Novo Papa, Trump, impacto global: Igreja Católica escolhe entre a obra de Francisco e o reacionarismo

(Sergio Rodríguez Gelfenstein, in Diálogos do Sul, 23/04/2025)


Talvez como nunca antes, a eleição de um Papa tenha um pano de fundo político; o que está em jogo é dar continuidade ao projeto de Francisco ou produzir uma regressão, inclusive muito mais conservadora e reacionária do que no passado.


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Ainda que seja duro dizê-lo, o Papa Francisco já vinha se preparando há muito tempo para sua morte. Não foi pego de surpresa. Sua saúde vinha se debilitando paulatinamente e, apesar de seu grande esforço, constância e perseverança, teve que se render ao inevitável.

Nos últimos meses, propôs-se a realizar algumas transformações que não queria deixar inacabadas. Nesse contexto, no Vaticano dava-se início a uma brutal “guerra” pela sucessão. Como diz Jaime Escobar Martínez, diretor da revista chilena “Reflexión y Liberación”, talvez o mais destacado vaticanólogo latino-americano, “Quando um Papa está muito doente, entramos em um território desconhecido e incerto”.

Autorizados por Martínez e após uma conversa mantida com ele há dois meses, tomamos os principais elementos de sua análise sobre a sucessão papal. Ele afirma que a doença de Francisco e seu enfraquecimento físico aceleraram, já há alguns meses, os debates internos no Vaticano em torno de sua sucessão. Assim, começou-se a viver um tempo de Pré-Conclave, algo que não deveria surpreender, já que é uma tradição centenária: quando a saúde do Pontífice se deteriora, começam os movimentos dos cardeais em busca de um sucessor ideal para a Igreja.

Neste ano de 2025, o mundo enfrenta uma conjuntura política, econômica e social difícil, além de guerras e a ascensão de um conservadorismo que parecia superado no início do século 21. Nessa turbulenta conjuntura global, era normal ouvir em diversos círculos vaticanos que não poucos cardeais haviam iniciado consultas internas para examinar nomes disponíveis para indicar um novo Papa durante o próximo conclave.

Os processos internos na Cúria Romana são lentos e pouco visíveis. Cada ação, norma ou iniciativa de condução e poder é estudada sem pressa. Para o Colégio Cardinalício tratava-se de não chegar desprevenido ou desinformado às votações.

Todos os eleitores coincidiam que havia chegado o momento de discutir novas linhas pastorais, diplomáticas e de ação da Igreja Católica para estes tempos novos e complexos.

Desde já, é preciso advertir que o setor mais conservador da Igreja e aqueles que se opuseram a muitas das iniciativas e diretrizes de Francisco, liderados pelos cardeais dos Estados Unidos — hoje encorajados pela avalanche conservadora encarnada por Trump — irão sustentar seus falsos propósitos “aperturistas” no próximo conclave, assinalando que o Vaticano II (vigésimo primeiro concílio ecumênico da Igreja Católica convocado em 1959, iniciado em 1962 e concluído em 1965, cujo objetivo principal era estabelecer a relação que a Igreja deveria ter com o mundo moderno) em sua Constituição sobre a Igreja (nº 22) afirma que “o Papa é o sujeito da suprema e plena potestade na Igreja”, mas acrescenta em seguida que também “tem essa potestade, junto com o Papa, o episcopado mundial”… Toda essa estratégia de cálculo e poder já em curso foi estabelecida para assegurar votos que evitem a continuidade de Francisco com um Papa restaurador, eleito com os votos decisivos dos cardeais da África e da América Latina e que retiraram definitivamente o poder absoluto que Roma e os cardeais italianos detinham no controle do papado.

Os vaticanólogos especialistas consideram que não existe preponderância de nenhuma das correntes internas (conservadores, reformistas e progressistas) para se impor, pois nenhuma tem apoio suficiente para garantir a maioria de dois terços necessária para eleger com folga um novo Pontífice no próximo Conclave, mesmo considerando que Francisco nomeou um total de 140 cardeais. Até aqui, esses são os elementos fundamentais da análise de Jaime Escobar.

