(Por Pedro Almeida Vieira, in Página Um, 18/03/2025)

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Durante muitos anos, Francisco Pinto Balsemão foi um verdadeiro símbolo da liberdade de imprensa em Portugal – o homem que mesmo antes Revolução de Abril, fundou o Expresso, ergueu um título que, durante décadas, foi sinónimo de rigor, independência e seriedade. Era visto como um guardião da palavra livre, um exemplo de como o jornalismo poderia resistir à tentação dos poderes económicos e políticos, mantendo-se firme nos princípios da ética e da verdade. Aguentou até, estoicamente, o ‘seu’ jornal a atacá-lo durante o breve o período (1980-1983) em que teve funções governativas, incluindo o cargo de primiero-ministro entre 9 de Janeiro de 1981 e Junho de 1983, o que lhe granjeou um estatuto de elevada seriedade. A sua biografia poderia alcandorá-lo à figura de um “anjo” do quarto poder, pairando acima das pressões e influências que tantos outros não aguentariam evitar.
Mas mesmo os anjos, diz-nos Camilo Castelo Branco, podem cair. E o que assistimos nas últimas duas décadas, e sobretudo nos últimos 10 anos, é precisamente isso: a queda de um homem e de um projecto que outrora pareciam intocáveis. Se, nos primórdios, Balsemão compreendeu a importância de criar uma imprensa livre e exigente, a sua família teve dificuldades em perceber, com o tempo, que o desafio maior não vinha de um golpe militar ou de um poder político opressor, perante a consolidação da democracia, mas de um novo inimigo silencioso: a erosão da credibilidade.
Num tempo em que as tecnologias digitais e as redes sociais impuseram uma transformação radical na comunicação, a resposta de Balsemão e da Impresa foi hesitante e, muitas vezes, errada. Em vez de reforçar o jornalismo rigoroso, isento e independente – aquele que poderia distinguir o Expresso e a SIC no ruído informativo –, optou-se por atalhos fáceis. A dependência de negócios paralelos, os alinhamentos subtis (ou nem tanto) com os poderes instalados e a complacência com agendas políticas esvaziaram de sentido aquilo que um dia foi o seu maior trunfo: a credibilidade.
Balsemão parece não ter percebido que o seu nome, por mais prestígio que tenha acumulado no passado, não bastava para segurar o futuro. Um jornal ou um canal de televisão não vive da reputação passada, mas sim da confiança renovada todos os dias junto dos seus leitores e espectadores. Sem confrontar o poder político, sem independência em relação aos negócios e às pressões, o jornalismo torna-se apenas mais um instrumento de propaganda ou de entretenimento disfarçado.
A Impresa, que podia ter liderado um novo paradigma de jornalismo sério e combativo em Portugal, preferiu o conforto das redacções domesticadas, das audiências fáceis e das alianças tácitas com quem manda. E nessa escolha reside a verdadeira queda do “anjo” Balsemão: não por corrupção moral ou por cedência consciente, mas por uma incapacidade de entender que sem verdade, não há jornalismo que resista.
Hoje, o Expresso já não é lido como antes. A SIC já não inquieta quem governa. E a Impresa, que foi exemplo, é agora apenas mais um grupo de comunicação social, à deriva entre as dívidas, os interesses e a irrelevância crescente. Balsemão deu ao país uma grande imprensa, mas não percebeu que um império só dura enquanto for construído sobre a confiança, não sobre um nome. A crise da Impresa, que arrasta a SIC, é um, colapso iminente por erros estratégicos.
E um anjo que cai, por mais títulos e medalhas que traga no peito, não deixa rasto de luz. Apenas um aviso: a credibilidade é tudo. E sem ela, não há futuro. E ele não merecia, aos 87 anos, este presente.
Fonte aqui.
Sim, morreu afogado em águas brasileiras em 1980 e o modo como viveu descansado no Brasil mostrar que se calhar a impiedosa perseguição de que alegadamente foi alvo foi só para inglês ver.
