Não, não há milagres

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 20/05/2017)

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                              Miguel Sousa Tavares

Ouvir Maria Luís Albuquerque a querer dar lições de economia ou finanças públicas a este Governo (ou a qualquer outro); ouvi-la prever catástrofes, em tom catedrático, e depois, quando as anunciadas catástrofes se revelam afinal sucessos, reclamar para si os louros dos mesmos; ouvi-la criticar as políticas de contenção de despesa pública que anunciou fazer e não fez e preconizar agora o contrário daquilo que defendeu quando no Governo, tudo isso me tira do sério.

Ouvir a desfaçatez com que o governante cujas decisões mais caras nos saíram desde o 25 de Abril pretende dar sermões morais sobre o dinheiro mal gasto dos contribuintes é puro desplante. Ver quem (juntamente com Carlos Costa e Passos Coelho) espetou mil milhões no Banif, para no fim essa banqueta insular ir à falência e custar mais três mil; quem andou anos a fio a assistir impavidamente ao acumular de prejuízos na Caixa Geral de Depósitos; quem se decidiu a experimentar a receita (até hoje, única) de espetar cinco mil milhões na Resolução do BES e na criação do Novo Banco (que rapidamente tratou de os fazer desaparecer), vir agora chorar pelos contribuintes que serão prejudicados pela prorrogação do prazo de pagamento dos quatro mil milhões que o Estado lá meteu pelo Fundo de Resolução (e cuja exigência de pagamento agora levaria à falência o que resta de banca), é verdadeiramente gozar com a nossa cara. Ver a senhora cuja teimosia em enfrentar o Santander na questão dos swaps nos custou mais umas centenas de milhões de euros atrever-se a falar em más decisões contratuais por parte do actual Governo, reflecte bem o seu sentido de responsabilidade política. Ver a senhora que, juntamente com Vítor Gaspar e Passos Coelho, conduziu políticas que forçaram a falência de milhares de empresas viáveis, que mandou para o desemprego 400 mil pessoas e metade disso para a emigração, ter a suprema lata de vir reclamar, por pretensas reformas que não fez, a paternidade da queda da taxa de desemprego abaixo da marca dos 10% e a criação de 120 mil postos de trabalho desde que tivemos a felicidade de nos vermos livres do Governo de que a senhora fazia parte, é apostar na amnésia colectiva. Se tivesse um pingo de pudor político, já se teria há muito calado de vez ou teria emigrado daqui — lá para onde os seus revelados talentos de economista sejam reconhecidos, como fez o seu antecessor. E se o PSD ainda conseguisse manter alguma lucidez de espírito no meio do desnorte em que navega, há muito que a teria reduzido ao silêncio, em lugar de a manter como porta-voz do partido para as questões económicas. Quantos portugueses imagina o PSD que votariam agora num governo chefiado por Passos Coelho, com Maria Luís Albuquerque a ministra das Finanças, Rui Machete a ministro dos Estrangeiros, Miguel Relvas a ministro da Presidência, e por aí fora?

Compreendo que não seja fácil a posição do PSD. Para começar, em circunstâncias bem difíceis, conseguiu ganhar as eleições mas viu-se desapossado do poder que já festejava por uma jogada de mestre de António Costa e uma insólita conspiração de contrários. Mas foi também assim, recorde-se, alinhando numa ainda mais antinatural conspiração de contrários, que PSD e CDS chegaram ao poder, derrubando o Governo do PS. Depois, todas as previsões de desastre anunciadas pelo PSD, o Diabo encomendado por Passos Coelho, o insucesso “matematicamente” garantido por Maria Luís Albuquerque no cumprimento dos 2,5% de défice previstos pelo actual Governo e a anunciada inevitabilidade de um orçamento rectificativo, algures a meio de 2016, tudo saiu, não apenas furado, mas ridicularizado. O défice foi de 2%, o mais baixo da democracia (com o saldo primário mais alto da zona euro); ao contrário do que aconteceu com todos os orçamentos do Governo PSD-CDS, não houve necessidade de qualquer orçamento rectificativo por desacerto entre as previsões e a execução; e, quanto ao Diabo, estamos assim, actualmente: a maior taxa de criação de emprego da zona euro e o a terceira maior taxa de crescimento do PIB na Europa. Enfim, e mais traumático do que tudo, deve ser perceber que isto aconteceu devido a uma combinação entre as medidas virtuosas que o anterior Governo anunciou e não fez (a contenção da despesa pública, que substituiu pelo “enorme aumento de impostos”) e a adopção de outras medidas que eles haviam jurado estarem erradas, como a aposta no relançamento do consumo privado, através da devolução parcial de alguns dos rendimentos mais baixos, que o anterior Governo cortara. Ou seja: de fio a pavio, os factos e os números (que valem bem mais do que os estados de alma ou as promessas eleitorais) provaram que a política económica do anterior Governo estava errada e foi um desastre para o país e para a vida concreta de milhões de portugueses. Não o reconhecer, não aprender com os factos e manter o mesmo discurso, pretendendo ainda que os portugueses lhes reconheçam os méritos das melhoria da conjuntura devido a ter-se feito exactamente o oposto do que preconizavam, ou é desespero ou é má fé.

