DANIEL, UM NOVIÇO EM NABIÇAS!

(Joaquim Vassalo Abreu, 15/02/2017)

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Antes de mais, e para introdução ao tema, vou aqui reproduzir o essencial de um texto que o Daniel Oliveira publicou no Expresso, acho que Diário, e também via dele no Facebook e a que ele chamou de “O nabo perdeu a sua primeira vida”!

O nabo é, neste caso e para o Daniel, o Centeno! E diz ele: …”no fundo é um zero em política e só está lá a prejudicar o Costa. Não tem capacidade para gerir pequenos problemas, deixando que eles cresçam de forma desastrosa- enredando-se nas suas próprias asneiras. Quanto melhores forem os números da economia maior será o cerco a Centeno, por causa da CGD. É uma lei da “física” na política. Por isso ter na principal pasta do governo um “nabo” como Centeno é uma dor de cabeça para Costa. Ainda por cima um “nabo” que já perdeu uma vida. Os gatos têm sete, os nabos não”. Assim rematou o Daniel Oliveira.

Depois de ter isto lido e ter tirado a primeira e óbvia conclusão de que, para o Daniel, Político é aquele que apenas tem capacidade para gerir pequenos problemas, passou-me assim uma nuvem pelos olhos, apeteceu-me logo dizer e emitir coisas impróprias, mas mantive-me sereno e calmo e comecei a ler as reacções. Não foram bonitas, como bonitas não foram as respostas do Daniel que quando é infeliz não o reconhece e desata logo e sempre a zurzir quem o critica.

E então diz que ao chamar “nabo” ao Centeno responde que apenas fez “comentário político”! Mas perguntado se chamar nabo a alguém é um comentário político ele responde que um “nabo era quem fazia nabices”… e etc.

Ora bem, meu caro Daniel Oliveira, eu desde já, e para que não restem dúvidas, declaro que me acho, eu e muitos, em certas alturas da vida, um valente e robusto “nabo”! Porquê? Simples: quem é que perante qualquer asneira feita, qualquer coisa óbvia que não alcança ou qualquer erro de avaliação comum, nunca disse: “Sou, ou fui, um grande nabo”? Assim como quem diz: “Sou, ou fui, muito burro”? Quem? O Daniel Oliveira, o infalível. O único nabo à face da terra que nunca o foi. Porquê? Porque é comentador político, claro.

Não vou aqui discutir se o é ou não mas, pelo que vejo, todos podemos ser comentadores, mas comentadores políticos, só quem andou ou anda na política. Ora o Daniel pode ser comentador, mas não é político.

Primeiro não sabe distinguir um nabo de uma nabiça. Pensa que a nabiça sai do nabo, mas é o inverso e não sabe sequer quantos nabos tem um molho! O nabo não faz nabices, Daniel: as nabices é que fazem o nabo. Por exemplo você, mal o “acomparando” a um nabo, que já sei que não é, foi espetado pequenino como nabicinha, com dez anitos não foi, no PCP e saiu de lá, já com uns vinte, já nabiça bem verdejante para o BE, para onde foi ocupar um lugar como aquele do Zeca Mendonça no PSD, adido de imprensa, e enquanto a nabiça bem crescida se tornou já flor, em grelo portanto, saiu e tornou-se “Livre”, em verdadeiro nabo.

É que o nabo é uma raiz, Daniel, e a nabiça uma folha, homem. Você de nabiças é ainda um noviço e de nabos nem sabe quantos tem um molho. Quer que lhe diga? Três! É aquilo que o Daniel é em política: um molho de nabos!

O Daniel pensa que pode entrar por todos os caminhos e atreve-se a dizer mesmo que o Centeno, não sendo um gato, já perdeu a vida que tinha. Que o têm tentado assassinar a gente sabe, agora que o Daniel o dê já por morto… Será isso também comentário político? E aqui chegando isso faz-me lembrar daquilo que se diz que o Mark Twain terá dito mas que, segundo um amigo meu que sabe tudo do dito, parece que não teria dito bem assim, mas o que consta que terá dito foi: “O anúncio da minha morte é nitidamente exagerado “. Seria ele gato?

