(Joseph Praetorius, in Facebook, 02/03/2025, Revisão da Estátua)
ATO I
Trump ordena inquérito, com propósitos de indiciação criminal, quanto à corrupção ucraniana, compreendendo a venda de armas americanas no mercado negro – que os norte-americanos encontram agora nas mãos de guerrilheiros da Síria, nas dos cartéis do tráfico de droga e noutros contextos de organizações criminosas.
Ordenou ainda a interrupção do fornecimento de armas e bem assim das subvenções à corja em Kiev. A utilização de satélites americanos já não é igualmente possível.
Os russos bombardearam e destruíram, entretanto, grandes concentrações de “ukro-drones”, tendo eliminado, não apenas muitas centenas de máquinas, mas também uns trezentos operadores, que evidentemente não podem ser substituídos com rapidez.
Com o aparecimento das primeiras lamas, pela aproximação da primavera, a corja de Zelensky vê restringida a sua capacidade de reforçar contingentes na frente, motivo pelo qual se antevê uma facilitação significativa de grande ofensiva das forças da Federação Russa, que se espera para breve.
Os palermas ingleses deram a Zelensky mais três mil milhões de USD, a título de empréstimo, mas a reembolsar com os fundos russos aos quais a execranda corja dos beefs lançou ávida pata, como de resto o fizeram outros, nos territórios europeus. Isso dará para mais umas semanas, mas não se sabe quantas, que o mais certo é tal corja meter o dinheiro ao bolso para fugir dali para fora.
Os idiotas alemães do governo cessante querem também “emprestar” dinheiro (plausivelmente russo) à escumalha de Kiev. E preparam-se todos para uma cimeira a seis de Março, onde, porventura, as vozes dissonantes da Eslováquia e da Hungria se farão ouvir, talvez com o alcance do bloqueio.
A semi ideia em cujos termos os anõezinhos da Weuropa poderiam suprir o fim do apoio norte-americano é de uma radical indigência, próxima da acefalia.
Os próprios europeus dependem do apoio americano, designadamente dos satélites, mesmo para as operações militares nas quais quiseram fazer figura de autossuficiência, como foi o caso das operações francesas em África. O desfecho destas, mesmo assim, é bem conhecido, pelos belos chutos africanos nos traseiros daquela snobalhada.
Zelensky deve preparar-se para a morte, ou para a fuga. Até aqui, travava uma guerra que não podia vencer. A partir de agora, combate de forma suicida numa guerra onde deixou de poder lutar.
ATO II
Multiplicam-se os insultos ao Presidente Trump na prostituída imprensa francesa, como entre a corja de Soros nos próprios EUA.
Inabalável, Trump enuncia que sem paz na Ucrânia, não haverá dinheiro para sustentar aquilo, mais esclarecendo que o anãozinho assassino ou cede, ou vai embora, ao que o anãozinho responde, com alguma ingenuidade, que não vai embora porque é insubstituível.
Os weuropeus, por seu turno, afundam-se na mais evidente confusão mental e dão dinheiro ao anãozinho. Querem a guerra e a paz e querem ir para lá em paz, coisa que Vladimir Vladimirovich talvez não conceda, não obstante a sua imensa generosidade. Querem também resolver tudo sem a Rússia e também isso talvez não seja possível, porque nunca o foi.
Um destaque – necessário – para o abominando Hollande, burlão obeso de Minsk e assassino confesso, tomando a palavra a dizer que é preciso fazer “mal, muito mal”, a Trump. Vamos ver se ninguém lhe mete a ele, Hollande, qualquer coisa irremediável em sítio mau, muito mau. Esta corja é insuportável.
(Maria Vieira da Silva, in Observador, 02/03/2025)
(De uma pequena toca pode sair um grande coelho. Vejam lá que até o insuspeito jornal da direita, O Observador, publica peças de qualidade sobre a lunática postura da União Europeia relativamente à guerra na Ucrânia. Pela primeira vez publicamos um artigo do Observador. Bem-vindo à Estátua.
