Bye Bye Bibi, Bye Bye

(Michael Moore, 24/07/2024, Trad. Estátua de Sal)

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Caro Primeiro-Ministro israelita Benjamin Netanyahu:

Dentro de alguns minutos entrará no Congresso dos Estados Unidos para proferir um discurso enquanto dirigente estrangeiro, numa rara sessão conjunta de senadores e deputados da nossa Câmara dos Representantes.

Ao aproximar-se do pódio, poderá notar que o Presidente do Senado não estará sentado acima de si, presidindo, como é tradição, ao hemiciclo. Isso deve-se ao facto de o Presidente do Senado ser a Vice-Presidente Kamala Harris. Ela decidiu não estar presente. É extremamente raro que o Presidente do Senado falte a um grande evento como este. Ela não estará presente para o aplaudir ou acompanhar. Em vez disso, decidiu passar o dia em Indianápolis. Numa reunião de irmandade.

Num dos segredos mais mal guardados em Washington, Kamala Harris há meses que tem vindo a pedir discretamente ao Presidente Biden que acabe com a sua guerra contra o povo de Gaza. Biden financiou-vos esta guerra e forneceu-vos as vossas armas de morte. E com isso foram assassinados mais de 40.000 civis inocentes que nada tinham a ver com o abominável massacre de 7 de outubro.

Harris tem sido a voz da paz dentro da administração, apelando a um cessar-fogo e ao fim do ataque à população civil de Gaza. Também tem feito pressão para que os palestinianos recebam imediatamente toda a ajuda humanitária de que necessitam. 

Mas nada aconteceu em mais de 9 meses. A chuva de morte continua todos os dias. A fome em massa está a acontecer. E os membros do Partido Democrata sabem muito bem como isso contribuiu para a diminuição dos números de Biden nas sondagens e praticamente garantiu a perda do Michigan para Trump. Um artigo condenatório na New Republic de hoje adverte que se Harris escolher o governador pró-guerra da Pensilvânia, Josh Shapiro, como seu candidato à vice-presidência, isso pode afundar as suas hipóteses de eleição, especialmente entre os jovens eleitores e a ala mais progressista do partido.

Tal só prova quão tóxico você é, Sr. Netanyahu – o facto de ter abraçado o Sr. Biden não lhe fez nenhum favor. E como Indianápolis parece mais convidativa do que você, bem, acho que é preciso ser do Midwest para perceber a piada.

Caro Bibi, com as mãos sujas de sangue, tu, o criminoso indiciado – suborno, fraude e quebra de confiança -, o Trump de Israel, com o rosto coberto de sangue, tu, o financiador do Hamas – milhares de milhões de dólares que fizeste fluir para eles, a fim de semear o caos que te permitiria conduzir uma limpeza étnica que agora lideras com tanta alegria, com os joelhos mergulhados no sangue das crianças que chacinaste.

Como te atreves a entrar hoje no nosso sagrado Salão da Democracia, limpando as mãos nas costas dos políticos bipartidários que financiaram as tuas maldades e te armaram até aos dentes? Não admira que tantos do teu próprio povo te desprezem e te queiram ver atrás das grades – tu és, ironicamente, o carcereiro de 2,3 milhões de habitantes de Gaza que mantiveste torturados e a sofrer numa prisão ao ar livre durante 17 anos.

TU, que a história julgará como o destruidor de Israel, o verdadeiro inimigo do povo judeu que tanto amamos, uma fé que não vê nenhum ser humano como um “animal”, mas sim como uma dádiva de Deus.

TU, que retirastes as forças de reserva da fronteira de Gaza nos dias que antecederam o massacre de 7 de outubro, sabendo muito bem o que iria acontecer.

TU que sempre odiaste os teus compatriotas judeus que vivem nesses kibutzes, porque eles votam sempre contra ti e o teu partido, porque muitos deles são socialistas, pacifistas, ateus, ex-hippies, organizam festivais de música ao ar livre, marcham nas ruas contra as tuas tentativas de destruir o sistema judicial israelita – sim, eles desprezam-te e, por isso, como qualquer bom autocrata ou fascista, tu tiraste-lhes a proteção e deixaste-os à mercê do massacre. Obrigaste-os a encolherem-se nas “salas seguras” das suas casas durante 14 horas, na esperança de que a Cavalaria os viesse salvar, mas poucos o fizeram, graças a ti. Eles foram o sacrifício no teu altar do crime e do racismo – e as suas mortes permitir-te-iam cancelar o teu próximo julgamento criminal, permitir-te-iam formar o teu próprio conselho de guerra, permitir-te -iam a justificação para matar milhões de pessoas à fome, cortar-lhes a água, bombardear as suas casas, os corpos decapitados, as crianças sem membros, os idosos e os pobres oferecidos como um genocídio necessário em nome do ódio, da ganância e da Grande Mentira de que um livro antigo continha uma escritura que dizia que esta terra vos tinha sido dada por Deus! Deus fez a Terra para TODOS, e os judeus ao longo dos séculos sabiam disso. Por isso, lutaram sempre ao lado da Justiça, ao lado dos oprimidos, dos que não têm nada, dos maltratados e dos abusados, dos esquecidos e dos descartados. E por isso, ao longo da História, foram continuamente apanhados e levados para a matança, os pogrons, o Holocausto. Mal pensavam eles que um dos seus faria um dia o mesmo a outros – especialmente aos seus próprios primos – os palestinianos! Os muçulmanos que veneravam Moisés, Abraão e Jesus!

