Ambiente “Mossad” em Israel onde a guerra das sombras se torna apocalipse público!

(Por Phil Broq, in Blog de l’éveillé, 16/06/2025, Tradução Isabel Conde, Revisão Estátua)


Israel invocou tanto o inferno que está a arder nele…


Houve um tempo, não muito longínquo, em que Israel se arrogava o monopólio da violência no Médio Oriente, pavoneando-se por trás da sua Cúpula de Ferro, das suas armas americanas e das suas armas nucleares não declaradas, ditando as suas vontades aos meios de comunicação corruptos e subsidiados, com a bênção silenciosa de um Ocidente cúmplice. Impunha a sua lei pelos ares, semeava bombas nas ruas de Damasco, Teerão e Beirute, eliminava os seus inimigos sem julgamento e ousou depois falar sem tremer do seu “direito de se defender”, enquanto atacava todos os seus vizinhos. Mas essa época está a desmoronar-se sob os escombros fumegantes de Haifa e as chamas que devoram Telavive, no mesmo momento em que escrevo estas linhas.

A arrogância militar israelita, alimentada por décadas de impunidade, acaba de se deparar com uma realidade que não tinha previsto, com um adversário que já não recua, que ataca metodicamente, massivamente e com precisão. O Irão, há muito fechado numa postura defensiva face a uma campanha de sabotagem, de assassinatos seletivos e de provocações contínuas, escolheu a hora da réplica em 15 de junho de 2025. E esta réplica nada tem de retórica fanfarrona, visto que se mede actualmente em centenas de mísseis, em drones suicidas e em ataques cirúrgicos contra numerosas infraestruturas estratégicas israelita.

Telavive, a arrogante montra da modernidade israelita, arde. Haifa, bastião industrial e militar, está em ruínas. O porto está crivado de crateras, as fábricas de Rafael estão esventradas e até o Instituto Weizmann foi transformado em carcaça fumegante. A Cúpula de Ferro, há muito apregoada como um escudo implacável contra os rockets palestinianos, na realidade revela-se uma peneira tecnológica obsoleta. Os mísseis balísticos, hipersónicos e inteligentes iranianos penetraram nas camadas da defesa israelitas como se elas não existissem. O que outrora era uma demonstração de domínio tecnológico transformou-se num parque de diversões a céu aberto livre para os drones kamikaze de Teerão. Até as instalações mais sensíveis, como as centrais eléctricas, as bases militares e as residências de altos funcionários foram atingidas com uma precisão arrepiante. Israel, que ainda ontem dava lições em matéria de segurança, esconde-se agora em abrigos subterrâneos, incapaz de garantir a sua própria defesa face a uma chuva de projécteis de alta tecnologia que são um reflexo exato dos seus próprios métodos.

O que vemos não é apenas de uma resposta militar do Irão, mas um pôr a nu. Uma humilhação estratégica e uma advertência brutal de que a ordem internacional não pode tolerar eternamente o unilateralismo armado. O que estamos a testemunhar hoje é o colapso de um mito de longa data da invulnerabilidade israelita. O Irão já não é o joguete dos ataques israelitas, mas tornou-se o espelho trágico e implacável da sua política externa. A consequência tão lógica quanto direta de décadas de provocações não sancionadas. Israel quis esta guerra, mas já não controla o cenário. E a história, essa, está em vias de mudar de rumo.

Desde 2023 que Israel multiplica os ataques contra alvos iranianos no território da República Islâmica, sem declaração de guerra, sem mandato do Conselho de Segurança da ONU e, sobretudo, sem a mínima justificação legal reconhecida pelo direito internacional. Estas operações militares são o que parecem ser. Violações flagrantes da Carta das Nações Unidas (artigo 2§4), que proíbe explicitamente o recurso à força contra a integridade territorial ou a independência política de um Estado membro.

Israel não estava em guerra com o Irão. Não tinha sido atacado por Teerão. Nunca nenhum míssil tinha atravessado a fronteira israelita antes de 2025. No entanto, o Tsahal arrogou-se o direito de proceder a assassinatos selectivos em solo iraniano, de sabotar infraestruturas civis e nucleares, de fazer explodir cientistas nas ruas de Teerão à maneira dos mafiosos e de fazer explodir comboios humanitários na Síria sob o pretexto de serem “pró-iranianos”. Tudo isso com a aprovação tácita, se não explícita, dos Estados Unidos e dos seus satélites europeus. Uma verdadeira licença para matar, de geometria variável, cujo objectivo é criar o “Grande Israel”, um programa imobiliário oculto sob mofos messiânicos.

