Por que a Rússia e a China devem intensificar a defesa de Cuba

(Finian Cunningham, in S. C. F., 10/02/2026, Trad. Francisco Balsinha)


Até que ponto Moscovo e Pequim permitirão que o regime psicopata americano cometa agressões antes que seja tarde demais?


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O regime de Trump intensificou o embargo ilegal dos EUA contra Cuba, que já dura há décadas, transformando-o numa guerra económica total. A nação insular caribenha de 11 milhões de habitantes, que ainda está a recuperar de um furacão devastador ocorrido há apenas três meses, enfrenta uma crise existencial devido ao bloqueio de combustível, após Trump ter anunciado o corte total no fornecimento de petróleo.

No entanto, o ditador americano declarou perversamente Cuba uma «ameaça à segurança nacional dos EUA», dando assim a si mesmo licença para impor um sofrimento genocida.

Washington suspendeu todos os envios da Venezuela após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro. Caracas tinha sido uma tábua de salvação para o aliado socialista, recebendo suprimentos de petróleo. Agora, Trump ordenou que todos os países cessassem o envio de exportações de combustível para Cuba, sob pena de sanções económicas e apreensão de navios.

A situação em Cuba é crítica. O presidente Miguel Díaz-Canel ordenou racionamento de emergência, uma vez que o país está a ser atingido por apagões contínuos. «Não permitir que uma única gota de combustível entre no nosso país afetará os transportes, a produção alimentar, o turismo, a educação das crianças e o sistema de saúde», afirmou.

A Rússia e a China condenaram a agressão dos EUA contra Cuba. Moscovo prometeu continuar a fornecer petróleo bruto, apesar da ameaça de sanções americanas. A China também expressou solidariedade com o fornecimento de ajuda alimentar e tecnologia solar para impulsionar a crescente rede de fontes de energia renovável de Cuba.

Mas a Rússia e a China deveriam fazer mais para defender um aliado em necessidade, sob o princípio de que um ataque a um de nós é um ataque a todos.

O tempo é essencial. O regime de Trump tem Cuba na mira para uma mudança de regime. O ataque à Venezuela e a agressão contínua contra o Irão com impunidade parecem ter encorajado Washington a aumentar a pressão sobre Havana.

Trump e os seus lacaios, como o secretário de Estado Marco Rubio, filho de emigrantes cubanos, estão ansiosos pela perspetiva de colocar Cuba de joelhos e finalmente destruir a revolução que desafiou a hostilidade implacável dos Estados Unidos por mais de 65 anos.

Em 1959, a revolução cubana liderada por Fidel Castro e Che Guevara transformou o país empobrecido de uma ditadura apoiada pelos EUA num farol de esperança para o mundo, mostrando que o socialismo era uma libertação viável da pobreza, da miséria e da degradação típicas do capitalismo ao estilo americano. Cuba tornou-se a «ameaça de um bom exemplo» no suposto quintal de Washington.

Por mais de seis décadas, os EUA impuseram um embargo económico ilegal a Cuba, em flagrante violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. Todos os anos, nos últimos 30 anos, a Assembleia Geral das Nações Unidas vota por esmagadora maioria, exigindo que os EUA ponham fim à sua agressão económica.

Além do estrangulamento económico, os Estados Unidos lançaram uma campanha de terrorismo de Estado e operações psicológicas para promover uma mudança de regime. Ron Ridenour relata em Killing Democracy como a CIA realizou inúmeras tentativas de assassinar Fidel Castro e outros atos de agressão, como o bombardeamento de um avião civil em 1976, matando todas as 73 pessoas a bordo. A CIA também atacou a ilha com armas biológicas para destruir a agricultura cubana.

O povo cubano também foi ameaçado com aniquilação nuclear durante a crise dos mísseis de 1962, quando Cuba tentou defender-se instalando armas nucleares da União Soviética. Os americanos não tolerariam isso, embora os EUA presumam o direito de colocar os seus mísseis nas fronteiras de outras nações.