Para conseguir uma correlação de forças favorável, Francisco nomeou seu fiel amigo, o polêmico cardeal argentino, Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, Víctor Manuel “Tucho” Fernández, que realizou um árduo trabalho ad hoc, bastante desconhecido fora dos muros do Vaticano.

Da mesma forma, Francisco encarregou o bispo estadunidense Robert Francis Prevost da tarefa de designar a maior quantidade de bispos possível. O hoje cardeal Prevost, que sempre demonstrou absoluta lealdade a Francisco, foi retirado por ele do bispado de Chiclayo, no Peru, para levá-lo a Roma e nomeá-lo Prefeito do Dicastério para os Bispos e presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina — ou seja, é quem recebe as propostas para bispos e faz recomendações ao Papa.

Nos ambientes vaticanos já se ouvem nomes de prováveis Papas: Pietro Parolin, atual Secretário de Estado da Santa Sé; Matteo Maria Zuppi, arcebispo de Bolonha e presidente da Conferência Episcopal Italiana; Timothy Michael Dolan, Cardeal Arcebispo de Nova York; Mario Grech, Cardeal de Malta; Peter Turkson, natural de Gana, Chanceler das Pontifícias Academias das Ciências, que seria o primeiro Papa africano; Luis Antonio Tagle, nascido nas Filipinas, ex-arcebispo de Manila e pró-prefeito para a Evangelização, que, em caso de ser eleito, seria o primeiro Papa asiático; Pierbattista Pizzaballa, da Ordem dos Frades Menores, Patriarca Latino de Jerusalém; Giorgio Marengo, missionário do Instituto das Missões Consolata (IMC).

Outros nomes que começaram a “soar” são os do húngaro Peter Erdö, conservador, Willem Eijk dos Países Baixos, conservador, o espanhol Juan José Omella, progressista, e o mexicano Carlos Aguiar Retes, também progressista, embora dificilmente seja nomeado outro Papa latino-americano, pelo menos neste conclave.

É preciso dizer que Pietro Parolin, apesar de ter sido designado como segundo no Vaticano por Francisco, não é um cardeal “francisquista”, responde à cúria italiana.

Em uma decisão própria de sua habilidade para lidar com contradições e diferenças, Francisco o trouxe ao Vaticano desde Caracas para neutralizar essa poderosa instância.

Segundo Jaime Escobar, hoje é comentário obrigatório em Roma a preocupação fundamentada do setor progressista da Igreja, próximo a Francisco, de que poderosos grupos – religiosos e leigos – de grande influência nos episcopados europeus vêm trabalhando para designar um candidato, ainda secreto, que contaria com o beneplácito e apoio decisivo dos grupos Opus Dei, Comunhão e Libertação, Caminho Neocatecumenal, Cavaleiros de Colombo (Estados Unidos), Ordem de Malta (Roma), ou seja, toda a igreja da extrema-direita conservadora.

Nesse contexto, não há uma maioria de cardeais habilitados a votar que favoreça a extrema-direita formada pelo Opus Dei e pela igreja estadunidense.

A direita controla os Estados Unidos e a Europa, mas os setores progressistas controlam a maioria da América Latina e da África, havendo um quase empate entre os dois setores. Supõe-se que, no Conclave que definirá o novo Papa, serão decisivos os votos dos cardeais da Oceania e da Ásia. Vale dizer que a pior inimiga interna de Francisco foi, em toda situação e em todo momento, a igreja católica dos Estados Unidos.

Ao longo dos últimos anos, os Estados Unidos sempre tentaram interferir na nomeação do novo Papa; no entanto, a ingerência não se dá de forma direta a partir do governo, mas por meio da pressão dos cardeais estadunidenses que mantêm uma grande aliança com a ultradireita conservadora. Ainda que a igreja católica dos Estados Unidos não seja a mais numerosa, é sim a mais poderosa, porque é configurada pelas dioceses mais ricas. Nessa medida, exercem grande influência, sobretudo as de Nova York, Boston e Chicago, onde participam católicos brancos ricos.

