Ai meu belo cabo da Roca, só de te imaginar nas garras do Vladimir…

(Joaquim Camacho, in comentário na Estátua de Sal, 11/06/2024)

O urso não tem pernas para lá chegar… 🙂


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De acordo com Frau Ursula von der Lies, a Europa “boa”, a dela, tem 470 milhões de habitantes. Sabe-se que os Estados Unidos têm 334 milhões. Temos ainda o Canadá, com 37 milhões, e mais uns quantos associados menores do abençoado Ocidente alargado, como Austrália, Coreia do Sul, Japão, o mui democrático Israel, etc.

Quanto à demoníaca Rússia, esfomeada de “espaço vital” (como escreve, com subtileza de elefante, o Pacheco da Marmeleira), tem presentemente à volta de 145 milhões. Sabendo nós que a Rússia é, em termos territoriais, o maior país do mundo, com o dobro da área dos Estados Unidos e menos de metade da população, fica claro, para quem tenha no mínimo dois neurónios funcionais, que um dos principais problemas da Federação Russa é espaço a mais e falta de gente para o defender, e não espaço a menos e uma alegada vontade de abarbatar mais “espaço vital”, divagação esquizoide parida pelas ligações sinápticas curto-circuitadas do Pacheco, Pluma Caprichosa e restante praga de aldrabões… perdão, excelsas e criativas mentes que monopolizam o nosso espaço (vital) mediático.

Quanto a material bélico, concretamente forças aéreas, que alguns “especialistas” (Zelensky, Rogeiro e outros) nos dizem que farão toda a diferença num conflito, números recentes (Dezembro 2022), que já aqui despejei em tempos mas nunca é de mais repetir, mostram o seguinte:
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AVIÕES DE COMBATE:

América do Norte (EUA + Canadá): 2803

Europa: 2113

América + Europa: 4916

Rússia e CIS*: 1859
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HELICÓPTEROS DE COMBATE:

América do Norte (EUA + Canadá): 5581

Europa: 3323

América + Europa: 8904

Rússia e CIS*: 1927

*CIS: Comunidade de Estados Independentes, que junta Rússia e alguns países da ex-URSS, mas que, em termos operacionais, se resume hoje praticamente à Bielorrússia, o que, convenhamos, não é grande coisa.

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Ou seja, mesmo sem os EUA, a Europa sozinha tem mais aviões de combate (2113 contra 1859) e mais helicópteros de combate (3323 contra 1927) do que a Rússia.

Há inúmeros outros tipos de aviões e helicópteros, nomeadamente de transporte, vigilância, reabastecimento, etc., mas, em caso de conflito, é fácil de entender que são os aviões e helicópteros de combate que mais peso têm.

Fonte aqui.
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Contra toda a racionalidade e incontornável peso da realidade, porém, quer esta intelligentsia chalada e burra que, por azar, nos coube em sorte convencer-nos de que o mafarrico Vladimir Putin (cruzes, canhoto, bate nessa madêra!) vai enviar hordas atrás de hordas de pretos das neves para ocupar a Europa toda. E isto para começar. Depois, sabe-se lá, the sky is the limit, talvez o sistema solar… ou mesmo a galáxia.

Ai meu belo cabo da Roca, só de te imaginar nas garras do Vladimir quase me dá um fanico!

Mesmo sem o auxílio do outro lado do Atlântico, como é que um país com 145 milhões de habitantes consegue invadir, ocupar e controlar um território onde vivem 470 milhões, se falarmos apenas da Europa? Só um vigarista tentará convencer-nos dessa possibilidade e só um perfeito estúpido e ignorante poderá acreditar não apenas na sua viabilidade mas também na extrema estupidez de que os russos dariam provas se sonhassem sequer com tal “empreendimento”.

O que nos leva à seguinte conclusão: nunca a Rússia tomaria tal iniciativa, porque está bem ciente de que, numa guerra generalizada, apenas com armamento convencional, seria inevitavelmente derrotada pelo Ocidente alargado. Como ninguém com dois dedos de testa acreditará que a dita Rússia (nem os EUA, já agora) se conformaria alguma vez com isso: um eventual conflito, inicialmente convencional, entre Ocidente e Rússia, ou seja, NATO-Rússia, tornar-se-ia inevitavelmente nuclear, única maneira de a Federação Russa evitar o seu desaparecimento como país.

Portanto, eu não os mandaria ver se o mar dá choco, que é marca registada do Whale, mas seria bom que a inteligência gripada da nossa intelligentsia chalada não continuasse a tentar convencer-nos de que a caça aos gambozinos no cabo da Roca ou no Poço do Bispo alguma vez dará resultado.

5 pensamentos sobre “Ai meu belo cabo da Roca, só de te imaginar nas garras do Vladimir…

  1. Mas é que os russos dispõem de tecnologia dos Zeta-Reticulanos e hordas de neandertais da taiga montados em ursos pardos e ogres da tundra siberiana que usam ursos polares como os Inuit usam os cães a puxar trenós.
    Além disso têm os seres da 5.ª dimensão e da 6.ª, que lhes passam informação em tempo real com estimativas praticamente exactas no espaço, no tempo e no orçamento.
    Portantos… é ela por ela.

  2. Correcção:

    A inevitável passagem ao patamar nuclear no caso de conflito, inicialmente convencional, entre Ocidente e Rússia (ou seja, NATO-Rússia), não seria propriamente a única maneira de a Federação Russa evitar o seu desaparecimento como país, como escrevi lá em cima. Em rigor, seria a garantia de que tanto a Rússia como os países do Ocidente alargado desapareceriam todos como países. E que esta Europa de repúblicas (e monarquias) das bananas seria, a prazo, substituída por vibrantes repúblicas das baratas. Não oremos, porque não vale a pena.

  3. As ilustrações estão um achado, Estátua amiga. Ao (re)ver o meu querido cabo da Roca, e enquanto o Vladimir não o anexa à Moscóvia, ocorreu-me até um óptimo desporto para o Pacheco, a Pluma Caprichosa, a Ursula von der Lies, o Stoltenberg e restante criadagem iluminada: parapente! Reuniam-se todos num restaurante que lá existe, com uma óptima vista, comiam uns salgadinhos, bebericavam uns vermutezinhos, e depois atiravam-se entusiasticamente a uma atlética sessão de parapente. Para os magníficos atletas em apreço, atrever-me-ia a sugerir uma variante ainda mais radical da modalidade: parapente sem para nem pente. Oremos!

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