre ministros e secretários de Estado que não os do seu partido ou a ele coligados, sinopses de livros lidos às dúzias no espaço de uma semana, ou receitas e cozinhados de confrarias exóticas, que usam aventais e fardas quase tão arrumados e simbólicos como os da turma do periscópio, da qual ele é o chefe supremo. Até Trump parece nutrir por ambos o mesmo tipo de afecto, ténue mas rimbombante, como que pretendendo acordá-los para a realidade de um longo sono de hibernação…
    Quiçá um dia acabará o seu mandato a passar indultos presidenciais ao filho e aos afilhados, como o outro, mas entretanto ainda vai ter de acudir a muitas tragédias internas, esperemos que não tão mortíferas como as crises no INEM/Ministério da Saúde ou os sucessivos tiroteios que tornam mais empolgante a experiência americana.

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