E quando Israel é confrontado com a questão da legalidade das suas acções, foge. No entanto, Telavive nunca levou a sua paranoia sobre o programa nuclear do Irão aos tribunais internacionais. Nunca apresentou uma queixa ao Tribunal Internacional de Justiça. Muito simplesmente porque uma análise séria, por parte de organismos independentes como a AIEA, desmontou sistematicamente as suas alegações. O Irão cumpre, ou pelo menos cumpria, até ao bombardeamento das suas instalações, as regras do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Não há provas tangíveis do fabrico de uma arma atómica. Até uma fatwa religiosa suprema proibiu explicitamente o Irão de construir uma bomba nuclear. Um compromisso moral que poucos países com armas nucleares, incluindo Israel, poderiam aspirar a igualar.

Mas Israel assenta no direito internacional como num banco velho. O seu objectivo não é a segurança, é o domínio. Ao perpetuar o mito de um Irão nuclear ameaçador, está a justificar o seu próprio programa atómico ilegal, cuidadosamente não reconhecido, nunca inspeccionado e, no entanto, o mais perigoso da região. E, sobretudo, usa esta ficção para justificar um estado de guerra permanente, no qual pode fazer-se de eterna vítima enquanto age como o principal agressor.

Não se trata de um conflito pontual ou de um mal-entendido diplomático. Trata-se de um sistema de provocação deliberada, mantido metodicamente durante décadas. Israel provoca, viola o direito, assassina em silêncio e depois grita agressão assim que um contra-ataque ameaça o seu monopólio da violência. É a política do fogo sem fumo, da guerra sem guerra, da impunidade como doutrina. Mas a História pode estar a mudar. Desta vez, o Irão não apresentou queixa em Haia. Respondeu com fogo. E Telavive saboreia pela primeira vez o que significa, concretamente, viver sob a ameaça de um céu hostil.

É preciso voltar a dizê-lo com clareza! Israel é a única potência nuclear do Médio Oriente. É um facto, mesmo que Israel se esforce por nunca o confirmar publicamente. Esta “ambiguidade estratégica” não passa de uma hipocrisia diplomática tolerada e até protegida pelos seus aliados ocidentais. Enquanto as centrifugadoras iranianas são acossadas diante das câmaras, desvia-se o olhar das ogivas israelitas armazenadas em Dimona, à sombra do deserto do Negev. Até hoje, nenhum inspetor da AIEA pôs os pés no local. E com razão, porque Israel recusa-se simplesmente a assinar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) que, no entanto, exige, insistente e ruidosamente, que o Irão respeite até ao mais ínfimo pormenor.

Ironia geopolítica, pensarão. Eu diria antes um cinismo nuclear! Porque, há anos que Israel, com a cumplicidade estridente dos Estados Unidos e a submissão muda da União Europeia, acusa o Irão de querer fabricar uma arma atómica, apesar de nunca ter havido nem provas, nem confissões, nem testes, nem declaração oficial que sustentassem essa acusação. Pelo contrário, dezenas de relatórios da AIEA, disponíveis para consulta pública, confirmaram que o Irão respeita os seus compromissos. O Irão foi mesmo ao ponto de propor, com insistência, a criação de uma zona desnuclearizada no Médio Oriente, ideia imediatamente rejeitada por Israel.

Porque aceitar esta iniciativa significaria abrir a porta às inspecções internacionais do seu próprio arsenal, aderir ao TNP e revelar aquilo de que todos suspeitam. A saber, que Israel possui armas nucleares e não tem qualquer intenção de as abandonar. Por outras palavras, Israel não quer eliminar a ameaça nuclear na região, quer continuar a ser A ÚNICA ameaça nuclear.

Assim se constrói a dualidade de critérios, porque aquilo que Telavive se permite em segredo, demoniza-o no outro; o que as suas ogivas encarnam nos silos, censura-o nas centrifugadoras de enriquecimento para uso civil do programa iraniano. A propaganda fez o resto, transformando o Irão num “Estado pária” com ambições atómicas demoníacas, enquanto Israel, embora detentor clandestino da arma suprema, se pavoneia como o autoproclamado guardião da paz.

Mas esta ficção desmorona-se agora. A estratégia israelita, assente no bluff, na intimidação e no silêncio nuclear, já não resiste ao teste da realidade. São os mísseis iranianos que agora caiem sobre as suas centrais elétricas, as suas bases militares e os seus centros de investigação. São os alvos israelitas, outrora a salvo de represálias, que explodem uns atrás dos outros.

Já não é uma questão de dissuasão, é uma lição de reciprocidade. E esta lição começa a quebrar a aura de invencibilidade de Israel, cuja arrogância nuclear está agora a ser exposta, visada e virada contra si. Porque, durante décadas, Israel teve a audácia, ou o desplante, de se apresentar como uma vítima perpétua, um David cercado por Golias bárbaros, justificando em nome da sua “sobrevivência” uma diplomacia baseada no assassínio, na sabotagem, na intimidação e na chantagem militar.

