Tanta verdade junta mereceu publicação – take XVII

(Por Carlos Marques, 12/09/2022)


(Este texto resulta de um comentário a um artigo que publicámos de Ana Sá Lopes ver aqui. Perante tanta verdade junta, resolvi dar-lhe o destaque que, penso, merece.

Estátua de Sal, 12/09/2022)


Um comentário ao artigo foi este:

“Aos socialistas e seus encabrestadores europeus agora o que os move é o cagaço que o que se avizinha lhes faz. O resto são joguinhos de fazer de conta dentro do ps, entre o ps e o ppd e os urros da il e do chega. Está o mundo em movimento, salvo o gás e o petróleo da Rússia em direcção ao manicómio europeu.”

Em resposta este artigo considera um abuso usar o termo “socialista”, como segue abaixo.

Estátua de Sal, 12/09/2022


«Aos socialistas» – é impossível eu não me irritar sempre que vejo/ouço isso em relação aos rosas. A culpa não é de quem o escreve/diz.

Gostava de saber se é possível em Portugal um grupo de cidadãos processar o PS de forma a obrigá-lo a mudar de nome, uma vez que o próprio nome é logo a primeira mentira que esse partido conta a toda a gente. E já agora o mesmo com o PSD.

Ou então uma lei que obrigasse à descrição exata das ideologias ao lado do nome do partido, no boletim de voto, e nos documentos oficiais.

Da Esquerda para a Direita:

PCTP/MRPP – Isto é tudo um putedo! Acabou-se a esperança em 1991.

PCP/PEV – Partido da Constituição Portuguesa de preâmbulo marxista, com leninistas à mistura. à nossa direita é tudo traidor pequeno-burguês. Adeus deputada Apolónia, ficámos sem apêndice no Parlamento…

BE – Socialistas Soberanistas, com Trotskistas à mistura, sem coragem para dizer abertamente que defendem a saída do €uro. Agora as meninas também têm pilinha. À nossa direita é tudo facho.

Livre – Sociais Democratas Europeístas e Ecologistas, que abdicam de tudo a troco de pouco, por isso também não importa muito saber aquilo que dizem defender… O nosso deputado agora não gagueja.

PAN – Animalistas que votam com quem lhes der mais jeito, ora Esquerda, ora PS, ora Direita. É preciso é que se comam alfaces em vez de bifes. Andem todos a pé! A bochechuda também tem estufas, mas as dela são “verdes”.

PS – Sociais-Liberais, aka Neoliberais com algumas preocupações (simbólicas) sobre questões sociais. Fanáticos da igreja do €europeísmo. Não temos sedes partidárias, temos agências de emprego…

RiR – Eu xou analfabeto e bebo munto binho. Acho cu Tino de Rans, xim xenhôre! Deribado que, portantos, coiso. Pôum, pôum, pôum, com quêiju é munto bôum!

PPD/PSD – o mesmo que o PS, mas um pouco mais à Direita e mais Conservadores. Desde que a U€ nos exija austeridade (com os 1% de fora, claro) eles não têm críticas a tecer a Bruxelas. Ai o meu Sá Carneiro. Ai o meu Passos. Ai o meu tacho…

CDS/PP – Rest In Peace, desde que a morte não seja medicamente assistida… Amém. Se forem à feira, não se esqueçam de tirar o blazer e colocar a boina.

IL – o Pinochet de Extrema-Direita na economia, mas a meio de PS e PSD nas questões sociais. Fumar ganza enquanto se “ganha” dinheiro em cripto. Fazemos gráficos para fingir que defendemos o que existe nos países Nórdicos. à nossa esquerda é tudo xuxalistas.

Chega – no tempo do Salazar é que era bom. Sair das colónias foi um crime! Dizemos a demagogia que der mais votos em cada momento. Que é isto? Ciganos?! Vão mas é trabalhar! A nossa esquerda é tudo comunas.

PNR/Ergue-te – isto agora na Ucrânia é que se está bem. Heil Stepan Bandera! Bora lá amarrar um preto ou um esquerdalho a um poste… Afinal já somos um partido do “centro moderado” e nem tínhamos dado conta. Ou foram eles que se chegaram a nós?!

Chama-se a isto um comentário à Augusto Santos Silva sob efeito de esteroides: malhei em todos!

O manicómio Europeu é engraçado, mas olha que o Português não fica nada atrás! Eheheh


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A temível marxista Ursula von der Leyen e o PS dividido como nunca

(Ana Sá Lopes, in Público, 11/09/2022)

César tem razão quando adverte para o “sinal político”. Nos fóruns europeus já se discute como a crise suscitada pela guerra da Ucrânia pode fazer ressurgir os populismos na Europa e a dar uma inesperada meia-vitória a Putin.


O PS raramente se divide em público: houve há uns tempos a questão das touradas e as eleições presidenciais, com alguns a defenderem o apoio a Ana Gomes (Pedro Nuno Santos, Francisco Assis) e outro grupo, maioritário, a defender o apoio a Marcelo Rebelo de Sousa – onde se incluía o actual Presidente da Assembleia da República Augusto Santos Silva.

