O “DESMAME”!

(Joaquim Vassalo Abreu, 10/04/2017)

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A minha Amiga ANA DEUS, não sei se sabem quem é, mas de certeza que sabem e se não sabem mesmo eu explico, é aquela cantora de voz única, que começou nos BAN, depois nas TRÊS TRISTES TIGRES, depois no CRU, no OSSO VAIDOSO e que agora fez ressuscitar as TRÊS TRISTES TIGRES etc, essa mesma, que além de Deus também é uma DEUSA, escreveu um pequeno “post” no Facebook, com muita piada, acerca destas viagens dos jovens “finalistas” a Espanha…

Eu comentei e disse-lhe: Ó Ana, pensei numa “cena”, pá! Vou escrever ao nosso Amigo JOÃO CARVALHO, que sei de certeza que sabem quem é, mas se não estão a ver eu avivo-lhes a memória, é o rosto da equipa que organiza o FESTIVAL de PAREDES DE COURA e, já agora, também o PRIMAVERA SOUND, no Porto, além de coisas mais, para eles tomarem a si a responsabilidade de, nas margens do Coura, ali na verde Praia do Tabuão, passarem a organizar essas festas dos finalistas.

Ela soltou uma gargalhada e, embora eu não tenha achado muita piada à gargalhada pois ela não me disse nem sim nem não, mas a gargalhada dela só pode significar que gostou da ideia, eu fiquei com esta na cabeça e não vou sequer escrever ao João pois, dentro de pouco tempo, ali pelo 25 de Abril vou estar com ele em Coura, por ocasião do 2º REALIZAR POESIA, e vou-lhe falar pessoalmente. Mas até pode ser que, antes disso, ele leia isto ou alguém lho mostre…

Eu até pensei chamar a este texto de “A RITA e a LINA”, em homenagem à “Ritalina”, e mesmo “NO TABUÃO É QUE ERA!”, mas decidi chamar-lhe aquele enigmático nome que em cima está e vou explicar porquê!

Primeiro porque não seria justo falar apenas da Rita e da Lina e esquecer todas as Matildes e Mafaldas, os Afonsos e os Sebastiões, as Constanças e as Marias (simplesmente), as Vanessas e as Jéssicas, os Joões Marias e as Maria Joões e toda essa juventude que, desde pequena, para se habituarem a se portarem bem, levam durante anos com doses de “Ritalina”…

Até que, em acabando o secundário, muitos já com farta barba e elas com cabelos à Ivanka, vão fazer o tal “desmame”. E, naturalmente, soltarem todos os “hormónimos” em si carregados. Há também quem lhe chame de Adrenalina! Só que ir fazer isso a Espanha, àquelas hotéis e praias “chungas”, sujeitos a mancharem o nosso bom nome e reputação e incomodarem aquela gente vizinha que o que quer é paz, é uma ideia que merece revisão urgente, e daí este meu contributo.

Pois então vejam: se em Agosto, naqueles oito dias de Agosto, mais os outros quinze, que são o antes e o depois do Festival dos Festivais, o pessoal jovem consegue ali erguer barracas para 15 ou 20 mil, e os tipos estão ali felizes e contentes e o que anseiam é voltar, porque não para mil ou dois mil?

É que ali há tudo! Quer dizer, não há mar…mas há rio! E há Praia. Não é de areia, mas é de erva! E a “erva” ali não falta, nem se esgota. E se for toda, até ao Verão ela cresce outra vez. E já viram o que é ter ali uma água fresca à mão, para arrefecer os ânimos e se poder dormir tranquilamente naquelas bóias todas, ao sol ou à sombra, que podem ser patinhos, crocodilos, tubarões, Mickeys e sei lá que mais…ali, tranquilamente, com barracas de sandes, de bifanas e atum de todas as marcas, cervejas para todos os gostos…que melhor para fazer o tal “DESMAME”?

E, depois, ainda podem ir Vila acima, ocupar a “Leira” e as esplanadas, fazer “Raves” ao ar livre…que melhor que um ambiente assim, não só para fazer o tal de “desmame” da tal “Ritalina”, mas substituí-la pelo “Peace and Love” ou o “Make Love Not War ou os dois juntos?

