A canalhice não tem limites

(Carlos Esperança, in Facebook, 19/12/2017)

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Para esconder o caso Tecnoforma, um processo que envolve Passos Coelho e Miguel Relvas, processo que “a PGR pondera abrir”, mas não há o mais leve indício ou a menor suspeita de que o tenha feito ou venha a fazer, esta direita abusa da comunicação social e do espetáculo para denegrir os mais íntegros servidores da ‘Res Publica’.

Ontem, na AR, um deputado do CDS, António Carlos Morgado, fazia um ignóbil ataque ao ministro Vieira da Silva, exibindo papéis sucessivos com queixas sobre a Raríssimas e perguntado de quantas queixas precisava o ministro para atuar.

Atingiu o delírio com uma fotografia descontextualizada do ministro, com o entusiasmo de um adolescente a exibir um calendário Pirelli e a leviandade da sua líder a assinar a resolução do BES, tentando provar que o ministro assinou um protocolo entre a Raríssimas e a fundação sueca Agrenska, o que o ministro reiteradamente desmentiu por não ser da sua competência assinar um protocolo entre duas entidades privadas.

Podia ter-lhe servido de precaução a pergunta do PSD ao Governo sobre o destino dos donativos confiados à RTP para as vítimas de Pedrógão, como se o Governo os desviasse, e ter obtido a resposta de que tinham sido enviados à Misericórdia local cujo presidente era o candidato do PSD à Câmara, o que inventou os inexistentes suicídios referidos por Passos Coelho.

Esta direita não tem emenda nem conserto, apenas se concerta para ataques infundados e assassínios de caráter. O azougado deputado teve a resposta a cada um dos papéis que exibiu e as medidas que todos mereceram, pela secretária de Estado.

Quanto à acusação mentirosa sobre o referido protocolo foi-lhe fornecida a cópia onde constavam apenas as assinaturas de Paula Brito e Costa e do sueco Anders Olausen, os presidentes das duas instituições intervenientes.
Perante os factos, em vez de apresentar desculpas, como qualquer pessoa de bem que se engane, preferiu referir-se ao ministro com uma pergunta: “o que é que está a fazer na fotografia, a dar autógrafos?”.

Talvez guarde a foto para, quando crescer, ser como o impoluto governante, na ética, na competência e na cidadania, enquanto o País continuará a ver diariamente as imagens dos incêndios e dos carros calcinados.

A célebre expedição das cabeleireiras pafinhas ao Everest que, como é sabido, levou Mário Centeno a presidente do Eurogrupo

(In Blog Um Jeito Manso, 05/12/2017)

Quando, há uns meses, Schäuble elogiou Mário Centeno fartei-me aqui de rir. Escrevi então O elogio, pela boca de Schäuble, de que Centeno é o Cristiano Ronaldo do Eurofin é a pimenta que faltava no cu de Passos Coelho.

Contudo, no dia seguinte, ao ler a opinião de gente sábia — desde embaixadores a comentadores com pedigree, passando pela fina flor dos PàFs — fiquei a achar-me uma eterna ingénua encartada….

Continuar a ler aqui: Um jeito manso: A célebre expedição das cabeleireiras pafinhas ao Everest que, como é sabido, levou Mário Centeno a presidente do Eurogrupo

DA “CADERNETA DE CROMOS” DO PSD…MAIS UM!

(Joaquim Vassalo Abreu, 17/11/2017)

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Da vasta “caderneta de cromos” do ainda actual PSD, o remanescente do Relvismo, do Marcantonismo e do Passismo Coelhismo, ressalta, para além do Huguinho de quem aqui já muito tenho falado, e de um “Leitãozinho Amar(go)” , pois lhe falta o Sarmentinho e na Bairrada leitão sem ele não é nada, o Duartinho Marquinhos. Não vos soa a nada? Então eu vou-vos elucidar!

