O VÍRUS TSU – CENA I

(Por Estátua de Sal, 15/01/2017)

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Barítono Coelho recostou-se no cadeirão e olhou o lustre de pingentes cintilantes que no teto luzia sobre a sua cabeça. Um sorriso ténue iluminava-lhe a face. Tinha acabado de ler os jornais do dia. Em papel, lia sempre em papel, porque achava que as notícias do digital eram sempre menos verdadeiras. As notícias eram cada vez piores. Nem diabo, nem Reis Magos, nem tufões, nem terramotos, nada aparecia que fizesse descarrilar a porcaria da geringonça. A única leve e boa notícia, desde há muitos meses, que tinha acabado de ler era a que dizia que, pela primeira vez desde o dia da usurpação, Abrenúncio Costa perdia popularidade. Era essa a razão do seu sorriso breve. E nessa postura continuou, durante minutos largos, procurando encontrar uma ideia, um plano, uma estratégia vencedora, até que a porta se abriu e lhe interrompeu os devaneios. Era Marcus Antonius que se acercou dele em passo firme e foi dizendo:

– Barítono, deixa-te de tristezas e desânimos. Já tenho o homem que nos vai salvar.

– Como assim? – Retorquiu Barítono.

– É o Manel do Pistão, o melhor mecânico de Lisboa, sabe tudo de carros, mesmo dos elétricos, os mais recentes, respondeu Marcus. E continuou: – O nosso projeto não é fazer empancar a geringonça? Claro que é. Ora quem sabe tudo de carros e motores para os reparar, também deve saber a maneira mais eficaz de os avariar de vez. Ele já cá está. Posso mandá-lo entrar?

Barítono estava estupefacto mas não pôde deixar de concluir que a ideia tinha toda a lógica. Quem sabe para o bem também sabe para o mal. E por isso respondeu:

– Ok Marcus, que venha o homem. Vamos lá a ver do que é ele capaz.

Marcus rodou sobre os tacões de dez centímetros que não dispensava, abriu a porta e falou para o corredor: – Ó engenheiro Manuel, faça o favor de entrar.

Barítono estava cada vez mais confuso. Estava á espera que lhe aparecesse um tipo franzino, de fato de macaco com nódoas de óleo e mãos calejadas. Nada disso. Apareceu-lhe um tipo de porte atlético, idade indefinida, de fato e gravata, com uma mala em pele a tiracolo onde se adivinhava um provável computador portátil. O homem aproximou-se, de mão estendida e foi dizendo:

– Ó senhor primeiro-ministro, vai ver que o vou safar da embrulhada, Manel do Pistão às suas ordens, como passa V. Exa.?

Barítono apertou-lhe a mão, mediu-o suspeitosamente de alto a baixo e retorquiu: – Caro senhor, parece que começamos mal. Você entra aqui e começa logo com ironias?! Como sabe já não sou primeiro-ministro. Os meus detratores dizem que sou primeiro-ministro no exílio. Espero que você não pertença a essa corja porque, se o é, pode sair imediatamente. O homem empertigou-se todo e respondeu:

– Como pode ter pensado isso de mim, senhor primeiro-ministro?! Sim, porque eu esclareço-o. Para mim, desde o defunto Dr. Salazar que Deus tenha em paz, não teve este país nenhum primeiro-ministro tão bom como V. Exa, e apesar do desvio geringoncista, o primeiro-ministro legítimo de Portugal continua a ser V. Exa.

Marcus, que se tinha aproximado da secretária, depois de ter fechado a porta do gabinete com suavidade, foi dizendo: – Barítono, achas que eu te ia trazer alguém que, mesmo sendo competente, não fosse de confiança?

– As minhas desculpas aos dois. Já vi que o engenheiro Manuel é competentíssimo, pelo que, abreviando razões, vamos ao que interessa. Consta que é o melhor perito em mecânica de Lisboa. Repara tudo o que mexe e circula por aí. Nós não queremos reparar nada, antes pelo contrário. Mas quem sabe fazer também sabe desfazer. O motivo do nosso encontro é muito simples e resume-se numa frase, como empancar a geringonça? Responda-me com a sua competência técnica e não com elogios á minha pessoa, caro amigo, foi dizendo Barítono.