Mas o que acontece quando os serviços secretos deste “povo autoeleito” se comportam exatamente como o inimigo que dizem combater? Acontece que o mundo começa finalmente a ver que Israel industrializou o terrorismo de Estado, com a sofisticação de um cirurgião e a selvajaria de um esquadrão da morte.

Quanto ao Mossad, não é um serviço de informações. É uma organização de eliminação sistemática. Um grupo de terroristas internacionais. O seu modus operandi, com uma assinatura única, usa carros-bomba, agentes adormecidos, explosões selectivas, ciber ataques e liquidação física de qualquer pessoa considerada uma “ameaça” pela superioridade israelita. Se o Daesh e a Al-Qaeda (aliás, financiados pelos EUA) colocassem bombas, as pessoas gritariam jihad. Se Israel rebenta com um cientista nuclear iraniano nas ruas de Teerão, há apenas um silêncio educado, ou mesmo uma admiração abafada, declarando-se nas televisões subsidiadas e sionistas: “que eficácia dos serviços secretos”. O mesmo método, a mesma cobardia, mas uma narrativa completamente diferente.

E, desde abril de 2025, o verniz estala. Explosões sacodem Teerão, carros explodem em bairros civis e crianças iranianas morrem a brincar na rua. O culpado é oficiosamente o Mossad. Mas oficialmente… ninguém. Estas tácticas, outrora camufladas em narrativas de defesa preventiva, são agora recicladas no horror nu do terrorismo urbano, como se o exército israelita tivesse finalmente decidido imitar os seus inimigos em vez de os combater. Reconhecem-se os mesmos métodos que os usados pelos grupos terroristas, o que poderia levar-nos a pensar que são as mesmas pessoas que assim agem.

Na verdade, a guerra limpa não existe, mas Israel sempre gostou de sujar as mãos com luvas brancas. No fim de contas, o “exército mais moral do mundo” não passa de um amontoado de terroristas protegidos pelos meios de comunicação e pelas armas do Tio Sam.

Só que, desta vez, a opinião pública internacional, saturada de imagens, de vídeos, de provas, começa a fazer a ligação entre estes métodos que são tão idênticos aos das organizações terroristas que se tornam assinaturas de sangue. O único elemento que muda é a nacionalidade do assassino anunciado pelos meios de comunicação social.

Este terrorismo de Estado atingiu um clímax grotesco quando fontes iranianas afirmaram que o Mossad planeava um falso ataque a bases americanas para desencadear uma guerra total contra o Irão. Uma manipulação tão vil como uma falsa bandeira, digna de um thriller paranoico… salvo que, no cenário do Médio Oriente, este tipo de intriga é banal. É a política externa israelita em ação que persiste em acender um rastilho e depois acusar os outros do incêndio.

E quando o Irão contra-ataca, metodicamente, visando os centros de informação escondidos no coração dos colonatos israelitas – o que, não esqueçamos, faz dos civis israelitas, de facto, escudos humanos em torno de instalações militares -, redescobrem-se então as grandes lágrimas de crocodilo de Telavive. O Mossad mata na sombra, Israel ataca à luz do dia e depois clama ser mártir assim que um míssil cai sobre Haifa ou Telavive.

Mas, desta vez, a encenação não funciona. O cenário perdeu originalidade. E os drones “Shahed” filmam os seus alvos antes de os destruírem. Os vídeos espalham-se mais depressa do que os desmentidos oficiais. A propaganda israelita vacila, o mito sucumbe. Até a santa aliança mediática ocidental tem dificuldade em acompanhar, porque há demasiados corpos, demasiadas chamas, demasiados mísseis para que isto possa ser disfarçado de operação “defensiva”. E este Estado ilegal, que fazia reinar o medo nas ruas dos seus vizinhos, prova agora as suas próprias receitas. O Mossad, orgulhosa encarnação da “precisão cirúrgica”, acaba de descobrir que a guerra, a verdadeira, não se limita a colocar bombas debaixo dos bancos dos carros dos outros. Acaba sempre por regressar a casa.

Perante esta chuva de fogo, as elites israelitas fogem para os bunkers, os soldados desertam e os chefes dos serviços secretos demitem-se. O Shin Bet vacila, o Mossad perde o controlo e Netanyahu, saído dos seus túneis para inspecionar as ruínas, só tem cinzas como horizonte político. Enquanto o Ocidente fecha frouxamente os olhos, Israel descobre, estupefacto, o que significa sofrer o que há muito infligia aos outros. O choque não é apenas militar, é um colapso moral. Um povo habituado a atacar sem ser punido apercebe-se agora e com terror que a guerra, a verdadeira, já não distingue nada entre o carrasco e a sua própria fachada de vítima.