Estátua de Sal, 03/03/2025)
A UE tinha duas opções: vencer a guerra ou preparar-se para a paz. Ao invés disso, ela perdeu a guerra e não se preparou para a paz.
Não há aterro sanitário grande o suficiente para descartar o lixo produzido pelas elites europeias, com o apoio de uma legião de editorialistas, directores, locutores, jornalistas, “jornalistas de referência”, majores-generais, carreiristas e autodenominados especialistas em política internacional e especialmente na Rússia, com o objectivo de empurrar a Ucrânia para um conflito kamikaze ao prometerem uma vitória impossível sobre a Rússia.
As armas decisivas até à vitória sobre a Rússia e sanções para a colocar em incumprimento. Então as setenta doenças de Putin e o seu isolamento do mundo, o novo Hitler que invade a Ucrânia como primeiro passo para invadir a Europa (como se o art. 5.º da NATO não existisse). Depois, a primeira contraofensiva, a segunda, a terceira, cada uma mais surpreendente do que outra. Então o exército russo oficialmente quebrado, que ficou sem homens, munições, mísseis, tanques, navios e tudo o mais, e bate em retirada. Depois as listas de “pacifistas” tolos e de “putinianos” até o Papa e Dostoievski, o “temos o dever de apoiar a Ucrânia até ao último ucraniano”, as viagens a Kiev em sinal de “unidade europeia”, as peregrinações a Kiev para obter uma fotografia ao lado do “herói” Zelensky e de qualquer coisa com o presidente Zelensky para fins de propaganda interna, a Ucrânia na NATO, o “não há alternativa à vitória da Ucrânia sobre a Rússia”, o Plano de vitória de 10 pontos de Zelensky, o Plano de Draghi para a economia de guerra, o “nós já vencemos a guerra”, as “negociações apenas quando a Rússia devolver os territórios ocupados (incluindo a Crimeia) e se retirar”, o “queremos a paz, mas não podemos negociar com Putin, a paz justa: tudo para nada. Em três semanas, o ciclone Trump, entre uma chamada e outra e alguns grunhidos, virou não só uma das páginas mais vergonhosas de covardia, servilismo e desinformação da história moderna, como decidiu que a guerra na Ucrânia, ou melhor, o que resta dela, tinha de acabar. Com quem ele decide? Ah, claro. Precisamente com Putin.
É Trump um traidor? Não. Ele apenas reconheceu a única coisa que importa: não a política do mais forte, como a falange de janízaros vendidos propaga, mas a realidade inescapável das relações de poder. Uma realidade dolorosa, mas muito menos dolorosa do que uma guerra que, se prolongada, não só multiplicaria o sofrimento do povo ucraniano, como fortaleceria o regime de Putin. Na verdade, acabaria com a Ucrânia (os russos conquistaram 20, e não 100% do país).
E foi precisamente esta realidade reconhecida pelos principais contendores – Putin e Zelensky – e o facto de não ser mais possível manter unido o fracasso da guerra, que levou a UE, depois de dizer “nunca, nunca”, a dobrar os joelhos diante do invasor e do suposto traidor para exigir os seus direitos na mesa de negociação e reconstrução, adquiridos sobre uma trágica pilha de mortos. Mas não só isso. A UE, liderada pelo quarteto Úrsula-Kallas-Macron-Costa (e antes Scholz), também lhes implora por “garantias de segurança”, como se fossem todos estatuetas de Chamberlain e Daladier.