Quando a União Soviética entrou em colapso em 1991, Cuba sofreu um choque económico devido à perda do comércio. Foram necessários anos de inovação e improvisação para que a ilha se recuperasse, o que aconteceu com a ajuda do apoio contínuo da Rússia e da China, bem como da nova e vital linha de abastecimento de petróleo da Venezuela socialista nos últimos 25 anos.

O corte do petróleo venezuelano por Trump mergulhou Cuba numa crise aguda. Isso vem somar-se ao furacão Melissa, que atingiu a ilha em outubro passado.

Num ato de hipocrisia repugnante, o governo Trump anunciou na semana passada uma proposta de US$ 6 milhões em «ajuda humanitária», ostensivamente devido aos danos causados pelo furacão. Havana condenou o que considerou uma guerra económica dos EUA, causando sofrimento a toda a população e, em seguida, jogando «latas de sopa para ajudar algumas pessoas».

Há sinais de que a Rússia está a aumentar a sua assistência militar a Cuba. Um avião cargueiro Ilyushin IL-76 pousou em 1º de fevereiro na base aérea de San Antonio de Los Baños, a 50 quilómetros de Havana. Acredita-se que a carga incluía sistemas de defesa aérea.

Uma manobra russa semelhante ocorreu em outubro passado na Venezuela, quando um avião de carga IL-76 pousou em meio a tensões crescentes com os Estados Unidos. Isso foi visto como um apoio da Rússia a Caracas. No entanto, as defesas russas mostraram-se insuficientes quando comandos americanos invadiram Caracas em 3 de janeiro para sequestrar o presidente Maduro e a sua esposa. Especula-se que os venezuelanos não estavam suficientemente treinados para operar as armas russas.

Moscovo deve garantir que o mesmo erro não se repita em Cuba. Os dois aliados históricos assinaram um acordo renovado de cooperação militar em março de 2025. No mês passado, em 21 de janeiro, o ministro do Interior russo, Vladimir Alexandrovich Kolokoltsev, acompanhado por uma delegação de militares russos, manteve conversações com os líderes cubanos em Havana.

A Rússia e a China devem agir de forma decisiva para que Washington saiba que deve tirar as mãos de Cuba. São necessárias mais entregas de IL-76.

Porquê não enviar petroleiros acompanhados por navios de guerra russos e chineses para garantir a liberdade de navegação sob o direito internacional?

A China deve lançar um aviso vendendo mais títulos do Tesouro dos EUA e deixando Washington saber que a sua economia corre o risco de uma liquidação do dólar.

Alguns alertarão que tais medidas podem antagonizar Washington e levá-la a uma guerra total. Talvez. Mas qual é a alternativa? Mais agressão das hienas americanas enquanto perseguem um rebanho, eliminando os membros mais fracos um por um?

Cuba tem sido há muito uma inspiração corajosa para o socialismo e um desenvolvimento mais humano. A Rússia e a China devem a Cuba uma solidariedade ativa e precisam de defender o seu apelo a um mundo multipolar livre da hegemonia dos EUA. A hora de agir é agora.

Trata-se de uma questão de solidariedade moral e humanitária com uma nação que está a sofrer uma agressão bárbara por parte de um império sem coração. Mais do que isso, porém, se Cuba cair, será apenas uma questão de tempo até que o império norte-americano intensifique os seus ataques contra a Rússia e a China. Síria, Ucrânia, Venezuela, Taiwan, Irão, Cuba… até que ponto Moscovo e Pequim vão permitir que o regime psicótico norte-americano continue com as suas agressões antes que seja tarde demais?

Autor: Finian Cunningham, coautor da obra Killing Democracy (Matando a Democracia).

Fonte aqui.

Então vai para Cuba, dizem eles

(Luís Rocha, in Facebook, 10/02/2026, Revisão da Estátua)


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Há uma frase que me atiram com frequência, com a alegria de quem descasca amendoins no estádio e acha que está a fazer alta filosofia política: “Então vai para Cuba.”