Outras dioceses, como as de Los Angeles, San Diego, Miami, San Antonio e Houston, são basicamente compostas por católicos de origem latina que não possuem muito dinheiro.

Neste momento, há uma forte relação entre a igreja católica e o governo de Trump. Vários católicos como JP Vance, vice-presidente; Marco Rubio, secretário de Estado; Richard Grenell, enviado especial para a Venezuela e a Coreia; Elise Stefanik, embaixadora na ONU; John Ratcliffe, diretor da CIA; e Sean Duffy, secretário de Transporte, ocupam altos cargos na administração Trump. Talvez isso nunca tenha ocorrido na história.

Os Estados Unidos vão lutar para que os cardeais estadunidenses Michael Dolan, arcebispo de Nova York, ou Raymond Leo Burke, ex-prefeito do Tribunal Supremo da Assinatura Apostólica, sejam eleitos como Papa. O primeiro foi nomeado arcebispo de Nova York em 2009 e cardeal em 2012; o segundo como cardeal em 2010, ambas designações feitas pelo Papa de ultradireita Bento XVI.

Francisco sempre teve uma visão estratégica para o manejo do poder que gera a chefia da igreja católica. Há mais de um ano, sabendo que estava doente e que sua morte era questão de tempo, esteve preparando sua sucessão. Muito antes, começou a tomar medidas para tentar sanear o Vaticano e a igreja católica.

Fez um grande esforço, recentemente, para que sua sucessão representasse a continuidade das mudanças empreendidas durante seu papado.

Uma das medidas mais transcendentais tomadas por Francisco nos últimos tempos foi destruir o “Sodalício de Vida Cristã”, formalmente uma sociedade de vida apostólica de direito pontifício, ou seja, uma comunidade pertencente à Igreja católica composta por fiéis leigos ou clérigos. Na realidade, sob esse nome se organizava uma estrutura de extrema-direita com sede no Peru, mas com raízes em muitos países da América Latina, financiada por milionários, que controlava o governo do Peru e tinha tentáculos em outros da região. No início deste ano de 2025, em uma de suas últimas tarefas, Francisco dissolveu o Sodalício, excomungando seus membros e transferindo todos os seus bens para a Igreja católica.

Vale dizer que boa parte do dinheiro administrado pelo Sodalício provinha dos cofres da loja mafiosa P2, dissolvida em 1982. Antes disso, retiraram todos os seus recursos da Itália e os disseminaram por vários países, entre eles Brasil, Uruguai, Argentina, Nicarágua e Peru.

Talvez como nunca antes, a eleição de um Papa tenha um pano de fundo político. O que está em jogo é dar continuidade à obra de Francisco ou produzir uma regressão, inclusive muito mais conservadora e reacionária do que no passado. Parece que, no primeiro grupo, estão Zuppi, Turkson e Tagle; e no segundo, Dolan e Burke.

Os demais, e alguns outros não mencionados, seguiriam uma linha tradicionalista que tentaria manter o poder do Vaticano independentemente de quem seja o Papa. Talvez a tarefa mais transcendental do novo Papa seja o estabelecimento formal de relações diplomáticas com a China.

Assim, os 138 cardeais com menos de 80 anos e com direito a voto se preparam, dentro de poucas semanas, para celebrar o Conclave que elegerá o sucessor de Francisco. A grande dúvida é se farão isso pela continuidade de seu papado ou pela subordinação deste aos poderes globais do planeta.

Fonte aqui

Dicionário da propaganda ocidental

(Zé Oliveira Vidal, in Estátua de Sal, 23/04/2025, revisão da Estátua)

Imagem gerada por Inteligência Artificial

(Este artigo resulta de um comentário a um texto que publicámos sobre a guerra na Ucrânia do Major-General Carlos Branco (ver aqui). Pela sua acutilância e pedagogia sobre o reconhecimento das narrativas mediáticas da propaganda ocidental, resolvi dar-lhe destaque.