O homem sorriu. Já estava sentado na cadeira em frente à secretária que Marcus, entretanto, lhe tinha indicado. Parecia um aluno num exame defronte a um professor cético, pronto a recensear-lhe os conhecimentos de fio a pavio, mas respondeu:

– Senhor primeiro-ministro. Conheço todos os carros que por aí circulam. Os motores, as suspensões, travões, por dentro e por fora. Tenho os manuais e os documentos mais secretos todos aqui (e apontou para o portátil que entretanto pousara nos joelhos), mas tenho a dizer-lhe que, no caso da geringonça, a coisa não vai ser nada fácil porque é um protótipo que mantém secreta toda a tecnicidade do motor, das rodas e de tudo o mais. Aquilo, no início, parecia-me ser muito primitivo e resultado de uma tecnologia obsoleta. Mas, perante o desempenho que está a ter mudei de ideias. Parece-me ser mais o resultado de uma técnica nova e obscura ainda não publicada. Daí a dificuldade do empreendimento.

Barítono assumiu um ar desconsolado mas de seguida, meio irrascível, disparou:

– Quer dizer que não há solução? Que, afinal, a sua competência é pura balela?! Bem me pareceu. Se nem o diabo conseguiu dar cabo daquilo, como é que você iria conseguir? E virando-se para Marcus Antonius: – Tu és um crédulo, tanta mezinha que já me receitaste e todas deram em nada, o Abrenúncio soma e segue, e ainda nos goza.

Manel do Pistão, engoliu em seco, levantou o queixo e replicou lesto:

– Bem, nem tudo está perdido, nada de desânimos. Há uma pequena hipótese. Como disse aquilo é tecnologia nova e secreta. Ora, assim sendo, tem software em quantidade. E para esse software ser atacado só se for com um vírus também dos mais recentes e secretos. Tenho aqui um. Não devem ter ouvido falar dele, tão moderno que é. É o vírus TSU, uma novidade de grande efeito letal.

– Barítono e Marcus entreolharam-se com cara de ponto de interrogação. Barítono pareceu interessado e, num afã instou de imediato:

– Ó homem, explique lá isso. Como funciona essa maravilha?

– É simples. A geringonça tem tentado circular pelo meio da estrada, mas tem, de vez em quando, grande tendência para o ziguezague para a esquerda. Ao volante vai o Dr. Abrenúncio Costa que controla as rodas direitas e equilibra a máquina. O que este vírus faz é permitir, a quem o possuir e ativar, entrar no software da máquina e dar força às rodas esquerdas do Dr. Irónico de Sousa e da Dra. Traquina Martins. E aí o Abrenúncio perde o leme, a máquina despista-se e é o fim.

Barítono estava de boca aberta. Era um plano maquiavélico. Sim, o homem tinha razão, para destruir a geringonça, só entrando lá dentro e fazendo-se passar por geringoncista! Afinal o homem era mesmo brilhante. Virou-se para Marcus Antonius que também estava meio abanado: – Marcus, o que achas? Eu cá por mim avança-se já. Marcus replicou logo:

– Claro que se avança, desde que o nosso amigo nos garanta que o Abrenúncio não tem antivírus à altura, que a geringonça se estampa mesmo, e nos esclareça como podemos inocular o bicharoco. E tu não me digas que só te trago mezinhas fracas. Que tem a dizer, Manel do Pistão?

– Sobre o antivírus posso garantir. O vírus TSU é inovador e o último grito da guerra cibernética. Que a geringonça se estampa é mais que certo. O Dr. Abrenúncio vai sair do meio da estrada e despistar-se na primeira curva à esquerda. Como o inoculamos é simples. Injetamos os vossos deputados com o vírus e eles passam por geringoncistas de esquerda quando ocorrerem as votações na Assembleia da República. O Irónico de Sousa e a Traquina Martins nem vão dar por nada. Vão achar que a máquina que conta os votos se enganou. Mas também não vão dizer nada. Em política a sério, os fins justificam os meios, ou como dizia um antigo provérbio árabe, o inimigo do meu inimigo meu amigo é.

