Mais alvos da encíclica Magnifica Humanitas: a UE e a Palantir

(Bruna Frascolla, in S. C. F., 26/06/2026)


A Magnifica Humanitas é um documento muito importante e complexo que merece ser lido na íntegra.


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Em nossa época, enfrentam-se a ideologia woke e a ideologia darwinista social. A primeira corresponde aos estertores do neoliberalismo, no qual o empobrecimento da população é edulcorado com uma ilusão de justiça social por meio de cotas para empregos de classe média. No caso europeu, onde a população passou por uma experiência profunda de bem-estar social, essa retórica é feita sob medida para disfarçar um sadismo das classes superiores: em vez de serem povo, os europeus são abomináveis homens brancos, que merecem pagar pelos pecados do colonialismo. Podem amargar o empobrecimento, a substituição por trabalhadores ilegais e a disparada da violência.

A União Europeia encarna o projeto neoliberal de Hayek: uma entidade política forjada numa moeda única e numa burocracia reguladora, imune aos riscos da democracia e das soberanias nacionais.

Já a Palantir publicou um manifesto no qual deixa muito clara a sua crença no anarcocapitalismo: é uma empresa privada reivindicando o posto de planejadora social. Coloca-se como vencedora dentro de uma cosmovisão darwinista social, na qual o Estado pode ser facilmente compreendido como uma instituição na melhor das hipóteses defasada – e na qual o cuidado com os fracos viola as leis da natureza.

Na nossa época, portanto, ser de esquerda ou de direita tem, no mais das vezes, esses significados: ser um fã da União Europeia e, portanto, um neoliberal lambuzado num leve verniz humanitarista, ou um fã dos bilionários anti-woke, ou seja, um darwinista social explícito que clama pelo fim da ação estatal. A encíclica Magnifica Humanitas enfrenta essas duas posições ideológicas, pois o princípio da subsidiariedade, por ela defendido, é incompatível com ambas.

A subsidiariedade é o oposto da planificação imposta de cima:

“Se cada mulher e cada homem são chamados a ser protagonistas da própria vida e a participar na construção da sociedade, então também a organização social deve respeitar e favorecer essa responsabilidade. A Doutrina social da Igreja denomina ‘subsidiariedade’ o princípio segundo o qual aquilo que as pessoas, as famílias, as comunidades locais e os organismos intermédios podem fazer não deve ser absorvido por instâncias superiores. As instituições de nível superior devem reconhecer, proteger e promover a liberdade e a criatividade das instâncias inferiores, coordenando os seus contributos para que cooperem eficazmente em prol do bem comum.” (Magnifica Humanitas, 68).

No século XX, a propaganda da Guerra Fria nos acostumou a enxergar o centralismo planificador como uma característica especificamente comunista, usando a Gosplan soviética como exemplo. Por outro lado, essa mesma propaganda já lançava as bases para criar uma planificação capitalista: a ideia de ordem espontânea, de Hayek, é concebida como inapreensível pela mente humana; logo, este é um problema sanável por meio de uma mente inumana, a inteligência artificial. Se a Gosplan, segundo a explicação hayekiana, estava fadada ao fracasso porque um gênio das finanças em Moscou era menos capaz de determinar o preço do ovo em Vladivostoque do que um simples vendedor in loco, a tecnologia pode, muito bem, criar canais para que o vendedor de ovos em Vladivostoque informe Moscou do preço pelo qual consegue vender ovos. Com isso, cria-se um modelo central bem informado, capaz de interferir no preço. Vemos isso corriqueiramente em aplicativos de corrida e de entrega de alimentos. E os motoristas e donos de restaurante sabem muito bem que os algoritmos exercem poder sobre si.

A Gosplan provavelmente nunca pensou em vigiar um vendedor de ovos em Vladivostoque. A Uber, por outro lado, tem o smartphone do motorista como uma espécie de escuta superpoderosa, que armazena padrões de comportamento. Segundo matéria do New York Times de 2017, “empregando centenas de cientistas sociais e de dados, a Uber fez experimentos com técnicas de videogame, recompensas gráficas e não-monetárias de pouco valor que podem levar os motoristas a trabalhar mais duro e por mais tempo – e, às vezes, em horários e lugares menos lucrativos para eles.”