Pois é Daniel, eu sou da terra dos nabos! Gandra, Gemeses, Marinhas, Fão, Apúlia, aquelas zonas junto ao rio Cávado, em Esposende, e de nabos e nabiças sei desde pequenino e até nos matavam a fome quando em crianças andávamos cinco quilómetros a pé para ir para a Escola, em Esposende.

E também conheço desde pequeno aquele ditado: “Seja moderado com chouriças e coma mais nabiças”. Era o que fazíamos. Poucas calorias e muito ferro e coisas mais, todas saudáveis.

O Daniel estava tão bem a falar de chouriças e vem-me agora falar de nabiças!

E nisso não passa de um noviço! Mas o Expresso e a SIC agradecem…Entendeu, ou quer que lhe arranje outro molho?

Com perdão a todos os que se acham “nabos”, nos quais eu me incluo!


Fonte aqui

“OS FRAGILIZADOS”

(Joaquim Vassalo Abreu, 13/02/2017)

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Estávamos nós tão sossegados
Sem remoer velhos passados
Quando nos vemos governados
Por dois seres fragilizados!

Foi a lengalenga que me surgiu quando fui confrontado, em primeiro lugar com aquela surreal conferência de imprensa do CDS (a cujo porta voz já me referi em texto anterior) exigindo a demissão do Ministro das Finanças, por ter conduzido de modo catastrófico o dossier CGD e por alegadamente ter mentido ao Parlamento, mas mais preocupado logo a seguir fiquei quando o (ainda) chefe da oposição veio em público declarar estar o Ministro “muito fragilizado”. E aqui fiquei deveras preocupado!

E aqui, aqui sim, perante a voz grave do (ainda) chefe da oposição, temi pela saúde do Ministro. Da última vez que o tinha visto também o achei com umas olheiras de algo modo pronunciadas e pensei para comigo próprio: Saberia ele de algum relatório médico que ninguém mais sabia? Terá tido acesso a algumas análises clínicas, assim daquelas que a gente olha e vê um item mais desfasado e pensa logo “ó que diabo”, ou a qualquer diz que diz? Mas não…não podia ser. Se assim fosse, o agora chefe da oposição em funções (o Mini Mendes) já o teria dito e detalhado na SIC e o adjunto Gomes Ferreira já teria estudado o assunto e dado a sua aula. Mas não consta ser Médico, dirão. É o mesmo, ele sabe sempre de tudo. É ele e o Rogeiro…Todos na SIC! fragilizar

Este “muito fragilizado” poderia denunciar também algum cansaço, cansaço esse que poderia estar por detrás de algum deficiente desempenho, sabe-se lá, assim num momento menos bom mas, vendo bem o seu desempenho último, nada disso faria sentido. E mesmo não tendo acesso às suas análises clínicas, não custa nada aferir globalmente das mesmas. Reparem: O colesterol total (o défice) melhor, quer dizer mais baixo, até que o esperado; o colesterol bom, o HDL ( o crescimento do PIB) acima da referência também; as plaquetas totais (a estabilidade governativa) dentro dos parâmetros esperados, etc, etc…

De modo que o supremo Presidente do júri médico, o Prof. Dr. Marcelo, veio a público acabar com a questão e proferiu a definitiva pergunta: Têm algum relatório médico? Um assinado? Então mostrem-no…Não têm? Então calem-se…E, ainda hoje mesmo, aquele tipo de nome bolchevique, o Moscovici, em representação da entidade médica superior da Europa, o veio peremptoriamente afirmar: goza de boa saúde e com desempenho melhor que o esperado. Mas tomou algum suplemento (receitas extraordinárias) para o conseguir? Até pode ter tomado mas, mesmo assim, ficaria amplamente aprovado. Então calem-se, repetiu o Marcelo…

Mas, pelas leituras das primeiras páginas dos jornais do fim de semana (é, como já várias vezes disse, o que apenas leio), ficamos a saber que o PSD não se calou e começa também a insinuar estar o Presidente Marcelo, também ele, “muito fragilizado”!

