Cessar-fogo? Sim, mas com as condições da Rússia

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 13/03 de 2025, Revisão da Estátua)


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Sentado à mesa da sala a trabalhar desde as 8 horas, vou seguindo a frenética ciranda de propagandistas, cada um mais macambúzio que os outros, uns de asa caída, outros ainda agarrados à tábua de salvação que anima os fantasistas. Particular nota para o desespero de Ferro Gouveia que vê o seu mundo de Alice desfazer-se e já nem disfarça.

Esta gente estava à espera que o dia terminaria com a submissão de Putin aos caprichos da delegação norte-americana enviada ao Kremlin, consubstanciada numa insólita cessação das hostilidades que era, obviamente, uma armadilha para a Rússia triunfante.

Elegantemente, disseram-lhes que nem pensar e que não haverá qualquer interrupção das hostilidades até que todos se sentem à volta da mesa onde será firmado o tratado reconhecido internacionalmente, pelo qual a Ucrânia será um Estado neutral, cederá pelo menos quatro oblasts e reconhecerá a soberania russa sobre a Crimeia. Além do mais, a Rússia retirará as suas armas nucleares da Bielorrússia e em contrapartida não haverá na Polónia, nos países bálticos, na Finlândia, na Noruega na Suécia quaisquer vetores nucleares.

Talvez, a firmeza russa resida no conhecimento que a administração americana possuirá do iminente colapso militar ucraniano, da incapacidade de os europeus ocidentais poderem dar seguimento à transferência de armas e de os EUA estarem à beira de uma grave crise de reservas em munições.

Os russos sabem-no, esperaram pacientemente e há dias ofereceram um singelo vislumbre do seu potencial ao derrotarem num movimento imparável e vertiginoso a frente norte ucraniana.

 Com o passar das horas, as fotos a que vamos acedendo mostram a extensão do desastre. Cerca de 700 peças – de artilharia, morteiros pesados, carros blindados, viaturas de transporte de infantaria, carros de combate e veículos de engenharia militar – caíram intactas em mãos russas.

Foi uma debandada tão manifesta que tudo se inclina para a possibilidade de dezenas de milhares terem simplesmente abandonado os seus postos, armas, munições e até reservas de combustível e fugido. Entre essas centenas de troféus passeiam-se despreocupados os jornalistas russos.

Kursk, um ponto de viragem ou um erro estratégico?

(Major-General Carlos Branco, in Jornal Económico, 24/08/2024)

A incursão militar ucraniana não pode nem deve ver-se de modo isolado. Insere-se numa campanha mais geral de desinformação para criar nas opiniões públicas europeias um sentimento sobre a guerra favorável à Ucrânia.


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As opiniões dos analistas dividem-se quanto ao mérito da incursão militar ucraniana em território russo, na região de Kursk, levada a cabo no dia 6 de agosto de 2024 e que apanhou o alto comando russo de surpresa e desprevenido. Criou uma situação embaraçosa e difícil para o Kremlin, e aumentou o grosso das críticas ao general Gerasimov, provenientes de setores do establishment opinativo russo, que gostariam de o ver substituído pelo general Surovikin. Todos se interrogam como foi possível não detetar a concentração das forças ucranianas.

Uns consideram a operação um ponto de viragem na guerra, virou o jogo contra a invasão da Ucrânia por Vladimir Putin; outros um enorme erro estratégico com Zelensky a procurar marcar pontos politicamente, mesmo que isso possa vir a implicar suicídio militar. É na resposta a estas duas abordagens que reside a questão central do debate.

A incursão tinha dois objetivos principais: (1) apoderar-se da central nuclear de Kursk e obrigar o Kremlin a sentar-se à mesa para negociar a sua troca pela de Zaporíjia; (2) aliviar a pressão militar russa nas frentes do Donbass e de Zaporíjia, com o deslocamento de forças para acorrer a Kursk. Para já, os objetivos estratégicos de Kiev foram gorados. Não conseguiu apoderar-se da central de Kursk, nem as unidades russas noutras frentes acudir a essa área.