Além disso, depois de ter armado a Ucrânia até aos dentes, como um gladiador sacrificado no altar da NATO, Washington faz agora vista grossa, cansado de um conflito que não rendeu nada a não ser stocks de munições a repor e milhares de milhões evaporados no nada. Zelensky, agora uma silhueta trágica, pedincha obuses, enquanto os grupos de reflexão de Washington preparam já os próximos funerais geopolíticos de Israel. Porque, nos bastidores, os Estados Unidos desobrigam-se cobarde, mas metodicamente. O fiel aliado é agora um fardo estratégico, bom para acenar nos discursos, mas demasiado arriscado para defender quando os mísseis chovem.

A mensagem de Mac Gregor é clara para todos: “Se desencadearem um inferno regional, não contem connosco para o extinguir com o nosso sangue e o nosso dinheiro”. Israel, tal como a Ucrânia, são agora dois peões sacrificados no tabuleiro de xadrez imperial. Dois aliados demasiado fanfarrões, agora deixados à sua própria sorte, enquanto a América, embriagada pela dívida e pelo fentanil, se retira por trás do seu slogan “America First”. Uma tradução contemporânea do “cada um por si”!

Assim, pela primeira vez em décadas, Israel, esse colosso com pés de barro, é obrigado a rever a sua pretensa invencibilidade, uma vez que deixou de ser apoiado pelos EUA. O Irão, até agora visto como um Estado “pária”, submetido a um embargo permanente e a uma guerra-sombra, acaba de romper o monopólio da força unilateral no Médio Oriente. Com os seus ataques massivos, precisos e implacáveis, Teerão arrasa a narrativa ocidental de um agressor perpétuo transformado em vítima legítima. Mas esta mudança não diz respeito apenas a Israel, visto que abala também todas as alianças e equilíbrios e incita as potências mundiais a reavaliarem os seus cálculos estratégicos.

A arrogância com que Israel perpetrou o seu genocídio em Gaza, massacrando civis sob o pretexto de uma “legítima defesa”, terá sido, finalmente, a sepultura que o país cavou para si próprio, com a sua arrogância, ao atacar frontalmente o Irão. Uma coisa é reduzir a nada uma população sob embargo há 40 anos, faminta, sedenta e martirizada; outra coisa é atacar um país como o Irão!

Esta política de ultra agressão, baseada na impunidade e na brutalidade descomplexada, despertou um adversário determinado, pronto a redefinir definitivamente as regras do jogo militar e diplomático. Hoje, é Israel que aprende, a um preço elevado, o que é o terror que impôs aos seus vizinhos. E, neste jogo sangrento de lorpas, é a lógica implacável da justiça histórica, dolorosa, lenta, mas inexorável, que vem bater à porta de Telavive. Mas esta estratégia baseada na força bruta e na injustiça só podia voltar-se contra ele. E já não era sem tempo…!

A partir de agora, o Irão já não se contentará em ser a vítima silenciosa de provocações e ataques ilegais. O que o mundo vê hoje já não é simplesmente uma guerra regional, mas o regresso brutal da justiça histórica. Quer queira quer não, Israel está prestes a ser colocado no seu devido lugar, e não pela diplomacia ou pelos tribunais internacionais, mas pela força implacável de um Estado que se recusa a deixar-se humilhar ainda mais e aniquilar sem reagir.

O Irão demonstra que a resistência e a soberania podem prevalecer perante as potências dominantes, enviando assim uma forte mensagem à comunidade internacional sobre a necessidade de respeitar os direitos e as aspirações dos povos. A narrativa da vítima desmorona-se, as máscaras caiem e uma nova era pode muito bem começar para o mundo inteiro, cansado de viver diariamente os horrores e as injustiças. Uma era em que a arrogância de ontem se torna a retribuição de hoje.

Israel invocou tanto o inferno que está a arder nele…

Fonte aqui

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Os sionistas estão a gritar: “Tio Sam, ajuda-nos”

(Por Larry C. Johnson, in Observatorio Crisis, 15/06/2025, Revisão Estátua)


A Rússia enviou um aviso claro a Israel e aos Estados Unidos: a Rússia apoia o Irão.


A euforia inicial de Israel com os ataques da manhã de sexta-feira contra alvos iranianos se esvai à medida que os moradores israelenses experimentam o próprio veneno. O tão alardeado Domo de Ferro de Israel é um fracasso completo. Postei alguns vídeos abaixo mostrando como os mísseis iranianos chegam sem impedimentos.

Em seu último vídeo, BORZZIKMAN relata que o ataque iraniano de ontem à versão do Pentágono das FDI destruiu um sistema de defesa aérea THAAD que foi implantado para “proteger” o prédio.