Do Huguinho estão vocês fartos de saber, não só pelo que tanto já aqui escrevi, mas também pelo que de extraordinariamente reles dele emana; do Leitãozinho Amar(g)o nunca falei, mas para que se recordem de alguma ideia do cujo sempre vos posso lembrar que foi aquele que disse que o anterior governo (o dele, “persupuesto”) tinha proibido a Legionela, mas hoje eu pretendo dissertar acerca de mais um cromo: o Duartinho Marquinhos! Mas não se admirem deste tratamento pois o melhor amigo do meu Irmão mais novo chamava-se Francisco José, Xico Zé para todos menos para o meu Irmão, que lhe chamava de Francisquinho Zézinho!

Para além de feitos vários lembro-me, meus Deus há quanto tempo já foi, na tal Comissão do BES, da maneira como ele tratava aquele microfone: erguia-o, debitava naquele tom de voz travada que o cujo tem e, quando acabava, num golpe de “disse”, assim como se tivesse realmente dito, mas tivesse dito de modo absoluto, inequívoco e redundantemente definitivo, baixava abruptamente o microfone num daqueles gestos à Reboredo Seara na sua campanha à Americana por Odivelas, ou do Marcelo na Web Summit. O gesto é tudo, como dizem? Só se for cá no Norte ou à Bordalo!

Mas o nosso querido Duartezinho fora o resto, que já pertencia ao “bubble” das línguas travadas, resolveu, por uma questão de afirmativa maturidade, assim se pretendendo distinguir dos seus companheiros imberbes, aderir ao das barbas e fez que do seu rosácio rosto ressaltasse uma prematura e escura barba, apenas apanágio de gente precoce!

Mas porquê? Por pura afirmação! Pena é que que não se tenha ainda inventado para o caso assim um aparelho como as moças, principalmente elas, usam para, corrigindo pretensos defeitos nas suas cremalheiras, ficarem homogeneizadas e poderem dizer: eu até posso, ouviram ó possidónias?

É que o nosso queridinho Duartinho e o resto é Marquinhos, que só tem pena de não ter saído filho do D. Duarte para assim usar o dom de ser também ele Don, pertence, apesar da barba que agora ostenta, àquela seita de imberbes que, sob o manto daquela revolução Relvista-Marcantonista, a da renovação, assaltaram o PSD, o tal dito Partido Social Democrata e, quais Ali Babás e os quarenta ladrões, conquistaram o famigerado pote! Mas, para  tudo o mais, falta-lhe o dom!

Mas que diz ele? Basicamente nada mas, quando algo diz ou comenta, resulta daí um tão rasteiro raciocínio que, por tão pretensioso e, apesar de tudo, coerentemente alinhado na sua reacionária retórica, diz bem da educação que levou e carrega: a da formação “jotista” em universidades de verão. Com canudo e tudo, à semelhança dos seus padroeiros Relvas e Passos. Mestres de referência, acrescentaria eu, na formação dos “cromos” da sua extensa caderneta.

E só agora reparo que, no entusiasmo das palavras, disse que ele nada disse mas, perdoem-me, até que disse. E o que ele disse até se reveste de alguma importância pois só vem realçar, ainda mais, a importância da “caderneta” de cromos de que acima falei.

 É que, na sequência dos eufemismos que o seu governo tinha inventado, como aquele dos cortes serem ditos por poupanças, mais aquele outro do “crescimento negativo”, que na altura eu até  observei que era como que quando descíamos uma escada o que fazíamos era subir para baixo, o nosso Duartezinho saiu-se num debate na sua SIC com a Mariana M., que o destratou, com este fabuloso diamante, ainda com mais quilates que aquele que a Isabel dos S. vendeu por uns não sei quantos milhões, embora nada que se aproximasse do quadro do Da Vinci, que vai receber lá em cima em cheque para desconto no Banco do Céu e, para que melhor repararem, até vou referi-lo em itálico: “ O PSD descongelaria a carreira dos Professores SEM CUSTOS”! O Duartezinho falou e a Mariana embasbacada apenas balbuciou: “Impressionante”!

De modos que eu, e para terminar, só lhe rogo: Fale homem, fale e não se canse. Assim como nos tempos do seu glorioso governo, quando empresas e particulares faliam como tordos, eu ouvi um dizer: Tudo fale, tudo fale e como todos falem eu também falo!

Maneiras que, ó homem, você fale e fale, mesmo que sem “p” de apoio…

E falei!


Fonte aqui