A verdade sobre o salão de baile de Trump revelada

(Por Sam Parker in Twitter/X, 27/04/2026, Trad. da Estátua.)


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O salão de baile e as operações psicológicas do tipo “esquerdista radical” são fachada para a construção um centro de dados subterrâneo do “comando Stargate” e um estado de vigilância massiva ao estilo Palantir.

O salão de baile

Trump está a construir um salão de baile de 8.361 metros quadrados com capacidade para mil pessoas. Inadequado para o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, que contou com a presença de 2.600 pessoas. Mas dizem-nos que precisamos do salão para acolher eventos como o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca no futuro. Bobagem.

Custo e localização

O custo disparou para mais de 300 a 400 milhões de dólares. Dizem que está a ser financiado com recursos privados e estão a vendê-lo como algo bom que não terá custos para os contribuintes. Eis a realidade: financiamento privado significa ausência de supervisão ou apropriação por parte do Congresso, nenhuma audição orçamental, nenhum escrutínio público.

Além disso, quando a infraestrutura faz parte do Gabinete Executivo do Presidente, sito no 1600 da Avenida da Pensilvânia, (Casa Branca), pode ser classificada sob “privilégio executivo”. Todo o Poder Executivo poderá administrar este centro de dados sem supervisão ou mecanismos de controlo.

Projeto Stargate

A 21 de janeiro de 2025, logo após a tomada de posse, Trump esteve ao lado de Larry Ellison e Sam Altman para anunciar o Projeto Stargate. Uma iniciativa de 500 mil milhões de dólares para construir centros de dados e infraestruturas de IA.

Voltando ao “Salão de Baile”: porque custaria 300 milhões de dólares, valor que agora atinge mais de 400 milhões de dólares? Por nenhum motivo. Mas, um centro de dados subterrâneo num bunker custaria. Que tipo de instalação subterrânea custa tanto?

Para referência, em 2021, a Oracle, de Larry Ellison, construiu um centro de dados de 150 mil pés quadrados (aproximadamente 14 mil metros quadrados) e 319 milhões de dólares para a inteligência militar israelita, vários andares abaixo do solo. O mesmo Larry Ellison do Projecto Stargate que disse que os americanos têm de se habituar a um estado de vigilância total. O mesmo Larry Ellison que acabou de comprar o TikTok para censurar conteúdos anti Israel e promover mensagens pró-Israel. O mesmo Larry Ellison cujo filho, David, acaba de adquirir a Paramount-CBS e a Warner Bros. Discovery. O mesmo Larry Ellison que é o maior doador privado para as Forças de Defesa de Israel. O mesmo Larry Ellison que é amigo próximo de Benjamin Netanyahu e apoiante da oitava frente da guerra de informação de Netanyahu contra os americanos. Isto leva-nos ao arquiteto principal:

O arquiteto principal

Shalom Baranes, um imigrante judeu nos EUA através da Hebrew Immigrant Aid Society (HIAS), foi nomeado arquiteto. Anteriormente, Baranes foi o arquiteto responsável pelo reforço e reconstrução pós-11 de setembro de um pequeno edifício chamado Pentágono. Instalações de segurança reforçadas (SCIFs), blindagem, compartimentação, etc. — tudo o que se possa imaginar. Não encontrei nenhuma informação sobre Baranes ter experiência em desenhar salões de baile. Mas ajudou a renovar um na sede nacional da Cruz Vermelha. Além da renovação dos blocos 2 a 5 do Pentágono, também concebeu a modernização do edifício do Tesouro dos EUA e as renovações da sede do Departamento do Interior e da sede nacional da Administração de Serviços Gerais (GSA). Parece que os seus talentos se concentram na construção de infraestruturas federais seguras, e não em salões de eventos.

Vendendo ao público

Sob o pretexto de um salão de baile, tentaram construir isto mesmo debaixo dos nossos narizes. Mas adotaram ainda outra abordagem: “terrorismo radical de esquerda”. Precisamos de fazer algo a respeito do terrorismo radical de esquerda. Esta foi a mensagem após o assassinato de Iryna Zarutska, o ataque a tiro contra a transgénero numa escola católica e, nomeadamente, o assassinato de Charlie Kirk. Numa questão de minutos ou horas, a “Esquerda Radical” foi culpada pela morte de Charlie. Lembrem-se da enorme campanha de relações públicas lançada após o assassinato de Charlie, promovendo a vigilância ao estilo Palantir para resolver o problema da “Esquerda Radical”.

Agora, após este último ataque na Casa Branca, estão a reafirmar esta narrativa de terrorismo da Esquerda Radical e, mais uma vez, a utilizar este evento violento para promover o salão de baile. É isto que os militares querem mesmo, pessoal. Precisamos realmente deste salão de baile que proporcionará proteção contra novas ameaças à segurança.