Quando se tornou evidente que o primeiro objetivo não era alcançável, Zelensky reformulou-o e passou a dizer que afinal o que Kiev pretendia era criar uma zona tampão junto à fronteira, à semelhança daquilo que Putin tinha anunciado uns meses antes na zona de Kharkiv, para ser utilizada como moeda de troca em futuras conversações.

A operação foi planeada exemplarmente, começando pelo secretismo que a rodeou. Os comandantes das unidades participantes foram informados com reduzidíssima antecedência. Por outro lado, Kiev fez uso intenso da guerra cibernética. Os ucranianos entraram no sistema informático russo e conseguiram criar o pânico na população. Por exemplo, controlaram as câmaras de vídeo das autoestradas russas e monitorizaram o deslocamento dos reforços russos. Para contrariar a ação dos drones russos, as unidades em primeiro escalão foram acompanhadas por elementos de guerra eletrónica. Passada a fase inicial e terminada a execução do planeado, a campanha passou a ser gerida de forma ad hoc.

Não obstante a confusão inicial, o alto comando russo reagiu rapidamente e destacou unidades para conter o avanço ucraniano. Apesar de detidas, as unidades ucranianas continuam, até à data, a manter iniciativa tática e a atacar as forças russas tentando alargar o território sob o seu controlo. Veremos qual será a capacidade ucraniana para o manter.

Uma vez contidas, as unidades ucranianas começaram a ser atacadas ferozmente pela aviação e drones russos, o que está a causar tremendas baixas nas suas hostes, expostas a enorme atrição, aquilo que os russos sabem fazer bem. Como alguém afirmou, a Rússia tem utilizado até agora uma estratégia minimalista, recorrendo a contingentes relativamente pequenos para exaurir as forças ucranianas.

Segundo a “Forbes”, o número de baixas ucranianas na frente de Kursk duplica o das outras frentes. O hospital de Sumy, a cidade ucraniana mais próxima da frente, não tem tido mãos a medir. Multiplicam-se nas redes sociais os pedidos de doação de sangue e de viaturas frigoríficas para transportar os mortos.

Enquanto os civis não forem extraídos da região não é previsível uma ação ofensiva russa de envergadura. Entretanto, os russos não desperdiçarão a oportunidade de explorarem a presente situação tática e a exposição das forças ucranianas, que insistiram, uma vez mais, numa operação ofensiva sem supremacia aérea e de fogos indiretos.

Há fortes indícios técnicos de que as forças ucranianas se preparam para atacar na região de Zaporíjia, nas proximidades da central nuclear de Energodar, sob controlo russo. Os deslocamentos noturnos de camiões de transporte de combustível e de viaturas com os faróis desligados, na direção de Orekhovo e Kamiansk, são forte evidência disso.

Foi insensatez pensar que com a abertura da frente de Kursk, sacrificando a do Donbass, onde as tropas russas fazem todos os dias avanços, se iria conseguir distrair a atenção russa da região de Zaporíjia. Segundo o “Financial Times”, as forças armadas ucranianas no Donbass ficaram sem soldados e granadas após a ofensiva na região de Kursk, o que permitiu acelerar o avanço russo.

Outra componente da operação ucraniana reside no domínio comunicacional. Recorrendo sistematicamente à desinformação e às operações psicológicas, Kiev tentou criar a sensação de uma dinâmica de sucesso, longe da realidade. Kiev insistiu no velho truque de colocar a manobra militar ao serviço da propaganda. Concebeu o emprego do instrumento cinético, isto é, o desenho da operação militar em proveito do elemento não cinético, do domínio cognitivo e da moldagem das perceções, algo permanente nestes dois anos e meio de guerra, dando a ilusão de uma capacidade que não tem.