Dizem com ar triunfante, como quem acaba de inventar o fogo, convencidos de que me encostaram às cordas com um argumento devastador, definitivo, irrefutável, digno de moldura dourada e busto em bronze na sede da parvoíce nacional. “Vai para Cuba”, dizem eles, enquanto afiam o canivete suíço da ignorância multifunções, aquela ferramenta milagrosa que serve para cortar conversa, abrir latas de preconceito e sacar clichés, sem esforço intelectual algum.

Quando me mandam para Cuba eles não percebem que estão a falhar redondamente o alvo, porque não me estão a insultar; estão a oferecer-me uma viagem simbólica a um sítio onde um punhado de barbudos mal armados decidiu enfrentar um império com charutos, convicções e uma dose perigosa de romantismo revolucionário. Cuba não foi um parque temático ideológico nem um postal turístico para debates de café, foi o palco de uma revolução contra uma ditadura corrupta, submissa aos interesses norte-americanos, onde Batista governava com a delicadeza de um bulldozer em cima de uma plantação de açúcar.

A Revolução Cubana não caiu do céu num helicóptero soviético, nasceu da miséria, da desigualdade obscena e da sensação coletiva de que a ilha era um casino ao serviço de mafiosos, turistas e empresas estrangeiras enquanto o povo fazia de figurante miserável. Fidel Castro, Che Guevara, Camilo Cienfuegos e companhia não eram personagens de t-shirt numa praia caribenha, eram homens de carne e osso e ideias perigosas para quem estava confortável no topo da cadeia alimentar. Deram cabo de um regime, nacionalizaram interesses, alfabetizaram um país e, pelo caminho, compraram uma guerra eterna com o elefante do Norte.

E esta é a parte que provoca urticária, comichão e borbulhas purulentas a quem só de ouvir “Castro” começa a espumar como se tivesse visto o diabo de foice e martelo. Cuba pagou e paga um preço brutal por ter ousado dizer “não” aos Estados Unidos, um embargo económico que dura há décadas, que estrangula a economia, limita o acesso a bens essenciais e transforma a sobrevivência quotidiana num exercício de ginástica moral e prática. Mas essa parte raramente entra no discurso do “então vai para Cuba”, porque dá trabalho pensar, e pensar sobre a ignorância cansa.

O argumento “vai para Cuba” é o equivalente político a atirar cocó e fugir a rir; um gesto primário que dispensa contexto histórico, análise geopolítica e, sobretudo, empatia. É mais fácil reduzir tudo a uma caricatura do comunismo maléfico do que admitir que a história é suja, complexa e cheia de zonas cinzentas. É mais confortável fingir que Cuba é um cartoon congelado em 1962 do que reconhecer que a ilha foi, e é há décadas, uma formiga teimosa a levar pontapés de um rinoceronte vingativo.

Por isso, quando me mandam para Cuba com aquele sorriso de vitória fácil, eu agradeço interiormente o elogio involuntário. Não porque me ache digno de Che Guevara, Camilo Cienfuegos ou de qualquer outro mito revolucionário, mas porque prefiro ser associado, mesmo por ignorância alheia, a quem tentou mudar o mundo do que a quem nunca tentou perceber nada para lá do próprio umbigo parolo.

Se pensar, questionar o neoliberalismo conservador e apontar os perigos da extrema-direita fascista dá direito a bilhete simbólico para Havana, então carimbem-me o passaporte.

Continuem a mandar-me para Cuba, que eu continuo a voltar com história, memória e a desagradável mania de rir dos slogans de recreio da escola primária.

Porque o conhecimento, meus caros, não se compra. Trabalha-se…

Beijinhos e até à próxima…


Referências consultadas:

https://www.britannica.com/event/Cuban-Revolution

https://www.history.com/…/latin-america/cuban-revolution

https://www.britannica.com/…/United-States-embargo…

https://www.britannica.com/biography/Che-Guevara

https://www.britannica.com/biography/Camilo-Cienfuegos


O lento terremoto de Epstein: A ruptura entre o povo e as elites

(Alastair Crooke, in S. C. F., 09/02/2026, Trad. Osbarbaros.net)


Depois de Epstein, nada pode continuar como antes: nem os valores ‘nunca mais’, nem a economia bipolar das disparidades extremas, nem a confiança.