O Marcelo, vendo as últimas sondagens, deve ter-se fartado de rir e, ao mesmo tempo, em Espanha e ao El Pais, diz coisas de uma inanidade tal (para os seus, que não o queriam, mas depois lá tiveram que nele votar e agora já não querem outra vez…), tais como “A Geringonça tem tido um desempenho superior ao esperado”, “uma agradável surpresa até para ele” e coisas assim e de um absurdo tal que até o José Eduardo Martins confessou “sentir-se embaraçado” , acrescentando mesmo que “ sendo ele a última pessoa no PSD que ele (julgo que o Marcelo) poderia embaraçar…”, está tudo dito! Tudo dito? Não, nada disso. Depois de o Marcantónio se declarar “perplexo” com o que ele está a fazer ao PSD, o José Eduardo Martins vem colocar mais lenha na fogueira e só por uma unha negra não o acusa de pirómano. Disse ele : “Ninguém pode ser feliz pegando fogo ao sitio onde nasceu…”.

Ora eu, que até sou amigo do JEM no Facebook, que o considero e acho uma pessoa inteligente e preparada, oriundo dessa bela terra que também é a da minha esposa- Paredes de Coura- onde temos muitos amigos comuns e onde toda a gente se dá bem, só lhe poderei perguntar: Ó Dr. José Eduardo Martins, você passou-se? Passou-lhe assim alguma coisa pelo frontispício? Então você que, quando o Passos era governo, era contra o tipo, agora que ele não é governo resolve ser a favor e vira-se contra o Presidente? Você ainda não se convenceu que ele não pode ser candidato a Lisboa, homem? Ele agora é o Presidente, ainda não perceberam?

Eu sei que o que não percebem é essa coisa das sondagens. Ser da oposição e descer constantemente nas sondagens? Serem contra um Presidente e ele manter níveis de aprovação na ordem dos 80%? Eu sei e é como já disse: O PSD não desce nas sondagens, desce qual quê? Tem tido é um “crescimento negativo”… Não é Drª Maria Luis?

“Fragilizados”? Não, quem está é o Centeno, o Marcelo e, já agora, o Costa!

Ah! Também não posso deixar de referir aqui, mas isto li no Facebook, a pungente pergunta do Camilo: Jerónimo e Catarina, que é feito de vós? Onde andam vocês?
Devem estar também “muito fragilizados” e por isso não aparecem…É o diabo! O diabo? É isso, está encontrado, finalmente…


Fonte aqui

O “ almeidinha” !

(Joaquim Vassalo Abreu, 11/02/2017)

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Com letra pequena, de propósito. Para que não haja confusões, e desde logo, com o enorme respeito e admiração que tenho para com os verdadeiros “Almeidas”, esses que tratam de recolher as folhas para que elas não entupam as sarjetas, para que as águas corram e fluam livremente, escorram comodamente e, isso fazendo, evitem que o lixo as entupa.

Os que limpam os jardins, as bermas das estradas e passeios, e que fazem das nossas aldeias, vilas e cidades, lugares limpos e aprazíveis para se viver… E embora seja palpável a evolução do civismo das nossas gentes (seleção de lixos vários, departamento dos mesmos, cuidados educacionais que são visíveis e não o sendo são, de imediato, alvo de crítica…), claro que no bom sentido, subsistem sempre, como em todas as profissões, os bons e os maus profissionais.

E, por isso, vos vou falar de um “almeidinha” que, mesmo sendo “Almeida”, não demonstra ser um verdadeiro. Porquê? Porque este não é um exemplo de profissional, não é perito em varrer ruas, em limpá-las com aquela vassoura própria, e porquê? Porque, em vez de limpar, faz mais lixo! Não remove resíduos, nem limpa sarjetas: atafulha-as de lixo! Não trata das condutas: entope-as!

Mas em nome de quê, boquiabertos me perguntarão, em nome de quê, afinal? Da transparência! É mesmo: ele faz lixo, ele conspurca, ele entope, ele suja, mas tudo em nome da transparência, ou seja, da verdade. Que não da mentira. Da limpeza da mentira. Isto é: ele suja para que depois se limpe. E limpa ele o “almeidinha”, mais outros “almeidinhas”, seus comparsas!