Pepe Escobar foi entrevistado hoje pela Nima e forneceu notícias importantes de suas impecáveis ​​fontes russas. Israel, com a ajuda do Ocidente, atacou o Irão com um ataque cibernético na manhã de sexta-feira (horário de Teerão), desativando o sistema de defesa aérea iraniano. Israel e o Ocidente previram que isso desativaria a capacidade do Irão de rastrear e atacar mísseis inimigos por vários dias. Segundo Pepe, técnicos iranianos colocaram o sistema em funcionamento em 10 horas.

A propaganda da Vila Potemkin , gerada por Israel e disseminada pela mídia ocidental, está se desintegrando. Enquanto muitos no Ocidente ainda acreditam que Israel desferiu um golpe fatal no Irão e que o país está a poucos dias do colapso, a força de mísseis iraniana continua a avançar, bombardeando Israel exaustivamente. 

Suspeito que o Irão esteja empregando táticas Houthi com seus mísseis balísticos, disparados de lançadores móveis; ou seja, em vez de depender de pontos fixos, o Irão está posicionando seus mísseis por todo o país em lançadores móveis, que são virtualmente impossíveis de detectar e destruir a tempo. 

Enquanto escrevo isto, o Irão teria lançado uma oitava onda de mísseis. O Irão se envolverá em uma batalha de retaliação contra Israel até que Israel cesse seus ataques ao Irão.

Outra realidade que Israel enfrenta é que os Estados Unidos não têm suprimentos ilimitados de mísseis de defesa aérea ou outras armas para enviar a Israel. Por exemplo, considere as limitações dos sistemas de mísseis antibalísticos THAAD e SM-3… Os EUA só conseguem fabricar de 50 a 75 THAAD e de 60 a 84 interceptores SM-3 por ano! Hoje li outra reportagem — que não consigo encontrar agora — afirmando que os EUA estão enviando armas para Israel com destino à Ucrânia. 

Tenho certeza de que Zelensky ficará encantado com a notícia. Se esta reportagem for verdadeira, os dias da Ucrânia estão contados. Sem o apoio militar e de inteligência dos EUA, a Ucrânia não conseguirá sustentar suas operações militares durante o verão.

Gostaria de relembrar o Acordo de Parceria Estratégica que a Rússia e o Irão assinaram em 17 de janeiro. Abaixo estão as seções críticas relacionadas à atual guerra com Israel:

Artigo 3

No caso de uma das Partes Contratantes ser submetida a uma agressão, a outra Parte Contratante não fornecerá ao agressor qualquer assistência militar ou de outro tipo que contribua para a continuação da agressão e ajudará a garantir que quaisquer diferenças que tenham surgido sejam resolvidas com base na Carta das Nações Unidas e outras regras aplicáveis ​​do direito internacional.

O que isso significa? O direito à legítima defesa é reconhecido no Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, que permite aos países se defenderem em caso de ataque armado. Essa legítima defesa deve ser:

  1. Em resposta a um ataque armado real
  2. Imediato e necessário
  3. Proporcional à ameaça

O ataque de Israel às instalações nucleares do Irã, nos termos deste acordo, significa que o Irã, com o apoio da Rússia, terá plenos direitos de resposta militar. A Rússia enviou a Israel e aos Estados Unidos um aviso claro: a Rússia apoia o Irã.

O Artigo 4 é particularmente revelador porque admite que a Rússia e o Irão têm acordos separados que regem a cooperação entre suas respectivas agências de inteligência e segurança:

Artigo 4

Os serviços de inteligência e segurança das Partes Contratantes cooperarão no âmbito de acordos separados.

O Artigo 5 revela que a Rússia e o Irão concordaram com um nível abrangente de cooperação militar, abrangendo tudo, desde treinamento a exercícios militares e resposta a ataques:

Artigo 5

1. A fim de desenvolver a cooperação militar entre suas agências relevantes, as Partes Contratantes realizarão a preparação e a implementação dos respectivos acordos no âmbito do Grupo de Trabalho sobre Cooperação Militar.

2. A cooperação militar entre as Partes Contratantes abrangerá uma ampla gama de questões, incluindo o intercâmbio de delegações e especialistas militares, escalas em navios e embarcações militares das Partes Contratantes, treinamento de pessoal militar, intercâmbio de cadetes e instrutores, participação, mediante acordo prévio entre as Partes Contratantes, em exposições internacionais de defesa organizadas pelas Partes Contratantes, realização de competições esportivas conjuntas, eventos culturais e outros, operações conjuntas de socorro e salvamento marítimo, bem como o combate à pirataria e ao roubo à mão armada no mar.

3. As Partes Contratantes interagirão estreitamente na condução de exercícios militares conjuntos dentro do território de ambas as Partes Contratantes e além dele, por consentimento mútuo e levando em conta as regras geralmente reconhecidas do direito internacional aplicável.

4. As Partes Contratantes consultar-se-ão e cooperarão entre si para combater ameaças militares e de segurança comuns de natureza bilateral e regional.