É certo que a conjuntura internacional, em parte, tem ajudado este Governo. Mas também ajudou antes: o petróleo estava igualmente barato, o BCE já comprava dívida portuguesa, as taxas de juro estavam igualmente baixas para os privados e o Estado estava protegido da sua subida pelas condições do resgate da troika e dispondo ainda dos 78 mil milhões que esta nos havia emprestado (e que poderiam e deveriam ter sido usados para sanear a tempo a banca). Não, o que falhou foram as políticas e a teimosia, feita altivez, em insistir nelas e “ir ainda além da troika”, logo que se começou a verificar o efeito devastador que elas tinham sobre toda a economia. Como então aqui escrevi, quem tinha falido era o Estado e, para acorrer à falência do Estado, liquidou-se a economia, sem ao menos reformar o Estado — garantindo aquilo que Paulo Portas havia solenemente prometido: que no final do mandato teriam criado condições para que Portugal nunca mais tivesse de pedir para ser resgatado. Esse perigo mantém-se, porque, infelizmente, também não é este Governo, dependente de dois partidos que só pensam em aumentar a despesa pública, que irá reformar a administração pública e as mentalidades. Em estado de necessidade, quase em rigor mortis, como estávamos em 2011, Passos Coelho e Paulo Portas tinham as condições e o dever de o fazer — o país, grande parte dele, tê-lo-ia compreendido e aceitado. Mas não o fizeram e raras vezes se pode reescrever a história. Hoje, quando o próprio FMI e a Comissão Europeia reconhecem os erros cometidos em Portugal e na Grécia, a posição de trincheira do PSD não tem nada de estóico, apenas teimosia irracional e orgulho suicidário.

É verdade que Passos e Portas governaram em condições de extremas dificuldades — herdadas e que a sua estratégia ainda agravou mais. Mas também isso não serve de desculpa, pois eles quiseram governar, sabendo ao que iam. No momento em que os dois partidos da direita se juntaram aos dois de extrema-esquerda para chumbarem o PEC4 de José Sócrates (que fora aprovado em Bruxelas e Berlim), eles sabiam três coisas: que a única alternativa que restava era um pedido de resgate à troika; que José Sócrates se demitiria; e que era muito provável que, nessas condições, PSD e CDS ganhassem as eleições e assumissem o governo. Não foram, pois, ao engano nem por sacrifício patriótico: foram por vontade de poder. O que é legítimo, mas não pode depois ser usado como desculpa para as dificuldades da governação.

(Miguel Sousa Tavares escreve de acordo com a antiga ortografia)

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23 pensamentos sobre “Não, não há milagres

  1. Análise global pertinente, abrangente ,lúcida e isenta.É absolutamente prioritário,pedagógico e construtivo chamar os bois pelos nomes..O resultado da permissividade de cavaco resultou e ainda resulta pois ainda continuamos a pagar os erros de políticas de direita corrupta,num afundar contínuo do povo português.Devagar,devagarinho e parado,já não faz fé…O equilíbrio,a competência,a honestidade e elasticidade da geringonça,imprimem dinamismo.

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  2. As mentiras que quase viraram verdade.

