Da propaganda odiosa à sensação de ridículo

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 24/05/2026, Revisão da Estátua)


Julgando tratar-se do argumento infalível vazado do princípio a que comummente se chama navalha de Occam, os inimigos da Rússia – aqueles que ainda há anos afirmavam ser a Rússia uma bomba de gasolina armada de armas nucleares – repetem ad nauseam «não haver uma só marca russa», argumento a que infalivelmente acrescentam «não ter a Rússia vencido a guerra em quatro anos de combates».

Ora, se a Rússia não tem a Zara, a Hermès, a L’Oréal ou a Amazon, possui os Orechnik, os Kinzhal, os Zircon, os Sukhoi Su-57, os Sukhoi Su-35, a Estação Espacial Internacional, a Rosatom e a maior produção de isótopos para a medicina nuclear. Entre trapos, perfumes e chefs, a Rússia tem engenheiros, cientistas e tecnólogos que proporcionalmente excedem a soma de todos os seus pares internacionais.

Quanto ao aspecto militar, se Israel não conseguiu tomar Gaza, território com a dimensão da Costa da Caparica, se os EUA foram batidos por pastores de sandálias no Afeganistão e agora retiram humilhados da guerra com o Irão invicto, a Rússia bateu uma coligação de 27 Estados que se empenharam encarniçadamente para a bater económica, política e militarmente sem, contudo, o lograrem.

A simplificação serve para alimentar a propaganda, mas esta só é convincente se acertar com os factos. Ora, estes demonstram que a Rússia se mostrou superior na tecnologia e na guerra, pelo que as ilusões da propaganda, tantas vezes odiosa, em breve darão lugar a uma inocultável sensação de ridículo.

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