Escândalo para o Tavares: um jornal português tem agora um director que não é de direita

                                            (Penélope, in Blog Aspirina B, 19/04/2018)
jmt1

O João Miguel «Calúnias» Tavares tem, de facto, uma patologia mental associada à existência de Sócrates. Vive obcecado, irado, doente com o sujeito e o tema. Pobre homem. É uma grafonola de uma nota só. Ele é no Governo Sombra, ele é no Público, o jornal da Sonae, ele é “everywhere” e sempre que possa.

Intolerável para ele, hoje, no Público, é o facto de Ferreira Fernandes ter sido nomeado director do DN. E dirão vocês: mas o que é que isso tem que ver com o Sócrates? Para ele, tudo. Primeiro, diz ele, tudo isto foi secreto (já as nomeações dos directores dos outros jornais são, como todos sabemos, postas à discussão pública). Depois, Sócrates alimentou, diz ele, em tempos idos, o sonho de ter alguém mais de esquerda à frente de um jornal, num contexto informativo em que a direita tudo controlava (e controla). Isso já de si era, para este bípede, crime. Agora que FF está à frente do referido jornal, aí está: foi o Proença de Carvalho (presidente do grupo Global Media e considerado aqui o executante dos sonhos de Sócrates) que convenceu o dantes renitente FF a aceitar. Como vemos todos (olé!), Sócrates está por detrás do arranjo. E, nesse caso, estamos perante um escândalo de proporções inimagináveis, eu diria mesmo de um crime de atentado ao Estado de direito. Onde é que se pode admitir um jornal que não tenha um director que repudie total, completamente e a letras negras o governo de Sócrates? Digo o governo, porque a pessoa propriamente dita não basta.

Mas o escândalo não acaba aqui. Mal pôs os pés na Direcção, FF enveredou de imediato, também ele (olha quem), pela via do crime. Crime, versão Tavares: não quer editoriais. Novamente me perguntarão os leitores: e o que é que isso tem que ver com o Sócrates? Podem não acreditar, mas, mais uma vez, tem tudo! É que, se houvesse editoriais, o director teria que escrever sobre a Operação Marquês (cuja versão do Ministério Público passa em capítulos – melhor, episódios da 1ª temporada – na SIC, sem que os protagonistas recebam qualquer remuneração, note-se, pelas horas de entretenimento, e anúncios, que proporcionam, nem tenham sido tidos ou achados para a inesperada e ingrata profissão que se vêem desempenhar). Ora, como toda a gente sabe, pelo julgamento da SIC, que o Sócrates é o maior vigarista e ladrão que já passou pela política portuguesa, o Ferreira Fernandes, se escrevesse editoriais como era seu dever, seria obrigado, nesta fase da novela, a penitenciar-se pelo que em tempos disse de Sócrates: “ele é o melhor primeiro-ministro que já tive”. Sem editoriais, já não. E pronto, é isto. Brilhante.

Claro que, sobre a dança que envolve os directores do Público, da TSF, do Expresso, da SIC, Jornal de Negócios, Sábado, RTP, etc., ou sobre a inamovibilidade de outros, e ainda sobre a propriedade dos OCS em geral, nomeadamente o daquele que lhe paga para o que faz, o Tavares nada tem a dizer.

————————–

Para quem não tem acesso ao Público, deixo aqui alguns excertos:

“Ferreira Fernandes tomou posse como director do Diário de Notícias a 3 de Abril, numa das mais silenciosas mudanças de direcção da história da imprensa — nesse dia, o seu nome apareceu em primeiro lugar no cabeçalho do jornal, e pronto. Até hoje, Ferreira Fernandes não disse ao que vinha, não explicou o que queria, não dirigiu aos leitores um só “bom dia, sou o novo director”. A única decisão visível que tomou a 3 de Abril foi acabar com os editoriais, uma novidade em Portugal entre os diários de referência, e provavelmente no mundo. É uma opção bizarra, mas com vantagens.”

[…]Esta é a explicação que nos é devida. Se em 2014 Sócrates não conseguiu impor todos os nomes que desejava, hoje, com a entrada da misteriosa KNJ na Global Media, via Macau, o que existe é isto: Proença de Carvalho, ex-advogado de Sócrates, como chairman; Afonso Camões, o “general prussiano que não se amotina”, como director do JN; Ferreira Fernandes, o favorito de Sócrates, como director do DN;[…]

As dores do Tavares

(Por Júlio, in Blog Aspirina B, 05/12/2017)tavares2

A coluna do J M Tavares hoje no Público, “Mário Centeno no ninho dos falcões”, pode servir para um instrutivo estudo de caso sobre diferentes tipos de dores, nomeadamente a dor de cotovelo e a dor de corno. Estas expressões são muitas vezes usadas indistintamente na linguagem coloquial, como se fossem a mesma coisa. Pero hay que distinguir, como dizem os nossos hermanos.