Estátua de Sal, 24/04/2025)


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Tudo, TUDO o que passa nos mainstream média ocidentais é DESINFORMAÇÃO USAmericana! TUDO!

Se vês/ouves a CNN, estás a ver/ouvir o que os porcos imperialistas em Washington querem. A mesmíssima coisa para a FOX News e companhia.

Da Rússia, a “propaganda” que vem são FACTOS. A parte central da propaganda USAmericana na Europa e Portugal passa por chamar “propaganda russa” aos factos e até mesmo às opiniões neutrais ou equidistantes.

Noutros países da Europa, debate-se a NATO, a União Europeia e o Euro. Debate-se a vassalagem aos EUA e o apoio aos nazis ucranianos e a tolerância para com os genocidas israelitas/sionistas. Em Portugal não. Porquê? Porque, ao contrário da MENTIRA da CNN, Portugal é, isso sim, um dos maiores vitimizados pela presença de propaganda USAmericana!

Poderia separar a propaganda da BBC/Mi6, daquela outra da Mossad/Israel, ou da Euronews/UE, mas, nos dias que correm, não vale a pena. É tudo do mesmo saco: avençados e agentes ao serviço de Washington.

Queres saber como isto funciona? Lê sobre os escândalos da USAID, NED, e companhia. A forma como eles corrompem “jornalistas” e políticos por toda a Europa.

Obviamente, terás de ler sobre isto em meios de comunicação fora do Ocidente, ou muito alternativas dentro do Ocidente, como é o caso do jornalismo de investigação do Greyzone, ou do blog de geopolítica MoonOfAlabama, ou o excelente Consortium News, ou o grande exemplo de real jornalismo da Wikileaks, ou de gente independente como a Caitlin Johnstone.

Se vês o que quer que seja na CNN/FOX, ou BBC, Euronews, ou RTP/SIC/TVI/Now/CMTV, e se não percebeste ainda que são antros de corrupção e fakenews, que debitam propaganda e manipulação 24 horas por dia, então não percebeste nada do que se está a passar no mundo e, em particular, em Portugal.

A mesma coisa em relação aos meios escritos, como o Expresso/Público, o Der Spegel, The Guardian, El País, etc, e obviamente o Washington Post, The Economist, New York Times, etc.

Aqui tenho de falar finalmente do texto do Carlos Branco: se se baseia no que o New York Times publicou, então baseia-se na mentira.

Obviamente os EUA são quem planeou durante décadas esta guerra proxy contra a Rússia, obviamente os EUA estão envolvidos em TUDO, desde o financiamento a nazis para fazerem o golpe Maidan, até à invasão de Kursk.

Se o New York Times agora publica isso, é porque a Casa Branco assim ordenou. A atual administração quer fazer de conta que está “de fora” de uma guerra proxy que o próprio Trump ajudou a preparar no seu primeiro mandato, em total prolongamento com a agressão imperial seguida por Obama e Biden. Não houve HIMARS a bombardear em Kursk? Houve! Logo aqui se deteta a mentira do New York Times.

Mas para saberes o que eu sei, precisas de ir aos OSINT (Open Source Intelligence) – fontes abertas de inteligência -, que diariamente falam de FACTOS sobre as linhas da frente. Recomendo o Defense Politics Asia, o Southfront (censurado na EUroditadura), o Geroman (a conta Telegram dele compila mapas de várias fontes credíveis, e tem imagens/vídeos com geolocalização), e ainda o WarMonitor (um site do Líbano que fala sobretudo da agressão/genocídio que o ocidente/sionismo comete na Palestina e arredores.