Barítono estava radiante. Voltou-se para Marcus Antonius e sentenciou:

Marcus, manda comprar um caixote de seringas para inocular os nossos deputados todos e diz ao deputado Sonsonegro que não permito que nenhum, mas nenhum mesmo, escape à picadela. Se fizerem perguntas ele que diga que se trata da vacina contra a gripe.

(Nos próximos dias saem as próximas cenas do folhetim).

 

O “TEDx” MONTEIRO!

(Joaquim Vassalo Abreu, 14/01/2017)

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Eu uma noite destas tive um sonho. “I had a dream”, para ser mais correcto. Não um daqueles tipo Martin Luther King, nada disso, nem muito menos um comparável ao dos Abba, que só queriam “a song to see”. Não, os meus sonhos são mais prosaicos, assim do género o que fazer se me sair o euromilhões, ou assim mais modestamente o totoloto ou o jocker. Ou o milhão, pronto. Mas este foi diferente.

O sonho começava em versos, porque os meus sonhos, às vezes, são em versos! E era assim: Vou-vos contar uma história, uma história de encantar e quando acabar esta história, ninguém vai acreditar…É a história do Novo Banco, cuja venda o iria salvar, e para se vender, o Carlos foi a um TEDx o Monteiro buscar…O sucesso foi tamanho e tanta a valorização, que depois de tanto dinheiro ganho, só restava a nacionalização…É tão edificante esta história, que por isso a vou narrar, mas tenham lá paciência, porque pode demorar…

Vejam lá pois, o que são os meus sonhos. Sonhei que o Sérgio Monteiro tinha ido a um, ou  uma, confesso que não sei bem, “TEDx”, aquela coisa em que vão lá uns tipos explicar em quinze minutos como se vende este mundo e o outro, assim como antigamente nas feiras havia os “vendedores da banha da cobra” que tinham remédio para todos os males, para todas as bichas e até mesmo para as solitárias, e o povo embasbacado ouvia e comprava. Falar mais depressa e repetir sempre a mesma coisa? Impossível! E o Sérgio coiso foi lá explicar “tim tim por tim tim” como é que era essa coisa de ser vendedor e do que fazer para ser o Melhor vendedor!

E tendo em consideração que houve um tipo que num desses TEDx conseguiu falar tanto e tanto, até mostrou uma chave de parafusos e tudo, que foi convidado para ir para uma secção do governo anterior chamada de “emprendorismo”, não achei estranho. Achei estranho foi ele só lá ter estado pouco mais de quinze dias…o chamamento do Sérgio coiso para vendedor oficial do governo, do anterior, pareceu-me normal, tendo em consideração a coisa.

E o tal coiso vendeu que se fartou. Tudo ou quase tudo: desde a TAP à ANA; desde a EDP à REN; dos ENVC ao porto de Sines (nem sei bem se foi ele, mas é igual); desde a Carris ao Metro, e tantas mais que seria fastidioso enumerar, que só faltou uma: O Novo Banco! O Banco BOM!

O Costa (o Carlos) confiava nele e dizia-lhe: Sérginho, nós só temos um patrão. O Passos, o Portas, a Maria Luís? Nada disso: o Draghi! O resto não conta, percebes? Compreendido? Compreendido, chefe! Então devo obedecer ao Costa, não é? É, mas nunca obedecerás ao António. De modo que, tal  foi o seu sucesso na TEDx, correu mesmo o mundo até, que ele foi imposto pelo Draghi ao Carlos que, por seu turno, o impôs ao Coelho.

E depois de tanto e tanto trabalho, desde a ANBANG inicial à APPOLO, que ofereciam a bagatela de dois mil milhões, do GIO GUANGCHANG à FOSSUM, até ao parceiro BNP PARIBAS, se conclui pela paragem da venda. Mas para depois receber o conforto de Passos, que afirmava: O Novo Banco será vendido pelo melhor valor que o Banco de Portugal (o coiso do TEDx, portanto) conseguir. Sem custos para os contribuintes, é essencial frisar.