Bibi, o teu lugar não é no nosso espaço sagrado da Democracia. Embora se possa argumentar que vieste ao sítio certo, uma vez que nós, uma nação fundada no genocídio e construída sobre as costas de seres humanos escravizados, uma nação de apartheid que se dizia democrática, mas que não permitia que um único membro da maioria da população – mulheres, pessoas de cor, indígenas, aqueles que não possuíam propriedades – pudessem votar e participar, no apartheid do patriarcado de facto do nacionalismo cristão branco, que dirigia todo o espetáculo americano. Não admira que sejamos o modelo perfeito para a vossa Teocracia segregada e brutal que se faz passar por uma verdadeira Democracia – tal como nunca atingimos verdadeiramente a nossa Democracia plena e completa durante 248 anos. Vós não sois Vós – sois NÓS, a velha escola do massacre! E vocês são tão bons nisso! É por isso que nós hoje estendemos a passadeira vermelha para ti! Bem-vindo a casa, Bibi de Brooklyn!

Mas não se precipitem a pensar que os nossos líderes gostam realmente dele. A nação dele foi criada pelos antecessores deste Congresso para ser o nosso Estado fantoche no Médio Oriente, de modo a podermos vigiar a nossa droga favorita – o petróleo!

E, por favor, lembrem-se que estão numa câmara do poder de um país que se recusou a deixar atracar em qualquer cidade dos EUA barcos cheios de refugiados judeus que fugiam da Alemanha nazi na década de 1930, enviando assim milhares de judeus desesperados para a morte na Europa. O mesmo país que se recusou a bombardear as linhas de caminho-de-ferro alemãs que conduziam aos campos de concentração (o que teria salvado muitos milhares de vidas). O mesmo país que estava repleto de estabelecimentos que afixavam cartazes com os dizeres “No Jews. Nada de N—–s. Nada de irlandeses”.

Mas a maioria dos americanos não se sentia assim. Foram os organizadores sindicais judeus de Nova Iorque que nos ajudaram a criar o United Auto Workers em Flint – o mesmo sindicato que esta semana emitiu a sua condenação oficial da tua presença no nosso Congresso. A maioria dos americanos está grata aos nossos irmãos e irmãs judias que ajudaram a liderar os nossos movimentos pelos direitos civis, feministas e homossexuais. E sabemos que a América não seria a América sem Steven Spielberg, Gloria Steinem, Bob Dylan, Arthur Miller, Judy Blume, Lillian Hellman, Jonas Salk, os irmãos Coen, os Warner Bros, os irmãos Marx, Barbara Streisand, Albert Einstein, Emma Goldman, e por aí fora.

Bibi, atacaste aqui os teus críticos, acusando-os de serem antissemitas. Mais uma vez, lembra-te – tu és o antissemita, o assassino dos povos semitas. Sim, há antissemitismo nos EUA, como há em todo o lado. Mas tu calunias-nos apenas para encobrir os teus próprios crimes vis. Controla-te, Bibi. As pessoas de um lugar como a Geórgia votaram para serem representadas no Senado dos EUA por um judeu e um negro. Durante a maior parte das últimas quatro décadas, cerca de 10% de todo o Senado tem sido judeu – quando apenas 2% da população americana é judia. Como é que isso aconteceu? 

Sempre que a Pew Research efetua uma sondagem sobre as atitudes dos americanos em relação às várias religiões do país, quando lhes é feita a pergunta: “Em relação a que religião tem sentimentos mais favoráveis?”, a resposta número um dada pela maioria dos americanos é “JUDAÍSMO!” E são maioritariamente cristãos que respondem a esta pergunta! Esconder-se atrás da acusação de antissemitismo é uma mentira, e toda a gente sabe disso. Parem. Está a tornar mais difícil para nós lidar com o verdadeiro antissemitismo e com fanáticos como tu.

