Os governantes elitistas europeus estão a fazer alarde da ameaça russa e da guerra a fim de sobreviverem politicamente

(SCF, in Resistir, 15/04/2025)


– Canalhas políticos europeus, impregnados de russofobia, fogem às suas responsabilidades quando histericamente retratam a Rússia como uma ameaça para o resto da Europa.   Precisam de o fazer para justificar a sua exigência de militarizar as economias europeias, promovendo uma agenda de guerra contra a Rússia.


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Os dirigentes elitistas da União Europeia são a prova do ditado consagrado pelo tempo de que a guerra e o militarismo são uma fuga conveniente aos problemas internos.

E a União Europeia, bem como os seus seguidores, como os valentes britânicos, têm uma abundância de problemas intrínsecos e estruturais que equivalem a um colapso político. Ao longo de décadas, o bloco europeu de 27 membros evoluiu para uma estrutura super-estatal centralizada, em que as decisões políticas se tornaram totalmente dissociadas das preferências democráticas dos seus 450 milhões de cidadãos.

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10 pensamentos sobre “Os governantes elitistas europeus estão a fazer alarde da ameaça russa e da guerra a fim de sobreviverem politicamente

  1. Ha muito que os ianques arranjam sarilhos que sobram para a Europa. Quando destruíram o Iraque foi a Europa a receber refugiados.
    Na Síria a mesma coisa.
    As consequências das guerras imperiais caem primeiro sobre os povos que são seus alvos e depois sobram para a Europa.
    Que muitas vezes trata essas vítimas com crueldade extrema como quando enfiou refugiados em campos de concentração na Libia e na Turquia.
    Na verdade a Europa sempre apoiou todas as guerras de agressão do império porque sempre pensou ganhar alguma coisa.
    Como petróleo ao preço da uva mijona que foram os grandes objectivos das guerras de “libertação” do Iraque e da Síria.
    Com a guerra proxy da Ucrânia contra a Rússia entraram pelo mesmo cano. Contavam ter parte do espolio. Mas o bico de obra está a ser mais complicado de aviar pois pela primeira vez estão se a haver com um país completamente auto suficiente em termos alimentares e de recursos, e não países meio deserticos como o Iraque, a Líbia ou mesmo a Síria, em especial depois de os ianques terem ocupado a região mais rica em termos agrícolas com a cumplicidade dos curdos que agora foram abandonados.
    Por isso agora não se conformam com a ideia de que desta vez não vao vencer nem ganhar nada com isto e por isso querem rearmar se para continuar a guerra até ao último ucraniano e se calhar até ao último europeu.
    Embalados numa ideia de superioridade numérica que pode muito bem cair por terra com umas quantas avelãs.
    Enquanto isso os ianques deixaram cair as máscaras e falam agora em abocanhar partes da Europa.
    Portanto isto tem tudo para correr mal.

    • E o Trump a gozar com os pategos, sobretudo os europeus que acreditam no que diz, e são MAGA – sim, existem muitos exemplares desses, não são tão poucos, mesmo em Portugal, julgando pelos adeptos e parlamentares que André Ventura, delfim de Trump, soma, tal como havia muito adepto do Biden e da Kamala – ainda diz que a Europa, e o resto do mundo, têm tratado muito mal os EUA. Coitadinhos…

      • É curioso que o único político português convidado para estar presente na tomada de posse de Trump 2.0, sem ter qualquer cargo institucional a não ser o de deputado na AR (como outros 229 parlamentares), a que assistiu qual delfim lusitano da direita americana que vê perigosos esquerdistas e comunistas até em democratas de centro-direita, e segrega minorias raciais e sexuais, e os persegue a todos com questionários enviados a reitorias de universidades, até a portuguesas, entre outras, além de tudo o resto que as suas políticas implicam (como apoiar o genocídio em Gaza, mas isso já Biden e Blinken faziam, de forma mais tímida e envergonhada, prometendo cessar-fogos e acordos de paz que nunca vieram com eles. ou a anulação de todos os tratados e regulamentações de protecção e preservação ambiental, ecológica e da biodiversidade, e agora tarifas comerciais à vontade do freguês e dependendo das ocasiões). tente agora distanciar-se dele e das suas posições (e da sua popularidade degradada no velho continente por conta delas), dizendo que não só não concorda com as tarifas, que não aplicaria, como também que não é americano, nem chinês, nem russo, e que é preciso é proteger “os nossos”.
        Sim, estou a falar do inefável 4.º pastorinho, tão católico e no entanto ponta-de-lança dos protestantes e evangélicos MAGA.