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Depois de Epstein, nada pode continuar como antes: Nem o ‘do pós-guerra nunca mais’ valoriza – refletindo o sentimento no final de guerras sangrentas – e o anseio generalizado por uma sociedade ‘fairer’; nem a economia bipolar das disparidades extremas de riqueza; nem confiar em – após a venalidade exposta, instituições podres e perversões que os arquivos Epstein demonstraram serem endêmicas entre alguns dos élitas ocidentais.

Como falar de ‘valores’ neste contexto?

Em Davos, Mark Carney deixou claro que as regras ‘order’ eram apenas a tawdry Potemkin fachada isso era completamente conhecido como falso, mas a fachada foi mantida. Porquê? Simplesmente porque o engano foi útil. O ‘exigency’ foi a necessidade de esconder o colapso do sistema no niilismo radical e anti-valores. Para esconder a realidade de que os círculos élite – em torno de Epstein – operavam além das limitações morais, legais ou humanas, para decidir entre a paz e a guerra, com base em seus apetites básicos.

Os élitas entenderam que uma vez que a amoralidade completa dos governantes era conhecida pelo hoi polloi, o Ocidente perderia a arquitetura das histórias morais que ancoram precisamente uma vida ordenada. Se se sabe que o Estabelecimento evita a moralidade, por que alguém deveria se comportar de maneira diferente? O cinismo cairia em cascata. O que então manteria uma nação unida?

Bem, apenas totalitarismo, muito provavelmente.

O pós-moderno ‘fall’ no niilismo caiu finalmente em seu inevitável ‘dead end’ (como previsto por Nietzsche em 1888). O paradigma ‘Enlightenment’ finalmente se metamorfoseou em seu oposto: Um mundo sem valores, significado ou propósito (além do autoenriquecimento avarento). Isto implica também o fim do próprio conceito de Verdade que costumava estar no cerne da civilização ocidental, desde Platão.

O colapso sublinha também as falhas da razão mecânica ocidental: “Este tipo de raciocínio a priori e de círculo fechado teve um efeito muito maior na cultura ocidental do que poderíamos imaginar… Levou à imposição de regras que se acredita serem irrefutáveis, não porque sejam reveladas, mas porque foram comprovado cientificamente e, portanto, não há recurso contra eles”, Aurélio notas.

Esta forma mecânica de pensar desempenhou um papel importante no terceiro nível do ‘Davos Rupture’ (após o desaparecimento intelectual e o colapso da confiança na liderança). O pensamento mecânico baseado numa visão de mundo pseudocientífica determinista levou a contradições económicas que impediram os economistas ocidentais de verem o que estava debaixo do seu nariz: um sistema económico hiperfinanceiro colocado inteiramente ao serviço dos oligarcas e dos insiders.

Nenhum fracasso da nossa modelização económica, por maior que seja, “enfraqueceu o domínio semelhante ao vício dos economistas matemáticos sobre as políticas dos governos. O problema tem sido que a Ciência, nesse modo binário de causa e efeito, não conseguia lidar nem com o caos nem com a complexidade do life” (Aurelien). Outras teorias – além da física newtoniana –, como as teorias quânticas ou do caos, foram em grande parte excluídas do nosso modo de pensar.

O significado de ‘Davos’ – seguido pelas revelações de Epstein – é que o Humpty-Dumpty of Trust caiu da parede e não pode ser montado novamente.

O que também é evidente é que os círculos de Epstein não se tratavam apenas de indivíduos distorcidos; “O que foi exposto aponta para práticas sistemáticas, organizadas e ritualizadas”. E isso muda tudo, como comentador Lucas Leiroz observa:

“Redes deste tipo só existem quando são apoiadas por uma profunda protecção institucional. Não há pedofilia ritual, nem tráfico de seres humanos à escala transnacional, nem produção sistemática de material extremo – sem cobertura política, policial, judicial e mediática. Esta é a lógica do power”.

