O nazismo geracional e o Diário de Anne Frank

(Carlos Matos Gomes, in Medium.com, 15/10/2024)


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A geração nascida no pós Segunda Guerra, a dos babyboomers, cresceu e foi educada na associação do nazismo à Alemanha e à caraterização do nazismo como uma ideologia assente no racismo, na imposição de um grupo classificado como raça, a raça ariana, como superior e de uma outra raça, a dos judeus, como uma espécie infra-humana, que deveria ser reduzida a cinzas em campos de concentração e depois eliminada em massa.

A geração atual, a do neoliberalismo e da lei da selva, do sucesso assente na violência, dos meios justificarem os fins, está a ser confrontada com o nazismo israelita, que considera os palestinianos infra-humanos e os israelitas a raça eleita e superior. Esta geração não parece ter termo de comparação e desculpa a violência que lhe é servida nos ecrãs assumindo que os israelitas estão a defender os seus valores, como surge nas legendas.

Na Europa e na União Europeia, a geração dos netos dos que fundaram a Europa com base em valores antinazis, os netos da geração que leu o Diário de Anne Frank, estão agora a viver e a participar na ressurreição do nazismo enquanto ideologia e estão a ser condicionados pelos atuais meios de manipulação a aceitar essa ideologia como a “defesa da liberdade e da democracia e do mercado livre”, valores entendidos segundo o seu ponto de vista: sou superior, logo sujeito os outros, se necessário elimino-os. O neoliberalismo era, sempre foi, um produto do ovo do nazismo! Por detrás do espetáculo da liberdade de comportamentos, mas não tanta que não separe cultura branca (a da elite), de cultura afro e de cultura latina ou hispânica, como é visível nos prémios da indústria do infoentretainment da oligarquia americana) encontra-se o racismo das oligarquias designadas por WASP (White, Anglo-Saxon Protestant), um branco, protestante, cuja família tenha origem no noroeste da Europa e que passou a integrar a oligarquia judaica, Rothschild, Rockefeller, Morgan, Goldman entre outros que dominam o mercado financeiro mundial. O liberalismo nem é livre, nem igualitário.

Assentando o nazismo israelita e o nazismo alemão nos mesmos princípios ideológicos, a superioridade rácica ou étnica, ou até religiosa como razão, a justificação para ocupação de territórios e eliminação de povos, a perversidade do nazismo israelita tem a vantagem de ser patrocinada económica, militar e, no essencial, politica e ideologicamente pela superpotência Ocidental, enquanto que o nazismo alemão dispunha apenas das suas próprias forças e atuava por si e pelos seus interesses. O nazismo israelita beneficia do poder financeiro dos Estados Unidos, do seu aparelho militar industrial e da cobertura fornecida pela sua poderosa indústria de comunicação e manipulação da opinião pública. Fatores determinantes e que permitem todos os atrevimentos e provocações.

O nazismo alemão tinha uma doutrina expressa no Mein Kampf (A minha Luta), superioridade rácica, recuperação da antiga ideia nacionalista alemã do “Drang nach Osten”, a necessidade de ganhar o Lebensraum, o espaço vital, que vemos reproduzido nos nacionalistas israelitas na criação do Grande Israel, que inclui o Líbano e a Síria, e na estratégia do Grande Ocidente Global, leia-se dos Estados Unidos, do domínio do Médio Oriente.

Sendo a mesma a base ideológica no nazismo alemão e do nazismo israelita, a radical diferença entre ambos reside no tempo histórico em que eles se manifestam e na inversão de valores que a adoção do nazismo israelita representa na ideologia do Ocidente — no seu sistema de valores.

O neoliberalismo enquanto doutrina dominante no Ocidente justificou e impôs os fundamentos do nazismo como condição para a sua existência enquanto sistema dominante no mundo no século XXI, mas colocou-o em confronto com a emergência de antigas civilização durante séculos sujeitas ao domínio ocidental e que o contestam.