Donald Trump chegou ao poder com o apoio de milhões de eleitores que acreditaram em sua promessa de não envolver os Estados Unidos em guerras estrangeiras desnecessárias. Parece que ele está quebrando essa promessa. 

Aparentemente, ele não aprendeu nada com George H.W. Bush, que prometeu “nada de novos impostos” e depois quebrou a promessa. Os eleitores não o perdoaram. Se Trump intervir em nome de Israel, provavelmente sofrerá um destino político semelhante; só que, em vez de não ser reeleito, verá o apoio político de um segmento-chave de sua base ruir.

Fonte aqui

Nota: O autor é ex-oficial da inteligência dos EUA.

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Promessa Verdadeira 3: O Irão responde com a tão esperada retaliação hipersónica

(Por Simplicius, in Substack, 15/06/2025, Trad. Estátua)

Imagem gerada por IA

O Irão lançou a próxima etapa de sua operação “True Promise 3.0”, visando diversos locais da infraestrutura energética e militar israelense. Desta vez, a operação teria incluído os mais recentes mísseis hipersônicos Fattah-1, que causaram um impacto deslumbrante em Telavive e no norte de Israel — um espetáculo tão espetacular que só é comparável aos ataques de Oreshnik do ano passado:

As cenas eram quase irreais demais para acreditar, como algo saído de um filme superproduzido de Michael Bay. Entre os alvos estavam a refinaria de Haifa e o centro de pesquisa israelense do Instituto Weizmann de Ciência em Rehovot, perto de Tel Aviv:

Qual o papel da refinaria de Haifa, que o Irão atacou? A Refinaria de Petróleo de Haifa, no norte da Palestina ocupada, fornece mais de 60% das necessidades de combustível de Israel, desde gasolina e diesel até querosene de aviação para a Força Aérea. Com essas instalações danificadas no ataque iraniano desta noite, Israel enfrentará um problema de combustível. Este ataque bem-sucedido à refinaria de Haifa é um golpe estratégico na espinha dorsal económica e militar de Israel. O facto de Israel permanecer em silêncio sobre os impactos na sua refinaria e ainda não ter dito nada, mas se ter concentrado no impacto em Tamra – que acredito ter sido causado pelo próprio míssil interceptador israelense que falhou (teremos que ver), mostra que os danos foram dolorosos. E é apenas o começo…

O New York Times, citando imagens que lhe foram compartilhadas, relata que o centro de pesquisa israelense, o Instituto Weizmann de Ciência, foi danificado por um míssil balístico iraniano nos ataques mais recentes ao centro de Israel. O prédio está localizado em Rehovot, ao sul de Telavive, e um incêndio teria ocorrido num dos prédios que abriga os laboratórios.

Enquanto isso, Israel também atingiu o maior campo de gás natural do Irão — South Pars — que também é o maior do mundo:

Israel está bombardeando a capacidade do Irão exportar petróleo e gás natural. Isso eliminará a capacidade do Irão de exportar cerca de 2 milhões de bpd, a maior parte destinada à China. O campo de gás natural de South Pars, no Irão, está fechado, e o campo de petróleo de Shahran está em chamas. Há relatos de que várias refinarias de petróleo no Irão estão em chamas. Isso causará escassez de gasolina e diesel no Irão. Os preços do petróleo e do gás natural dispararão quando os mercados abrirem na segunda-feira.

No entanto, a primeira rodada de ataques de Israel, previsivelmente, causou muito menos danos do que o alegado. A maioria das pessoas não tem ideia de como fazer BDA e simplesmente tira conclusões precipitadas com base em imagens emotivas de um ou outro objeto “destruído”.

Tomemos como exemplo a instalação de Tabriz: um ou dois pequenos edifícios foram “danificados”:

Natanz — uma instalação gigantesca, como pode ser visto claramente — viu alguns transformadores de energia e uma subestação sofrerem danos leves a moderados:

Além disso, também foi mostrado que a maioria das imagens dos ataques de Israel contra ativos terrestres iranianos eram iscas, já que nenhum dos MRBMs foi visto explodindo depois que grandes munições caíram sobre eles.

