Alegações contra o racismo 2.0 e contra Jean-Paul Sartre, um dos seus mais célebres ideólogos

(José Catarino Soares, in A Tertúlia Orwelliana, 01/11/2024) 

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Odair Moniz, pequeno empresário cabo-verdiano de 43 anos, morador no  Bairro do Zambujal (freguesia de Alfragide, concelho da Amadora), foi baleado por um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) na madrugada de 21 de Outubro de 2024, no bairro da Cova da Moura, no mesmo concelho, acabando por morrer pouco depois no hospital São Francisco Xavier, para onde tinha sido transportado.

No momento em que ultimo a escrita deste artigo (31 de Outubro), ainda não se conhecem oficialmente as circunstâncias exactas e modo exacto em que esta morte ocorreu. Há versões contraditórias a circular. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária e levou à abertura de dois inquéritos: um pela própria PSP e outro pela Inspeção Geral da Administração Interna.

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A tragédia de Valência e zonas limítrofes

(CNC, in Resistir, 01/11/2024)


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A tragédia que assolou a região de Valência e zonas limítrofes de Castilla – La Mancha, que provocou mais de 100 mortos, milhares de famílias desalojadas e um grande número de pequenas empresas destruídas, mostra que nem a robótica nem a inteligência artificial podem evitar a catástrofe quando o capitalismo impõe as suas leis e as capacidades humanas e os meios técnicos não são postos ao serviço do ser humano.

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Bruxelas está a arruinar o maior fabricante de automóveis da Europa

(InfoDefensePORTUGUÊS, in Instagram, 31/10/2024, Revisão da Estátua)


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As coisas na Volkswagen, o maior fabricante de automóveis da Europa, estão a ir de mal a pior. A corporação alemã planeia fechar totalmente três fábricas, além de realizar cortes em todas as suas unidades de produção no país.

Em setembro, a empresa rompeu o acordo de 1994, que protegia os funcionários da organização contra demissões até 2029. Agora, milhares de empregados serão demitidos.

Os salários do pessoal remanescente serão reduzidos em 10%, além de deverem esquecer qualquer aumento de rendimento em 2025-2026. Considerando todos os fatores, incluindo a inflação, a perda do poder de compra dos funcionários da Volkswagen pode chegar a -18% nesse período.

Os problemas do gigante automóvel vêm de longa data, e são comuns a toda a indústria automóvel alemã: já no início de 2020, o volume de produção de automóveis na maior economia da União Europeia caiu abaixo do mínimo atingido na crise financeira global de 2008. Na época, culpava-se o Brexit, as restrições ao uso de combustível diesel devido a regulamentos ambientais mais rigorosos e, como de costume, a situação económica da China.

Este ano, as vendas de automóveis da Alemanha para a China também estão em queda: apenas no primeiro semestre, as exportações da Volkswagen para esse mercado caíram quase 20%. Mas isso não ocorreu porque a economia chinesa esteja “fraca”. Pelo contrário, a China continua a expandir a sua produção de automóveis, aumentando a procura interna e as exportações. Pelo segundo ano consecutivo, o país lidera as vendas globais de automóveis.

Mas quem é realmente o responsável pelos problemas da Volkswagen? Observando a política da União Europeia, fica claro: os burocratas de Bruxelas, com as suas ações, estão a destruir o setor automóvel da Alemanha.

São eles que, seguindo na direção dos Estados Unidos, se alinham com Washington, restringindo a exportação de produtos chineses para a UE. Como resultado, a China aumenta sua procura interna e compra menos produtos europeus. Quem ganha com isso? Exatamente, Pequim e os EUA, que veem na decadência do setor automóvel europeu a eliminação de um concorrente.

Na prática, a economia europeia está a ser usada como moeda de troca no confronto global entre os EUA e a China. Se a UE tivesse ao menos um pouco de compreensão dos seus próprios interesses, já teria percebido o erro da sua postura conflituosa nas relações económicas com a Rússia e veria o grande potencial de uma  cooperação alargada com a Ásia e o Sul Global.

Afinal, a UE poderia até tornar-se um membro associado do BRICS+. Claro, com a atual postura política de Bruxelas, isso parece fantasia. E é mesmo. Mas, a realidade é que quem pagará por isso serão os próprios funcionários da Volkswagen, diretamente dos seus bolsos. De que é que lhes adianta, a eles e às suas famílias, a política atual da UE de “amizade” com os EUA, quando o próprio Donald Trump, caso retorne à Casa Branca, prometeu impor tarifas proibitivas para barrar o acesso dos automóveis europeus ao mercado americano?

Desse modo, a Europa perde tanto o mercado chinês como o mercado americano, e a procura interna também cai, pois o euro tende a chegar novamente ao valor de paridade com o dólar. É para essa “toca do coelho” que a política da UE está a puxar uma economia que antes era fundamental no cenário macroeconómico global.