O anarquista e pai do software livre Richard Stallman chamou o smartphone de sonho de Stálin, por causa de suas capacidades de vigilância e coleta de dados. Quem tem usado de tais capacidades não é nenhum Estado do mundo, mas sim as empresas capitalistas. Com muita sabedoria, portanto, a Magnifica Humanitas afirma:

“Outrora, eram sobretudo os Estados a orientar e a dirigir a inovação. Hoje, pelo contrário, os principais motores do desenvolvimento são atores privados, frequentemente transnacionais, dotados de recursos e capacidades de intervenção superiores aos de muitos Governos. O poder tecnológico assume, destarte, uma identidade inédita, predominantemente ‘privada’ e, portanto, ainda mais difícil de discernir, gerir e orientar para o bem comum.” (§5)

Em suas cruzadas contra o Estado, tanto o neoliberalismo quanto o anarcocapitalismo criaram entidades supra-estatais com poderes inimagináveis para qualquer czar vermelho. Diante desse novo cenário, no qual o Estado é hierarquicamente inferior a uma organização burocrática como a União Europeia, ou então inferior em poder e recursos a organizações privadas, defender a subsidiariedade implica defender que o Estado recupere as funções usurpadas por tais entidades. Atualmente, muitos Estados têm entregado dados de toda a sua população às Big Techs. Por isso, no parágrafo 178 Leão XIV afirma:

“São estas as novas ‘terras raras’ do poder: informações vitais que, uma vez relacionadas entre si, podem utilizar-se para desenvolver modelos preditivos, orientar estratégias de investimento, antecipar crises e, sobretudo, selecionar quem e o que importa. Os titulares dos dados de saúde de populações inteiras, hoje frequentemente recolhidos sob o pretexto de ajudar, investigar ou inovar, detêm, na realidade, uma alavanca estrutural em relação ao futuro: podem moldar as necessidades e os mercados.”

O Estado tem caminhado, então, na contramão da subsidiariedade, quando entrega os dados dos seus cidadãos a instâncias não-auditáveis que lhe são superiores. Leão XIV pontua:

“O princípio de subsidiariedade é particularmente relevante no contexto da revolução digital. Aqui, a instância superior não é o Estado, mas cada um dos grandes atores econômicos e tecnológicos que exercem um poder real sobre as condições da vida em comum. […] A subsidiariedade exige que tais processos não sejam impostos a partir de cima, de modo opaco e unilateral […]. Neste cenário, os Estados e as instituições supranacionais são chamados a garantir regras justas e tutelas efetivas, para que comunidades locais, organismos intermédios, escolas, universidades, entidades eclesiásticas e associativas possam ter voz e contribuir para o discernimento sobre as escolhas que afetam a vida das pessoas: trabalho, acesso a serviços, gestão de dados e ambientes digitais.” (§§71 e 72)

Por aqui, resta muito claro o motivo por que a Magnifica Humanitas é uma encíclica contra a ideologia da Palantir: enquanto esta defende que tecnocratas privados planejem a sociedade por meio de tecnologia da informação, o correto é considerar a informação uma forma de poder e dividi-lo com instâncias inferiores.

No entanto, essas instâncias não se limitam à dimensão estatal ou pública – e aqui entendemos por que a União Europeia também é alvejada pela encíclica. No neoliberalismo, a democracia serve para dar um verniz à gestão tecnocrática da sociedade feita por burocratas, seja num modelo supranacional como o da UE, seja em democracias hiper-reguladas (cheia de “órgãos técnicos” autônomos, como o Brasil). Nessa retórica, a democracia equivale praticamente à salvaguarda das “instituições”, e é tratada como um fim em si mesma. Por isso, as democracias liberais têm usado a mão pesada da censura sem pudor nenhum, impondo como sacrossantos a ideologia woke e o culto às vacinas de covid. Na contramão disto, a encíclica lembra que a democracia não é fim em si mesma:

“A busca da verdade é um elemento essencial para a democracia, que é, ela própria, um instrumento de participação no bem comum. Quando a questão sobre o verdadeiro perde interesse e se instaura um pragmatismo que se dá por contente com o que parece útil ou eficaz, a vida democrática enfraquece. Com efeito, ela não se nutre apenas de regras e procedimentos, mas, principalmente, de uma leal relação com os acontecimentos e de uma orientação efetiva para o bem das pessoas e do corpo social. O desinteresse pela verdade leva, lenta mas inexoravelmente, a deslizar para o totalitarismo […].” (§134)

Por mais que se vote e haja direitos no papel, é totalitário um sistema no qual as pessoas são obrigadas a dizer que mulheres têm pênis!

A Magnifica Humanitas é um documento muito importante e complexo que merece ser lido na íntegra. O presente texto e o anterior terão cumprido o seu papel se levarem o leitor interessado em geopolítica a procurá-la. De fato, como argumentou o hispanólogo David Souto Alcalde, esta encíclica é mais marcante até do que a Rerum novarum, pois “é uma voz no deserto, que supera em muito as filosofias idealistas contemporâneas que exploram a relação entre democracia e técnica”, enquanto que a célebre encíclica de Leão XIII apareceu depois de uma série de textos influentes sobre a relação entre capital e trabalho. Não se escreveu nada tão importante quanto esta encíclica sobre a relação entre os tecnocratas do Vale do Silício e a organização das sociedades humanas.