  2. Subscrevo inteiramente o excelente texto e os comentários oportunos e gostaria de acrescentar mais uma acha para a fogueira do execrável pensamento único. A paranóia de que a Rússia vai entrar pela Europa adentro e só pára em VR Sto Aº, além de totalmente absurda, serve também de cobertura para esconder o verdadeiro inimigo. Dizem-nos constantemente que é Putin, mas é Trump quem não se cansa de afirmar que vai anexar o Canadá, Panamá, México, Gronelândia e quiçá talvez os Açores. Só gostava de saber o que dirão os ditos atlantistas ferrenhos quando isso acontecer. Como dizia o grande estratega militar chinês, quem não identifica claramente o seu inimigo, já perdeu a batalha. A coisa já vem de trás, quando Biden afirmou claramente ir destruir o Nord Stream. Afinal que é o inimigo de quem?

    • Os Açores estão em fila de espera. Quanto ao que os “atlantistas ferrenhos” quando isso acontecer dirão, eu diria que nada dirão, antes choramingarão, que o paizinho para eles está a ser mauzão. O paizinho dirá “Vai chamar pai a outro!”, e eles a sua orfandade ganirão. E para leste se virarão, e para o Creme Lin ferozmente ladrarão e rosnarão, e, inevitavelmente, capados continuarão.

  3. Que texto tão verdadeiro! Agradeço, mais uma vez, à Estátua de Sal. Subscrevo estas sábias palavras que tão bem retratam o actual e profundamente infeliz panorama europeu. Mas, ainda há muita gente que acredita (cada vez menos, é certo) nas absolutas mentiras que contam os dirigentes europeus e seus agentes dos mass mé(r)dia tradicionais. Mentiras que nos levam cada vez mais próximo do extermínio como aconteceu com a aventura nazi na II Guerra Mundial. Além disso, é uma forma de nos roubarem todos os direitos mais valiosos que fomos adquirindo desde o 25 de Abril de 1974 sem que a maioria se aperceba. E agora usam o lawfare, como estão a fazer com o Georgescu na Roménia e a Marine Le Pen na França para afastarem discretamente aqueles que lhe podem tirar o poder pelo voto. Querem ficar lá para sempre, os ditadores! Estes frouxos e estúpidos líderes da UE (com a ilusão que são fortes) não aprendem a lição básica: os russos não atacam sem serem profundamente ameaçados, mas depois derrotam os agressores. Derrotaram os suecos ainda no tempo dos czares, derrotaram os franceses de Napoleão, derrotaram os alemães de Hitler e derrotarão também estes parvóides ridículos, armados em neonazis que são os patetas deploráveis e sociopatas da Comissão Europeia e afins. Subscrevo também o comentário do Whale. Sempre atento e conhecedor da realidade. Ele o Joaquim. A mim, até me proibiram a agência noticiosa Ria Novosti no Telegram, mas eu consigo sempre dar a volta e informar-me onde considero que devo informar-me. Existe também uma síntese de notícias da RT em espanhol aqui: https://rumble.com/c/RTES que ainda não consegiram proibir.Procurem motores alternativos aos mais conhecidos.
    No Youtube tem vários canais interessantes, entre o do Pepe Escobar, grande analista internacional. O importante é querermos, enquanto houver internet e vontade para pesquisar a verdade nos meios alternativos, estes neoliberais não nos enganarão!!

    • Não foi a Marine Le Pen que afirmou que um político que fosse apanhado em situações dúbias, cambalachos ou se envolvesse em esquemas (financeiros e outros) devia ser banido da política? Que defendia que políticos sem ética e sem honestidade pelas quais ela tanto pugnava não poderia ter o direito e a liberdade de se apresentar em eleições?

      Não digo que não lhe tenham “feito a folha”, sinceramente desconheço o caso pela qual foi condenada e os seus detalhes, só ouvi nas notícias que foi acusada de desviar fundos atribuídos pelo Parlamento Europeu, destinados aos eurodeputados, para financiar internamente o seu partido, se percebi bem, E li para aí umas acusações, provavelmente difundidas pelo seu partido e os correligionários de extrema direita (curiosamente André Ventura “limpou-se” de associações à Le Pen neste caso, dizendo que se prevaricou, terá de penar, talvez por ela se ter borrifado nele por divergências e complexos de superioridade, se bem que se reuniam amiúde e apareciam lado a lado em conferências), que o juiz tinha divergências políticas e fez-se “lawfare”. Será? Talvez. Talvez não, não tenho informação e desconheço os pormenores e os trâmites do processo.
      Mas seria Le Pen tolerante se fosse outro político de outro partido a ser acusado pelo mesmo, ou clamaria logo pela sua excomunhão? E do partido em causa, por arrasto, matando dois coelhos de uma só cajadada?
      Bom, não sei. Se calhar temos mais um caso típico de “olha para o que digo, não olhes para o que eu faço, olha para o que eu digo que (só) os outros fazem”.

