Do uso adequado da sodomia na “maior democracia do Médio Oriente”

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(Viktor DEDAJ, in Le Grand Soir, 01/08/2024, Trad. Estátua de Sal)

Um manifestante israelita pede a libertação dos soldados acusados ​​de maus-tratos contra os palestinianos. “Judéia para sempre”, diz a sua tatuagem. — © Menahem Mahana / AFP

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O anúncio da prisão de nove soldados do exército “mais moral do mundo”, (ver aqui) por tortura coletiva, nomeadamente por sodomia, de um prisioneiro palestiniano (entre outros) pode ter chocado muita gente. Mas, depois de um momento de incerteza, voltou tudo ao estado normal quando patriotas israelitas invadiram bases militares, com o apoio de pelo menos dois ministros em exercício, para garantir a sua libertação – demonstrando que, na “maior democracia do Médio Oriente”, os heróis não são perseguidos impunemente.

Deve notar-se, desde já, que a sodomia aqui em questão é aquela praticada em ambiente prisional, não devendo ser confundida com o ato sexual consentido entre adultos.

Eliminada esta confusão, devemos compreender que, na “maior democracia do Médio Oriente”, a sodomia na prisão é uma prática muito difundida e constitui um elemento importante da cultura local. É, portanto, necessário um mínimo de respeito por esta tradição viva, sempre executada de acordo com as regras da convivência e até dos bons costumes tão caros aos países civilizados.

Em primeiro lugar, este ritual não é realizado ao acaso, nem em qualquer pessoa ou objeto. Para ser kosher (ou seja, para estar de acordo com a lei judaica, ver aqui), a sodomia deve ser realizada preferencialmente num animal (cabra, palestiniano, camelo), usando um objeto contundente, ou diretamente um apêndice sexual quando o perpetrador tiver um. As sessões de sodomia podem ser realizadas em grupos para fortalecer os laços sociais em equipa (construção do espírito de grupo).

É de notar que tal ritual é praticado com mais frequência no ambiente discreto das celas das prisões. Mas, tal como as violações mais, digamos, tradicionais, esta prática é transmitida simbolicamente através da tradição oral e do discurso público, nomeadamente através das referências omnipresentes nos insultos/ameaças feitos pelos sionistas nas redes sociais.

É uma cultura importante que precisa de ser respeitada. Por isso, deixemo-nos de politizar tudo. A maior democracia do Médio Oriente merece o nosso respeito…

Caso contrário, como me recordou recentemente um sionista bastante irritado, vão arrancar-me o ânus e fazer-me sangrar até à morte. Respondi-lhe que primeiro teriam de me convidar para jantar. Mas que raio.

Fonte aqui.


Ataques fascistas no Reino Unido são fruto de décadas de propaganda anti-imigrantes

(In Diálogos do Sul, 05/08/2024)


Agressores repetiam “detenham os barcos”, um dos lemas do governo Sunak, que tentou se manter no poder prometendo aprofundar políticas anti-imigrantes no Reino Unido.


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Na segunda-feira passada, 29 de julho, um adolescente de 17 anos irrompeu em uma espécie de baile em Southport, Inglaterra, Reino Unido, assassinou três meninas, apunhalou outros oito menores – cinco dos quais sofreram lesões graves – e feriu dois adultos que tentavam detê-lo. Depois que o jovem foi preso, espalhou-se em redes sociais o boato de que era um imigrante recém-chegado ao Reino Unido em uma embarcação como as que milhares de pessoas usam para cruzar o Canal da Mancha em busca de asilo.

Ainda que o embuste fosse desmentido pelas autoridades e inclusive a identidade do agressor fosse revelada, apesar de ser menor de idade, milhares de simpatizantes da ultradireita tomaram isso como pretexto para sair às ruas, realizando violentos distúrbios em que atacaram policiais, vandalizaram lojas e incendiaram veículos. As consignas destas hordas giram em torno da xenofobia, do racismo e da islamofobia, e já houve pelo menos uma tentativa de assaltar uma mesquita.

Rishi Sunak e as promessas anti-imigrantes para o Reino Unido

Ninguém pode se surpreender com a irrupção fascista: trata-se do resultado previsível, e talvez inevitável, de décadas de intoxicação ideológica e midiática contra a imigração irregular.