Mas os tempos foram passando e o meu sonho definhando, até que acordei. E quem me acordou? O José Gomes Ferreira. É que a TV tinha ficado ligada! E ele manda a bomba e ainda me lembro da data, 16/02/2016: “Atenção que isto tem risco de derrocada”. Quem não acordaria?

O novo Governo toma conta do caso BES, o António chama o seu amigo Diogo Lacerda Machado, mas quem continua o vendedor e mais tarde com contrato renovado? O coiso, o Monteiro!

E em 22/02 do mesmo ano da graça de 2016 já se começava a falar em nacionalizar e, no dia seguinte, outro “oraculista” o Ricardo Costa, anuncia que a Banca foi o grande falhanço do governo (do anterior) e da Troika! E eu pensei, agora em modo Grego: Hellas!

E o Carlos, enquanto sorridente, ele está sempre sorridente (como não estar se ganha mais que o presidente do FED?), diz que “é preciso um consenso nacional sobre a sustentabilidade da dívida…” e coisas assim, mantinha o coiso, o TEDx. Vinte e cinco mil aéreos por mês!

Entretanto novo governo tivemos, fomos até campeões, abalou o “Camarão” com o seu Brexit, entrou para o seu lugar a May que era filha do vigário, o Dylan foi Nobel, realizou-se o SUMMIT e o caraças, só sucessos, e o Banco Bom por vender…E o Sérgio, o coiso, a receber…

Até que à conclusão se chegou que, para vender, tinha que se pagar. Quem? Deveria ser o Passos, que sempre disse que ia ser de “borla”! Também à de que todas as soluções eram, afinal, más. Que quanto mais demorar, menos dinheiro vai dar e mais o coiso vai ganhar. E o Carlos a contemplar…

Conclusão final: já ninguém quer um Banco Bom, que fará um Mau ou assim assim… Ninguém? Há sim senhor! Foi a última coisa de que me lembro no meu sonho: O Ricardo Salgado!

Estão admirados com o que sonhei? Eu não! Eu estudei Freud, caramba! Ora sigam o raciocínio, o do meu sonho, e vamos lá puxar pela memória: Quanto é que pedia o Salgado de garantias do estado para salvar o Bes, lembram-se? Mil milhões! Se vendermos à “Estrela Solitária” temos que pagar dois virgula cinco mil milhões e, coisa não despicienda, todos aqueles devedores, aqueles todos que o Salgado bem conhece, vão acabar a rirem-se e saírem limpos, limpinhos da coisa. Já repararam?

O Ricciardi veio dizer que, não sendo possível vender à HAITONG, se deve nacionalizar. Ora eu que já há muitos anos perdi a virgindade, vejo aqui unicamente um acinte ao primo e mais nada. Nacionalizar temporariamente para depois pagarmos na mesma? Não, antes ao Salgado, que conhece a casa e vai aparecer regenerado. Está preso? Não! Foi condenado? Não! Recebe a sua choruda reforma? Recebe, mas deixará de receber. É só poupanças!

Mas Ricardo soa mal? Muda-se o nome para Godofredo! Ou melhor: para Ribeiro. Ribeiro Salgado! Assim é que está bem, Salgado! Volta Salgado! É que isto de ver uns certos e determinados tipos da direita, e cada vez mais, serem pela nacionalização…cheira-me a esturro. Até o PML no Eixo do Mal disse hoje que aquilo da “Resolução” foi o maior crime, disse ele repito, feito pela Troika e seus parceiros…

Mas olhe Sr. Dr. Engº Comendador e não sei que mais Salgado, isto tudo tem uma condição, aliás duas: Tem que mudar de contabilista e o seu filho tem que se divorciar da filha do Tavares. Aquela coisa do conflito de interesses, está a ver?

Agora para terminar, para finalmente terminar dirão muitos, e todos aqueles que falam de “pós verdade”, de “desfragmentação” e coisas assim esquisitas, sabem qual é a conclusão do meu sonho? É uma pergunta:

Quem é que, finalmente, pode dar um pontapé no traseiro do Carlos, mais no do TEDx Monteiro? O Salgado!