Eis a pista: Lembram-se de quando Trump foi questionado sobre Charlie Kirk, a 11 de setembro de 2025 — um dia depois do assassinato de Charlie? E Trump começou a divagar sobre o salão de baile? Acabara de culpar a “Esquerda Radical” pelo assassinato de Charlie, mesmo que Tyler Robinson ainda não estivesse sob custódia e não houvesse qualquer motivo conhecido. Mas, na sua mente, já estava claramente a ligar Charlie ao salão de baile. Porquê? Por causa da narrativa pré-fabricada de que a morte de Charlie seria explorada para promover o estado de vigilância nacional.

O salão de baile enfrentou oposição e está atualmente a ser travado pelo sistema judicial. Mas desde quando é que os nossos senhores sionistas da tecnologia aceitaram um “não” como resposta?

A FISA e o estado de vigilância

A Secção 702 da Lei de Vigilância de Informações Estrangeiras (FISA) autoriza a espionagem sem mandado judicial contra estrangeiros. Mas capturam-se frequentemente dados e mensagens de americanos. É essencialmente uma porta das traseiras para nos espiar, e é assim que tem sido utilizada. A Secção 702 expiraria literalmente a 20 de abril passado, mas recebeu uma prorrogação de emergência até 30 de abril. A coincidência entre o tiroteio na Casa Branca e a promoção imediata do salão de baile é algo que levanta suspeitas.

Fonte aqui

Reflexões sobre a guerra com o Irão

(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 25/04/2026, Revisão da Estátua)

Earth showing tectonic plate boundaries glowing with lava cracks engulfing the planet
Imagem gerada por IA

Fazendo uma análise estratégica e política da guerra com o Irão, focando menos nos combates e mais nas implicações geopolíticas e nos erros de cálculo envolvidos, podemos salientar os seguintes aspetos:

1. Matar líderes não resolve o conflito

A ideia de eliminar figuras-chave (no caso, os líderes iranianos) não enfraqueceu necessariamente o regime. Pelo contrário, tendeu a radicalizar a liderança restante, a fragmentar o poder em grupos ainda mais difíceis de controlar e a prolongar o conflito.

2. O fim desta guerra é mais importante que o seu início

A questão central não é “quem ganha”, mas sim como a guerra termina. Vejamos, os seguintes possíveis cenários: uma vitória declarada sem resolver o problema (o conflito continua); um acordo negociado (muito difícil dada a falta de confiança mútua); uma guerra de desgaste muito longa (talvez o mais provável).

Ou seja, podemos deduzir que as guerras modernas raramente terminam com um completo esclarecimento.

3. Uma escalada imprevisível (ex: Estreito de Ormuz)

Esta guerra mostra que algumas “linhas vermelhas” podem ser ultrapassadas.

Um exemplo é o bloqueio do Estreito de Hormuz – algo antes considerado improvável –  e que levou ao aumento do preço do petróleo e à perturbação do comércio global.

4. Um impacto económico global imediato

Mesmo países distantes acabaram por sofrer efeitos diretos deste confronto, como por exemplo, a energia mais cara, as cadeias logísticas bastante afetadas e a inviabilização de muitos projetos económicos.

Esta guerra regional alastrou rapidamente acabando por se tornar num problema global.

5. O regime iraniano pode sobreviver

Apesar de todos os ataques e da morte de alguns líderes, não houve colapso pois os regimes autoritários tendem a resistir sob pressão e até porque uma eventual queda deste regime poderá gerar um caos ainda pior (ex: Iraque, Líbia)

6. A ordem mundial está em transformação

De facto, esta guerra está a contribuir para acelerar mudanças bem maiores, enfraquecendo a influência dos EUA, dando mais importância e visibilidade para a China e a Rússia e, também, aumentando a relevância dos atores não estatais (ex: proxies, milícias).

7. Esta guerra é sintoma de um sistema global frágil

Este conflito está a revelar algo mais profundo:  Que as instituições internacionais são incapazes de evitar guerras; que muitas decisões estratégicas se basearam em perceções erradas e que a actual interdependência global amplifica as crises

A ideia que fica: Esta guerra com o Irão não é um conflito “limitado”, mas sim um evento que está a expor erros estratégicos, riscos de escalada e a fragilidade da atual ordem internacional.

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Irão-EUA: O colapso do impasse estratégico

(Pepe Escobar in SakerLatam.org, 25/04/2026)


Da forma como as coisas estão, fica claro que Teerão nunca aceitará um bloqueio naval permanente. Portanto, haverá retaliação. Aconteça o que acontecer a seguir, o petróleo Brent ultrapassará certamente os US$ 120 por barril. O abastecimento de combustível de aviação ficará bastante restrito a partir do final da próxima semana. Os preços do diesel e da gasolina seguirão o mesmo caminho em duas semanas.

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Nenhuma análise séria pode considerar o blá-blá-blá mentalmente retardado do Sindicato Epstein sobre o que rola nos corredores do poder em Teerão.

Como se eles tivessem alguma pista fundamentada.

Nada está “fraturado” (exceto a psique do Babuíno da Bárbaria). É claro que existem diferentes abordagens conceituais e um animado debate público nacional. Mas, no alto nível de decisão, todo o sistema está fortemente unificado.

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