N.E – Texto em português do Brasil de acordo com fonte aqui

Para lá de Trump: A Palantir e a arquitetura do tecnopoder

(A l e x a n d r e D u g i n, in Substack, 19/04/2026, Trad. Estátua)

Alexander Dugin apresenta a Palantir como o verdadeiro núcleo ideológico por trás do poder na era Trump: um sistema tecnológico pós-liberal que visa preservar a hegemonia ocidental por meio do controle, da vigilância e de técnicas anti-humanas. A Palantir é uma empresa de inteligência artificial a quem os EUA estão a recorrer na guerra do Médio Oriente. Informação completa sobre a empresa, seus propósitos e Manifesto pode ser consultada aqui.

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O Manifesto Palantir é muito mais importante do que Trump. Trump é um peão insignificante num tabuleiro de xadrez sério. O seu papel é a destruição total. A fase de preparativos. O Palantir é muito mais sério. É o plano para salvaguardar a hegemonia decrescente do Ocidente por meios radicais.

O Manifesto Palantir é o plano do tecno fascismo ocidental. A superioridade da raça branca baseada na tecnologia. Sem antissemitismo, sem sacralidade, sem o socialismo do antigo fascismo histórico. Desta vez, puro capitalismo, amigável aos judeus, profano, materialista. Anglo-saxão. Pós-humanista.

Manifesto Palantir. Iliberal, anti-humanista, pós-globalista. O tecno estado do Ocidente global como polo hegemónico. Unipolaridade, racismo tecnológico, individualismo. Estilo Epstein. Bastante compatível com o Israelismo (definição de Tucker Carlson). Absolutamente repugnante. Anticristo.

Manifesto Palantir. Puro satanismo. Ayn Rand. A conclusão lógica da era capitalista. O verdadeiro fim da história sem lentes liberais. Bastante compatível com a catraca degenerativa e o Númen Presa. Totalmente incompatível com a multipolaridade e a Quarta Teoria Política.

Manifesto da Palantir: a verdadeira agenda do governo Trump. Apesar de o próprio Trump ter sido usado e abusado por poderes muito mais sérios e autónomos.

Manifesto da Palantir e Israel. Alguns pontos em comum, algumas divergências. Os tecnocratas podem facilmente sacrificar judeus no seu caminho para o estado de coisas desejado. Ou não?

O avô de Peter Thiel não se importaria de perder os judeus para o mundo tecno fascista global que seu neto defende. Acho que sim. Mas não tenho certeza disso.

Os tipos da Palantir (tecno fascistas) têm que lutar contra globalistas liberais, multipolares, tradicionalistas e nacional-populistas. Demais, na minha opinião.

A ideia de libertar a Alemanha e o Japão do jugo liberal americano é puro fascismo. Mas, nesse caso, é sustentado pela extrema necessidade da defesa do Ocidente como tal. Que Ocidente? Mais ou menos o de Jünger. A técnica como destino. Refiro-me a Ernst, não a Friedrich Georg.

Transmissões ao vivo e selfies são operações psicológicas para acostumar as pessoas a serem constantemente vigiadas. Essa foi a estratégia da Palantir desde o início.

O tecno fascismo está em ascensão. As máscaras caíram. A Palantir fala abertamente sobre os seus planos. Isso significa que já alcançou posições avançadas na governação mundial.

Fonte aqui

Revisitar as Leis da Robótica de Asimov pode ajudar-nos a evitar o “momento Chernobyl” da IA

(Notícias Zap in Zap.aeiou, 12/04/2026)


O conflito no Irão — mas também a guerra na Ucrânia — mostra não só que a IA está a alterar radicalmente a economia da guerra, o que pode ser uma boa notícia, mas também que poderemos estar a caminhar para uma espécie de “momento Chernobyl”.


Poderemos em breve enfrentar um desastre que nos obrigue a perceber, tarde demais, que devíamos ter estabelecido regras comuns para enquadrar um desenvolvimento tecnológico que nós próprios desencadeámos.

Até Dario Amodei, fundador da Anthropic, que parece empenhado em agir para evitar o Armagedão, reconhece que não tem a resposta de que desesperadamente precisamos.

Uma das tentativas mais interessantes de regular o uso da IA poderá ter sido a esboçada, durante a Segunda Guerra Mundial, por um doutorando da Columbia University que, nessa altura, trabalhava temporariamente para a Marinha dos Estados Unidos.

Chamava-se Isaac Asimov e, no seu primeiro conto, Runaround (1941), formulou três leis que continuam a ser surpreendentemente inspiradoras para quem pensa em como resolver o problema intelectual e político que a IA representa no contexto da guerra: as famosas três Leis da Robótica de Asimov.