Um dos casos mais caricatos, foi a publicação da montagem fotográfica de um soldado ucraniano à frente da placa toponímica de Lgob, uma povoação a cerca de 30km da central nuclear, onde as forças ucranianas nunca sequer estiveram por perto. Esta prática é repetida constantemente, nalguns casos, de forma bizarra e até mesmo incompetente.

Esta incursão tratou-se, acima de tudo, de uma campanha de propaganda bem gizada, veremos se o terá sido igualmente do ponto de vista militar. Com esta ação, a Ucrânia procura mostrar aos seus patrocinadores que ainda tem capacidade para desafiar a Rússia, e assim convencê-los a “abrirem os cordões à bolsa”, destruindo a narrativa de vitória do Kremlin, que começava a prevalecer.

Politicamente, Zelensky pretendia obter algo que lhe permitisse ir para conversações com Moscovo na mó de cima, ou pelo menos, numa situação de paridade. Perante as incertezas políticas que pairam no horizonte, é duvidoso que uma nova Administração democrata continue a apoiar a Ucrânia do modo que fez até agora, Zelensky procura desesperadamente e a todo o transe obter uma solução política ainda este ano, antes das eleições presidenciais norte-americanas. A incursão em Kursk insere-se neste plano. Uma vez frustrada a possibilidade de usar a central nuclear de Kursk como moeda de troca pela de Zaporíjia, passaram a servir os territórios que a Ucrânia presentemente controla, não se sabe por quanto tempo.

Afinal, o ataque a Kursk visava forçar a Rússia a negociar com a Ucrânia. Com esta artimanha dava-se a ideia de quem está desesperado por negociações e pela cessação do conflito é a Rússia e não a Ucrânia. Sobre esta matéria, Putin e Lavrov foram muito claros, após a invasão da região de Kursk Moscovo não estão disponíveis para conversações com a Ucrânia. O risco de Zelensky ser compelido a ir para conversações numa situação de maior vulnerabilidade, daquela em que se encontra hoje, é cada vez maior.

Parece ser cada vez mais evidente que os EUA não foram informados da operação em Kursk. Terá sido o Reino Unido a incitar a Ucrânia a meter-se numa aventura tão arrojada. Ao contrário dos EUA, o Reino Unido está a fazer tudo o que pode para aumentar a escalada, o que vem trazer à liça, segundo o “Sunday Times” (ST), clivagens antigas entre os EUA e o Reino Unido sobre o conflito, com o Reino Unido a defender uma postura radical, e a Administração Biden a inclinar-se para uma abordagem mais contida.

Ainda segundo o ST, o comandante militar ucraniano general Syrsky tinha recebido anteriormente “ordens” dos EUA para se afastar de uma “determinada missão” o que, segundo consta, terá levado a manter a operação de Kursk em segredo, especificamente para evitar a necessidade de aprovação americana.

A incursão militar ucraniana não pode nem deve ver-se de modo isolado. Insere-se numa campanha mais geral de desinformação para desacreditar o Kremlin, visando criar nas opiniões públicas europeias um sentimento sobre a guerra favorável à Ucrânia, convencendo-as de que a situação na Rússia se está a deteriorar lentamente e a levar Putin ao desespero.

Se não, vejamos como a invenção de conversações no Catar entre Moscovo e Kiev para discutir os ataques mútuos contra infraestruturas energéticas serve aquele propósito. Afinal, foram os ataques “incapacitantes” às infraestruturas energéticas russas, levados a cabo por drones ucranianos, que levaram o desesperado Kremlin a suplicar a Kiev que não as ataque mais, mostrando-se disponível para em troca cessar os ataques à rede elétrica ucraniana.

Esta falácia visa criar nas mentes a ideia de que quem está desesperado por negociações é Moscovo e não a triunfante Kiev na sua campanha de ataques contra as refinarias russas, que colocaram o Kremlin de joelhos. Esta tática, recorrendo a montagens mais sofisticadas, é uma continuação da campanha da falta de equipamento e munições, falência da economia russa, etc., dando uma imagem de deterioração da situação política, militar, social e económica no país.