dor de cotovelo é basicamente inveja. Centeno provoca intensa dor de cotovelo aos spin doctors da direita, porque lhe invejam os resultados económico-financeiros da governação nos últimos dois anos e ainda mais lhe invejam, agora, o reconhecimento europeu traduzido na sua eleição para presidente do Eurogrupo. O cotovelo de Tavares já não aguenta. Nota-se bem que escreveu esta prosa de braço ao peito.

dor de corno, como o nome indica, tem mais a ver com o ser-se preterido por quem se era amado. O reconhecimento dos méritos de Centeno pelos seus pares europeus, que são maioritariamente de direita, provoca compreensivelmente intensa dor de corno nos advogados da direita portuguesa, que se sentem traídos e feridos no seu ego afectivo.

Assim, Dijsselbloem e Schäuble, tão amigos que eram de Passos e Maria Luís, são agora visados pela ironia amarga do dolorido Tavares, que visivelmente os considera uns traidores. Até os banqueiros alemães, os supostos malandros que mandam na Alemanha, são acusados de terem apoiado a escolha de Centeno – o qual, por tabela, aparece figurado como o homem dos ditos banqueiros. Toda essa gente é alcunhada, por conveniência momentânea do argumento, de “falcões”.

A dor de cotovelo e a dor de corno, claramente distintas na sua origem e conteúdo, têm todavia em comum uma consequência para quem as padece, a saber, serem más conselheiras. A pessoa de cotovelo ou corno dolorido não aceita a dura realidade, por isso trata desesperadamente de diminuir e depreciar o que ou quem lhe causou essas dores. É o que faz Tavares, valendo-se das alegações, piruetas e álibis mais curiosos para tentar figurar a eleição de Centeno como uma má notícia para a esquerda e uma espécie de castigo ou correctivo para o governo de Costa, que agora ficaria mais obrigado do que antes a respeitar as “exigências da zona Euro”. Também não podia Tavares dispensar a dose habitual do seu conhecido alucinogénio wishful thinking, traduzido no desejo de que a eleição de Centeno e as suas novas funções e obrigações tornem os partidos de esquerda apoiantes do governo de Costa “cada vez mais irrequietos”.

Mas nada disto é convincente para o próprio Tavares, nem lhe alivia decisivamente as dores, pelo que acaba subrepticiamente dando o braço a torcer, com um queixume e uma censura dirigidos à oposição de direita. Diz ele: “Falar só de Finanças já não chega”. Continuar a insistir nisso “é puro e simples suicídio”, sentencia ele gravemente. De facto, daí só têm vindo “boas notícias”, que são o pesadelo de Tavares e a dor de cabeça da direita. Por isso, vinham agora a calhar uns incêndios, mas a estação deles já passou. Talvez umas inundações?


SEI DE UM TAVARES…

(Joaquim Vassalo Abreu, 17/03/2017)

JMT2

Um parvalhão que, entre outras baboseiras, agradece à Troika devia ser desterrado para as galés. Pelo menos.

 

Quer dizer, eu até sei de uns quantos! E até me lembro que o primeiro de quem eu soube foi de um Açoriano, meu colega no Seminário- no Seminário sim, no Seminário do Fraião, em Braga, dos Missionários Espiritanos, de onde fui expulso porque, disseram eles, eu me comportava como outro estudante qualquer, ao que eu respondi: mas não me mandaram para aqui para eu estudar?, ao que eles disseram sim, mas para ser padre e para isso você não tem vocação, e então de lá saí, cheio de saudades de muitos colegas e do Tavaaares e do Gaudeeeeencio, Açorianos de entendimento impossível, em especial.

Mas adiante. Mas deste de quem eu vou agora falar sei pouco. Sei um pouco do que todos sabem, na verdade. Nos comentários do Facebook uns dizem que ele é um “cretino”, outros que é um “fascizoide” e outros dizem mesmo que é um indivíduo “metido a besta”, como dizem “nuestros hermanos” brasileiros. Dizem ainda outros que tem a mania que tem piada, quando naquele programa em que estão juntos, que eu não vejo, ele tenta ripostar ao Ricardo Araújo Pereira (daqui em diante RAP), em que dizem que mandam assim como um tipo de piropos um ao outro, como se fossem inimigos de estimação. Mas também dizem que não lhe chega a língua…