Mas, habitualmente, a linha da espécie de Comité Central socialista que começa e acaba em António Costa é seguida sem ondas. As excepções costumam ser o deputado Sérgio Sousa Pinto, a antiga candidata presidencial Ana Gomes e o presidente do Conselho Económico e Social Francisco Assis. Era assim no cavaquismo: quando queríamos ouvir qualquer opinião dissonante de Cavaco Silva himself íamos falar com Álvaro Barreto ou Ângelo Correia.

Agora, estamos num novo patamar. A veemência com que o presidente do PS, Carlos César (que nunca foi um farol da esquerda do partido e sempre foi apoiante de Jaime Gama, da ala direita) defendeu a criação da taxa sobre lucros extraordinários que o Governo rejeita mostra que o partido está dividido ao mais alto nível.

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Carlos César já tinha defendido a taxa sobre lucros extraordinários numa publicação no Facebook no meio de Agosto. Agora fê-lo num lugar mais solene: a Academia do PS, que marca a rentrée do partido. No mesmo dia – a última quarta-feira – a outrora ministra da Defesa de Angela Merkel, militante da CDU alemã, do Partido Popular Europeu (a direita europeia) veio defender exactamente o mesmo. “As companhias petrolíferas e de gás também estão a arrecadar lucros maciços, pelo que vamos propor que paguem uma contribuição solidária para ajudar a enfrentar esta crise”, disse Ursula Von der Leyen.

Subitamente, a líder da Comissão Europeia transformou-se numa perigosa marxista para o Governo socialista português que resiste até ao limite a taxar os lucros extraordinários. O ministro das Finanças e o primeiro-ministro não estão impressionados com a presidente da Comissão Europeia nem com o presidente do PS. As palavras de Carlos César esta semana foram duras: “Temos de convocar a responsabilidade social, a contribuição e a ajuda das empresas que têm beneficiado com este processo inflacionário. Não é justo que fora desse contexto possam existir empresas que lucram fabulosamente com a desgraça e a insatisfação dos outros”. César enfatizou “não só a arrecadação correspondente, mas o sinal político” de uma medida destas.

Fernando Medina respondeu, tal como já antes tinha feito António Costa, que já havia taxas a mais. “No sector energético já existe um imposto especial”, disse Medina. O eurodeputado socialista Pedro Marques veio ontem reforçar o apelo à taxa sobre os lucros extraordinários.

O Governo está preocupado com as “contas certas”, um slogan que lhe permitiu a consolidação no poder por oposição àquilo que a direita chamava o “despesismo” de José Sócrates (ignorando que foi a própria Comissão Europeia que consensualizou que o “despesismo”, ou seja, o investimento público, como primeira resposta à crise financeira de 2008 – e depois virou o bico ao prego).

Agora, César tem razão quando adverte para o “sinal político”. Nos fóruns europeus já se discute como a crise suscitada pela guerra da Ucrânia pode fazer ressurgir os populismos na Europa e a dar uma inesperada meia vitória a Putin, mesmo que venha a perder – como os sinais de ontem apontam – a guerra da Ucrânia. O governo da troika PSD/CDS fez a direita perder os votos dos pensionistas e dos funcionários públicos. Agora, começam a ser criadas condições para a situação se inverter.

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O segredo é a T-Shirt

(Carlos Matos Gomes, in Facebook, 28/10/2022)

Elon Musk é o mais rico oligarca do planeta. Anda de T-Shirt a carregar mobílias. É o dono ou título equivalente, tipo CEO, de empresas como a Starlink (redes de satélite), SpaceX (lançadores/foguetões e até turismo espacial), Pay Pal, banco online, Tesla automóveis, entre outras empresas que trabalham para o bem da humanidade.

É a sua rede Starlink, privada, mas subsidiada pelo governo americano, que fornece as redes de comunicações, internet, satélites espiões, satélites de comunicações, guiamento, rastreio das forças nacionais e internacionais que estão na guerra da Ucrânia a combater a Rússia ao serviço do “Ocidente”. Elon Musk queixou-se há tempos que o Zelenski , também um oligarca à escala local, e acima de tudo, um amigo de oligarcas, que veste igualmente T-Shir,t não lhe pagava os seus serviços e que era ele quem pagava parte da guerra da Ucrânia do seu bolso, talvez através do Pay Pal. Pagava os essenciais serviços de informações e artilharia de vários tipos do colega (de T-Shirt) da Ucrânia, e que ia apagar as velas.

De repente, apareceu o dinheiro, ou desaparecera as queixas de calote do Elon Musk e também as dificuldades com autorizações das autoridades federais de comunicações dos EUA para a compra da rede Twitter, o que o oligarca da T-shirt preta fez recentemente com 44 mil milhões de dólares, vindos de qq parte e para alegria do oligarca de Kiev, cantor e tocador de viola em pelo, que usa agora T shirt verde azeitona. Isto é, além das aparições na internet à borla também pode twitar à vontade e sem limite.

É evidente, por estes relacionamentos que a guerra na Ucrânia revela são em defesa dos nossos principios, os Ocidentais, da humanidade, dos pobres que querem ser livres e que todos somos Ucrânia como diz a nova Nossa Senhora, Ursula Van der Leyen, que ainda um dia destes nos irá surpreender com uma T-shirt amarela, ao lado do zombie Borrel, de azul pavão.

Usem T-shirts, vão a Carcavelos, mas de Tesla e apareçam na televisão a reclamar contra os aumentos de preços! Exceto de T-shirts, claro.


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