Mas Zelensky não consegue enganar todos ao mesmo tempo. As elites ocidentais estão cientes da realidade no terreno. O jornal alemão “Die Welt” trouxe à tona o sussurrar secreto, que perpassa nas chancelarias europeias, da impossibilidade da Ucrânia prevalecer ao afirmar que “não se atrevem a dizê-lo publicamente”. “Em Bruxelas, ninguém espera que a Ucrânia recupere os territórios perdidos. Só que ninguém quer falar sobre isso – pelo menos oficialmente”. Há uma diferença significativa entre o que se diz publicamente e o que é reconhecido em privado.

A procissão ainda nem chegou ao adro. Os que vaticinam um ponto de viragem no conflito terão, mais cedo do que tarde, de fazer um ato de contrição. Subscrevendo o que Andrew Latham escreveu no “The Hill”, o desvio de recursos críticos escassos da frente do Donbass, não só não proporciona a Kiev ganhos estratégicos significativos, como é um enorme erro de cálculo estratégico, que pode vir a ter graves consequências:

“Embora a incursão esteja a fazer as manchetes dos principais órgãos da Comunicação Social internacional, a verdade é que essas vitórias superficiais pouco alteram a dinâmica fundamental do conflito.” “O caminho para a vitória não reside em atos simbólicos de desafio, mas na procura metódica e implacável da libertação do território. Coragem sem orientação estratégica é uma receita para o desastre.”

Kursk, a loucura da NATO por trás do avanço de Kiev

(Por General Fábio Mini, In Le Grand Soir, 22/08/2024, Trad. Estátua de Sal)


O objetivo ucraniano e britânico mais racional e provável da operação é envolver a NATO numa guerra direta contra a Rússia em território russo antes que os Estados Unidos e outros países, assoberbados por problemas internos e prioridades internacionais, desliguem o suporte de vida que mantém a Ucrânia viva.


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A penetração “ucraniana” no território russo de Kursk, que começou com cerca de uma centena de homens, expandiu-se e aprofundou-se relativamente. Fontes ocidentais contam agora com cerca de cinco brigadas mecanizadas e blindadas, além das forças especiais ucranianas na Rússia, e cada quilómetro ocupado ou atravessado por estas últimas é considerado um sucesso indiscutível. Mesmo os analistas mais céticos das capacidades militares da Ucrânia tendem a apresentar a situação como um ponto de viragem fundamental no conjunto do conflito, enquanto os instigadores nacionais da guerra já se regozijam com a hipotética perspetiva do colapso da Rússia em toda a frente. Contudo, a evolução das operações no terreno sugere certas considerações táticas e estratégicas.

1. A invasão ucraniana marca a transferência da iniciativa estratégica e do comando das operações da Ucrânia para a Grã-Bretanha, simultaneamente enquanto membro da NATO e como líder do BB (Bloco Báltico ou Banda Bassotti ad lib.) que apoia a Ucrânia. As forças ucranianas estão a ser motivadas e treinadas, com sinais claros de revitalização, através da participação de profissionais ocidentais, ordens precisas e objectivos pouco escrupulosos. A cautela relativamente ao poder russo e à sua capacidade de escalada desapareceu. Os próprios ucranianos abandonaram os seus receios de represálias russas e, por seu lado, a NATO, a Europa e a Grã-Bretanha nunca tiveram em conta os riscos e sacrifícios que o conflito implicou e implica para os ucranianos. O otimista “até ao último ucraniano” sempre evidenciou a indiferença quanto às perdas ucranianas e à monopolização dos lucros da guerra pelo Ocidente.