O Ocidente, como a Alemanha de Hitler, justifica-se pela necessidade de impor a sua supremacia através da conquista de territórios e da eliminação de povos para em seu lugar colocar o povo eleito — arianos num caso, judeus israelitas noutro — que servissem os interesses da sede do império, em Berlim, num caso, em Washington atualmente. O nazismo alemão tem, como qualquer fenómeno político, várias causas e várias explicações, mas todas elas vão convergir na necessidade de impor um poder para defender um interesse julgado vital.

No caso do nazismo alemão, além da crise do orgulho ofendido com a derrota na Grande Guerra e da crise económica provocada pelas reparações que resultaram dela, ou da luta contra a ameaça comunista, ele tem, na essência, por base o objetivo da recuperação do estatuto de grande potência mundial por parte da Alemanha, num tempo em que a Europa ainda era o centro do mundo e de esse objetivo apenas poder ser alcançado pela forma mais brutal que pudesse ser utilizada para o efeito. Por isso os alemães estiveram tão perto da construção da arma atómica, um conhecimento científico que os Estados Unidos aproveitariam em Hiroshima e Nagasáqui. Não herdaram apenas o saber técnico, mas também o objetivo que ele proporciona.

No caso do nazismo israelita, estamos a assistir e a participar na repetição dos mesmos princípios do nazismo alemão para imposição de um poder, o dos Estados Unidos, que seja incontestado. Porque são quem financia (paga), arma e, sabemos agora com a presença dos mais altos comandantes militares americanos em Israel, manda e comanda as operações de Israel no Médio Oriente, como já se sabia que era esse o papel da NATO na guerra na Ucrânia, onde vigora um poder de cariz nazi, apoiado pelos Estados Unidos.

Também é interessante verificar que, tal como no nazismo alemão, o nazismo israelita jamais refere que tipo de sociedade pretende impor nos territórios ocupados a não ser que ficam sob a lei da superioridade ariana ou judaica. Estados teocráticos, na sua essência, o que não os distingue do Irão, do Afeganistão ou da Arábia Saudita.

Jamais o Ocidente — os Estados Unidos — referem nos seus planos de guerra e de pós guerra de valores, de Liberdade, de Justiça e de Respeito pelos povos. Tal como o nazismo alemão jamais o fez. Também, tal como no nazismo alemão, o nazismo israelita impôs a mais férrea censura à contestação à sua política e, fundamentalmente, aos resultados desta. Fê-lo, como o nazismo alemão havia feito, eliminando intelectuais, jornalistas e repórteres e impondo regras leoninas sobre segredo de Estado, utilizando os onze princípios de propaganda de Goebbels, o ministro de Hitler.

Os cidadãos dos Ocidente Global passaram a ter direito apenas a uma verdade oficial, todos os que se manifestam contrários são classificados como traidores, marginais e, logo, banidos do rebanho e do espaço público.

A grande vitória do nazismo israelita é que ele provou que o nazismo pode ser apesentado com sucesso como uma ideologia e uma prática que os ocidentais, os europeus, quer os da geração dos babyboomers, quer a dos precários liberais da nova geração, tomam não só como aceitável moralmente, mas como o melhor lugar ideológico para obter sucesso, lugares de topo da administração pública e privada, títulos académicos, negócios e tudo dentro de uma embalagem que apregoa os grandes valores do Ocidente no pós Segunda Guerra, é certo que mais apregoados do que praticados, mas ainda assim invocados.

No pós Segunda guerra, a Europa Ocidental declarava-se Mundo Livre, patrocinadora da libertação de África, liberal nos costumes e nos mercados, acolhedora de emigrantes de mão de obra barata, mas implacável com os que colocassem em causa a ordem e a exclusividade da violência por parte do Estado, mantendo nos seus aparelhos de poder uma rede protofascista de desestabilização, a GLADIO, gerida pela NATO, aceitando as ditaduras portuguesa, espanhola e grega. Chegou o momento de a embalagem ir borda fora!