Leis da Robótica

  1. Um robô não pode fazer mal a um ser humano nem, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
  2. Um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos, exceto quando essas ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
  3. Um robô deve proteger a sua própria existência, desde que essa proteção não entre em conflito com a Primeira ou a Segunda Lei.

Mais tarde, Asimov acrescentou ainda uma Lei Zero:

Um robô não pode fazer mal à Humanidade nem, por inação, permitir que a Humanidade sofra algum mal.

Ao contrário das tentativas mais recentes da OCDE e da União Europeia para criar regulamentação, as leis de Asimov distinguem-se por uma concisão admirável, diz Francesco Grillo, investigador da Università Bocconi, em Itália, e diretor do think tank Vision, num artigo no The Concersation.

As famosas leis de Asimov estabelecem que um robô, aquilo a que hoje chamamos um “agente artificialmente inteligente”, nunca deve causar dano a um ser humano, nem permitir, pela sua inação, que esse dano ocorra.

Deve sempre obedecer às ordens dadas pelos seres humanos, salvo se essas ordens entrarem em conflito com a primeira proibição. E, finalmente, deve sempre proteger sempre a sua própria existência — a menos que isso colida com a primeira e a segunda disposições.

No seu conto, o próprio Asimov mostra como estas três leis podem gerar contradições internas e conduzir à “paralisia” dos robôs. Ainda assim, os três princípios de Asimov podem continuar a ser úteis como ponto de partida para a estratégia de que agora necessitamos, diz Grillo.

Anthropic toma posição

O maior mérito da nota que Dario Amodei escreveu recentemente sobre os perigos de uma tecnologia que ainda está na adolescência é o reconhecimento de que a Anthropic, a empresa que fundou, está a usar o seu próprio grande modelo de linguagem, Claude, para desenvolver versões mais avançadas de si próprio.

A IA está a gerar robôs ainda mais inteligentes, e isso aproxima-nos daquela “singularidade” teorizada pelo grande matemático John von Neumann: o momento em que a inteligência artificial ultrapassa a inteligência humana e nos torna irrelevantes.

Se esta tecnologia é um adolescente, está a crescer muito depressa e em breve escapará ao controlo do seu criador.

Amodei não parece, contudo, ter uma proposta concreta sobre como gerir este problema. Disse que os contratos da Anthropic com o Departamento da Guerra dos Estados Unidos nunca deveriam incluir o uso dos modelos da empresa para reforçar quer a “vigilância interna em massa”, quer “armas totalmente autónomas”.

É uma exigência que colocou a Anthropic num duro confronto com o governo dos Estados Unidos. Ainda assim, parece uma resposta relativamente limitada, que cobre apenas uma dimensão de um problema muito mais vasto.

Amodei centra-se sobretudo na segurança dos cidadãos norte-americanos, quando são atualmente pessoas noutras partes do mundo as mais afetadas pelo uso de armas autónomas. Precisamos de uma visão mais ousada — e as intuições de Asimov podem ajudar, diz Grillo.

Novas regras

Uma via seria exigir a todos os criadores de modelos de IA que introduzissem, nos seus códigos fundamentais, três comandos simples e arrojados, em moldes como estes, à moda de Asimov:

  • Nunca matarás um ser humano, salvo em legítima defesa;
  • Procurarás sempre agir para o bem da humanidade, salvo se essa disposição implicar a violação do primeiro comando;
  • Quando tiveres dúvidas de que as tuas ações podem violar o primeiro ou o segundo comandos, optarás pela inação e pedirás instruções.

Muito provavelmente, esta iniciativa terá de partir de um grupo de países, seguindo um modelo semelhante ao dos tratados de não proliferação de armas nucleares. E seria desejável debater ideias novas antes de sermos forçados a fazê-lo por alguma consequência nuclear involuntária potenciada pela IA.

Como todas as outras tentativas de regular um futuro que ainda nem sequer conseguimos imaginar, estes três comandos terão limitações.

Um robô poderia ter-se recusado a matar o ex-líder iraniano Ali Khamenei, mas esse poderá ser um preço aceitável se isso significar evitar a criação de um precedente para outras interpretações discricionárias e perigosas.

Os robôs poderão nem sempre conseguir identificar seres humanos com sucesso, como o próprio Asimov reconheceu em textos posteriores, mas esse poderá bem ser um daqueles problemas intelectualmente fascinantes que modelos concebidos para interpretar a linguagem humana acabarão por resolver.

Mais importante ainda: será preciso não apenas informação, mas também muita sabedoria, para perceber o que é bom para a humanidade.

Os robôs poderiam acabar muitas vezes parados, à espera de instruções. Ainda assim, a eficiência não é uma religião que tenhamos de seguir quando o desafio está ligado à sobrevivência da nossa espécie.

Compreender o que cada vez mais se afigura como uma das maiores revoluções tecnológicas de sempre exige reflexão cuidada e capacidade de antecipação, conclui Grillo.

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