Mas este “almeidinha”, de primeiro nome Joãozinho, coitadinho, tem uma conduta de vida de transparência feita. Reparem e relembrem só naquilo (que todos estão fartos de saber, eu sei) que ele disse, há uns tempos, quando era candidato a deputado por Aveiro, pelo seu CDS, ou PP, ou lá o que é. Disse ele: “SEM MENTIR NÃO SE GANHAM ELEIÇÕES”! Eu até diria mais: muitos nem a lugar algum chegariam, mas isso é outra conversa…

Querem mais limpeza? Mais transparência? Pela coragem demonstrada ( não é qualquer um que assume assim de ânimo leve que, mesmo sendo “almeidinha”, não limpa, antes suja), a de confirmar um pecado, para ele um simples pecadilho, eu sei, um pecadilho que dizem a todos pertencer mas que ele, assim dizendo, o concentra em si, manifestando assim, e à saciedade, o verdadeiro “Cristo” que há em si: Um “Cristo” mortificado pela dor de todos. Que coisa mais altruísta! Que exemplo!

Muitos o seu exemplo seguiram e, desde logo, o Coelho! O que ele não prometeu, Deus meu! E não é que venceu? Esse dito foi também uma luz para o Paulo e uma boa nova para a Maria de Anunciação. Assunção, perdoem!

E o nosso “almeidinha” (isto soa a qualquer coisa de árabe, não soa?), de primeiro nome Joãozinho, coitadinho, talvez coberto por uma aura divina, um manto diáfano que o protege de qualquer contaminação, tal qual qualquer Marques Mendes desta vida, em tendo seu pecado, ou pecadilho confessado, e assim estar perdoado, trata agora de expurgar todo o arremedo de mentira que para aí possa existir. Como zelote das boas maneiras e costumes. Como se fosse um bom “almeidinha”.

E então, como “almeidinha”, faz o seu serviço sim, mas com uma característica própria: Em vez de limpar, faz lixo! E faz lixo para depois tentar reparar o dano por si feito. Que o lixo cresça, tudo entupa para ele, depois, o vir limpar.

É isto que o nosso “almeidinha” e toda a sua comandita têm vindo a fazer. E ele sempre ali estará, pronto a limpar o lixo por si e seus comparsas feito, mas sempre de barba limpa e aparada, de cabelo redondo e acentuada menelha, de lábios rosados por croissants e café com leite e um manequim esculpido em suadas sessões de sauna…como deve de ser! Ai…

Ele é um “almeidinha” dos tempos novos, assim do tempo dos seus comparsas “bombeiros pirómanos”, também dos novos tempos: ateiam os fogos para depois os irem combater e apagar. Com aviões “granadeiros”, com helicópteros pagos a peso de ouro e para justificar o lugar: o de limpadores e de apagadores, dos maus vícios, do assomo ao consumismo, do quererem ter direitos, de arautos da segurança e donos de tudo e, principalmente, da verdade e da mentira.

Mas sucede que este “almeidinha” é a antítese, como disse, dos verdadeiros “Almeidas”: este, em vez de desentupir, entope! E torna-se ele próprio na sarjeta, entupida e nauseabunda, cheia de excrementos e lama. E é na lama que este “almeidinha” se dá bem. É um projecto de “Almeida”…é um garoto!

Outros da comandita poderia referir e logo, e em primeiro lugar, o Coelho, mas este, quando acha conveniente, resguarda-se na sua lura e manda aquele monte de coiso negro para a lide e ele, qual imperador romano, limita-se a erguer ou baixar o polegar. E aquele monte de coisa negra, qual leão no coliseu, investe, tenta romper, sempre de focinho erguido e apontado, mas sempre dirigido àquele esterco de que se alimenta…o da sobrevivência!

Por fim, mas não para acabar, eu também estava convencido, e nisso ia pegar, que a Maria de Assunção também ela era “Almeida”. Mas não, enganei-me, é “Oliveira”! Ora oliveira dá azeitonas, as azeitonas dão o azeite e ela será, portanto, uma “azeiteira”! É que ser “azeiteiro” não é só privilégio masculino, que diabo!

E, agora finalmente mesmo, parafraseando uma velha e conhecida canção do Paco Ibañes, também poderei dizer: Estes “almeidinhas” são os excrementos da nação…

Fui violento? Qual quê? Como dizia Bretch “ O rio é violento? Violentas são as margens que o comprimem…”. Ao que eu acrescento: Violento, eu? E quem agride, assim de forma deliberada e soez, a minha inteligência e capacidade de pensar? O que será?

Perdoai-lhes, Senhor e AMEN! Ou “À MAN”, como se diz em estrangeiro….


Fonte aqui