O caso altamente mediático de Adolf Eichmann, um mero funcionário dos transportes, raptado pelos sionistas na Argentina e enforcado em Israel serviu de cortina de fumo para muitos como Mengele que viveram vidas descansadas até a morte natural com a conivencia desta canalha toda que hoje conta cumprir o seu sonho de destruir a Rússia.
Muitos nazis fugiram para a América do Sul com a cumplicidade dos Aliados, em especial os norte americanos e viveram sem ninguém o molestar durante muito tempo. Provavelmente Mengele foi um deles.
Consta que Mengele exerceu como médico numa cidade brasileira onde acabaram por nascer muitos gemeos.
Quando a identidade de Mengele foi revelada muitos deles e respectivas mães queriam saber o que e que lhes tinha acontecido e se não tinham sido vítimas de nenhuma experiência sinistra do sujeito.
Lembro me de ter visto um documentário sobre isso intitulado “Os gêmeos de Mengele”.
Hoje identifico me com essa gente pois gostaria de saber que coisa e que realmente meti no corpo no Verão do Ano da Graça de Deus Nosso Senhor de 2021 e graças ao qual vivo a estranha forma de vida dos praticantes de musculação.
Lembro me de que muita gente dessa tinha o medo que eu hoje também sinto.
Lamento por eles porque hoje sei o que e viver com medo.
Sim, a periculosidade do discurso único de génese russofóbica (xenófoba), McCarthysta, de caça às bruxas, é bem real, e é esse o papel dos jograis e papagaios oficiais (coisa que o Rodrigues dos Prantos literalmente é, passa a vida a repetir o que lê no teleponto dos telejornais que apresenta, e isso pelos vistos fez estragos, ou então já era assim meio avariado).
Sobretudo aqui na Pategónia, em que actualmente cultura é consumir tudo o que é produzido para alimentar uma sociedade acrítica de consumo rápido, produtora de consumidores boçais e intelectualmente disfuncionais, incapazes de distinguir a realidade da manipulação, importando grande parte dos conteúdos produzidos nos EUA (cinema de Hollywood, séries de TV, “info-tainment”, nem tudo é mau, mas muita coisa é vulgar ou péssima, como documentários com técnicas de marketing e noticiários que mais parecem reclames e misturam informação com técnicas de marketing, tal como Trump faz na Casa Branca a vender Teslas e a ver perigosos esquerdistas e comunistas em todos os opositores, até em procuradores e juízes – e aí já não vemos Trump a queixar-se do desequilíbrio de conteúdos entre UE e os EUA, nem toca no assunto, porque nessas indústrias mediáticas, cinemáticas, televisivas, informáticas a desproporção é colossal).
De maneira que ou temos suficiente capacidade intelectual e cultural para perceber isso, não nos deixando influenciar por campanhas de lavagem cerebral e psyops, ou eventualmente transformamos-nos em pategos acríticos que consomem tudo o que lhes poem à frente, como as tangas do Rodrigues dos Prantos, as bacoradas da Ferra Aveia ou as bujardas da Sollérias, sem esquecer os cenários da Cénica e do Isidro Mortais, entre outros… e ainda há muitos zombies a acreditar no que debitam, e pior ainda, nas patranhas de uma Ursa von der Leyen, de uma Kaja Kallas-te? ou de um António deu à Costa.
E sim, são todos tão honestos como o Dr. Mendele era para os seus “pacientes’, nos “campos de trabalho e de experiências” nazis.
Dr. Mengele, um de muitos médicos experimentalistas, racistas e eugenistas, sem qualquer ética e deontologia profissional, desprezando o Juramento de Hipócrates, que utilizava os prisioneiros como cobaias humanas, muitos deles crianças e mulheres, com particular incidência em gémeos, para testes comparativos com o mesmo genótipo, testando os seus limites de resistência a vários tratamentos de choque, privações, substâncias perigosas, e fazendo operações cirúrgicas sinistras. Fugiu para a América do Sul, ao que consta, andou pelo Brasil e nunca foi capturado.
Não tenho problemas nenhuns com o que essa gente ladra.
O problema são as consequências que tal discurso pode trazer a gente que, como nos, não engole lerias.
E que até a nossa deportação para s Rússia eu já ouvi gente defender.