    Mentiras:
    1 – Sócrates levou o País à bancarrora.
    2 – Sócrates Chamou a Troika.
    3 – Já não havia dinheiro para pagar salários e pensões.

    Verdades:
    1 – Quem levou o País à bancarrota e a Europa, Grécia, Irlanda, Islândia, Chipre etc., foi a crise Internacional e a ganância da Banca, tal como aconteceu na Grande Depressão de 1929. ( Prof. Viriato Soromenho Marques, além de muitos mais.)
    2 – A vinda da Troika foi por pressão do PSD/CDS e banca. ( Palavras de Lobo Xavier e Pacheco Pereira.) (Chumbo do PEC IV, já acordado por Bruxelas). Cito de memória o Sócrates: tinha havido um compromisso para que Portugal e Espanha fossem poupados a resgates.

    3 – O dinheiro da Troika foi para pagar aos Bancos Alemães e Franceses. É mentira que não havia dinheiro para pagar salários e pensões. (Palavras de Prof. Economia Castro Caldas, Paul de Grauwe, Conselheiro económico de Durão Barroso, Harald Schumann, jornalista alemão etc..) ( A dívida passou para a Banca Portuguesa e Segurança Social).
    http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2014/05/portugal-e-grecia-bancos-alemaes.html

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    • Continua a iludir-te, continua…

      Sócrates mais do que duplicou a dívida pública. Isto é FACTUAL.

      O que levou o país à bancarrota foi o endividamento excessivo do Estado e do sector privado. A crise internacional apenas antecipou o desastre inevitável. O crédito mal-parado que daí adveio levou aos problemas da banca. Problemas da banca que viriam a tornar-se problemas do Estado, sim.

      PORÉM, se o Estado português tivesse finanças públicas sãs, teria conseguido ajudar a banca (como ajudaram muitos outros países europeus) sem precisar de um resgate.

      Em resumo, há vários responsáveis. Mas se tivermos que eleger um, então será, sem margem para dúvidas, José Sócrates.

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      • Quando se faz um investimento,os encargos estão implícitos,é factual.Semeia.se,rentabiliza-se e colhem-se os frutos..A dívida negoceia-se,não é o que toda a gente faz ?..Ver o plano Marshal e a Alemanha.Por falar nesse país,Merckl,estava perfeitamente de acordo e,viabilizou o PEC lV…Por todo o mundo,se estão a investir nas Renováveis como saída única para o aquecimento global e as consequências que daí advêm.Foram apenas algumas dezenas de milhares de portugueses que aderiram á produção de energia solar fotovovoltaica.Foi pena,rentabilizaram o investimento inicial em cerca de três anos,foi o meu caso,limitaram a importação de energia e,consequentemente a exportação de capitais.Nessa altura,cerca de 75% do dinheiro português enviado para o estrangeiro,era para pagar energia fóssil,petróleo,gás,electricidade,carvão….Percebe ou quer um desenho? Quanto ás finanças públicas,parece que faltou um Centeno nessa altura para parar a sangria dos dinheiros que por sistema desapareciam para o lado do pavilhão Atlântico e amigos..Aguardo novidades e vou trabalhar,o país necessita da contribuição do meu trabalho..

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      • Emigrar já ela emigrou. Mantém um pé cá dentro para continuar a chupar a teta, e dois lá fora, para receber o pagamento dos serviços prestados cá dentro a quem agora serve lá fora. Como é possível estas pessoas ainda terem vergonha na cara para falar para os portugueses?