No caso da TV, como a RT está censurada pela EUroditadura, já só sobram os canais CGTN (China) e TeleSUR (Venezuela) para te poderes informar sobre a realidade. E mesmo aqui tens de ter atenção à propaganda de cada um. TODOS fazem propaganda. Mas isso não significa que os outros façam como o Ocidente onde a mentira é descarada e a toda a hora!

E eis uma lista de pistas simples para identificar quem é quem:

  • Se diz “NATO defensiva” ou “agressão Russa”, então é um canal de propaganda ocidental. Obviamente, factualmente, a NATO é ofensiva, criminosa, e a Rússia está a intervir justificadamente contra quem golpeou a Ucrânia e violou a paz de Minsk.
  • Se chama “guerra Israel – Hamas”, então é propaganda ocidental. São três mentiras em três palavras. Não é guerra, é GENOCÍDIO. Não é só de Israel (nem é de todos os israelitas), mas sim de sionistas sanguinários ocidentais, e em particular da extrema-direita racista israelita (Netanyahu e companhia são comparáveis a nazis). E não é contra o Hamas, mas sim contra todo o povo palestiniano, acima de tudo mulheres e crianças indefesas.
  • Se glorifica Zelensky, então é propaganda ocidental. Zelensky é um vassalo corrupto dos EUA, e é de facto um ditador no regime UcraNazi. Só merece condenação, não merece um pingo sequer de tolerância. É contra a paz, persegue a oposição, acha normal glorificar o nazismo, proibiu eleições, ataca crentes ortodoxos, etc.
  • Se critica a Venezuela, é propaganda ocidental. A Venezuela é uma democracia soberana anti-imperialista. Só merece a nossa admiração e apoio.
  • Se apoia a União Europeia e as suas instituições de opressão, então é propaganda ocidental. A UE é, de facto, uma ditadura que nos roubou a soberania. Hoje violamos a nossa Constituição e fazemos censura de canais de notícias, por ordem da UE. Recebemos ordens de NÃO-eleitos, como a Leyen e a Kallas, que são obviamente agentes dos EUA com a missão de nos colocar a pagar mais para garantir o lucro da Lockeed Martin, Raytheon, Boeing, etc. Quando estas corruptas ameaçam quem celebrar o Dia da Vitoria a 9 de maio, mas apoiam descaradamente quem glorifica nazis, e repetem toda a propaganda da CIA/Pentágono, então está tudo dito sobre a natureza da UE.
  • Se promovem Hollywood/Netflix, e seus palhaços/atores, então é propaganda ocidental. Não há arte nem cultura nenhuma nestes meios. Só há propaganda dos EUA e Israel. A “Mulher Maravilha” é uma agente da Mossad apoiante de genocídio. A Marvel coloca a NATO ao lado dos Avengers. Filmes atrás de filmes colocam os russos como os mauzões, e chamam “heróis” aos porcos imperialistas dos EUA/NATO que foram invadir tantos países e assassinar milhões de humanos (no Iraque, no Afeganistão, na Líbia, etc.).
  • Se falam de cantores dos EUA como “os melhores”, mas não têm espaço para falar sequer de artistas portugueses ou de outras partes do mundo, então é propaganda ocidental. Quantas vezes tu ouviste nas “notícias” na TV falar da Madonna ou da Taylor Swift? Agora compara com as vezes que tais “noticiários” falaram dos portugueses Killimanjaro ou Eu.Clides ou Kleft ou Romeros ou Inês Marques Lucas, etc.. Do melhor que se faz em Portugal nos respectivos géneros, e com ZERO tempo de antena nos “noticiários”.

Abre os olhos!

A Rússia, a China, o Irão, a Venezuela, a Geórgia, a África do Sul, a Argélia, a Bolívia, Cuba, Sérvia e Srpska, até o Hezbollah do Líbano e os Houthis do Iémen, estão do lado certo da História e da Humanidade. Que mal é que algum destes povos te fez a ti ou à Europa? Nenhum! Que mal é que esta gente faz ao mundo? Nenhum!