A normalização de Hitler e do Mein Kampf tem sido feita diante dos nossos olhos através da glorificação de Zelenski, o ilusionista escolhido pelos americanos para transformar os batalhões nazis em combatentes da liberdade e os antigos nazis em heróis, caso de Bandera e de apresentar Netanyahou como o Herodes que, segundo a Bíblia cristã, ordenou a matança dos inocentes para evitar o nascimento de um verdadeiro rei dos Judeus, que ameaçasse o poder romano.

A normalização de uma estratégia nazi está certificada nos documentos que definem a política dos Estados Unidos para o século XXI, entre eles os recentes National Security Strategy (NSS) e National Defence Strategy (NDS) publicados na segunda metade de 2022 pela administração Biden, que reafirmam a preeminência dos Estados Unidos na ordem mundial em termos militares e económicos e referem a continuidade dos esforços de Donald Trump para estabelecer regras que garantam os meios para as empresas americanas “vencerem na cena mundial”. O Irão é um grande produtor de petróleo e um grande exportador para a China, o inimigo principal dos Estados Unidos económica e militarmente.

Israel representa o papel de provocador de um conflito que permita aos Estados Unidos atacar a China e as suas empresas por via da dificuldade de abastecimento de energia. Os Estados Unidos estarão por detrás do ataque de Israel ao Irão, que utilizou como operações provocatórias e preparatórias o ataque a Gaza, a pretexto do Hamas, o ataque ao Líbano a pretexto do Hezbolah, o assassinato de lideres palestinianos no Irão para dar oportunidade a este ataque.

Imagens do nazismo alemão, tendo a adolescente Anne Frank como figura referencial, do tratamento dado às crianças fechadas no gueto de Varsóvia revelam a herança do nazismo através das práticas dos militares israelitas em Gaza.

Em termos de princípios e valores estamos perante o mesmo fenómeno, o nazismo. Também estamos perante os mesmos objetivos. O nazismo alemão tinha como objetivo a preeminência da Alemanha na cena mundial, cujo centro a Europa ainda representava nos anos vinte do século passado e é pela mesma preeminência, agora ao serviço de um outro patrocinador, e noutro tempo, que o nazismo israelita age para garantir a hegemonia dos Estados Unidos.

O próximo ato de afirmação de luta pela imposição da hegemonia dos Estados Unidos será o ataque ao Irão. Que ele seja desencadeado por um estado nazi caracteriza os valores essenciais pelos quais se rege o estado patrocinador que colocou duas esquadras e forneceu os mais modernos equipamentos de guerra ao serviço de Israel, o estado vassalo. E indicia os valores que vão ser os dominantes no Ocidente Global.

Não foi certamente para defender Israel dos ataques de grupos de guerrilha e resistência que são o Hamas e o Hezbolah que os Estados Unidos deslocaram duas esquadras, forneceram os mais modernos sistemas de armas e, por fim, colocaram em Israel, no comando da operação militar, generais de quatro estrelas do topo da hierarquia das Forças Armadas Americanas, como tem sido a narrativa passada pela comunicação social do Ocidente alargado.

Um êxito no ataque ao Irão será assumido como um êxito americano e um sopro vital para os Democratas, que se apresentarão como os “capitães América” contra os Republicanos; um fracasso ou uma meia vitória será imputada aos israelitas. O nazismo alemão utilizou até ao fim a estratégia de atribuir as vitórias a Hitler e as derrotas aos exércitos executantes no terreno. Os nazis israelitas tanto correm o risco de serem os bodes expiatórias de um mau resultado, como têm a possibilidade de reforçar a condição de elementos indispensáveis ao futuro dos Estados Unidos, com quem partilham os conceitos de conquista e gestão do poder.

Quem está já fora da mesa do jogo de xadrez é o esforçado Zelenski, porque a Ucrânia passou à condição de causa perdida e o Irão passou a ser o objetivo principal para chegar à China.

