A UE terá de reduzir o bem-estar social para financiar a guerra

(Entrevista a Michael Hudson e Richard Wolff, in Resistir, 23/03/2025)

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NIMA ALKHORSHID: Olá a todos. Hoje é quinta-feira, 6 de março de 2025, e os nossos amigos Richard Wolff e Michael Hudson estão de volta connosco. Sejam bem-vindos.

RICHARD WOLFF: É um prazer estar aqui.

MICHAEL HUDSON: É bom estar aqui.

NIMA ALKHORSHID: Vamos começar, Michael, com o artigo do Financial Times que diz que três países europeus, França, Inglaterra e Alemanha, anunciaram que vão tornar inoperante qualquer acordo alcançado entre Donald Trump e Vladimir Putin. O que é que isso significa, Michael?

MICHAEL HUDSON: Bem, significa duas coisas. Por um lado, querem rearmar a zona euro, basicamente.

Ler entrevista completa aqui.

4 pensamentos sobre “A UE terá de reduzir o bem-estar social para financiar a guerra

  1. Dois norte-americanos que compreendem melhor a realidade europeia que a maioria dos “especialistas de painel televisivo”, e podiam ser consultores e conselheiros dos “grandes líderes europeus”, não fossem estes tão demagogos e medíocres.

  2. E lá vamos nos outra vez.
    Nos tempos da troika havia trastes a defender o regresso aos anos 60 do Século passado em termos de condições de vida dos portugueses em nome das contas certas, alegando se que o povo de um país pobre não podia viver como os ricos da Europa.
    “Não pode o português viver como alemão produzindo como marroquino” era um dos slogans que corria por aí.
    E foi mesmo isso que se tentou fazer com ataques aos salários, as reformas e as prestações sociais.
    A nossa sorte e que para emigrar hoje em dia não é preciso ir a salto, muito menos atravessar um mar como acontece aos desgraçados dos marroquinos e outros africanos que todos os anos morrem aos milhares no Mediterrâneo.
    Mas a emigração foi e continua a ser em Portugal a solução para não viver e trabalhar em condições miseráveis para engordar uma elite que nos vê como cães de trabalho.
    Nesse tempo Belmiro de Azevedo chegou a dizer com as letras todas que o salário mínimo nacional, que na altura era uma miséria de 450 euros mensais, ainda era demasiado elevado para as condições do país.
    Pelo mesmo diapasão afinavam outros grandes empresários nacionais embora ninguém tivesse a pouca vergonha de o dizer na televisão.
    E agora e do ataque aos direitos sociais em todo o lado que se trata.
    Sejamos francos, estes cerdos sabem que é impossível destruir ou conquistar a Rússia.
    Porque se a Rússia não conseguir conter os nossos mercenários, porque ucranianos já poucos há, vai acabar por despejar duas ou três batatas quentes nucleares lá para dentro e o jogo acabou.
    Mas a destruição dos estados sociais vai criar exércitos de trabalhadores dóceis que trabalharão por nada por não terem alternativas de simplesmente sobreviver.
    Não havendo para onde emigrar porque a miséria e a mesma em toda a Europa e nos Estados Unidos a porta está fechada cairemos todos numa espécie de servidão medieval as elites nacionais.
    Morreremos todos cedo, basta ver a esperança de vida nos anos 60 do Século passado para perceber do que estamos a falar e estando as mulheres obrigadas a unir se a um homem para não morrer de fome os filhos para substituir os pais numa vida de exploração e miséria estão garantidos.
    E com a robotizacao nem sequer são precisos muitos para manter isto tudo a funcionar.
    O admirável mundo novo está aí.
    Não teremos nada, seremos explorados, viveremos pouco mas morreremos felizes porque a Rússia não nos invadiu graças as nossas armas maravilhosas e ao heróico almirante português que impediu a invasão russa pelo Sul.
    E toda a gente que achar isto normal e não acordar vá ver se o mar da tubarão branco faminto.

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