Imprecação às portas da corja

(Por José Gabriel, in Facebook, 19/03/2025, Revisão da Estátua)

A Assembleia da República aplaudiu de pé estes deputados do regime nazi da Ucrânia. Uma vergonha. Ao que nós chegámos.

Gosta da Estátua de Sal? Click aqui

Ei, espécie de eunucos excitadinhos. A vossa vontade de mandar tropas portuguesas para a Ucrânia “cumprindo as nossas responsabilidades” saiu de que cérebros ressequidos?

E que responsabilidades são essas, pedaços de asno? Atrás das centenas de milhões de euros que já mandastes para regalo da trupe fascista de Kiev, quereis mandar os nossos jovens? Com que fim, belicistas microcéfalos lambe-cus dos poderosos?

  Gente sem carácter, rasteiros comedores de trampa, idiotas estupidamente perigosos. Que hoje, aplaudiste de pé deputados de um parlamento no qual todos os partidos irmãos dos vossos estão proibidos, quando não com os dirigentes presos ou mortos. Aplaudiste uma delegação de nazis, conspurcando o nosso Parlamento democrático.

A França, o Reino Unido e, agora, a Alemanha, lutam de modo canhestro e torpe por uma hegemonia europeia da asneira, como crianças brincando com armas.

Os rios de dinheiro que se aprestam a gastar em despesas militares, apesar da retórica de unidade, mais depressa os põe em guerra uns com os outros que com a Rússia, que os seus reduzidos neurónios odeiam, sabe-se lá porquê.

E vós, luso-sabujos, por que bulas estais ansiosos por servir esta escória?

E se pensásseis em paz, como fazem os fortes?

As patifarias que acontecem na Assembleia desta república

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 19/11/2024)

Gosta da Estátua de Sal? Click aqui

Portugal tem relações diplomáticas com a Rússia que datam desde o século XVIII, ou não diz o portal da nossa embaixada em Moscovo que “não obstante a distância geográfica, Portugal e a Rússia partilham uma História multisecular, uma relação de amizade e de respeito mútuo construída a partir de inúmeros e multifacetados contactos, tanto oficiais como pessoais, no campo cultural, económico, comercial e político-diplomático”?

Espanta-me, e espantará a qualquer pessoa com um mínimo do sentido de oportunidade, decência e até preparação que na nossa Assembleia da República tenha hoje sido inaugurada uma exposição sobre a corrente guerra no Leste europeu (ver aqui) em que, para animar fotos, se exibem objetos pertencentes a militares russos mortos em combate. Se esta miserável porcaria configura o deplorável crime de profanação de cadáveres, bom seria que a segunda figura do Estado, se tivesse um mínimo de reserva, não tivesse marcado presença no evento, assim como interditasse que naquele lugar tenham cabimento provocações sórdidas deste jaez e que se houver naquela casa meia dúzia de deputados com recato e embaraço, façam chegar a quem de direito o seu protesto.

A cobardia e a impudência de mãos dadas a alimentar uma falange de desequilibrados que expõem gratuitamente Portugal a retaliações que, tenhamos a certeza, vão cobrar a este país frívolo e inconsciente um duro tributo.

Honestamente, colocando-me na posição dos russos, mandava chamar o embaixador acreditado em Lisboa, confiando a representação a um encarregado de negócios, pediria satisfações ao governo português e pedia à nossa embaixadora em Moscovo que abandonasse o país.

Aos Costumes disse: Nada

(João-MC Gomes, In VK, 05-07-2024)


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui

O “jovem” Nuno, filho do PR Marcelo, que deixou em Abril a presidência da Câmara Portuguesa de Comércio de São Paulo, cargo que ocupou durante cinco anos, foi chamado a responder em Comissão de Inquérito Parlamentar sobre o caso das gémeas brasileiras, feitas portuguesas para poderem aceder aos serviços do SNS português e serem medicadas para o seu problema grave, com custos de milhões.

Nuno tem um ar de quem nasceu com à-vontade e bem apoiado e cuja vida correu sempre sem grandes problemas. Efeitos de ter um pai politico e alguns amigos nos lugares certos. Saiu da Câmara do Comércio e foi logo para a EDP onde é diretor de marketing, de marca e de comunicação. Quem o convidou para a Câmara do Comércio e para a EDP fê-lo certamente pelo seu elevado valor intelectual e de conhecimentos técnicos. Não teve nada a ver com cunhas, até porque estudou desde o 1º ano até ao 12º ano na Escola Salesiana de Santo António do Estoril, formou-se em Economia na Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa, em 1996 e, em 2001, completou seu MBA no INSEAD em França. Não se sabe se teve explicadores.

A Comissão de Inquérito ao caso das gémeas convocou Nuno para depor sobre esse caso, que entretanto já tem tratamento na Justiça e o constituiu arguido. Começou por recusar-se responder mas, depois, foi aconselhado a não continuar essa recusa e apareceu no inquérito online. Mas sempre com respostas off. Os deputados fizeram perguntas sérias sobre o tema das gémeas, a responsabilidade e a ética. Nuno, por sua vez, respondeu sempre com a mesma frase: Não respondo!

Deveria estar a pensar : “Responsabilidade? Ah, isso é coisa do passado. O meu pai que se desenrasque!”. E os deputados ficaram sem nenhuma resposta. Nuno ficou off e saiu da Comissão de Inquérito com um sorriso e agradecimento. Vamos ver o que decidirá a Justiça. Provavelmente daqui a muitos anos e já com o pai fora da Presidência.

Mesmo avisado de poder passar por lobista, o filho do PR português não assumiu, não esclareceu, não informou – mesmo as coisas mais simples e que não contam no inquérito criminal. Nem foi filho do seu pai, nem foi homem. Foi alguém que fugiu às suas responsabilidades.

Há moral nesta história? Bem, talvez seja a de que nem todos nascem para ser políticos, mas todos os que são filhos de certos politicos julgam estar protegidos das suas responsabilidades. Pelo que podem tornar-se ainda mais famosos depois de irem ás Comissões de Inquérito. E tornar os seus pais ainda mais famosos.