Epstein emerge da miríade de e-mails como um pedófilo e certamente totalmente imoral, mas também como um ator geopolítico altamente inteligente e sério, cujas percepções políticas foram apreciadas por figuras de alto nível em todo o mundo. Ele foi um mestre-jogador por trás da geopolítica, como Michael Wolff descrito (já em 2018, bem como em correspondência de e-mail recentemente divulgada) na guerra entre o poder judaico e os gentios, também.

Isto sugere que Epstein era menos uma ferramenta dos Serviços de Inteligência, mas mais seus ‘peer’. Não admira que os líderes tenham procurado a sua empresa (e também por razões extremamente imorais, não podemos deixar de ignorar). E claramente o Estado Profundo (unipartidário) manobrou através dele. E no final, Epstein sabia demais.

David Rothkopf, ele próprio ex-conselheiro para assuntos políticos nos EUA. Campo democrata, especula sobre o que Epstein significa para a América:

“[Jovens Americanos] percebem que suas instituições estão falhando com eles, e eles terão que [salvar-se] … você tem dezenas de milhares de pessoas em Minneapolis, dizendo que não se trata mais de questões constitucionais, ou o Estado de direito ou a democracia –, que pode parecer bom –, mas que está distante da pessoa média na cozinha média table”.

“As pessoas dizem que o Supremo Tribunal não nos vai proteger; O Congresso não vai nos proteger; o Presidente é o inimigo; ele está mobilizando seu próprio exército em nossas cidades. As únicas pessoas que podem nos proteger – são: Nós mesmos”.

“É ‘os bilionários estúpidos’” [uma referência ao velho amorfismo: ‘É a economia, stupid’] Rothkopf explica:

“O que estou tentando enfatizar é que – se você não percebe que a igualdade e a impunidade élite são questões centrais para todos, que as pessoas pensam que o sistema está fraudado e não está funcionando para elas… não acredite no americano o sonho é mais real – e que o controle do país foi roubado por um punhado de super-ricos, que não são tributados e ficam cada vez mais ricos – enquanto o resto de nós fica cada vez mais atrás de – [então você não consegue entender o desespero de hoje entre os menores de 35 anos]”.

Rothkopf está dizendo que o episódio de Davos/Epstein marca a ruptura entre o povo e os estratos dominantes.

“As sociedades ocidentais enfrentam agora um dilema que não pode ser resolvido através de eleições, comissões parlamentares ou discursos. Como continuar a aceitar a autoridade das instituições que protegeram este nível de horror? Como manter o respeito pelas leis aplicadas seletivamente pelas pessoas que vivem acima delas?”, diz Leiroz.

A perda de respeito, porém, não vai ao cerne do impasse. Nenhum partido político convencional tem uma resposta ao fracasso da economia ‘kitchen-table’ – a falta de empregos razoavelmente bem remunerados, acesso a serviços médicos, educação e habitação dispendiosas.

Nenhum partido dominante pode fornecer uma resposta credível a estas questões existenciais porque, durante décadas, a economia foi exactamente ‘rigged’ — estruturalmente reorientada para uma economia financeirizada baseada na dívida, à custa da economia real.

Exigiria que a actual estrutura de mercado liberal anglo o fosse totalmente desenraizado e substituído por outro. Isso exigiria uma década de reformas – e os oligarcas lutariam abertamente contra isso.

Idealmente, novos partidos políticos poderiam surgir. Na Europa, contudo, as ‘bridges’ que potencialmente poderiam tirar-nos das nossas profundas contradições estruturais foram deliberadamente destruídas em nome do cordão sanitário projetado para evitar o surgimento de qualquer pensamento político não ‘centrist’.

Se o protesto não tiver efeito na mudança do status quo, e as eleições permanecerem entre os partidos Tweedle Dee e Dum da ordem existente, os jovens concluirão que ‘ninguém virá para salvar us’ – e poderão concluir no seu desespero que o futuro só pode ser decidido nas ruas.

Fonte aqui.