Nós, em Portugal, é que somos uma mera província sem qualquer independência nem acesso à verdade, num império dos EUA que é terrorista, antidemocrático, fascista, colaborador de nazis, e GENOCIDA.

Os soldados russos estão na sua fronteira e no seu território histórico a salvar gente que é vítima do nazismo ucraniano e do imperialismo ocidental.

Mas os nossos soldados andam a invadir o Kosovo (Sérvia), o Iraque, o Afeganistão, etc., onde quer que o imperador em Washington nos mande invadir.

A Rússia na Crimeia (onde só vivem russos) é “ilegal” e “agressão”, mas nós a exterminar meio milhão de palestinianos ou um milhão de iraquianos ou a colocar a al-Qaeda no poder na Síria é só “democracia e liberdade”.

E todos os que, como eu, já abriram os olhos e contrariam as mentiras do império GENOCIDA ocidental, dizem eles que somos todos “propagandistas do Putin”…

Queres saber como é que a Alemanha foi convencida nos anos 30? Foi assim. Manipulação em massa. Um povo inteiro a acreditar numa narrativa completamente separada da realidade. E a demonização/cancelamento de quem se opõe à narrativa do regime.

Tu, em 2025, ainda andares a acreditar na estrumeira que passa na CNN, é o equivalente a um alemão, em 1945, a andar a acreditar naquilo que a máquina de propaganda de Hitler dizia.

És uma vítima! Não tem mal nenhum abrires os olhos e admitires que foste enganado. Mal será, para todos nós, se a maioria continuar de olhos fechados e a negar a realidade.

Notas Soltas, entre a ironia e a cólera

(Carlos Esperança, in Facebook, 23/04/2025, Revisão da Estátua)

Os cravos já não são vermelhos… (Imagem gerada por AI)

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Ministério Público – Na terceira vez que entrou em período eleitoral, prejudicando o PS, criou uma investigação preventiva para arquivar suspeitas graves sobre o líder do PSD; depois, inventou outra para, através da imprensa, criar suspeitas sobre o líder do PS.

Primeiro-ministro – Montenegro foi à Madeira inspirar-se em Miguel Albuquerque para aprender com o exemplo a ganhar as eleições. Não foi por acaso que prometeu continuar a governar(-se), mesmo que fosse constituído arguido. É a ética a render votos.

Funeral do Papa – Marcelo, Montenegro, Aguiar Branco e Paulo Rangel vão ao funeral do Papa, e deixam o Moedas. Acompanham o Papa à última morada, mas regressam. É, aliás, o regresso que preocupa, depois de gozarem a época baixa da hotelaria romana!

André Ventura – O homem é tão pequenino que cabe numa casa de 30m2 onde cabem ainda o Moedas e as malas do Miguel Arruda. Trump há de orgulhar-se dele por ver no discípulo um modelo tão inspirador.

Ministério da Administração Interna – Em 14 de abril disse ignorar em absoluto o apagão do capítulo sobre a extrema-direita do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) e como o Governo não mente só pode presumir-se uma relação difícil com a verdade e fácil com o álcool. (Ver na imagem ao lado).

Presidente da República – O homem gosta de funerais, mas podia ter-nos poupado às suas divagações sobre a vida eterna e à convocação dos telespetadores para comunicar estados de alma às 20h quando podia não o fazer ou tê-lo feito a qualquer hora.

25 de Abril (1) – Depois de ter substituído o Primeiro-ministro, o Presidente da Assembleia da República e a maioria, e alterado a correlação de forças na Assembleia da República, o Presidente da República não podia desejar melhor, para preitear o pai, do que deixar o país de luto no 25 de Abril e com as forças antidemocráticas à solta. Isto não se inventa.

25 de Abril (2) – A emigração do Estado e o luto papal no dia da Liberdade é a maior canalhice dos últimos 51 anos pós Abril. Isto é o recreio do Presidente da República, Primeiro-ministro e Presidente da Assembleia da República que exoneram o patriotismo, a democracia e a decência e transformam o Estado em offshore da democracia.