Quem diria, não é? Mas foi só um sonho, coisa inverosímil e, sejamos realistas, nem perante aquele parecer do Calvão, o da misericórdia e do bem fazer, o Draghi aceitaria….

Só me resta dizer Amen! Quer dizer: estou por tudo, em Português!


Fonte aqui

Passos Coelho endoiodou e boicota a concertação social

(In Blog O Jumento, 14/01/2017)

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Nota Prévia. Não acho que a Concertação Social tenha qualquer importância em Portugal nem que o Governo tenha necessidade de obter um consenso qualquer para subir o salário mínimo. E também não concordo com o facto de tal aumento ser patrocinado pelos cofres públicos. Para haver concertação a sério teríamos que ter patrões que soubessem fazer contas e infelizmente, os que temos, na maioria dos casos, ainda são do tempo do lápis atrás da orelha como os merceeiros do antigamente, sendo menos qualificados que muitos dos trabalhadores que empregam. A concertação, uma ideia da direita para travar as reivindicações dos trabalhadores é assim liquidada pela própria direita. Outros valores mais altos se levantam. O objetivo é claro: pretende-se liquidar a Geringonça, criando atritos e dificuldades ao Governo. Depois logo se vê. Se Passos fosse primeiro-ministro não era preciso concertação social para nada a não ser para “assinar de cruz” todas as suas tropelias contra os trabalhadores. (Estátua de Sal, 14/01/2017)


Sempre que Cavaco e Passos sentiam necessidade de pressionar os partidos da oposição utilizaram a concertação social e os parceiros sociais, uma forma simpática de designar patrões, que foram usados como tropa de choque contra o PS. Na hora de designar António Costa para primeiro-ministro um Cavaco Silva em desespero jogou a sua última cartada das seis condições, uma delas era a de que o governo respeitaria o “papel do Conselho Permanente de Concertação Social, dada a relevância do seu contributo para a coesão social e o desenvolvimento do país”.

Quando o PS apresentou o OE para 2017 Passos Coelho começou por dizer que o ia ignorar, como tinha feito em relação ao OE de 2016, mas acabou por mudar de posição, tirando uma carta da manga, ia ouvir os parceiros sociais e apresentaria as suas propostas como propostas orçamentais do PSD. Acabou por reunir as cortes em Albergaria-a-Velha, onde apresentou uma espécie de OE do seu governo no exílio.

Passos afirmava-se como o paladino dos parceiros sociais e da concertação social, opondo a legitimação daqueles à da maioria dos deputados.Para os teóricos da direita a concertação social é a alternativa e negação da luta de classes, daí que para personalidades da direita como Cavaco o respeito pela concertação social, colocando-a cima do parlamento é um alicerce ideológico.

Todas as organizações que assinaram o acordo de concertação têm o envolvimento político-partidário do PSD, os sindicatos são os da UGT e quanto às associações patronais todos sabemos o que a casa gasta. A concertação é a trave mestra do PSD e Passos Coelho decidiu derrubá-la.

O PSD parece ter muitas saudades de umas boas greves, os mais altos dirigentes do PSD não escondem essa sua perversão ideológica e não se cansam de desafiar a CGTP e o Mário Nogueira para uma lutazinha das antigas.

Passos Coelho é um político imaturo que nunca deixou de o ser e que nunca conseguiu ver a diferença entre uma associação de estudantes do preparatório e um país, daí a sua decisão de boicotar o país, não hesitando para isso em destruir a concertação social.

Passos perdeu a lucidez política, conselheiros como o Relvas parece terem-no abandonado, está cada vez mais dependente intelectualmente de um grupo de extremistas que o têm acompanhado. Mas desta vez pode ter ido longe demais na sua imaturidade e arrisca-se a pagar bem cara uma asneira que o vai conduzir ao fim político. Passos acabou de perder toda e qualquer credibilidade política.


Fonte: O JUMENTO: Passos Coelho endoiodou e boicota a concertação social