E depois de o Tiranossauro ter enfiado mais de 200 venezuelanos numa prisão em El Salvador e de haver gente a ser presa e deportada com base numa lei do Século XIX eu já começo a acreditar que todas as aleivosias são possíveis.
Uma coisa e acabar a varrer ruas em Irkutsk por fugir a obrigatoriedade de um veneno outra coisa e acabar assim porque alguém achou que tinha o direito de nos enfiar num aviao para lá por protestarmos contra o não termos reformas para comprar armas.
E isso que torna o ladrar de gente como o Rodrigues dos Prantos perigoso.
E sim, parece que no livro também havia piscinas em Auschwitz.
Enfim, nalguns campos havia mesmo qualquer coisa parecida mas era para médicos nazis fazerem experiências sobre recuperar gente que caia em águas geladas.
Eram coisitas tipo ver quanto tempo o sujeito levava a morrer, como era possível recuperar em caso de estar quase morto, o que e que realmente causava a morte, enfim.
Havia teorias mirabolantes como a recuperação via calor humano e todas foram amplamente experimentadas.
Afinal de contas, não não faltavam prisioneiros judeus e soviéticos para gozar as águas frias dessas belas piscinas.
Realmente a vergonha na cara era verde, veio um burro e comeu.
As crianças com menos de 12 anos iam direito para as câmaras de gás a chegada aos campos de morte, como era Auschwitz, bem como as pessoas com mais de 50 anos.
Por isso não consegui descortinar onde e que o homem foi buscar essa das crianças irem a escola em Auschwitz mas ele lá sabe.
Sim, não sei por onde andou esse anjo.
O Expresso sempre foi um jornal de direita e bem direita que tinha nos comunistas o seu inimigo de estimação, estimação essa que se estendia com um pouco menos de intensidade a outras forças de esquerda.
Consta que como professor universitário ai de quem não dissesse que a ansia de lucro a qualquer custo era o sal do mundo.
Era logo acusado de ser “de esquerda” e querer “aquela miseria da Europa de Leste”.
Um mimo de criatura, sem qualquer sombra de dúvida.
Quase tão bom como o José Rodrigues dos Prantos que agora escreveu um livro que garante ser baseado em factos reais e que “alerta para os infiltrados da Rússia no Ocidente”.
Vão os dois ver se o mar da choco.
Se for como quando publicou O Mágico de Auschwitz, o Prantos até deve ter tempo de antena próprio na RTP para promover o novo livro. Ainda me lembro de o ver afirmar que os campos de concentração da Alemanha Nazi não eram assim tão maus como os pintavam, pois até tinham escolinhas para as crianças e bordéis para os adultos… deve ser um dos motivos porque não pode com os russos, acabaram com Auschwitz e vários outros “campos de trabalho” semelhantes.
Campos de trabalho? Queres dizer resorts, não é?
Hotéis de Seis Estrelas******
Se tivessem piscinas e saunas, mesmo com as câmaras de gás com Zyklon B e os fornos crematórios, ele ainda lhes chamava assim.
Deixem lá o escritor/apresentador/jornalista/âncora/repórter/historiador/pisca-olho estar do “lado certo da História”, e denunciar os putinistas infiltrados no ocidente…
O autor parte do sofisma de que o expresso teria sido, alguma vez, num já distante passado, um semanário objetivo e independente. Nunca o foi. Conheço o papel há mais de 50 anos. Pactuou com spinolismos golpistas, serviu bombistas como o atual vice chegano no já distante prec de saudosa memória, branqueou banqueiros ladrões (até estes lhe rapinarem as contas do dono), adulou privatizações piratas, censurou sempre, sempre os “perigosos” comunistas. Numa coisa o autor tem razão, hoje é tão só uma caricatura de um fabricante de #fakenews que se queixa da concorrência por esta fabricar #fakenews mais saborosas. Quanto ao aglomerado liderado pelo filho neo-fascista, já nem audiências lidera, perdeu as direitas para os trogloditas e as outras para caneiros menos poluidos. Não tenho pena nenhuma deles, há mais de 50 anos que me riubam a vida.