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  3. Se não são milagres só podem ser bruxedos.
    Eu não creio neles, mas também não acredito em bruxas, mas que las hai, las hai, segundo diz o espanhol.
    Para quem não acredita em milagres nem em bruxedos como explica todos os fenómenos que não sendo naturais, são evidentes. Só pode ser Estratégia, Caráter, Saber, Pensamento, Profissionalismo, Rigor e Inteligência. Tudo começa com Costa que forma uma aliança anti natura na qual ninguém acreditava e muito menos na sua eficácia. Apelidada de Geringonça depreciativamente pela Oposição, nunca imaginou que estava a dar a conhecer ao Mundo uma palavra apreciada por todos. O milagre não se fica por aqui, ou o bruxedo como queiram. Por mais que a Oposição invoque o diabo, este já meteu o rabinho entre as pernas e desapareceu.
    -O diabo nunca disse bem do Céu. As razões porque espuma a direita de raiva.
    -Diz o diabo do Passos, a Branca de Neve e os seus anões que o calor que vem aí é mérito do governo anterior e a chuva que não caiu é culpa de Sócrates.
    -Depois que António Costa chega a primeiro ministro.
    -Guterres chega a secretário geral das Nações Unidas.
    –Portugal ganha o campeonato Europeu de Futebol.
    -O Papa vem a Portugal.
    -Dois pastorinhos viram Santos.
    -Portugal ganha o Festival da Eurovisão.
    -O Benfica conquista o Tetra.
    -O Défice em 2016 é de 2%. o menor da Democracia.
    -Criação de mais de 180 mil empregos.
    -Desemprego a baixar. —–
    – Emprego a subir……
    -As exportações a crescer—
    -Aumento dos investimentos. —
    -Estanque da emigração, quadros e licenciados.
    -O País que mais cresceu na UE.
    -PIB cresce 2,8% no primeiro trimestre, o maior da década.
    – Portugal preste a sair do défice excessivo.
    – Juros a baixar. No curto prazo juros negativos.
    – A reposição dos ordenados aos trabalhadores.
    – A reposição das pensões aos reformados.
    – A baixa do IVA na Restauração.
    – A reposição de parte da sobretaxa de IRS.
    – O facto de não ter havido privatizações em 2016.
    -( O presidente já fala na hipótese 2017 o crescimento de 3,2% e o défice de 1,4%.)
    http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2017/01/governo-ps-e-geringonca.html

    A Tia Dora mandou os búzios à revisão e limpou o pó à bola de cristal. Foi em peregrinação rezar a Fátima na esperança que chova para agradecer o milagre. http://viriatoapedrada.blogspot.pt/2017/05/fatima-futebol-e-fado.html

    A vitória histórica de Salvador Sobral na Eurovisão, foi consequente da política do governo PSD/CDS, que muito se esforçou a incentivar os portugueses a emigrar o que, uma vez que não se pode votar no próprio país, assim com a ajuda dos milhares de emigrantes portugueses por essa Europa fóra tornou possível este resultado. Por: .André Broadway

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  4. O mérito da geringonça cabe somente ao partido socialista,os outros partidos estão lá só para aumentar a despesa pública. Está dado o mote para a próxima campanha eleitoral.Dr. Sousa Tavares, pode saber muito de leis e economia, mas não sabe seguramente das necessidades e do sentir do povo.

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  5. MST também continua a olhar do PS para a direita, não teria nunca comparação com o António Costa em inteligência e ciência politica, porque está cheio de preconceitos, não consegue progredir para deixar de ser machista, defensor do tabagismo e de espectáculos deprimente como touradas e caçadas.

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  6. Pior do que toda a devastação económica foi o apagar da esperança do povo português. Durante 4 anos estivemos sob o jugo de um exército de ocupação preocupado em amarfanhar os ocupados. Todos os dias era anunciada uma desgraça e a o aviso de que novos castigos se avizinhavam. É verdade que, actualmente, talvez se sinta pouco mais na algibeira, mas as pessoas levantaram um pouco a cabeça.

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  7. …«uma jogada de mestre de António Costa e uma insólita conspiração de contrários»?…
    Não entendo. Ou então a memória é curta… Se bem me lembro, na noite das eleições em Outubro de 2015, foi o sr. Jerónimo de Sousa que afirmou «alto e em bom som» que «o PS só não é governo se não quiser». Isto quando – mais uma vez, se bem me lembro (olhando para as TV’s) – já havia alguns sinais de resignação por parte do PS. Mas posso estar enganado. A minha memória também já não é o que era…. ;(

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    • GOSTAVA DE VER ESTE INSIGNE CRITICO FAZER A MESMA ANALISE ,LUCIDA ,IMPARCIAL,OBJECTIVA E CLASSIFICATIVA , DO PERIODO DA FAMOSA DUPLA SOCRATES/COSTA.