O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do Sol. – Eclesiastes

12 pensamentos sobre “O nazismo geracional e o Diário de Anne Frank

  1. Uma curiosidade, OTAN (o acrónimo NATO revertido, ou seja, como se usa nas línguas latinas – português, espanhol, italiano, francês, romeno), é o nome do deus germânico equivalente a Odin.
    A influência do arianismo na NATO.

    • WOTAN – ODIN

      OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte
      NATO – North Atlantic Treaty Organization

      NATO(W) – North Atlantic Treaty Organization (of Wotan / of the World)

  2. Claro que o sistema religioso teria de ser diferente. Se se aproveitava a teoria mas se queria expulsar ou matar o povo que a tinha criado não se podia invocar o Deus desse povo mas e mesmo só aqui que pai e filho não estão de acordo.
    O resto é igual.
    Uma obsessão com a raça pura, a raça apoiada por Deus, seja o Deus carrancudo que teria mandado exterminar os povos vizinhos, sejam os Deuses, ou pelo menos, a simbologia a eles associada, que prometiam o paraíso aos tripulantes dos barcos que saquearam a Europa.
    “Livrai nos da fúria dos povos do Norte” pediam os acossados. E provável que também os acossados pelos barbudos guerreiros de Israel tenham pedido proteção aos seus deuses.
    A obsessão com a pureza vem de muito longe.
    No Antigo Testamento há centenas de indicações sobre limpeza visando não a manutenção da saúde física mas a pureza ante o seu Deus.
    Ate o bolor era chamado a lepra das casas. Se há segunda vez que se limpava a dita lepra voltasse a aparecer não tinha o proprietário mais remédio se não deitar a casa abaixo e ai dele que não o fizesse. E não, não estava previsto nenhum apoio para reconstruir a casa ao desgraçado.
    Também os nazis tinham a pancada da limpeza e dos uniformes impecáveis. As botas impecavelmente engraçadas ficaram gravadas na memória de muitos sobreviventes de campos de concentração.
    O bom nazi cortava o cabelo e não usava barba, diferindo aí do judaísmo que nos primórdios desprezava a gente de face escanhoada.
    As mulheres deviam ser discretas e não usar maquilhagem. Também o judaísmo via como prostitutas as mulheres que se enfeitassem muito.
    Há aqui muitos pontos de contacto e muitas inspirações.
    O exército israelita age hoje com a crueldade do nazismo porque ela sempre esteve lá, ela fundou o nazismo.
    Estamos a apoiar nazis na Ucrânia e também em Israel. Sionismo e nazismo são pai e filho mesmo que o filho também tenha ido buscar inspiração a uns tios.