No TABUÃO é que é! Quais “Rita ou quais Lina”? Tudo a monte e fé em Deus, que os Courenses não são como os Espanhóis…Eles querem é malta, pá. Malta “fixe”, gente. Gente jovem e alegre e com um “desmame” livre daqueles preconceitos da espanholada, pá!

“Ouvistes” JOÃO? Tu diz ao Filipe, ao Jó e ao José Eduardo, e mesmo ao Vitor Paulo, que a minha sugestão, como sempre, é grátis! É apenas em nome da Amizade e do meu Amor a Coura!

“Bora” lá, então…


Fonte aqui

AS RECEITAS EXTRAORDINÁRIAS- Do Passos…

(Joaquim Vassalo Abreu, in 07/04/2017)

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Eu estive distraidamente a ouvir a entrevista de Passos Coelho à SIC, e quando digo distraidamente é porque já pressupunha não esperar dali nada de novo nem de extraordinário, o que não aconteceu como previa pois, por incrível que pareça, coisa que nenhum pós opinador notou ou referiu, nem agora na Quadratura do Círculo sequer que, por curiosidade, acabei por ver, ele disse realmente algo de extraordinário!

Confusos? Mas não fiquem pois, estando já estão habituados à minha redonda maneira de pensar e analisar, eu não atribuo facilmente a qualidade de “extraordinário” a uma coisa qualquer. Tem que ser mesmo extraordinária!

É que Passos Coelho, reconhecendo que o Governo atingiu realmente a meta do Défice só a alcançou porque “Mudou de estratégia e recorreu a medidas extraordinárias”. Que, para ele, seriam o tal Plano “B”. E que, assim, até ele…

Ora, facilmente concluo, e quer-me parecer, que Passos Coelho nunca entendeu nada do que são essas tais “medidas extraordinárias”! Ou melhor, “Receitas Extraordinárias”. No seu Governo isso nunca aconteceu(!) e se aconteceu foi sem seu conhecimento, claro. Isso foi lá com o Gaspar, com a Marilu ou fosse lá com quem fosse! Com ele? Com ele nunca!

Portanto, segundo ele, e concluindo, para que sigam atentamente, este Governo só conseguiu o Défice que conseguiu com recurso às tais “Receitas Extraordinárias”. Está dito e redito.

Mas, meu caro Passos Coelho, eu que não tenho o canudo em Economia, como você, mas que dela conheço assim uns princípios, vou tomar a liberdade de lhe explicar o que é, realmente, uma “Receita Extraordinária”. E, desde logo, é fácil: é o contrário da “ordinária”!

Por exemplo, aqui na minha casa e na minha Família: para além da receita “ordinária” (sem qualquer sentido pejorativo na sua dimensão), que são as Pensões minha e da minha esposa, que podiam ser ordenados também, “Receita Extraordinária” seria sair-nos o Euromilhões! Ou a “Raspadinha, pronto! Ou como uma Empresa receber assim um donativo, como recebem muitas Misericórdias, de alguém que não tem a quem deixar o dinheiro, ou então, o que ainda mais extraordinário é, o Estado receber 20% dos Euromilhões que vêm cá para este quadradinho à beira mar plantado e que disso não se pode queixar. E tem sido extraordinário, não tem?

Isto que eu enumerei, e podia até elencar mais algumas situações, é que são “Receitas Extraordinárias”, meu caro Passos Coelho! Querem dizer simplesmente que são receitas para além do ordinário, do comum, do espectável, do normal, do corrente, do não previsto e por aí adiante…

Mas, na sua confusa perplexidade, perguntar-me-á: Então, não sendo extraordinárias, quer dizer que são ordinárias? A sua pergunta, meu caro, por ser da ordem do pertinente, merece a minha resposta: SÃO!