Da mesma forma, as alegações de “superioridade aérea israelense” foram uma mistura desleixada, costurada a partir de imagens de drones Heron da IAI voando baixo, circulando brevemente sobre Teerão para fotos de relações públicas — provavelmente antes de serem abatidos, já que surgiram clipes de algumas “aeronaves de grande porte” que o Irão alegou serem F-35s destruídos, mas que provavelmente eram drones. Além disso, as alegações de sucesso de “infiltração” israelense e “bases secretas” pareciam ser mais um exagero para operações psicológicas, já que se descobriu que israelenses estavam operando a partir de bases secretas no Azerbaijão, lançando drones e vários outros objetos contra o Irão de todas as direções. Isso, aliás, não é nenhuma novidade — desde 2012:

A única parte da operação que se mostrou relativamente bem-sucedida foi o assassinato de importantes líderes iranianos e figuras nucleares. Depois dos ataques eu postei no twitter:

O teste definitivo de falseabilidade do “sucesso” dos ataques israelenses: veja a rapidez com que Israel afirmará que o Irão está “mais uma vez” perto de obter a bomba. Comemorem agora, mas em 2 a 3 meses Bibi estará gritando que o Irão está mais uma vez “na marca dos 90%” de enriquecimento. A grande questão: quando Bibi gritar em 2 ou 3 meses, os atuais “celebrantes” admitirão que os ataques foram um fracasso total? Ou tudo será varrido para debaixo do tapete como em todas as outras vezes…?

Parece que minha previsão se tornou realidade muito antes, porque quase imediatamente foi anunciado que Israel é realmente incapaz de destruir o programa nuclear do Irão, e que Israel estava solicitando urgentemente ajuda dos EUA para fazê-lo. Axios escreve que Israel não tem grandes destruidores de bunkers nem seus porta-bombardeiros estratégicos para infligir danos reais às principais instalações subterrâneas do Irão:

Escreve a publicação:

Israel não pode bombardear a instalação nuclear nas montanhas iranianas sem os EUA. Israel não tem as bombas destruidoras de bunkers necessárias para destruir a instalação nuclear de Fordow nas montanhas. Os EUA os têm. E uma autoridade israelense disse à Axios que “os EUA ainda poderiam se juntar à operação, e que o presidente Trump chegou a sugerir que o faria se necessário quando falou com Netanyahu nos dias que antecederam o ataque”. “Mas um porta-voz da Casa Branca negou, dizendo à Axios que Trump havia dito o oposto. A autoridade afirmou que os EUA não pretendem se envolver diretamente neste momento”.

O plano desde o início era, obviamente, incitar o Irão a uma resposta esmagadora que, de alguma forma, incitasse os EUA a entrar na guerra em nome de Israel, a fim de acabar com o Irão. O programa nuclear era provavelmente um alvo falso, sendo o verdadeiro objetivo o derrube total da liderança iraniana e o fomento de revoltas civis em todo o país para subjugar o Irão sob um governo fantoche liderado pelo Ocidente.

Agora, Trump está à beira de uma de suas decisões mais cruciais da história: trair o mandato do povo americano e relegar o seu segundo mandato e o seu legado decadente para o lixo da história, ou puxar o saco de Miriam Adelson e outros doadores e mostrar coragem ao defender a verdadeira visão de “América em Primeiro Lugar” que prometeu a todos. No momento em que este texto foi escrito, havia relatos de reuniões urgentes no Pentágono em torno justamente da questão do pedido de Israel para que os EUA entrassem oficialmente na guerra para “acabar com o Irão”.

Yanis Varoufakis escreve:

Este é o Waterloo de Trump. Ele se apresentou como o Leviatã que traria uma Paz furtiva, um Acordo inteligente que evitaria uma guerra com o Irão. Então, com mais uma violação grosseira do direito internacional, Netanyahu coloca-o numa caixinha: ou Trump sabia do ataque, e nesse caso ele não passa de um fantoche de Netanyahu. Ou ele não sabia, o que levanta a questão de por que ele não sabia e como reagirá ao ser tratado como um tolo por Netanyahu. De qualquer forma, a imagem de Trump como um homem forte e negociador está acabada. De qualquer forma, ele entra para a história como mais um presidente dos EUA que Netanyahu submeteu à sua vontade genocida.

Todo o mundo não ocidental está agora observando com a respiração suspensa este momento crucial: Trump pode tomar uma atitude para resgatar pelo menos alguma esperança perdida na liderança global dos Estados Unidos ou, em vez disso, pregar o último prego no seu caixão, edificando para sempre o Sul Global em ascensão quanto à verdadeira natureza do Ocidente imoral, bárbaro e sem princípios. É uma encruzilhada metafísica: Trump ou se manterá fiel à sua missão quase espiritual de melhorar o mundo ou afogará os EUA no sangue do imperialismo neoconservador.

Eu havia postulado no X que, para aqueles “crentes” do chapéu branco, pode haver uma pequena chance de que Trump tenha nos enganado numa partida de xadrez 5D. Soubemos da última vez que ele teria enganado o Irão, induzindo-o a uma falsa sensação de segurança simplesmente para permitir que Israel lançasse seu covarde ataque furtivo.