  3. Existe um decalcamento sócio-político do sionismo e das “leis de pureza genética” do judaísmo (pelo ADN mitrocondial, ou seja, pela ascendência materna e, em grau menor, pela ascendência paterna), transpostas para as infames Leis de Nuremberga, onde também se determina a pureza genética do indivíduo ariano, pela sua ascendência e pela ascendência dos seus progenitores e os progenitores destes, recuando algumas gerações. Isto no plano sócio-político, seguindo a ideologia de supremacia rácica, cultural e do direito a eliminar os impuros e os mais fracos, de acordo com as correntes eugénicas em voga nos meios anglo-saxões (que são resultado da miscigenação britânica entre os nativos da ilha (pictos e anglos) e os invasores saxões, daí essa designação, que no fundo abrange os povos britânicos e os povos germânicos. Posteriormente haveria ainda a introdução dos nórdicos, com as sagas vikings, e a origem de alguns povos (Normandos, Islandeses, etc) e depois as dinastias monárquicas, que, como se sabe, eram todas aparentadas em maior ou menor grau na parte final da Idade Média, graças aos casamentos e à consaguinidade que é comum na nobreza.
    Mas a nível cultural o nazismo vai beber ao movimento völkish, ou popular, que pretendia reintroduzir as míticas raízes do pan-germanismo (arianismo), e se inspirou nas correntes ocultistas de algumas ordens secretas, que cultivavam especialmente a mitologia nórdica e rúnica e a ariosofia, corrente de origem germânica por sua vez inspirada pela teosofia e as suas teorias de evolução e apuramento rácico, cuja mentora era Helena Blavatski.
    Portanto, há uma influência secular de origem sócio-política, que é a raíz do sistema político nacional-socialista, derivada do sionismo enquanto programa social e político, de cariz prático; e há também uma influência cultural que não tem origem nos denominados “valores judaico-cristãos”, e sim nas correntes religiosas, espirituais e culturais tidas como arianas, pan-germânicas e nórdicas, de acordo com as doutrinas da ariosofia e da teosofia, e de cariz pagão (inspirado em várias mitologias orientais, como o hinduísmo, o budismo, o zoroastrismo, e por aí fora até chegar ao centro da Europa e ao culminar espiritual da Alemanha do III Reich como expoente máximo dessa evolução, ou seja, as religiões indo-europeias e arianas progredindo no seu todo), mítico e idealista. É nesta componente que diverge do sionismo e do seu sistema ideológico e mitológico, na prática sócio-política os processos são muito semelhantes ou iguais, salvas as devidas diferenças.
    Não por acaso, o ídiche, a língua franca dos colonos judaicos provindos da Europa central e de leste desde o século passado, é um dialecto do alemão.

    • Por se afastar dos “valores judaico-cristãos” e assumir os “valores pan-germânicos e arisóficos”, o nazismo não via com bons olhos as sociedades secretas maçónicas, era muito pouco católico e cristão (a religião era permitida mas não promovida, ao contrário dos valores supremacistas da ariosofia e religião ariana e nórdica), e antagonizou os judeus e a sua influência na sociedade, na cultura/ciência, na economia e na finança alemãs (do III Reich).

    • As sociedades secretas (ocultistas) de índole ariosófica, como a Thule, a Vril entre outras, foram os dínamos agrupadores e promotores da componente mística e pagã do pan-germanismo e arianismo.
      Mais tarde geraram as elites das ordens místicas para-militares e científicas do III Reich, inspirando as SS, a Ahnenerbe e outros departamentos do aparelho do estado nazi.

  4. Alguém pensou onde e que um pintor fracassado como Hitler terá ido beber todo um sistema político que, independentemente da sua crueldade extrema tinha complexidade suficiente para fazer sentido junto de tanta gente?
    Onde teria ido buscar a ideia de uma raça superior, que deveria dominar sobre todas as outras e possuir as terras que entendesse, mesmo que já lá vivessem outros?
    Sim, o nazismo não é pai do judaísmo militante e homicida. E seu filho.
    Foi certamente ao sionismo que Hitler foi buscar essas ideias sinistras que tanto sangue derramaram no mundo. Simplesmente substituiu os judeus pela raça ariana de que os alemães seriam os mais perfeitos exemplares mas onde poderiam também caber os louros nórdicos.
    Não podendo ir buscar o Deus judaico justificante da carnificina, voltou se para as religiões rúnicas, pelo menos para os seus símbolos pois que não fazia sentido no Seculo XX sacrificar a Thor e Odin.
    Ate a crueldade para com os deficientes tem muito do antigo Israel.
    Os deficientes não eram mortos mas eram discriminados brutalmente e nenhum poderia ser sacerdote.
    O tratamento dos leprosos não tinha paralelo mesmo noutras sociedades da antiguidade.
    A Bíblia fala de um sírio que teria sido curado de lepra por um profeta judaico. E diz que o homem era poderoso e valente embora leproso, sendo reconhecido como chefe militar.
    Apesar de sentir já os efeitos da doença mantinha o seu lugar na sua sociedade e na sua família.
    Em Israel os leprosos arriscavam ser mortos a pedrada se entrassem numa cidade.
    Nas estradas tinham de ter sinais distintivos e não podiam aproximar se de ninguém ou arriscavam ser mortos a pedrada.
    E de supor que os pobres diabos não durassem muito.
    Esta provavelmente aqui, mais que na repugnância que a doença provocava, a raiz do tratamento cruel que até há bem pouco tempo era dado aos leprosos.
    Afinal de contas até estava na Bíblia.
    Por isso sabemos onde Hitler foi beber tanto o racismo como a crueldade para com quem não encaixava nos padrões de perfeição humana.
    O nazismo é filho do sionismo, não importando aqui que tenha tentado matar os seguidores do pai. Afinal de contas, fez lhes um favor dando lhes um pretexto para cometer atrocidades ate ao dia de hoje e sabe se lá por quanto tempo mais.
    Não vê quem não quer.