É, de facto, um dia estranho ver um verdadeiro criminoso de guerra dirigir-se a uma sessão conjunta do Congresso. Futuramente, devíamos reservar essa honra para os nossos próprios criminosos de guerra (como foram George W. Bush, e Richard Nixon). Quanto a ti, Bibi, aproveita a reunião à porta fechada que terás amanhã com a nossa próxima Presidente (tenho a certeza de que ela terá algumas palavras para ti). Diz olá ao Donald por nós, na sexta-feira em Mar-a-Lago.

E aguardamos com expetativa o teu julgamento, um dia destes, no Tribunal Penal Internacional. A ironia de que este tribunal foi originalmente criado para conduzir os Julgamentos de Nuremberga não passará despercebida a ninguém.

Fonte aqui.

Michael Moore é um cineasta e escritor americano, autor de documentários polémicos. Ver biografia aqui


O orgulhoso sionista e o seu governador colonial — Herodes o Grande

(Carlos Matos Gomes, in Medium.com, 26/07/2024)


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Na visita de Netanyahu a Washington, nos mimos trocados entre este e Joe Biden, o primeiro-ministro de Israel recordou a defesa do sionismo que Biden faz desde o início da sua carreira, há 50 anos, e o conhecimento de todos os primeiros-ministros de Israel desde Golda Meir e Biden respondeu que é um orgulhoso sionista.

As visitas de estado e afirmações têm traduções para o mundo. Esta é uma visita de um governador colonial ao imperador metropolitano e o sionismo é uma ideologia racista e colonialista.

Enquanto ideologia o sionismo começou por ser um movimento do tipo milenarista surgido no final do século dezanove e, como acontece com os movimentos milenaristas, num contexto político de incerteza que iria desembocar na Grande Guerra. Era um movimento do tipo do sebastianismo ou da busca do El Dorado. Era e é um movimento a-histórico, que inventa uma história a partir de efabulações e fantasias. Nunca existiu um Estado Judaico. A primeira referência à Palestina é de Hérodoto de 450 anos AC, segue-se a Palestina dos Selêucidas (175AC) que são derrotados pelos romanos e a Palestina é integrada no seu império, as elites locais integram a cultura helénica, e vivem sob o império de Roma até três séculos depois de Cristo, quando passam ao domínio de Bizâncio. Três séculos depois, (630) ocorre a conquista árabe, os cruzados cristãos europeus chegam em 1099, o império otomano (turco) instala-se na Palestina em 1500 e é substituído pelo império inglês após a I Grande Guerra, sendo então governada num regime de mandato da Sociedade das Nações.

O sionismo, de movimento milenarista passa a integrar o movimento do colonialismo dentro do mesmo princípio que presidiu à ocupação de África pelas potências europeias na Conferência de Berlim, no final do século dezanove e no âmbito da revolução industrial. A Palestina é a chave que controla todo o Médio Oriente, e este é a região mais rica e de mais barata exploração de uma matéria-prima essencial para as potências europeias, o petróleo. É, foi, a posse de matérias-primas essenciais aos europeus que se encontra na base do colonialismo e das suas obras.

O sionismo passou de uma bizarria de uns lunáticos nacionalistas a movimento utilizável para as potências industrializadas rentabilizarem os seus investimentos, dos quais os mais importantes são o Canal do Suez, os portos na entrada e saída no Mediterrâneo e no Mar Vermelho, e os caminho-de-ferro (todos investimentos europeus) e o acesso garantido, seguro e barato das suas companhias petrolíferas.

O sionismo que dá origem a Israel, é, geneticamente, uma justificação de superioridade rácica para um grupo ocupar um território e dele extrair as riquezas, sujeitando os nativos. É uma doutrina colonialista, como a do apartheid. Israel é uma colónia que começa por ser inglesa e que passa para o domínio dos Estados Unidos na transferência de poder que ocorreu após a Segunda Guerra Mundial. Num processo nubloso como é comum nas relações do Reino Unido e que acabou nas mãos das Nações Unidas, por sua vez nas mãos do Reino Unido e dos Estados Unidos e com a conivência da União Soviética. A colónia de Israel convinha a todos os envolvidos na Segunda Guerra e os palestinianos não contavam — até podiam ser acusados de colaboracionistas com os nazis.

O colonialismo foi considerado como uma doutrina contrária aos Direitos Humanos pela Declaração adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas na sua resolução 1514 (XV), de 14 de dezembro de 1960.

