«Homem moderno»

(Inês Torrado, in AbrilAbril, 24/09/2024)

Os avanços das ciências e das tecnologias, com evidentes conquistas para a Humanidade, têm evoluído ao serviço dos interesses e dos negócios do capital, perdendo-se pouco a pouco a vertente humana e social.

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Hoje damos mais valor ao conhecimento teórico do que à experiência acumulada ao longo da nossa História. Camões já referia que importava o conhecimento, mas aliado às aprendizagens e experiências ancestrais.

Hoje, o tempo acelerou, não sobrando espaço para os nossos rituais lentos. Tempos de encontros onde se trocavam histórias e experiências, memórias e raízes, saberes e prazeres, de outros mundos que permitiam melhor entender o nosso. 

Também no trabalho nos roubaram o espaço do prazer. Manuel Serrat relembra, quando se cantava «…a lavrar a terra, a picar a pedra, a amassar o ferro, encantando os gestos…». 

Pouco a pouco roubaram-nos a voz para acompanhar quem trabalha, mas também para dialogar, entoar poemas ou contos, cantar e embalar. A voz para transmitir informações vai ficando entregue a interlocutores robotizados e monocórdicos. E como importa ser ouvido, ser capaz de escutar para ser compreendido! 

Não nos calaram, nem nos ensurdeceram, com o silêncio nem com os sons da natureza, mas criando tanto ruído que nos entopem os ouvidos e surripiam os espaços de escuta. 

O tempo, hoje, desvaloriza a mão e tudo o que esta representa para a Humanidade. Julgo até que a mão nos relembra a nossa dimensão.

Hoje, os teclados e os botões são a regra, usando apenas alguns dedos.

Tantos anos a desenvolver a capacidade da mão para trabalhar, escrever, desenhar… E com elas nos exprimimos, pensamos, criamos, mas também nos cumprimentamos, tocamos, acarinhamos. O uso das nossas mãos está intimamente ligado ao desenvolvimento e à activação do cérebro. O desuso das mãos poderá colocar o cérebro em cheque…

Roubaram-nos a capacidade de olhar e de nos encantar. Continuamos a ver, mas como absorver tantas informações, demasiado rápidas e excessivas, que nos cegam, nos distraem e que não conseguimos memorizar, ficando uma «amnésia» de tanto excesso!

Roubaram-nos a mobilidade, passando a maior parte do tempo sentados a trabalhar, ou refastelados no sofá e entretidos por ecrãs. Como integrar no nosso dia-a-dia a mobilidade no trabalho, no lazer, no brincar? Resta-nos, após o dia de trabalho, ir tonificar e relaxar para os ginásios, como uma reabilitação obrigatória e individual.

Roubaram-nos o conhecimento, a cultura, as recordações, ficando tudo guardado em memórias externas, na internet. Até o pensamento fica atrapalhado, confundindo onde encontrar as informações com o conhecimento destas. Também os pensamentos mais complexos e profundos ficam dificultados pelo desuso das nossas memórias e a perda da nossa literacia.

Agora querem-nos roubar e artificializar a inteligência… já conseguem falar, responder, escrever e criar por nós… 

Pode saber bem viver adormecido, mas um dia roubarão as nossas almas.

Acordai!

Marques Mendes e o dogma da Santíssima Trindade

(Carlos Esperança, in Facebook, 23/09/2024)

Três pessoas iguais, distintas e só uma verdadeira


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Marques Mendes esteve ontem na sua homilia semanal, na qualidade de Conselheiro de Estado, alter-ego de Marcelo e comentador (três pessoas) a defender (uma só pessoa), o candidato a PR. Ele próprio.

A bajulação a Montenegro, à semelhança da de Marcelo a Passos Coelho, nas mesmas circunstâncias, foi o preço do apoio que espera. A sua baixeza ética descobriu no PM a liderança notável da crise dos fogos; no ministro das infraestruturas excelente prestação; e na incompetência da ministra da Administração Interna, só necessidade de ajuda. E defendeu a narrativa de Montenegro com os incendiários e a intrusão do PM na Justiça. Para eles vale tudo na luta partidária, incluindo a mentira.