2. A manobra “ucraniana” que tendia a desviar as forças russas do Donbass, na verdade, favoreceu a mobilização de novas forças russas, que se preparam durante a evacuação da zona ocupada, com a intenção de ganhar tempo cedendo espaço. A capacidade residual de penetração das forças ucranianas ainda pode permitir-lhes avançar dezenas de quilómetros mas, sem reforços atrás delas, à medida que avançam, as necessidades logísticas aumentam e as forças tendem a encontrar-se numa bolsa perigoso que pode fechar-se, não tanto com a resistência russa na frente, mas mais com uma junção dos ataques de mísseis aos disparos da aviação na retaguarda, em território ucraniano.

3. A ocupação ucraniana não está estabilizada e é fluida. A possibilidade de estabelecer comandos militares territoriais ucranianos, anunciada pelo Presidente Zelensky para divertir os seus apoiantes, é um fim em si mesma e pode durar enquanto se mantiver a presença militar. As ocupações militares retiraram sempre recursos às populações, impuseram regimes que eliminaram qualquer simpatia pelos ocupantes e envolveram forças operacionais em tarefas de controlo territorial, desviando-as das frentes de combate. Mesmo a eventual transformação da brecha numa zona controlada por um contingente internacional tem uma probabilidade nula, devido à previsível oposição da Rússia a um ato internacionalmente condenável, e uma probabilidade elevada de representar uma provocação militar aberta.

4. A manobra de Kursk baseia-se na aposta ocidental de que a Rússia não utilizará armas nucleares táticas. Certamente não o fará no seu próprio território, mesmo que este esteja ocupado e mesmo que os próprios falcões russos pressionem a realização de um massacre para atingir as forças invasoras. Mas ela pode fazê-lo em território ucraniano, e logo aquando a penetração terminar. É fácil de prever os efeitos devastadores daquilo que, a priori, se está a excluir.

5. A atual operação, que alimenta os sonhos do início do desaparecimento da Rússia, pode evoluir na direção oposta precisamente devido ao cinismo da liderança ocidental das operações. O objetivo ucraniano e britânico mais racional e provável da operação é envolver a NATO numa guerra direta contra a Rússia em território russo antes que os Estados Unidos e outros países, assoberbados por problemas internos e prioridades internacionais, desliguem o suporte de vida que mantém a Ucrânia viva. Seria uma guerra aberta entre o Ocidente e o Oriente, desastrosa para todos, quer envolvesse operações prolongadas ou, pior, desencadeasse um confronto nuclear. No entanto, o cinismo ocidental que presidiu à operação em Kursk permite vislumbrar o objetivo estratégico de acelerar o fim do conflito, sacrificando as últimas forças ucranianas, negociando a troca de territórios e incorporando o que restará da Ucrânia na NATO. e na União Europeia.

Seria o início da nova Guerra Fria que muitos imaginam, com as novas instalações de mísseis na Europa, como o grande negócio da nova corrida ao armamento, como a oportunidade de reconstrução dos territórios devastados pela guerra, sendo um alfobre dos “benefícios” da nova Cortina de Ferro: desta vez sobre o Dnieper, cortando Kiev em duas ou quatro.

Sobre o autor:

Tenente-general, serviu como chefe do Estado-Maior do Comando do Sul da Europa da NATO e, a partir de Janeiro de 2001, chefiou o Comando de Operações Conjuntas nos Balcãs. De outubro de 2002 a outubro de 2003, comandou operações de manutenção da paz lideradas pela NATO no cenário de guerra do Kosovo, como parte da missão KFOR (Força do Kosovo). Entre outras missões, serviu como adido militar em Pequim. Ele também dirigiu a Escola de Estado-Maior Interforças (ISSMI). Ele introduziu o pensamento militar chinês moderno na Itália, traduzindo o livro dos generais chineses Qiao Liang e Wang Xiangsui Guerra Sem Limites. A arte da guerra assimétrica entre o terrorismo e a globalização. Ele também traduziu o livro “O Arco do Império” do General Liang para o italiano. With China and the United States at Each End”, uma análise a partir de uma perspetiva chinesa do mundo atual na sua transição do unipolaridade americana para o multipolaridade.

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