DECLARAÇÃO SOBRE A CONCESSÃO DE INDEPENDÊNCIA AOS PAÍSES E POVOS COLONIAIS

A Assembleia Geral, que afirma entre outras proclamações: “ Reconhecendo que os povos do mundo desejam ardentemente o fim do colonialismo em todas as suas manifestações, Convencida de que a manutenção do colonialismo impede o desenvolvimento da cooperação económica internacional, entrava o desenvolvimento social, cultural e económico dos povos dependentes e milita contra o ideal de paz universal das Nações Unidas, Afirmando que os povos podem, para os seus próprios fins, dispor livremente das suas riquezas e recursos naturais, sem prejuízo de quaisquer obrigações decorrentes da cooperação económica internacional, com base no princípio do benefício mútuo, e do direito internacional e acreditando que o processo de libertação é irresistível e irreversível e que, para evitar graves crises, deverá pôr-se fim ao colonialismo e a todas as práticas de segregação e discriminação a ele associadas […] Convencida de que todos os povos têm o direito inalienável à liberdade plena, ao exercício da sua soberania e à integridade do seu território nacional, Proclama solenemente a necessidade de pôr fim ao colonialismo, sob todas as suas formas e manifestações, de forma rápida e incondicional.

O Estado de Israel foi uma construção feita à medida dos interesses de estados estrangeiros, que, no caso do Reino Unido, administravam a Palestina sob mandato internacional e esse mandato não incluía a autorização, nem a delegação de competências em qualquer instituição para a criação de um estado no território de povos que milenarmente o ocupavam, o que não era o caso da vaga de estrangeiros que invocavam uma religião comum, o que era aplicável aos muçulmanos e a cristãos e um direito divino atribuído pelo Deus que haviam criado a terem aquela como a terra prometida e de onde antepassados seus, como antepassados de romanos, de semitas, de egípcios de persas e árabes haviam saído.

Afirmar-se um orgulhoso sionista é afirmar-se um orgulhoso racista — o sionismo assenta na crença da superioridade do povo eleito — e um orgulhoso colonialista: a ocupação da Palestina por colonos que defendem na colónia os interesses da metrópole. E esta é a política do imperador e do império, à margem e em oposição à Carta das Nações Unidas, reafirmada por Joe Biden. Por isso Gaza e os palestinianos estão a ser eliminados e arrasados, como os povos índios foram.

O facto de o sionismo ser um fenómeno político assente no racismo e no colonialismo não anula as vantagens que a existência de Israel como colónia tem para o Ocidente Global. Israel é útil para controlar os preços do petróleo, e de todas as mercadorias vindas da Ásia. É útil como campo de experiências de alta tecnologia militar e de controlo do espaço na região e como fator de desestabilização utilizável quando conveniente. Funciona como um lacrau que o Ocidente ali tem debaixo de uma pedra e que solta quando lhe interessa.

Mas a utilidade de Israel não anula as duas bases da sua existência, a do racismo e a do colonialismo. Que o velho imperador tenha confessado os seus princípios no momento em que o despedem é um ato que tanto pode ser interpretado como de dignidade, como de perversidade, quem o substitui não pode ser menos sionista que ele, e menos desrespeitador das convenções internacionais que ele se quer manter a útil colónia no Médio Oriente.

As acusações de criminoso a Netanyahu são contra a natureza das coisas: jamais um governador colonial foi demitido por excesso de dureza na imposição do poder imperial, mas sim por fraqueza na ação de domínio.

Os dois Herodes, pai e filho, o Grande e o Antipas, que governaram a Palestina em nome dos romanos são um exemplo, o violento pai, Herodes o Grande, foi um fiel servidor dos romanos e o filho Antipas, que já não conseguiu manter a ordem na Palestina foi substituído. Netanyahu conhece a História e daí o seu ar confiante e sorridente.

A destruição olímpica de Paris

(João Augusto-Silva, in VK, 26/07/2024)


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O triste Petit Roi garantiu que NÃO haverá novo primeiro-ministro francês até DEPOIS das Olimpíadas.

O Petit Roi é agora oficialmente conhecido em toda a França como um incendiário político: incendiando a nação para manter a sua carreira liberal totalitária e apoiada pelos Rothschild.

Ele ordenou a limpeza das ruas de Paris para os ricos, os convidados e diversos atletas de “elite”. O centro da cidade de Paris só pode ser acedido com códigos QR especiais – apenas para convidados. Os restaurantes foram barricados por cercas de ferro em toda a cidade, não acessíveis fora da “Zona”.

Os sem-abrigo foram removidos e levados para campos fora da cidade: limpeza social aprovada não só pelo Petit Roi mas também pela terrivelmente medíocre maire “socialista” de Paris, Anne Hidalgo.

Os estudantes também foram removidos – instruídos a sair por um tempo – pela tecnocracia.

Quarenta e cinco mil policiais e militares invadiram Paris, provando que a cidade NÃO é segura, NÃO é pública e só é habitável dentro de zonas de segurança altamente vigiadas.

Paris transformou-se numa distopia neoliberal tóxica – com o Petit Roi como o Raj local da satrapia: essa é a sua “visão” da sociedade civil.

O único aspecto positivo da ausência de um PM é que o Petit Roi está agora totalmente estabelecido como a VERDADEIRA face da Paris suja, desagradável e desfigurada.