Sejamos claros. Nestes três anos, a UE tinha duas opções: vencer a guerra ou preparar-se para a paz. Ao invés disso, ela perdeu a guerra e não se preparou para a paz. E não foi por falta de oportunidades para chamar a si o papel natural de mediadora, ao invés de entrega-lo ao ditador Edorgan, a Xi, ao Papa, Orbán e Trump. Ela poderia ter apoiado o acordo russo-ucraniano em Istambul dois meses após a invasão, em condições muito mais vantajosas para a Ucrânia do que aquelas que obterá agora: ao invés disso, ficou do lado dos sabotadores Johnson e NATO. Poderia ter pressionado Zelensky a negociar após a primeira contraofensiva ucraniana: em vez disso, pressionou-o a “lutar até à vitória” e a assinar um decreto que o proíbe de negociar com Putin (a propósito: quando irá aboli-lo?). Poderia ter advertido Zelensky para a inutilidade de uma Cimeira da Paz sem a Rússia: ao invés disso, Von der Leyen apoio-o (a mesma Von der Leyen que agora treme de indignação por ter sido excluída das negociações em Riad). Poderia, ainda, ter apoiado Orbán e Scholz, que reabriram os canais com Putin antes da chegada de Trump: em vez disso, a UE excomungou-os. E a culpa é de Trump?
Obviamente, não. A UE tem sido uma caricatura de si mesma desde antes de Trump, e à medida que os “véus da propaganda” são levantados, menos dúvidas restam de que foram os seus excessivos complexos de superioridade que a conduziram ao beco sem saída em que se encontra, ao sobrestimar a sua própria força e subestimar a força da Rússia. Em suma, a UE baseou a sua política na força. Sem forças, ela ficou sem política.
E, em lugar de reconhecer o erro, os líderes europeus mais cegos do mundo, querem convencer Trump (e os cidadãos europeus) de que a sua belicosidade grotesca é a única que pode ser adoptada e que sua narrativa é a única confiável. Então eles dedicam-se, com uma determinação assustadora, a transmitir a ideia de que, a UE, é hoje, parafraseando Keijo Korhonen, “um manicómio gerido por pacientes”. É o que acontece quando, por exemplo, os ouvimos dizer que vão enviar tropas de paz para Kiev, quando não há sequer uma trégua à vista, armas, mesmo sem guerra, mais sacrifícios humanos (de outros) para travar o avanço de Putin. Trump não os apoia? Iremos sozinhos contra o mundo. Sim, parece ficção. Faz lembrar algumas das cenas finais do filme “A Queda”, em que os últimos generais reunidos em torno de Hitler no bunker movimentam divisões e tanques que não existem mais.
Infelizmente, não é ficção. No manicómio de Von der Leyen tudo gira em torno de guerra. É a guerra, e não a paz, a cola que ainda mantém a UE unida. A comprová-lo está, entre outros, o anúncio que fez, com um sorriso de orelha a orelha, que vai permitir aos países-membros gastarem à tripa-forra em defesa sem restrições orçamentais.
Ou seja, de pelo menos 3% do PIB (apresentados como um desconto em relação aos 5% exigidos por Trump) o que equivale a um aumento de 50%” em relação às despesas militares da Rússia, segundo o Osservatorio CPI. E para quê? Para se preparar uma guerra hipotética contra a Rússia. Tipo: “as nossas sanções produziram um efeito devastador na máquina de guerra russa”. Tudo isso sem que a UE tenha ainda dito uma palavra clara sobre o que quer: “Vitória militar total da Ucrânia” e “mudança democrática na Rússia e em outros países autoritários como a Bielorrússia”, como consta na resolução votada há um mês em Bruxelas?
E diante deste silêncio ensurdecedor, convinha saber quais são, de facto, os interesses que a UE persegue e defende, porque não está claro se estamos perante um movimento desesperado para tentar voltar a um jogo do qual foi totalmente excluída ou se, pelo contrário, a “paz justa”, pretendida pelas classes dominantes europeias, esconde um desejo de uma paz o mais injusta possível para os ucranianos. Senão mesmo, a sua extinção.
(Viriato Soromenho Marques, in Blog Azores Torpor, 27/02/2025)
(A cambada lá conseguiu calar o Viriato na sua coluna semanal que mantinha, há anos, no Diário de Notícias, Andava a ser demasiado incómodo a abrir os olhos aos carneirinhos. Pelos vistos o homem agora tem que publicar em blogs de muito menor visibilidade. Mas há sempre alguém atento. Pelo que, agradeço ao José Catarino Soares ter-nos chamado a atenção para este excelente artigo.