Sei que este Tavares está nesse tal programa da TVI24 que, repito, não vejo, embora lá participem pessoas muito estimáveis, como o Vaz Marques, o Pedro Mexia e o RAP. E não vejo porquê? Porque parece que o indivíduo usa óculos azuis e diz que é benfiquista! Inconciliável na minha maneira de ver, isto é, como fui educado: um tipo não pode ser do Benfica e ao mesmo tempo do PSD! Como não pode usar óculos azuis e ser do Benfica. E ainda por cima do PSD. Por isso na minha Família há regras e esses desfrutes lá não poderão nunca caber! Maneiras de ver…

Explicando melhor: Benfiquistas até podem ser, mas ai que sejam do…Portistas também podem ser, mas acumular não podem. Os Sportinguistas estão sempre perdoados porque, na minha Família, não há confusões dessas. Espero que tenham percebido…

Portanto, eu já soube há muitos anos de um Tavaaaaares, sei deste também e que, para além dos óculos azuis, tem barba rala e um defeito na língua, uma marca distintiva, sem dúvida, mas que tem a mania de estar sempre contra tudo o que da Esquerda vem. Mania, só pode ser.

Mas também sei, igualmente, de um outro Tavares, um Sousa, mas este sempre disse que não quer confusões com o outro, e mesmo sendo ambos “Miguéis”, tal não é tão distintivo assim, porque ambos teimam em coincidir em montes de coisas. Aqui sou eu que digo.

Mas também já ouvi falar de um outro Tavares, mas este um restaurante de elite em Lisboa, mas como é inacessível à minha bolsa e ao meu estatuto, nunca o conheci. Talvez os Tavares já lá tenham ido, quanto mais não fosse para se certificarem se aquele Tavares não pertenceria à sua árvore genealógica!

Mas este Tavares, o de óculos azuis e defeito na língua de que agora falo, apesar de tudo, bate e por muitos o outro Tavares em “Tavarismo”! Mas não confundam com “Taveirismo”, porque não foi nada disso o que eu escrevi, ok?

Mas espero bem que me compreendam, pois eu sou um ser um pouco desactualizado. Porque, do mesmo modo que nunca me permiti ouvir qualquer escuta, fosse ela do “Apito Dourado”, da “Face Oculta”, da “Operação Marquês”, do “Ataque do Tubarão” ou da “Inocência da Maria”, também me recuso a ler qualquer jornal, isto é, não me dou ao trabalho de ler aquilo que não quero ler. Já me basta aquilo que ouço e não me apetecia ouvir…Para quê, pergunto-me sempre eu?

Mas como um Amigo colocou no Face o artigo que o dito cujo publicou no “Público”, e aqui não peço desculpa pela redundância porque eu não pertenço a esse público, eu achei o título apelativo e fui cuscar o tal texto, cujo título é, nem mais nem menos que: “Sócrates e a pergunta que ninguém quer fazer”. Penosamente li o texto, aguentei a vontade de vomitar e fiquei a saber do que o cujo pensa: que o PS tinha ou tem obrigação de saber de tudo o que Sócrates terá feito ou fez! Tinha que saber de tudo, diz o Tavares.

E saber de tudo quer dizer: saber das obras que fez na Covilhã ou Guarda, de como conseguiu a sua licenciatura, como despachou o Freeport, como foi a sua relação com a Lena ou com o seu amigo, entrando aqui num complexo mundo da sexualidade, da sua concubinice com a OI(!), do seu amiganço com a PT, de como apressou o furacão Katrina, promoveu a falência do BES, terá comprado os submarinos (já que o outro não foi) e de como uma Virgínia qualquer terá perdido a virgindade! De tudo o PS teria que saber e, “pour cause”, é também responsável!

Esqueci-me, ainda, da bancarrota, da responsabilidade da PAF ter formado governo e de tudo o que fez e porquê? Porque perdeu as eleições. E muito bem, pensou ele.

De modo que, meu mais que estimado Tavares, dizem-me que tem quatro filhos. Nunca nenhum teve piolhos? Não? Sortudo, hem? Andam em colégios privados e tomam “Ritalina”, não é?

Pois olhe: o meu neto frequenta uma Escola Pública em Barcelona e apareceu em casa com piolhos! Veja só! E toma todos os dias banho! Como pode ser? Contágio, não será?

Então siga o meu conselho: aprenda a catar piolhos porque, mais dia menos dia, por mais higienizados e ritanilados que os seus filhos estejam, aparecem-lhe em casa com piolhos…

E, quando os quiser catar, e vai ter que aprender, vão-lhe dizer aquilo que eu agora sugiro: porque não vai catar piolhos para outro lado?

E tome também “Ritalina”, homem! E assim, mais calmo, desampare a loja. E sabe porquê? Porque qualquer dia é a loja que o desampara!

E que já não há loja que o ature…


Fonte aqui