Uma invasão a partir de Marte – A guerra (financeira) dos mundos 

(Nomi Prins, in a Viagem dos Argonautas, 05/03/2021)

Os números de vítimas parecem ser os de alguma guerra particularmente brutal, possivelmente a Guerra Civil Americana, ou como alguns médicos têm dito, a “Terceira Guerra Mundial”: mais de 360.000 americanos mortos, com previsões de se atingir mais de 500.000 de nós pelo final de fevereiro. Quanto aos pobres, despejados, desempregados, principalmente pessoas de cor, a dor é quase impossível de imaginar. No entanto, se em certo sentido este país parece uma paisagem de guerra  num um planeta pandêmico, uma espécie de inferno permanente  na terra, então, na verdade, é porque também há um paraíso….

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Uma invasão a partir de Marte – A guerra (financeira) dos mundos 

(Nomi Prins, in a Viagem dos Argonautas, 05/03/2021)

Os números de vítimas parecem ser os de alguma guerra particularmente brutal, possivelmente a Guerra Civil Americana, ou como alguns médicos têm dito, a “Terceira Guerra Mundial”: mais de 360.000 americanos mortos, com previsões de se atingir mais de 500.000 de nós pelo final de fevereiro. Quanto aos pobres, despejados, desempregados, principalmente pessoas de cor, a dor é quase impossível de imaginar. No entanto, se em certo sentido este país parece uma paisagem de guerra  num um planeta pandêmico, uma espécie de inferno permanente  na terra, então, na verdade, é porque também há um paraíso….

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Quem és tu Romeiro?

(Jorge Rocha, in Blog Ventos Semeados, 04/03/2021)

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Dissipado o nevoeiro em que não se deu pelo prometido Sebastião, eis que dele emergiu azougado Romeiro, que não esconde o envolvimento no autêntico Alcácer-Quibir de entre 2011 e 2015, quando ajudou a entregar o país à troika ou a suportar-lhe os posteriores efeitos. Desde então a quase anónima passagem por Bruxelas não nos fizera darmos-lhe pela falta, agora interrompida ao ver-mo-lo ansioso por se voltar deitar com a ditosa Pátria apesar de a saber a usufruir maior felicidade no ter-se entregue a outro eleito..

Convenhamos que dizendo-se endinheirado no apelido – mesmo que tão pouco se fique pelas moedas e não tanto pelas bem mais apetecíveis notas – não se lhe encontra merecimento maior do que o personagem garrettiano. É que olhamos para trás e dele não lembramos a mais ínfima tentativa de impedir o avanço do (In)desejado chefe para o inóspito deserto, quiçá acreditando-lhe na promessa de aí serem encontrados verdejantes prados. O resultado, não o esquecemos: os jovens convidados a procurarem futuro nas estranjas, menos direitos para quem ainda mantinha os empregos e o geral empobrecimento dos que não soubessem enriquecer à conta das fartas privatizações ou das fugas fiscais.

Até outubro, e porque não têm quem lhes sirva de contrapoder que as contradiga, as televisões e a generalidade da imprensa irão ser pródigas nos méritos do regressado, por muito que não nos consigam dizer quais os que a seu respeito possam alegar. Mas sabemos bem o quanto as direitas, nelas consolidadas, nem quererão saber que fundamento possa existir nas promessas de quem, não tendo uma única ideia para fazer progredir o país, já se contentam com a reconquista do poder apenas por esse mesmo poder. Não faltarão laudas às «virtudes» do Romeiro como se de Aladino com a respetiva lâmpada mágica se tratasse. E haverá até quem o julgue sério concorrente a quem, em contraponto, vem transformando Lisboa numa das mais reconhecidamente belas cidades europeias.

Lá para o fim do ano, quando o logro tiver ficado esclarecido poderemos ver reposto o verdadeiro final do segundo ato do «Frei Luís de Sousa»: a quem perguntar ao Moedas quem afinal é, sempre poderá responder com o «Ninguém», que futuramente está fadado a ser…