  5. Acho que Ferra Aveia pega bem a uma criatura que apoia animais assassinos como a camarilha que comanda o estado genocida de Israel.
    Não conto chamar lhe outra coisa.
    Claro que não a atinge porque já dizia a minha avó. “Uma descompostura numa cara sem vergonha e uma barrigada de riso”. E a senhora vergonha na cara de baleia fora de água não tem nenhuma. Já para não falar em humanidade.

  6. São conhecudas as posições de Diana Soller, Hrlena Ferro Gouveia e Msrques Serronha na CNN Portugal. Embarcaram na ideia de que Federação Russa era fraca e que, com a ajuda material da OTAN (mas não com botas no terreno), a bitória da Ucrânia eram favas contadas. Creio que estes comentadores, ao contrário dos seus mentores, firam sinceros nas suas afirmações. Já os brlicistas dos EUA, prlo contrário, sabiam muito bem desde o início, que essa vitória da Ucrânia era impossível. Bastava conhecer um pouco de história. Na Guerra civil dos EUA ganhou o lado que yinha o maiir poder industrial. Nas invasões da França ou da Alemsnha à Rússia, esta venceu porque teve capacidade de manobra suficiente e conseguiu manter intacta a sua capacidade industrial.
    Comentadores ignorantes não faltam. Já é castigo sificiente terem que engolir as palavras que andaram a exprimir publicamente. Deturpar-lhes os nomes não atinge os visados.

    • Deturpar-lhes os nomes é o mesmo que alcunhá-los. Se atinge ou não os visados, isso é com eles e problema delas, mas olhe que as alcunhas não são tão descabidas e inapropriadas assim…
      Aliás, se os militares têm nomes de código (e alcunhas), os agentes de informação e inteligência, até os polícias, os ladrões, os prisioneiros, e mesmo os políticos (o Bochechas, uma vez encontrei-o na praia do alemão quando tinha 3 ou 4 anos e apontei para ele chamando-o pela alcunha, todos se riram e ele também), por que não podem cartilheiros, ainda por cima fracos e de duvidosa autenticidade, mentirosos profissionais, propagandistas desvergonhados, serem também alcunhados?
      Eles que se aguentem à bomboca… já que tanto apelam à largada de bombas sobre outros, ou as branqueiam com eufemismos e lenga-lengas.

  7. Um texto explicativo da história e razões do nazismo na Alemanha de Hitler e de Israel em Gaza e no Líbano mas que (a meu ver deliberadamente se omitem das análises dos factos e com graves consequências pela constante repetição dos erros do passado) não “descodifica” o uso do “Holocausto dos judeus” como um culto para a vitimização de uma “cultura/religião específica” para apagar o papel dos comunistas, dos partidos comunistas e de todos os revolucionários que não sendo só judeus (foram e são perseguidos, torturados e mortos pelos regimes capitalistas e liberais dominantes no Ocidente) para que fossem conseguidas as conquistas sociais alcançadas no mundo após o triunfo da revolução bolchevique na URSS e depois na China e que são a verdadeira ameaça às oligarquias dominantes no ocidente e não aos povos.

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