      ESTOU CA PARA LE LA

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      • Peço imensa desculpa mas tenho – literalmente – mais que fazer do que entreter-me a analisar a dupla Socrates/Costa. Nem tenho muto jeito para «análises políticas».
        O que leu acima foi apenas um comentátio MUITO breve sobre um pequeno incidente de desvirtuação de factos registados… Ou então uma confissão de como a minha memória se vai tornando cada vez mais selectiva.

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  8. Obrigado Miguel pelo modo simples, rigoroso e sublime com que desmistifica a narrativa patetica dos partidos da direita relativamente a sua desastrosa governaçao que quase atirou os portugueses para o esclavagismo em favor dos países ricos do norte, fazendo-nos crer que vivíamos acima das nossas possibilidades e, por Isso, teríamos de aceitar os sacrifícios que nos estavam a ser aplicados.
    Na atualidade e face às provas inequivocas do falhanço da governaçao da direita, só será enganado quem quiser.

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    • Engraçada essa ironia de faz de conta…Senão vejamos….Sócrates,parece-me consensual,foi apenas e só o político que,no executivo,mais cumpriu as promessas feitas em campanha.Deu visibilidade a Portugal com as Renováveis,criando estruturas que permitiram exportar tecnologia,tornar o planeta mais sustentável,impedir a importação de energia com a micro e mini geração,divulgou e substitui a energia fóssil por biomassa que diminui os fogos em Portugal,exporta a matéria prima pouco transformada e consequentemente equilibra a balança de pagamentos,para além de nos dar mais qualidade de vida,na medida em que o ar que respiramos é menos poluído.A nível de energia térmica,tornou por lei obrigatório o uso de painéis de captação térmica que limitam o uso e importação de gás,obviamente poluente,todos ganhamos.Com Sócrates,Amália e C.Ronaldo.parece que Portugal deixou de ser uma província de Espanha…Acabou com lixeira a céu aberto…Simplex..Pec IV autorizado pela Merckl e o conde Andeiro passos e portas ao quererem tomar o poder e pôr a baixo um governo legítimo…Viu-se a porcaria que fizeram,ainda fazem,e os tugas a pagar.Aguardo comentários dum velho do Restelo…

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      • Os responsáveis pela crise interna foram psd e cds, bem cientes do que estavam a fazer. Contaram com a prestimosa ajuda de um pcp que só percebe às vezes que já passaram 100 anos e de um be sempre desejoso de um estado social perfeito mas sem aumento de impostos, qual milagre de Lisboa. Assim ficaram na foto para a posteridade. Sócrates? Tem as costas largas.

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  9. A crise das sub prime originou o descalabro de muitas economias mundiais. Até os EUA tremeram. O modelo político-económico dos países europeus foram implementados em Portugal pelo PS, PSD e CDS. Não foi José Sócrates o grande culpado. Qualquer outro governo tinha sucumbido à crise. A não ser que tivesse promovido outro tipo de política económica, como a Escandinávia.

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  10. Não sendo nenhuma especialista rm economia, concordo plenamente com a sua análise sobre os sacrifícios que os portugueses tiveram e ainda hoje têm de enfrentar, graças às políticas do sr Step Rabit, bem como dos seus acólitos. Infeliz ou felizmente já não sei muito bem, também faço parte desse número de emigrantes que se viram forçados a sair do pais à beira dos 50 anos, para não acabar na fila do banco alimentar. Mas fico muito contente por saber que o meu país, está no caminho certo ainda que muito devagarinho. Velhos ou neste caso, uma velha do Restelo é que o país não precisa, seguramente. Só tenho pena é que comigo veio toda a família para o Reino Unido, e duvido muito que o meu filho e muito menos os meus netos um dia decidam regressar ao nosso cantinho.Para finalizar, os meus agradecimentos por continuar a escrever de acordo com a gramática que aprendemos na escola, e que em muitos casos foi aprendida à custa de muitas reguadas. O meu bem—haja

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  11. Emigrar já ela emigrou. Mantém um pé cá dentro para continuar a chupar a teta, e dois lá fora, para receber o pagamento dos serviços prestados cá dentro a quem agora serve lá fora. Como é possível estas pessoas ainda terem vergonha na cara para falar para os portugueses?

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