Pois repare: Uma Empresa, por exemplo. Tem uma série de clientes com dívidas já em Mora e, a não se fazer algo, vão para contencioso. Qual é a função, a obrigação, coisas que resultam do bom senso e da boa gestão, dessa Empresa? É colocar um objectivo para a recuperação dessa Crédito Malparado e desenvolver todas as “démarches” possíveis, com acordos de pagamento, com perdões de juros, com renegociação de prazos, de modo a manter o crédito vivo e recebível! É do senso comum e da gestão comum, meu caro. É ORDINÁRIO! Como nos Bancos, como deve saber e não me vou repetir…

E vamos agora ao Governo ou ao Estado. Em cada exercício anual e orçamental estipular como objectivo a recuperação de Créditos Duvidosos, de Impostos em Mora, de Prestações em incumprimento etc. não será um acto de gestão “ordinário”? Extraordinário seria nada fazer e com todos os devedores a continuarem alegremente sem pagar, nem a isso serem chamados.

Mas se não sabe eu digo-lhe: os seus Governos fizeram-no todos os anos, este também o fez e os vindouros também o farão. E fá-lo-ão em nome de muitas coisas: da justiça, da equidade, do dever, da obrigação e, finalmente, da boa gestão. Não percebe? Nem agora?

Portanto, meu caro e inefável Passos Coelho, arranje lá outra explicação, homem. Diga, por exemplo que, sem essas tais “Receitas Extraordinárias” teria conseguido melhor! Porque não diz e, mais que dizer, explica?

Eu sei que você também meteu aí na embrulhada a redução do Investimento Público, cortes nos Serviços etc. mas, francamente, quem é você para isso criticar? Eu sou obrigado a concluir que, na realidade, você não tem mesmo noção de como governou. Mas será que governou mesmo?

E sabe mais, Passos Coelho: é que enquanto você afirmava que ia cortar 600 milhões nas Pensões, que era imperativo, este Governo fez reversões, actualizou salários, repôs rendimentos e diminui drasticamente o desemprego. Donde resulta menos pobreza, sabe? Aquela que você promoveu, para não aplicar outro verbo menos simpático.

Mas, a contragosto, lá conseguiu reconhecer que foi bom este Governo ter atingido o défice que atingiu. E, acrescentou, que foi melhor tê-lo conseguido do que o não ter alcançado, inspirando-se aqui, sem margem para dúvidas no Monsieur de La Palisse!

Mas, sabe, notei-o mais cândido, mais sóbrio, diria mole até, o oposto daquele animal ferido e feroz naquela primeira bancada da Assembleia, de dedo em riste e quase perdendo a respiração (por força da claustrofobia, claro)…Quem o terá aconselhado? O Montenegro? Não acredito! O Rangel? Muito menos! Terá sido o Presidente? Quem sabe…apesar daquela da Teodora! “Vichyssoise”, está bom de ver…

Por último: Ó Passos Coelho, você nem imagina o quanto eu estou carente de uma “Receita Extraordinária”. É que, sabe, eu de um “ordinário” não passo: É que ninguém me deve nada!

Yours Sincerely, que em Português quer dizer: Continue assim…


Fonte aqui

LEVAR PASSOS “À SÉRIA”?

(Joaquim Vassalo Abreu, in 03/04/2017)

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Eu já há uns tempos atrás publiquei aqui um texto, a que chamei “LEVAR PORTUGAL A SÉRIO “,   (Ver aqui), mais propriamente no dia 13 de Dezembro de 2016, de modo que voltar ao mesmo tema, só por razão muito substantiva ou então para fazer assim uma espécie de actualização, o que é o caso.

Mas porque volto? É que eu pensava que ele, o nosso Senhor dos Passos (ouvi dizer que estamos na Quaresma) já tivesse feito um “upgrade” ao slogan e o tivesse mudado para, no mínimo “Levar o PSD a sério” pois, desde os seus muito seus aos seus pouco seus, uns fingem que o levam a sério e outros já nem sequer o fingem…

Mas, tenho observado que, sempre que fala, principalmente na sede, que deveria ser local sagrado e de culto, lá aparece por trás dele a fatal frase. Mais propriamente um pregão ou um slogan que, da sua eficácia, deve ter sido objecto dos mais aturados estudos, de marketing e até de sociologia, pois foi levado a sério. E até testado, pois o deve ter sido, por exemplo numa daquelas universidades de verão, por aqueles jovens todos de atestado na mão, a gritarem, virados para o seu chefe: “Levar Portugal a Sério!”, “Levar Portugal a Sério!”…muitas vezes, claro, e com os dois dedos virados em frente, para o seu “Herr”. Mas que quer aquilo dizer, afinal? Para quem será o recado?

