(Joana Amaral Dias, in X, 27/01/2025, Revisão da Estátua)

(As eleições presidenciais ainda vêm longe mas o prólogo já está a começar a aquecer. O Gouveia e Melo – líder das sondagens -, não se vai aguentar à tona da água. Este texto é demolidor. O Gouveia tem um currículo de manobrismo de bastidores que pede meças ao Gandra d’Almeida e ao Arruda, mes,mo sem meter a mão na mala… 🙂 Mas, se ousar avançar com a candidatura, vai ser giro ver nos debates o Ventura e a Joana – que consta que também se vai candidatar – a fazerem-no em fanicos. Ou seja, como na batalha naval, a proclamarem: – “Submarino ao fundo!”
Estátua de Sal, 27/01/2025)
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Gouveia e Melo (GM) é um homem sem espinha, traidor e perigoso. Já o disse várias vezes e repito. Eis os factos:
A partir de 2015 (pelo menos) criou várias intrigas contra colegas seus da Marinha que, por poder e carreira, considerava incómodos. Algumas destas graves acusações que inventou acabaram em tribunal.
Numa, GM acabou por dizer que eram “meras suspeitas” suas. Noutra, já em 2016, nova mentira sua levou à exoneração de um vice-almirante, (Rocha Carrilho), “por perda de confiança“. Houve cumplicidade de um órgão de comunicação social. Certo é que, de novo em tribunal, o referido vice-almirante viu anulada a sua exoneração (que beneficiava GM) e o jornal foi repreendido duas vezes pela Entidade Reguladora da Comunicação Social. Ainda em 2016, GM urdiu nova intriga, emitindo uma nota à imprensa na qual insinuava que havia um vice-almirante corrupto. O oficial visado processou GM por calúnia e difamação. Este foi acusado pelo tribunal da relação de Lisboa. Com medo de uma condenação ainda maior, GM evitou o julgamento a todo o custo e fez um acordo no qual teve que, perante o tribunal, escrever um pedido de desculpas.
É evidente como GM subiu na vida.
Podia ainda falar-vos da vergonhosa exoneração do almirante Mendes Calado e de como todos os vice-almirantes tinham vantagem sobre GM: sem falhas morais, com experiência profissional militar-naval superior, maior domínio da legislação, etc., mas vejamos outros episódios já na vida pública. Ora, GM instrumentalizou a farda para se promover, bem como à Revista da Armada, e no caso dos marinheiros do Mondego, o Tribunal afirmou que GM validou “atos ilegais” no seu castigo. Claro que o fez para reforçar a sua imagem de exigência.
Já, na passada semana, Gouveia e Melo, foi despedido da Universidade Nova de Lisboa. Isto depois de estar dois anos como regente da cadeira de Maritime Security, embora nunca tenha dado uma única aula. Foi tudo denunciado pelo jornal PÁGINA UM que noticiou que GM violou o Estatuto dos Militares das Forças Armadas ao acumular a regência com o seu cargo de Chefe do Estado-Maior da Armada.
Gouveia e Melo queria o estatuto de professor universitário para melhorar o currículo mas acabou por dar um tiro no porta-aviões.
Como se não bastasse, temos o envolvimento da maçonaria na sua candidatura ou a promoção direta pelo condenado Isaltino Morais: “As pessoas consideram que o Almirante é alguém que tem sentido de Estado”, afirmou Isaltino. Realmente, estão bem um para o outro.
Perante este resumo, pessoas com elevados padrões morais não podem ficar indiferentes aos factos. Tal como com Sócrates, está tudo diante dos nossos olhos e desde o início. Pode ser diferente, desta vez? Vamos, Portugal! Força!
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