O que virá depois do fim da agressão americano-sionista ao Irão?

(Por Iniciativa “Um só Estado Democrático“, 26/06/2025, Trad. José Catarino Soares) 

Muro que separa Israel da Cisjordânia, mandado construir por Ariel Sharon [1928-2014], primeiro-ministro de Israel de 2001 a 2006.

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A agressão americano-sionista ao Irão terminou abruptamente, sem que a colónia [entender: Israel, n.d.t.] atingisse qualquer dos seus objectivos declarados: efectuar uma mudança de regime e acabar com o programa nuclear [do Irão]. O regime iraniano sofreu perdas, mas está longe de ter sido desestabilizado; e embora não se saiba ao certo que danos sofreram as instalações nucleares iranianas, elas ainda lá estão, juntamente com o urânio enriquecido e os conhecimentos científicos necessários para prosseguir com o programa nuclear. A busca de dominação incontestada por parte da colónia falhou até agora, mas a sua sede de dominação não. É por isso que é crucial que os palestinianos e os árabes, bem como os israelitas e o resto do mundo, aprendam com o que aconteceu e transformem esse conhecimento em acções políticas concretas.

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As omissões do programa nuclear iraniano

(Por Thierry Meyssan, in Rede Voltaire, 24/06/2025)

Mohandas K. Gandhi (1869-1948) desafia o Império britânico quebrando o monopólio da Coroa. Ele fia, por si próprio, o algodão indiano. Hoje, o Irão, na continuidade de Mohammad Mossadegh, tenta quebrar o monopólio das companhias petrolíferas ocidentais tentando para tal dominar a fusão nuclear civil.

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As apostas do programa nuclear iraniano não são as que julgamos. Teerão renunciou à bomba atómica desde 1988, mas tenta, com a cooperação da Rússia, descobrir os segredos da fusão nuclear civil. Se aí chegar, iria ajudar os Estados do sul a descolonizarem-se, libertando-se do petróleo.
Quanto aos desafios do bombardeio de certos sítios nucleares iranianos pelos Estados Unidos, eles poderiam também não ser aqueles que se crê.
Este assunto é tanto mais opaco, quanto não é hoje possível estabelecer clara distinção entre pesquisa sobre a fusão nuclear civil e sobre a fusão militar.

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