A sério: eu até acredito que “Levar algo a sério”, “Levar alguém a sério” ou mesmo “Um tipo levar-se a sério” ou, finalmente, “Que o levem a sério ou seja levado a sério”, seja um desejo, uma vontade, um anseio de futuro, uma realização até e até aí tudo bem. Mas, hoje por hoje, continuar a colocar lá no meio “PORTUGAL”, sendo absurdo, ridículo e totalmente desfasado da realidade, a menos que seja mesmo uma autocrítica introspecção, podendo ser aquele desejo o de “Levar o PSD a sério”, seja simplesmente um apelo, pungente mesmo, a que “Levem Passos a sério” ou “séria”, tanto faz!

Porque só assim poderá ser! Pois pensem comigo: se tivessem escrito uma frase mais afirmativa, tipo “Nós Levamos Portugal a Sério”, a gente até se poderia rir a bandeiras despregadas, fazer piadas, glosar com a coisa, fazer ainda mais trocadilhos do que os que eu faço até, mas quando colocam o vago, incerto e evasivo “Levar”, eles querem dizer o quê? “Levar” o quê ou quem? E já agora: “Para onde?”. É que “Levar Portugal”, só se for Atlântico adentro, como na “Jangada de Pedra” do Saramago, agora “A Sério?”. É que se temos que o levar a sério, ou mais a sério, é porque ele é um pouco estouvado e brincalhão, pouco atento e fixo, mais outras coisas mais e tem que ser posto na ordem…para ser levado a sério, não será?

De modo que, ultrapassado este patético jogo de palavras, que de tão parvo nem posso sequer afirmar ser um jogo, a pergunta final, aquela que estará no cerne da manutenção do referido slogan, de o facto de Passos, julgando-se no seu bandado “pin” ele mesmo Portugal, se queixar de o Governo não o “levar a sério” e não responder às suas pertinentes e acutilantes perguntas.

Assim como que dizendo ao Governo: “O Sr. (o Sr. Costa bem entendido), não perde uma oportunidade de me achincalhar (a ele, Portugal, claro também), e isso é ignóbil, vergonhoso e só mostra que não “levam Portugal” (o seu “pin”, bem entendido) a sério”.

Só lhe faltou dizer: nós fomos os únicos que levamos Portugal a sério, os únicos que poderão fazer voltar a seriedade a Portugal e expurgar dele todos os que não são sérios… “Levem-me, portanto, a sério”.

Só que, por muito que se leve a sério, e pese a sua seriedade, que não ponho aqui nem em lado nenhum em causa, isso não basta para que seja levado a sério. E é-o cada vez menos, dizem as sondagens e cada vez mais.

E ontem diverti-me ao ouvi-lo “exigir” do Governo saber todos os pormenores da venda do Novo Banco e o porquê de o Estado ter ficado com 25% e ter sido “vendado”, como alguém dizia, ele que, ele sim, o venderia pelo preço que custou e não faltavam compradores…Eram dezassete, dizia ele a 27/08/2015 e a ANGBANG oferecia 2.000 milhões, lembram-se? E havia a APPOLO, depois a FOSUN até que, até que não restou nenhum! Até que o seu Tedx, o Monteiro, lá arranjou um…uma STAR!

O Costa vai-lhe dizer: Ó Sr. Deputado Passos Coelho, a sério, quer que lhe faça um desenho?

Nota Final : Eu, como sei que o Costa não tem grande queda pró desenho, mandei-lhe um SMS e disse-lhe: António, deixa isso pra lá, eu faço-te o desenho, ok? Ah! E mando um prá “Catrineta” também, tá? A sério, António!