(Carlos Esperança, in Facebook, 19/12/2025)

Não sei o que move o narcisista ou pretende o exibicionista ao proclamar que abdica da reforma de Presidente da República.
Não é certamente o pudor do presidente vitalício da Casa de Bragança, funções em vias de retomar, que o inibem de receber o que é justo por ter exercido as mais altas funções do Estado, nem a vergonha da forma como as exerceu.
A mesquinhez dos eleitores, para a qual contribuiu, a inveja coletiva e a raiva contra os medíocres vencimentos dos políticos permitem-lhe granjear simpatias por prescindir de uma verba irrisória para o OE que nem em 40 anos de reforma atingiria o preço dos medicamentos das duas gémeas por quem intercedeu no Hospital de Santa Maria.
Talvez sejam o ódio e o desprezo por Cavaco Silva, que reúne todas as reformas que a vida privada e pública lhe permitiram e de cuja acumulação foi obrigado a prescindir enquanto PR. O País lembra-se do ressentimento público que expressou, com a baba a sair-lhe da comissura dos lábios, ao prescindir do vencimento de PR por ter de optar entre o vencimento e as reformas. Optou por estas, mais pingues, acrescentado os 40% do vencimento de PR (despesas de representação).
Marcelo julga ter assegurado um lugar no Panteão: por se ter oposto à Regionalização, à IVG e Eutanásia; por transferir o Estado para o seu partido; por ter intercedido junto da RTP para censurar um programa de Herman José; por se ter remetido ao silêncio quando Passos Coelho e Cavaco extinguiram os feriados do 1.º de Dezembro e 5 de Outubro e comemorá-los depois como PR; por ter votado Soares Carneiro contra Ramalho Eanes quando os democratas o apoiaram no segundo mandato presidencial e ter conseguido usá-lo agora quando a idade, a Esposa e o Opus Dei o debilitaram.
Marcelo sabe que o País lhe perdoa tudo. Bastou-lhe uma hérnia encarcerada e três dias de silêncio para que a sua popularidade disparasse.
Não se sabe o que a História dirá dele, mas foi eficaz em fazer de Portugal um país à medida de Marques Mendes. Lá isso foi!
Apostilas – Permitam-me, leitores, que publicite os meus livros, à venda nas livrarias, a seguir aos textos que publico. A minha editora, Âncora Editora, merece.


Já cá faltava o ardina da Folha Nacional, o panfleto de propaganda política do encantador de pategos mais incumpridor da lei e da constituição e sua seita de vigaristas, ladrões e abusadores. O CU (candidato único) não quer retirar os cartazes? Então tem razão – assim repetiam os propagandistas disseminados pelas internetes, quais imitadores do “Chefe manda”.
É com cada patego que até parecem dez ou onze.
Os fora-da-lei racistas e sectários não se dão ao trabalho de retirar os cartazes, como preguiçosos e relapsos que são? Então vão juntando umas notas, e se faltarem uns trocos, peçam ao alcaide Moedas, alcaide não que é mourisco, ao edil Moedas, que ele não se importa de contribuir para a causa e ajudar a pagar as multas.
Estas carolas ultra-direitolas não páram…
Quanto ao Marcelo II da Primavera Marcelista reversa, que vá para a Califórnia dar aulas e praticar natação ao ar livre, e seja sequestrado por uma fêmea de sasquatch com cio, e levado para as florestas de abetos, coníferas e sequóias nas montanhas e aprisionado numa gruta para fins lúdicos, recreativos e reprodutivos. Antes isso que ser devolvido a qualquer altura à procedência pelo ICE ou um dos procuradores apaniguados de Trump.
Sim, porque votar de braço no ar e mesmo igual a caluniar minorias étnicas e imigrantes, incitando ao ódio. Como essa de dizer que os imigrantes vivem de subsídios.
Ele deve ver muitos portugueses a se entregadores da Globo e da Uber Eats.
Ventura tem e de ser proibido de fazer política, tão simples como isso. Porque e um aldrabão. E já agora ser obrigado a trabalhar durante seis meses numa estufa nas condições em que muitos migrantes trabalham, a receber o que eles recebem e a ter de comer o que eles comem para alguns ainda poderem mandar para as famílias.
Mete a Folha Nacional onde o Sol não brilha.
Fascismo nunca mais.
Ventura tem razão:
https://folhanacional.pt/2025/12/23/isto-e-um-ataque-a-democracia-ventura-enfrenta-tribunais-e-avanca-com-recurso/
Os comunistas do partido do secretário-geral único também tinham, quando foram proibidos de votar de braço no ar.
CHEGA de judicialização da política e de politização da justiça.