Mas e se Trump estivesse, na verdade, armando uma armadilha a Israel o tempo todo? Israel esperava que os EUA se juntassem a eles e “acabassem com o Irão”, enquanto Trump agora poderia puxar o tapete debaixo deles, deixando Israel à própria sorte e, em vez disso, permitindo que o Irão acabasse com Israel — ou pelo menos facilitasse a deposição do regime de Bibi. Será mesmo? Talvez haja uma pequena chance de que isso seja possível, se Trump for muito mais inteligente do que lhe damos crédito — ou simplesmente estiver muito mais farto de Bibi.

A resposta mais fundamentada a essa teoria foi descoberta por Zei_Squirrel :

[O]s EUA e Israel não lançaram esta guerra para tentar eliminar as instalações nucleares. Eles sabem que não podem. Elas estão muito bem protegidas e dispersas, e qualquer dano pode ser reconstituído a curto prazo. Eles a lançaram para causar o colapso total do Estado no Irão, começando em fases. A primeira fase foi eliminar os principais líderes militares e do IRGC, além de perseguir cientistas e assassinar civis em massa no processo.

Isso criaria a falsa impressão de que eles ainda estão um tanto contidos e focados em alvos militares/nucleares. Depois de receber o que eles esperam ser uma resposta similarmente limitada do Irã, eles verão isso como uma confirmação de que o Irã não irá aderir às suas próprias linhas vermelhas declaradas e ainda tem medo de enfrentar Israel no mesmo nível de escalada.

Essa é a luz verde para prosseguir para a próxima fase, que é atacar e matar os principais líderes políticos, incluindo Khamenei.

A esperança deles não é substituir o governo e o estado atuais por uma versão fascista do sionismo monárquico por meio de seu fracasso, eles sabem que não há base de apoio para isso dentro do país.

A esperança deles é fazer o mesmo que a Líbia e a Síria: liberar forças que eles financiam e armam junto com os regimes fantoches do “escudo árabe” do Golfo e a OTAN-Erdogan e transformar isso em uma espiral de morte e caos, uma “guerra civil” inventada onde os iranianos são pagos e armados pela CIA e pelo Mossad para matar iranianos.

O MEK e outras forças aliadas já foram treinadas e preparadas e estão prontas para serem ativadas. Começarão com carros-bomba e ataques terroristas, matando civis em massa. O “ISIS” reaparecerá e fará o trabalho típico de seus mestres da CIA e do Mossad.

Os EUA e Israel decidiram lançar essa guerra bem antes de Trump ser eleito, e ela tem o apoio total e integral de todo o complexo militar-de inteligência-industrial dos EUA, da mídia e da classe política, tanto republicanos quanto democratas, e isso também teria acontecido se Kamala Harris tivesse vencido a eleição.

Eles veem o Irão, o Eixo da Resistência e sua aliança com a Rússia e a China como o principal obstáculo à plena e total hegemonia imperial sionista dos EUA-NATO-Israel na região e, por extensão, no mundo, e querem destruí-lo, pois é o único que, diferentemente da Rússia e da China, não tem um poder de dissuasão nuclear e eles querem obtê-lo antes que ele o obtenha.

Esta é uma guerra existencial de sobrevivência não apenas para o estado iraniano, mas para o Irão como nação.

Se esse projeto for bem-sucedido, o país será balcanizado, divisões étnicas serão agitadas por atores estrangeiros, a CIA, o Mossad e os fantoches do Golfo financiarão e armarão dezenas de esquadrões da morte e do estupro vagando por seus feudos, dezenas de milhões de vidas serão destruídas.

Tudo deve ser feito para impedir isso. O Irão tem as armas para isso. Tem a capacidade de fazê-lo, é apenas uma questão de vontade. Será que tem a vontade de fazer o que for preciso para impedir a destruição em massa de seu próprio povo e nação? Espero que sim. Todos nós devemos esperar que sim.

E a minha previsão do que vai acontecer?

Tudo depende da decisão de Trump — mas se ele optar por não entrar na guerra, os ataques israelenses se dissiparão em poucos dias, e ambos os lados provavelmente buscarão a distensão, com ambos declarando “grande vitória” para seus respectivos públicos. Israel irá efabular uma série de objetivos que foram “concluídos”, e ponto final. Depois disso, a situação interna de Israel se deteriorará rapidamente, pois ninguém estará convencido de que Israel “ganhou” alguma coisa ou causou danos graves ao Irão.

Mas se os EUA entrarem, então o caos pode se instalar e o Irão cumprirá sua promessa de fechar o Estreito de Ormuz, potencialmente levando o mundo a uma crise económica, ou — para apaziguar seus assessores israelenses — Trump fará um ataque “devastador” e declarará as instalações nucleares iranianas como “obliteradas” e imediatamente se retirará para iniciar um novo regime de redução de tensões com o Irão.

Acredito que há 70% de chances de que mentes mais sensatas prevaleçam nos EUA com Trump optando por não entrar na guerra, e as coisas sigam o caminho da primeira opção, mas veremos como isso se irá desenvolver.

Fonte aqui

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