É muito revelador, por exemplo, que um dos gritos mais repetidos pelos grupos racistas seja Stop the boats!  (Detenham os botes [ou barcos]!), um dos lemas do governo conservador que terminou este ano, assim como bandeira central na falida campanha do ex-primeiro-ministro Rishi Sunak para manter-se no poder.

Em várias ocasiões, Sunak prometeu a seu eleitorado fazer tudo o que fosse necessário para deter as embarcações, e apenas em janeiro deste ano o Departamento do Interior publicou o comunicado Ações do Governo Britânico para deter as embarcações em 2023, no qual se jacta de operações tão ruins como recrutar as multinacionais Uber Eats, Deliveroo e Just Eat para deter indocumentados que ganhavam a vida fazendo entregas em domicílio.

O mesmo Sunak, assim como seu antecessor Boris Johnson, transferiram buscadores de refúgio para prisões flutuantes em barcos adaptados como centros de detenção, uma política que pretenderam generalizar, mas se viram obrigados a recuar porque ocorreu o que lhes tinham advertido defensores de direitos humanos: o confinamento e o ambiente insalubre causaram uma rápida propagação de enfermidades infecciosas. Ambos foram também os impulsionadores do infame plano para enviar os imigrantes irregulares para Ruanda, sem importar sua origem nem o fato de que esta nação africana carece de qualquer capacidade para alojá-los, em clara violação aos tratados internacionais em matéria de asilo e refúgio.

Os ex-mandatários e os legisladores do Partido Conservador não podem ignorar esta irrupção fascista, por mais que tentem apresentar-se como moderados alheios ao extremismo que tomou as ruas. Foram eles que se alinharam aos setores abertamente xenófobos para aprovar a saída da União Europeia (Brexit), uma de cujas principais motivações residia no tão falacioso quanto racista argumento de que as leis comunitárias eram as causadoras da chegada de imigrantes. Que a explosão se produza quando o conservadorismo já foi desalojado de Downing Street é uma amostra de como o ódio semeado pelas direitas continua danificando o tecido social muito depois que estas deixam formalmente o poder, e impõe à administração trabalhista o desafio de recompor a tolerância e a pluralidade sem as quais não pode existir uma democracia.

La Jornada, especial para Diálogos do Sul – Direitos reservados.

Fonte aqui

Os oito níveis do apartheid israelita

(Zachary Foster, in Resistir, 05/08/2024)

(Senti náuseas ao ler este texto que me trouxe algumas realidades cujos pormenores ignorava. Eis a “democracia” israelita em todo o seu esplendor de apartheid e xenofobia, “democracia” de nazismo invertido: neste caso não é a raça ariana a eleita, mas sim os judeus. Dessa eleição predestinada partem para o crime e para o genocídio, como se vê em Gaza. Os EUA apoiam e respaldam-lhes as costas, os políticos da UE, olham para o lado e assobiam para o ar. Cá no burgo, como toda a classe política alinha com o Império no que toca à política externa – a única excepção é o PCP -, todos são coniventes e, mesmo quando criticam a mortandade, põem-se em bicos de pés para não serem acusados de antissemitismo ou, pior ainda, de putinismo.

Conivência com crime, também é crime (“tanto é ladrão aquele que rouba como o que fica à porta”), mas são estes os políticos que temos: pequenos, vassalos, sem cerviz. O que é mais dramático, e simultâneamente caricato, é chamarem ao apartheid “democracia”, e ao genocídio “direito à defesa”.

Estátua de Sal, 05/08/2024)


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O Estado de Israel reconhece oito níveis de pessoas sob o seu controlo. Para todos os oito níveis, Israel controla o registo de nascimentos, casamentos, divórcios, mortes e mudanças de endereço. Israel controla as redes de telecomunicações, as redes de eletricidade, o abastecimento de água, o espaço aéreo e a moeda. Israel controla o movimento de pessoas que entram e saem do país. Todos os níveis de pessoas são controlados por um único Estado, com um único Primeiro-Ministro, um único ministro da Defesa, um único gabinete e uma única cadeia de comando militar.

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