Procurou dar como ultrapassado o incómodo tema dos incêndios e não teve pejo de se juntar ao PM, ao PR e às informações que o PR planta nos media, para atribuir ao PS a culpa das eleições que o PM ansiosamente procura. Não hesitou, aliás, em mentir para reiterar a mentira do PM no comunicado onde acusa o PS de recusar agendar a reunião com o seu líder, apesar da data já sugerida e que o PM só anunciou e confirmou depois de fazer crer que essa reunião resultara do comunicado.

Marques Mendes fez eco da mentira para evitar o voto no PS de eleitores moderados do PSD. Depois das eleições, o PSD reforçado com votos retirados ao Chega e ao IL, aliar-se-á a eles para cumprir a agenda que levou o PR a dissolver a AR.

É horrível a aliança com fascistas, mas não constrange o PSD ou Marcelo. A relutância só é difícil para Montenegro por ter baseado a campanha eleitoral no “não é não”, mas é o desejo do PSD de Cavaco e Passos Coelho que a substituição de Rui Rio deixou sem freio democrático.

As campanhas de Marques Mendes à Presidência, do PSD para legislatura completa, em aliança com o Chega, à semelhança do que já sucede em vários países da Europa, e para o branqueamento de Marcelo, artífice do novo PREC (Processo Reacionário Em Curso), já estão em marcha e vão acelerar com Marcelo a chantagear o PS.

Apostila – Com este ruído até se esquecem os problemas do PSD e da Justiça com o Governo da Madeira. Marcelo, Marques Mendes e Miguel Albuquerque continuam as referências éticas do Conselho de Estado.

Petição pela Rejeição do Cartão Europeu de Vacinação : Petição Pública

(Petição Pública, 24/09/2024)

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NÃO À EUVABECO, ASSINE A PETIÇÃO

Querem “chipar-nos” como fazem aos animais.

A agenda da EUVABECO prevê a implementação do Cartão Europeu de Vacinação (CVE) em 2026, que, integrado no sistema global de certificação digital da Organização Mundial da Saúde (OMS), está a ser conjugado com dois outros projectos, a saber:   Identidade Digital Europeia e Moeda Digital Europeia. O CVE surge como um instrumento de rastreamento, controlo e coerção dos cidadãos, que, se não for travado, nos conduzirá a cinco pontos de não retorno:
1 – Supressão da liberdade individual
A introdução de um Cartão Europeu de Vacinação constitui uma séria ameaça aos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, tratando-se de mais um passo em direcção a uma sociedade de vigilância onde cada movimento, cada decisão de saúde, será rastreada e, potencialmente controlada, pelas autoridades. O CVE abre as portas a uma intrusão sem precedentes na privacidade dos cidadãos, transformando os dados de saúde numa ferramenta de controlo social.
2 – Risco de discriminação e de exclusão social
Tal como sucedeu com o certificado digital Covid, este cartão acarreta um enorme risco de discriminação dos cidadãos que, no exercício do seu direito de optarem por não adoptar as recomendações de vacinação impostas pelas autoridades de saúde, poderão ser excluídos de vários aspectos da vida em sociedade, enfrentando restrições, tais como: acesso a determinados serviços; viagens; ou mesmo a impossibilidade de trabalhar; etc.
3 – Perigo da centralização dos dados de saúde
O CVE centralizará uma enorme quantidade de dados pessoais sensíveis. A consolidação das informações de saúde num único documento digital aumenta significativamente o risco de ataques cibernéticos e o perigo de vazamento de dados, acarretando a sua vulnerabilidade e expondo os cidadãos a violações da sua privacidade. Para além do mais, quem garante que tais dados pessoais não serão utilizados para fins diferentes dos inicialmente previstos?
4 – Ilusão de segurança.
Os proponentes da EUVABECO e do CVE alegam razões de segurança e de protecção da saúde pública. Porém, esta segurança é ilusória, pois a promessa de uma melhor gestão das crises sanitárias e da saúde pública não pode ser feita à custa da restrição dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, constitucionalmente consagrados. A segurança não pode justificar um controlo excessivo e a vigilância constante dos cidadãos.
5 – O controlo global.
Vinculando o CVE à identidade digital e à moeda digital europeias, as autoridades europeias estão a lançar as bases para uma sociedade onde todos os aspectos da existência dos cidadãos serão condicionados pela sua submissão a supostos ditames de saúde. Este controlo totalitário sobre os indivíduos, com o pretexto da saúde, deve ser travado imediatamente.

(Texto obtido do site Resistir).

Assine a petição aqui.