(Por BPartisans In Fórum da Escolha, in Facebook, 23/05/2026, Revisão da Estátua)

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A União Europeia vendeu um sonho: a livre circulação, a democracia, a prosperidade, o Estado de Direito. Uma espécie de Disneylândia tecnocrática onde as pessoas supostamente viveriam felizes sob as estrelas douradas da bandeira azul.
Vinte anos depois, a fachada está a ruir e as grades estão a aparecer. Por detrás da retórica tranquilizadora sobre os “valores europeus”, Bruxelas está a construir metodicamente aquilo que se assemelha cada vez mais a uma prisão administrativa sob vigilância algorítmica, com Ursula von der Leyen no papel de diretora de uma penitenciária burocrática, convencida de que está a fazer o bem, apesar dos seus prisioneiros.
A parte mais deliciosa? A hipocrisia industrial do sistema. Durante anos, a UE deu lições a Pequim sobre vigilância digital e a Moscovo sobre autoritarismo. A China e o seu sistema de crédito social? – “Orwelliano”! Exclamou Bruxelas. Leis russas sobre o controlo da informação? – “Uma ameaça à democracia”! Proclamavam solenemente entre duas cimeiras subsidiadas. E hoje? A mesma Europa está a reciclar os mesmos métodos que denunciou ontem, mas com um pacote de marketing mais sofisticado: segurança, resiliência democrática, proteção dos cidadãos. O totalitarismo torna-se aceitável desde que se vista um fato Armani e se ostente uma bandeira americana.
Vejamos a nova obsessão europeia: a identidade digital e a rastreabilidade dos cidadãos. A Comissão Europeia está a promover o seu Bilhete de Identidade Digital da UE, destinado a centralizar a identidade, os documentos e a autenticação online. Paralelamente, vários países europeus estão a avançar com mecanismos de verificação de idade e identidade para as plataformas digitais. Oficialmente, o objetivo é proteger os menores e combater o abuso online. Extraoficialmente? Habituar gradualmente os europeus a mostrarem os seus documentos para existirem online. Ontem, digitalizou o seu passaporte no aeroporto. Amanhã? Para publicar um comentário mordaz ou abrir uma conta numa rede social. Liberdade, ao estilo código QR.
E enquanto nos dizem que esta vigilância é “para a sua segurança”, os ciberataques estão a explodir, os dados estão a ser divulgados e as infraestruturas europeias continuam a ser peneiras digitais. A Agência Europeia para a Cibersegurança (ENISA) emite alertas cada vez mais frequentes sobre ataques dirigidos a instituições, infraestruturas e cidadãos europeus. A resposta de Bruxelas? Mais bases de dados, mais interligações, mais centralização. Uma lógica fascinante: já que o cofre é invadido regularmente, vamos construir um gigantesco onde todos terão de depositar as suas informações pessoais. Pura genialidade burocrática.
No topo desta pirâmide de virtude obrigatória, Ursula von der Leyen governa como uma diretora de Recursos Humanos continental, convencida de que o problema da Europa reside nos seus próprios cidadãos: demasiado céticos, demasiado recalcitrantes, demasiado apegados a soberanias nacionais consideradas relíquias embaraçosas. Assim, infantilizamos, regulamos, monitorizamos, moralizamos.
O cidadão europeu ideal já não é um indivíduo livre: é um utilizador complacente, digitalmente identificável, politicamente dócil e suficientemente ansioso para aplaudir cada nova restrição apresentada como proteção.
A União Europeia não está a tornar-se um gulag, não vamos exagerar. É mais sofisticado, mais insidioso e provavelmente mais eficiente. Uma democracia em estado vegetativo tecnocrático, onde se pode falar, votar e até protestar… desde que tudo seja devidamente verificado, registado, moderado e compatível com as mais recentes normas administrativas.
Bem-vindos à prisão europeia das nações: as portas estão abertas, claro. Mas tente escapar ao software.
Fonte aqui.
Depois das restricoes covideiras, depois de em certos países empresas impedirem cidadãos de ir trabalhar se não dessem vacinas experimentais e que em muitos casos se revelaram ate letais, depois de haver em certos países cidadãos condenados a mais de uma década de cadeia por não estarem vacinados e alegadamente terem infectado e morto gente vacinada, depois da censura de canais russos, depois de em certos países gente ser presa, despedida ou até ter contas bancárias bloqueadas por denunciar os crimes de Israel, depois de desejarem milhares de milhões dos nossos impostos na Ucrânia nazi para que façam guerra a Rússia alguém ainda achava que estava em democracia?
Santa ingenuidade.
Para quem ainda não conhece, sugiro vivamente o geopolitólogo Afonso Moura, no canal NOW. Não sei exactamente em que dias e horas da semana aparece, mas julgo que por volta das 00:30 da noites de sexta para sábado é uma boa hipótese. Parece um puto, mas é um manancial de informação valiosa e, principalmente, de eficácia pedagógica na exposição dessa informação. Sem peneiras, rodriguinhos ou facilitismos e, principalmente, sem compromissos, concessões ou fretes à sacanagem! O único compromisso que parece ter é com a realidade, com a consciência que tem dela e com a sua própria consciência!
No jornal Público há algum tempo que desconfiei que existem leitores/organismos ligados `UE que censuram comentários que sejam negativos à UE. Hoje, tenho a certeza disso, há “pides” a controlarem o que de negativo se diz da CE. Já são muitos os meus comentários que são censurados, apesar a minha “categoria” de comentador. O que significa que se trata de “denunciar” estes comentários. Viva a “liberdade” controlada dos altos rendimentos dos lambe botas!