Estátua de Sal, 03/03/2025)
“O medo de ser livre provoca o orgulho em ser escravo” – Dostoievski
Com a vitória de Trump, e a intenção por ele manifestada, muito antes das eleições, de prevenir o risco de uma guerra nuclear, seria de esperar que o apaziguamento procurado pelo país líder da NATO junto da Rússia, fosse saudado, também nos países da União Europeia, como um baixar de tensão, que afasta o risco de escalada. Isso significaria antever não só o desvanecer do perigo do uso de armas nucleares, como também poupar milhares de vidas entre as forças combatentes ucranianas e russas. Mas é o contrário que acontece. A multidão dos dirigentes europeus entrou numa angústia narcisista por terem sido arredados das discussões de paz, nesta fase apenas confinadas a Moscovo e Washington. Para além das inqualificáveis Ursula von der Leyen e Kaja Kallas, também o português António Costa quer que os ucranianos continuem a derramar sangue na sua perdida guerra contra a Rússia. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou mesmo temer que “a paz na Ucrânia seja mais perigosa do que a guerra em curso” (Ver aqui ). Pensaríamos que estaria preocupada com a possível anexação da Gronelândia pelos EUA, mas não é isso que ocorre.
Ainda existem fortes obstáculos à concretização de um acordo de paz na Ucrânia, entre Washington e Moscovo. Todavia, se eles forem removidos, com o fim da guerra na Ucrânia os governos europeus perderão a frágil cola que os une e o bode expiatório, ocultador da sua incompetência e seguidismo em relação à administração Biden, responsável por uma avalanche de consequências económicas e sociais negativas. Os sacrifícios dos povos europeus ainda estão no seu início. A recessão alemã, em aprofundamento, chegará também a Portugal, Espanha e outros campeões do belicismo. O fanatismo de Mark Rutte, em defesa da transformação da economia europeia numa economia de guerra, será derrotado nas ruas das cidades europeias. Há demasiado sofrimento social acumulado. Basta ver o estado lastimoso do que sobra do Estado social em Portugal, bem como o modo como todos os partidos de governo (PS, PSD e CDS) transformaram o nosso país no campeão da OCDE em inacessibilidade à habitação.
A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, com os presidentes da Comissão, Ursula von der Leyen, e do Conselho, António Costa
Para António Costa e seus pares, a Guerra da Ucrânia deveria ser eterna. Dezenas de milhares de soldados poderiam continuar a morrer todos os meses para protegerem, com o holocausto dos seus corpos, o cordão de imunidade que assegura à nomenclatura europeia a tranquilidade do seu mando. Mas a vitória russa no campo de batalha convencional – que não seria preciso ser um génio militar para perceber como inevitável desde o dia 24 de fevereiro de 2022 – vai colocar os governantes europeus no desabrigo de enfrentarem os seus eleitorados apenas com o esfarrapado escudo da sua mediocridade.
A servidão voluntária perante os EUA parece ter acabado. Trump, com todo o seu brutalismo, nunca escondeu não respeitar quem não se dá ao respeito, como é o caso dos caricatos governantes europeus. Como já escrevi há muitos meses, se Biden ou Kamala tivessem ganho as eleições presidenciais norte-americanas, a guerra da Ucrânia poderia terminar numa escatológica guerra mundial.
Com a vitória de Trump, o perigo é outro. O atual presidente dos EUA tem fortíssimas probabilidades de ser assassinado. É provável que, nesse caso, se abram discretas garrafas de champanhe em Bruxelas. Contudo, a segunda guerra civil americana, que resultaria do eventual assassinato de Trump, seria um incêndio que ninguém pode antecipar até onde estenderia o seu rasto de destruição.