      Para concluir, todos os partidos têm líderes e figuras proeminentes, que congregam ao seu redor os partidários e por vezes até pessoas que não são do partido, só por si. Mas a política devia ser mais do que um teatro de vaidades e presunções, que actualmente é, veja-se alguns exemplos actuais e recentes de “vedetas”, “primadonas” e “estrelas da companhia”, todos sufragados em “democracias liberais”: Emannuel Macron, Boris Johnson, Donald Trump, Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Montenegro, Javier Milei, Jair Bolsonaro, etc…
      Ou o caso específico do partido unipessoal de André Ventura, que é simultaneamente candidato a Primeiro-Ministro e a Presidente da República, alternando no papel, e quando não atinge as suas metas, se demite para voltar a ser candidato único a líder logo após. Também no partido da Le Pen tudo gira à sua volta, ou melhor, ela gira à volta de tudo, carregando o nome do pai como ícone da extrema-direita francesa.

      Se um partido tiver programa, gente capaz e comprometida com esse programa, sem interesses velados, deve à partida resistir ou até fortalecer-se mesmo quando não pode contar com o seu líder mais emblemático ou carismático. Os líderes são importantes (para o bem e para o mal, para o sucesso e o insucesso), mas quando se tornam maiores que os partidos que representam, ou querem ser maiores, há qualquer coisa que subverte a lógica do sistema partidário, e do funcionamento interno dos partidos, mesmo que no curto prazo funcione a seu favor.

      Pela lógica da Le Pen, o golpista e promotor da invasão do Planalto, em Brasília, e da destruição e vandalismo que se seguiu, além de um alegado plano para assassinar o actual presidente do Brasil, é uma pobre vítima de “lawfare” à brasileira… o que seria uma suprema ironia, ele que se juntou a Moro para engavetar Lula da Silva às três pancadas – tanto assim foi que o Supremo Tribunal Federal acabou por mandar soltá-lo ao fim de poucos meses.

      Tenho pouca paciência para comiseração e considerações filosóficas por lobos que vestem a pele de cordeiro, ou seja, políticos (e partidários) dissimulados, hipócritas e que fazem da política da perseguição e da perseguição política as suas bandeiras (seja a outros grupos políticos, seja a minorias, seja até a grupos populacionais marginais e já perseguidos e penalizados judicialmente, que tratam como escória e cidadãos irrecuperáveis de categoria inferior – é por isso que depois quando há casos desses no seu seio o escândalo tem especial realce).

      Tirando estas dúvidas, concordo com o comentário. Já agora, o ZéAtento será o Zé Povinho, que “era” (que é feito?) o Chico Ferrugem?

  4. Digamos que por todas as nossas vidas em risco para assegurar a sua sobrevivência política ou e psicopatia ou psicopatia aguda.
    Mas e mais que certo que os que se mostram mais aguerridos contra a Rússia são os que teem a imagem mais suja nos seus países que um pau de galinheiro.
    Macron pelo seu corte de direitos sociais e laborais que incluíram desde insultos a quem protestava acusando os de “preguiçosos” a repressão pura e dura de manifestações.
    Sabe que foi reeleito presidente não por ser querido entre o seu povo mas por ter sido escolhido como um mal menor.
    Por isso uma coisinha destas vem mesmo a calhar para distrair o povao das consequências da sua nefasta governação e do seu namoro com as oligarquias nacionais e estrangeiras.
    Starmer prometeu aliviar o garrote dos cortes imprimidos pelos conservadores para, uma vez sentado na cadeira do poder fazer pior ainda.
    Por isso a treta da ameaça russa e do rearmamento tem o duplo propósito de deixar o povo entretido com outros medos, esquecendo as muitas promessas não cumpridas e justificar ainda mais cortes.
    O problema e que esta gente sonha mesmo com a destruição da Rússia que luta há três anos com todos eles e as suas armas e mercenários, no território da Ucrânia.
    E aí e que tudo pode correr pior ainda.
    O mesmo em boa parte dos países da Europa que continuam a apostar numa agenda neoliberal.
    Pena não os podermos meter a todos num avião para a Argentina.
    Quanto a censura começou ainda antes do ataque aos meios russos ou de alguma forma considerados russofilos.

    Quando achamos normal que fossem censuradas todas as críticas aos confinamentos selvagens e as vacinas não testadas como deve ser esquecendo nos que uma vez tomado o gosto da censura os censores não se ficariam por aí.
    Já nessa altura não achei isso normal pois considero que não preciso de tutores para saber por mim que beber urina humana não cura COVID ou que as vacinas não tinham chips de localização.
    Infelizmente tinham coisa pior.
    As pulsões censorias sao uma caixa de Pandora que uma vez agarra não se sabe onde acaba.
    Por mim, espero que nunca aconteça, mas desde que acedi a RT e vi a nota que a coisa estava bloqueada ao abrigo de não sei que definhamento comunitário sempre que aqui venho temo sempre encontrar a indicação que está bloqueado.
    As ameaças já foram algumas, até nas caixas de comentários, sendo que até alguns comentadeiros já foram amecados com polícia.
    Cá estaremos ate que nos deixem com a certeza de que os censores não ficarão por aqui.

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